Mundial de 2018, Rússia: bi para a França

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Pela primeira vez o Mundial de futebol foi organizado no leste europeu pela Rússia em 2018. Numa prova muito equilibrada, com surpresas e deceções, foi talvez um onde as diferenças entre seleções foi menor. Os jogos foram quase todos muito discutidos, mesmo entre nações de diferentes confederações. A primeira fase ficou marcada pela eliminação da Alemanha. Desde o Mundial de 1938 na França os alemães tinham sempre chegado pelo menos aos quartos, desta vez nem nos oitavos tiveram lugar. Em 1938, não houve fase de grupos, os germânicos perderam na primeira eliminatória com a Suíça, num segundo jogo pois o primeiro tinha terminado empatado. A derrota foi por 4-2. Desde aí, com fase de grupos em todos os campeonatos do Mundo isto nunca tinha ocorrido.

O México nos oitavos continuou com a sua maldição: desde o Mundial de 1994, nos EUA, os mexicanos passaram sempre a fase de grupos, mas também, não foram mais longe que esse patamar; já vai em sete ocorrências consecutivas. O Japão também chegou pela terceira vez a esta fase e desperdiçou uma vantagem de dois golos diante da Bélgica, acabando por perder por 3-2. A Rússia também fez história: desde o fim da União Soviética nunca mais passou a fase de grupos de um Mundial, a última ocasião em que tal tinha passado foi no México 1986, ainda como URSS. Em casa, finalmente, os russos acabaram com essa maldição, atingindo mesmo os quartos, onde só cederam diante dos vice-campeões da Croácia, nas grandes penalidades e eliminaram a Espanha nos oitavos.

A Inglaterra e a Bélgica que já não chegavam às meias-finais há algum tempo, voltaram a essa etapa. Os belgas surpreenderam os brasileiros nos quartos, os ingleses afastaram a surpresa da Suécia. Suecos que não iam tão longe desde o terceiro lugar do Mundial de 1994. Assim, Inglaterra desde de 1990 que não disputava uma meia-final e a Bélgica desde 1986 iam tentar fazer mais história.

Em dois jogos equilibrados a França e a surpresa Croácia qualificaram-se para a final. No caso dos gauleses uma vitória tangencial diante da Bélgica. Nos croatas, um jogo decidido no prolongamento, com um triunfo por 2-1 frente a Inglaterra. A Bélgica venceu o jogo para o bronze, alcançando assim a sua melhor qualificação de sempre. A França, que tinha eliminado num jogo espetacular a Argentina nos oitavos (4-3), depois o Uruguai nos quartos, era a grande favorita para o título. Favoritismo isso que comprovou ao derrotar a surpresa Croácia na final. Na final com mais golos desde o Mundial de 1966 na Inglaterra que terminou com o mesmo resultado de 4-2, embora, em 1966, só após prolongamento. Para a Croácia ficou uma caminhada inolvidável, derrotando na fase de grupos, aliás, goleando a Argentina por 3-0. Todavia, duas passagens após grandes penalidades e mais um prolongamento nas meias talvez tenha limitado um pouco os croatas na final. No entanto, tornaram-se a primeira equipa do leste europeu a chegar tão distante desde o Mundial de 1962, no Chile, onde a Checoslováquia também soçobrou na final perante o Brasil de Garrincha. A França sagrou-se assim campeã mundial pela segunda ocasião, primeira em vinte anos.

Portugal fez os mínimos: passou a fase de grupos. Perdeu nos oitavos diante do Uruguai, num jogo onde os uruguaios foram quase 100% eficazes em termos da relação entre golos e oportunidades criadas. O destaque vai para Cristiano Ronaldo que fez um hat-trick no primeiro jogo contra a Espanha, que terminou 3-3, e mais um golo frente a Marrocos com uma vitória por 1-0. Esperava-se um pouco mais do campeão europeu, contudo, não foi possível mais.

 

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
2018, Rússia: França      
       
    1ªfase, Grupo C Austrália 2-1
      Perú 1-0
      Dinamarca 0-0
    Oitavos-de-final Argentina 4-3
    Quartos-de-final Uruguai 2-0
    Meias-finais Bélgica 1-0
    FINAL Croácia 4-2
         
 Onze principal: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Hernández; Pogba e Kanté (Nzonzi); Mbappé, Griezmann e Matuidi (Tolisso); Giroud (Fekir)
         
Marcha do marcador: 1-0, por Mandzukic (18m, pb); 1-1, por Perisic (28m); 2-1, por Griezmann (38 m,gp); 3-1, por Pogba (59m); 4-1, por Mbappé (65m); 4-2, por Mandzukic (69m)
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

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Gornik Zabrze finalista da Taça das Taças 1969-70

O Rio Ave vai disputar pela terceira vez a Liga Europa. Em 2014-15 chegou à fase de grupos. Esta ainda é a sua melhor prestação. Na época que se avizinha, na segunda pré-eliminatória vai defrontar o vice-campeão polaco:  Jagiellonia Bialystok. Um sorteio complicado. Não vai ser fácil, nesta altura da época, eliminá-lo.

A Polónia a nível da seleção já foi duas vezes medalha de bronze nos Mundiais: 1974 e 1982. E campeã olímpica em 1972, em Munique. Mas a nível de clubes só disputou uma final europeia: a Taça das Taças de 1969-70. Relembre-se que esta competição foi extinta em 1998-99. Apurava-se para a disputar o vencedor da taça de cada país, ou o finalista vencido em caso de dobradinha.

O Gornik Zabrze que ainda é o clube polaco com mais campeonatos (14), tantos quantos o Ruch Chorzow. O último foi em 1987-88. Também são o segundo clube desta nação com mais Taças da Polónia (6), a última em 1971-72. Esta última época conseguiram qualificar-se para as competições europeias ao fim de alguns anos, onde o concluíram em quarto lugar.

Na época de 1969-70 estiveram quase a tocar o céu e chegaram à única final europeia deste país na Taça das Taças. Um percurso complicado; só para se ter uma ideia, só se apuraram para a final, nas meias-finais, diante da Roma, por moeda ao ar, pois os dois encontros terminaram empatados a um, o prolongamento da segunda mão não o desfez e como ainda não havia grandes penalidades, foi tudo decidido por moeda ao ar. Os polacos foram mais sortudos. Na final, o Manchester City superiorizou-se e venceu por 2-1, conquistando o seu único troféu europeu até à data. Para o Gornik Zabrze foi um prazer ter disputado esta partida tão importante mas está à espera que algum clube desta nação o repita.

 

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1969-70-Taça das Taças: Gornik Zabrze    
   
         
         
         
    1ªeliminatória Olympiakos 2-2*/5-0
    Oitavos-de-final Glasgow Rangers 3-1/3-1*
    Quartos-de-final Levski Sófia 2-3*/2-1
    Meias-finais Roma 1-1*/1-1 apurado por moeda ao ar
    FINAL Manchester City 1-2
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

II Mundial de Andebol Feminino, 1962, Roménia: título para as romenas

 

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O Campeonato do Mundo de Andebol Feminino teve lugar na Roménia em 1962. As vencedoras foram as anfitriãs. Um evento que teve uma primeira fase de grupos com três equipas onde passavam duas seleções para uma segunda fase de grupos de três equipas, onde o vencedor de cada um defrontavam-se na final, os segundos discutiam o bronze. O único mau jogo da Roménia foi na primeira fase de grupos, onde concedeu um empate diante da Jugoslávia. Depois, duas vitórias e a qualificação para a final, onde lutaram contra a Dinamarca, num jogo que terminou 8-5 e assim conquistaram o seu único título mundial até aos nossos dias. Por usa vez, as dinamarquesas só chegaram a outra final em 1993. A Checoslováquia alcançou o seu único bronze na história deste evento e Jugoslávia ficou em quarto um lugar que melhoraria em edições seguintes.

 

1962- Roménia: Roménia    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo C) Polónia 9-4
      Jugoslávia 3-3
    2ªfase (Grupo I) Hungria 9-7
      Checoslováquia 7-3
    FINAL Dinamarca 8-5
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

II Mundial de Andebol, 1954, Suécia: título para os suecos

 

 

Mundial de Andebol na Suécia, 1954, primeiro título para os anfitriões. Uma competição curta, com apenas seis seleções, dividas em dois grupos de três, onde os dois primeiros se qualificavam para a final e os dois segundos para discutir o bronze. A Suécia era uma das favoritas e não deixou os créditos em mãos alheias, venceu os dois jogos na fase de grupos com alguma margem confortável. Na final, diante dos campeões, numa partida equilibrada, superiorizou-se por 17-14. Assim somou o seu primeiro troféu. De realçar, o quarto lugar da Suíça, que ainda é o seu melhor resultado, igualado em 1993. A Suécia começou aqui a marcar o seu lugar na história deste evento e começou a ser vista em todas as competições como um candidato a ir longe.

 

1954- Suécia: Suécia    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Dinamarca 16-8
      Checoslováquia 23-14
    FINAL RFA 17-14
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

II Mundial de Basquetebol Feminino 1957 Brasil: bi para os EUA

1957- Brasil: EUA    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Perú 75-37
      Argentina 64-39
      Checoslováquia 50-53
    Fase Final Hungria 51-46
      Brasil 67-44
      Chile 76-47
      Checoslováquia 61-55
      Paraguai 60-40
      URSS 51-48
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

A segunda edição do mundial de basquetebol feminino realizou-se no Brasil, em 1957. Os favoritos eram os do costume: EUA, URSS, Brasil e Checoslováquia, mais os primeiros. Segundo torneio, segundo título para as americanas. A fase de grupos nem foi a melhor, perderam um jogo, mas, como ganharam os outros dois apuraram-se para a fase final. Esta consistia em um grupo de sete equipas, todos contra todos, o que ganhasse mais jogos era campeão. Os EUA venceram todos os jogos e sagraram-se campeões. Um caminho com encontros muitos renhidos, sobretudo o decisivo para a atribuição do título diante das russas que ficou decidido por uma diferença de 3 pontos. Cinco foi a margem de vitória contra a Hungria no primeiro encontro desta etapa. Ao triunfarem neste seis jogos, uns mais difíceis que outros, fizeram a festa.

O pódio ficou concluído com o segundo lugar da URSS e o bronze para a Checoslováquia. Resultados que ambas as nações iriam melhorar no futuro. O Brasil ficou em quarto, igualando o resultado da edição anterior; também iria fazer mais nas edições seguintes.

 

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1987-88, primeira subida do Nacional à I Liga

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O Nacional da Madeira subiu esta época à I Liga. Aqui vou abordar a primeira vez que este clube foi promovido à então I Divisão. Isso aconteceu na época de 1987-88. A II Liga não existia, havia apenas II e III Divisão, além da I Divisão. Nessa temporada subiam seis equipas ao escalão máximo do futebol português, 2 da Zona Norte, 2 da Zona Centro e 2 da Zona Sul, enquanto desciam o mesmo número da primeira. Na Zonal Sul, o Nacional, terminou em segundo atrás do Estrela Amadora que também subiu este ano pela primeira vez à primeira. Uma subida com alguma folga, cinco pontos de vantagem sobre o Louletano (à altura a vitória só valia dois pontos). Na primeira época na I Divisão, em 1988-89 ficaram em décimo. Esta aventura durou três anos. Depois, só no século XXI regressariam, em 2001-02. Uma estadia de 15 anos onde foi apurado para as competições europeias, ficando duas vezes em quarto, 2003-04 e 2008-09. Veremos se nesta nova vida, em 2018-19 igualarão esses anos.

 

 

1987-88 J V E D GOLOS P
1-Estrela Amadora 38 24  8  6 64-22 56
2-Nacional 38 25  5  8 69-25 55
3-Louletano 38 23  4 11 80-36 50
4-Estoril 38 18 11  9 55-35 47
5-Barreirense 38 15 14  9 42-37 44
6-União Madeira 38 16 10 12 59-39 42
7-Sacavenense 38 14 13 11 43-40 41
8-Atlético 38 15 10 13 55-39 40
9-Oriental 38 14 11 13 53-51 39
10-Silves 38 12 14 12 38-47 38
11-Olhanense 38 15  8 15 50-43 38
12-Esperança Lagos 38 14  8 16 39-48 36
13-Santiago do Cacém 38 12 11 15 36-55 35
14-Montijo 38 13  7 18 46-51 33
15-Amora 38 11  9 18 43-64 31
16-Lusitânia 38 10 11 17 26-54 31
17-Cova Piedade 38  8 14 16 40-54 30
18-Samora Correia 38 10  7 21 33-58 27
19-Pescadores 38  8  8 22 33-74 24
20-Santa Clara 38  5 13 20 19-51 23

 

 

João Sousa vence o Estoril Open 2018

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Nasci em 1981. Comecei a acompanhar o desporto com mais atenção em 1989. Nem sequer existia um torneio de ténis ATP em Portugal nessa altura. O primeiro foi em 1990. O agora chamado Estoril Open. Na altura e durante toda a década de 90 parecia quase utópico um português conquistar esta prova.  Nuno Marques e João Cunha e Silva chegaram aos quartos, mas daí não passaram. Ou seja, era um sonho ver um lusitano erguer o troféu.

Na primeira década do século XXI apareceu um português que conseguiu atingir um top 60 na tabela do ATP. Esse indivíduo era Frederico Gil. Tal como os outros dois citados no parágrafo anterior, também chegou aos quartos. Até que em 2010 chegou onde nenhum lusitano tinha obtido em toda a história do ATP, isto é, à final de um torneio deste calibre. Foi o pioneiro neste sentido. E para tudo ser melhor, foi no Estoril Open. O que era quase utópico estava a um pequeno passo de ser conseguido. Num jogo muito renhido, onde Gil desperdiçou dois breaks à maior no terceiro set, ditou a vitória do espanhol Montanes e o sonho ficou muito mais longe. Parecia um oportunidade irrepetível! Tão perto e tão longe!

Em 2013 o país acordou para uma nova realidade. Na Malásia, um tenista chamado João Sousa venceu um torneio ATP. Três anos depois da derrota de Gil, este alcançou o que ninguém tenha feito anteriormente. Em 2015, novo torneio ATP, em Espanha. Todos em hardcourts. Parecia que finalmente tínhamos alguém capaz de tornar o sonho em realidade! Até porque, em 2012, ainda no início da carreira tinha chegado aos quartos deste evento. Só que, talvez por não lidar bem com pressão, nunca mais chegou sequer a essa fase.

Isto tudo até 2018. Um jogo equilibradíssimo na primeira eliminatória durante um ucraniano, com vitória por 7-6 e 7-5. Os oitavos diante de Pedro Sousa, também não foram menos com um triunfo saldado em três sets muito iguais. Nos quartos, mais três sets frente a Edmund, sendo que no último o britânico implodiu, perdendo por 6-0. Já estava nas meias, talvez fosse desta. E nas meias, contra uma estrela emergente do ténis atual, um tenista grego, a vitória no tie-break do terceiro set, colocou João Sousa na final. Era uma oportunidade a não desperdiçar. Curiosamente, o encontro mais fácil para o jogador português foi a final, saldada numa vitória por duplo 6-4, frente ao também promissor Tiafoe. O quase utópico transformou-se numa realidade muito saborosa! Finalmente, após 29 anos, 29 edições, um lusitano chamado João Sousa fez a festa!

 

2018: Estoril Open: João Sousa    
   
         
         
         
    1ªeliminatória Daniil Medvedev 7-6/7-5
    Oitavos-de-final Pedro Sousa 4-6/7-6/7-5
    Quartos-de-final Kyle Edmund 6-3/1-6/6-0
    Meias-finais Stefanos Tsitsipas 6-4/1-6/7-6
    FINAL Frances Tiafoe 6-4/6-4
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

 

2010-11, FC Porto campeão sem derrotas e vencedor da Liga Europa

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Uma época quase perfeita: campeonato sem derrotas, Taça de Portugal e Liga Europa. O Benfica foi campeão sem derrotas em 1972-73, só cedendo dois empates. Nesta época o FC Porto permitiu três empates. Na Taça de Portugal, o Benfica, em 1972-73 perdeu nos oitavos diante do Leixões; os portuenses venceram-na, fazendo uma recuperação nas meias diante dos encarnados e na final, 6-2 contra o Vitória Guimarães, que há 23 anos não chegava tão longe. Foram o segundo clube a marcar seis numa final. Só o Benfica em 1963-64, 6-2 contra os dragões e em 1943-44, 8-0 diante do Estoril fez igual ou melhor.

Outra diferença foi as competições europeias: em 1972-73, os encarnados, na então Taça dos Campeões, foi eliminado nos oitavos-de-final contra o campeão inglês Derby County. Recorde-se, na década de 70, os países participantes neste torneio só tinham mais de um participante se o campeão europeu não fosse campeão nacional, caso contrário só vencedor da sua liga se apuraria. O FC Porto conquistou a Liga Europa frente ao Sporting Braga, numa época em que Portugal colocou três clubes nas meias-finais, algo impensável. Só o Villarreal se intrometeu entre os lusitanos, mas foi despachado, logo na primeira mão, no Dragão por 5-1 e pouco pode fazer contra o poderio português. É verdade que em 2002-03, tivemos duas equipas nas meias-finais (FC Porto e Boavista), mas, três, nem as principais potências europeias fizeram isso muitas vezes nas três competições europeias que se disputam ou disputavam, a Taça das Taças foi extinta em 1998-99. Na final, equilibrada, um golo de Falcao fez a diferença e oito anos depois FC Porto voltou a vencer a agora designada Liga Europa.

Esta, uma das melhores equipas da história do futebol português ao nível de clubes, no campeonato passeou e festejou o título na Luz às escuras e com o sistema de rega ligado! O Benfica ficou em segundo a 21 pontos de distância, ou seja, ninguém tinha qualidade para se opor aos portistas. Num campeonato sem grandes destaques além disso, isto é,  nenhuma equipa teve uma classificação histórica, melhor de sempre ou que as recentes, as últimas duas décadas, o FC Porto foi o inatacável campeão sem derrotas, algo que só tinha acontecido uma vez, a supracitada em 1972-73, pelo Benfica e só seria repetido mais uma vez, mas, com uma equipa longe de atingir o nível desta nas competições europeias. Era realmente uma equipa que marcou e vai ficar para sempre na história do futebol português como uma das melhores de sempre!

2010-11 J V E D GOLOS P
1-FC Porto 30 27  3  0 73-16 84
2-Benfica 30 20  3  7 61-31 63
3-Sporting 30 13  9  8 41-31 48
4-Sporting Braga 30 13  7 10 45-33 46
5-Vitória Guimarães 30 12  7 11 36-37 43
6-Nacional 30 11  9 10 28-31 42
7-Paços Ferreira 30 10 11  9 35-42 41
8-Rio Ave 30 10  8 12 35-33 38
9-Marítimo 30  9  8 13 33-32 35
10-União Leiria 30  9  8 13 25-38 35
11-Olhanense 30  7 13 10 24-34 34
12-Vitória Setúbal 30  8 10 12 29-42 34
13-Beira-Mar 30  7 12 11 32-36 33
14-Académica 30  7  9 14 32-48 30
15-Portimonense 30  6  7 17 29-49 25
16-Naval 1ºMaio 30  5  8 17 26-51 23
             

 

2010-11: FC Porto, 1ºlugar CASA FORA
Benfica 5-0 2-1
Sporting 3-2 1-1
Sporting Braga 3-2 2-0
Vitória Guimarães 2-0 1-1
Nacional 3-0 2-0
Paços Ferreira 3-3 3-0
Rio Ave 1-0 2-0
Marítimo 4-1 2-0
União Leiria 5-1 2-0
Olhanense 2-0 3-0
Vitória Setúbal 1-0 4-0
Beira-Mar 3-0 1-0
Académica 3-1 1-0
Portimonense 2-0 3-2
Naval 1ºMaio 3-1 1-0
CASA FORA
V E D GOLOS V E D GOLOS
14 1 0 43-11 13 2 0 30-5
TOTAL
J V E D GOLOS P
30 27 3 0 73-16 84

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

II Mundial de Basquetebol, 1954, Brasil: primeiro para os EUA

1954: Brasil: EUA    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Perú 73-51
      Canadá 59-37
    Fase Final Filipinas 56-43
      França 70-49
      Uruguai 64-59
      Canadá 84-50
      Formosa 72-28
      Israel 74-30
      Brasil 62-41
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Parece normal dizer que os EUA foram campeões do Mundo de Basquetebol, mas nos anos 50 e subsequentes décadas não era bem assim. Os jogadores da NBA não faziam parte desta seleção por isso é que havia mais competitividade. Este título seria o primeiro, o segundo foi só em 1986. Três décadas sem o vencer. Outros tempos! Um torneio ganho com facilidade, se assim se pode dizer. O jogo mais equilibrado foi diante do Uruguai, na fase final de apuramento de campeão, onde triunfaram por apenas cinco pontos. Esta competição tinha um formato diferente do futebol: não havia final, havia uma primeira fase de grupos, onde se qualificavam os dois primeiros; depois, uma fase final com oito equipas, todos contra todos, onde quem obtivesse mais vitórias era campeão. Os americanos não tiveram problema algum, venceram todas as partidas, tornando-se campeões do Mundo pela primeira vez. De realçar o terceiro lugar da seleção das Filipinas, algo impensável nos dias que correm. Os organizadores, Brasil, foram vice-campeões, um ensaio para as edições seguintes.

 

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