1998, Barcelona do Equador volta a surpreender na Taça Libertadores da América

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Oito anos depois de ter chegado à final da Taça Libertadores da América, o clube equatoriano, Barcelona, voltou a chegar à final da mesma. Infelizmente, como em 1990, perdeu essa final. Não deixa de ser um feito até porque além deste clube, no Equador, só o LDU Quito e o Independiente del Valle conseguiram chegar a uma final. O primeiro festejou em 2008, o segundo também perdeu em 2016. Todavia, isto não retira a dimensão de tal feito. Só faltou levantar a taça!

Ao contrário de 1990, o Barcelona teve sorte no caminho rumo à final. Não apanhou nenhum clube brasileiro ou argentino nas três eliminatórias que antecedem os jogos decisivos. Talvez, devido a este facto, não deram muita luta frente ao Vasco da Gama, clube brasileiro. Os cariocas venceram facilmente, triunfando nos dois jogos, conseguindo, até agora, a sua única conquista neste evento. Porém, o clube do Equador, com duas finais, continua a ser o que mais as disputou no seu país.

 

       
1998, Taça dos Libertadores: Barcelona Equador    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Deportivo Quito 0-0
      Bucaramanga 1-0
      América 1-0
      Deportivo Quito 1-1*
      Bucaramanga 0-1*
      América 1-1*
    Oitavos-de-final Colo Colo 2-1/2-2*
    Quartos-de-final Bolívar 1-1*/4-0
    Meias-finais Cerro Porteño 1-0/1-2/4-3 g.p.*
    FINAL Vasco Gama 0-2*/1-2
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

Barcelona do Equador na final da Taça Libertadores América 1990

1990, Taça dos Libertadores: Barcelona Equador
   
 
 
  1ªfase (Grupo 1) Emelec 0-0
  Oriente Petrolero 2-1
  Emelec 1-3*
  The Strongest 1-2*
  Oriente Petrolero 1-1*
  The Strongest 1-0
  Play-off 3º/4ºlugar Oriente Petrolero 3-1/2-3/5-4 g.p.
  Oitavos-de-final Progeso 2-0/2-2*
  Quartos-de-final Emelec 0-0*/1-0
  Meias-finais River Plate 0-1*/1-0/4-3 g.p.
  FINAL Olímpia Assunção 0-2*/1-1
 
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

Em 1990, na Taça Libertadores da América, pela primeira vez uma equipa equatoriana chegou à final. Esse conjunto foi o Barcelona (não confundir com os catalães). O que é mais curioso é que só se qualificaram para a fase a eliminar num play-off do próprio grupo, diante dos bolivianos do Oriente Petrolero, apenas decidido nas grandes penalidades. Mas, chegada a fase a eliminar, foram avançando com maior ou menor dificuldade. Nas meias-finais, tiveram que enfrentar o poderoso clube argentino, River Plate, conseguiram eliminá-lo nas grandes penalidades. Na final, encontraram o campeão de 1979, Olímpia Assunção e finalista do ano transato. Uma final sem nenhum clube da Argentina, Brasil e Uruguai; algo tão raro na história desta prova e algo que poucas vezes aconteceu após esta edição. Aí, os paraguaios foram superiores e conquistaram-na pela segunda vez.

O Barcelona do Equador chegou a mais uma final, em 1998, onde soçobrou frente aos brasileiros do Vasco da Gama. Só em 2008, uma equipa equatoriana ganharia este evento, LDU Quito. Mas fica o pioneirismo desta agremiação.

 

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XVII Europeu de Basquetebol Feminino, 1980, Jugoslávia: título soviético

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Mais um Europeu mais um título para a União Soviética. Mais uma vez uma vitória concludente. Podendo dizer-se que não houve oposição à altura. Ficaram isentos da primeira fase de grupos e a seguir cilindraram todas as adversárias rumo à final. Tudo vitórias acima dos trinta pontos. O jogo mais renhido (se se pode chamar assim) foi a meia-final frente à Checoslováquia, com um triunfo por 32 pontos! De resto, tudo acima dos 45 pontos. Nada à dizer. Um título conquistado sem muito mais a elaborar. Nesta altura as soviéticas dominavam o panorama europeu do basquetebol e não tinham muita oposição. Limitavam-se a ir ao Campeonato Europeu e a conquistá-lo sem muito labor. Eram hegemónicas, ninguém lhes fazia frente. Algo que só o fim da URSS mudou.

1980, Jugoslávia: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase Isento  
    Quartos-de-final (Grupo A) Holanda 105-43
      Polónia 94-40
      Bulgária 119-63
    Meias-finais Checoslováquia 94-62
    FINAL Polónia 95-49
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

XVII Europeu de Basquetebol, 1971, RFA: título para URSS

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1971, RFA: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Roménia 83-55
      RFA 91-54
      Espanha 118-58
      França 75-63
      Polónia 94-73
    Meias-finais Itália 93-66
    FINAL Jugoslávia 69-64
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

O Eurobasket de 1971 disputou-se na Alemanha Ocidental e mais uma vez o vencedor foi a União Soviética. Um percurso imaculado, sem derrotas, com vitórias por mais de vinte pontos, exceto na final, com um triunfo apertado diante da Jugoslávia, cinco pontos; e também outro frente à França por doze pontos, na fase de grupos. Ou seja, além destes dois jogos, sempre diferenças superiores a vinte pontos. Nada a dizer quanto à justeza deste título; mais um para os russos. Serie o fim de uma hegemonia. No Europeu seguinte o troféu seria para a Jugoslávia. No entanto, foi uma série de europeus consecutivos conquistados que não mais seria igualada.

XVII Europeu de Voleibol Feminino, 1991, Itália: título soviético

1991, Itália: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Bulgária 3-0 (15-7,15-2,15-11)
      França 3-0 (15-6,15-11,15-13)
      Albânia 3-0 (15-2,15-7,15-6)
      Grécia 3-0 (15-7,15-2,15-3)
      Itália 3-0 (15-6,15-6,15-9)
    Meias-finais Alemanha 3-0 (15-6,15-3,15-11)
    FINAL Holanda 3-0 (15-4,15-2,15-3)
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

O Europeu de voleibol feminino de 1991 disputou-se na Itália. Mais uma vez com o vencedor do costume: a União Soviética. A última vez que esta nação participou nesta prova, pois, pouco depois subdividiu-se em vários países. A Rússia seria a sua sucessora pois era a potência colonizadora. Quanto à prova nada à dizer quanto à justeza da sua vitória. Não cedeu qualquer set. Poucos vezes concedeu mais de dez pontos em cada set (recorde-se que isto ainda era a pontuação antiga onde só se marcava pontos no próprio serviço e era até aos quinze). Foi um autêntico passeio rumo a mais um título. O último como URSS. Ao contrário dos masculinos, nos femininos a Rússia não ficou muito abalada com este fim, pois conquistou mais alguns. Nos homens apenas mais um em 2013.

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XVI Europeu de Voleibol Feminino, 1989, RFA: título soviético

Depois de terem perdido o título, em 1987, para a RDA, a União Soviética voltou a conquistá-lo. Não teve oposição até à final, já que, chegou lá sem ceder um único set. Um passeio até ao jogo decisivo, mostrando, que ainda eram uma potência da modalidade, à altura, provavelmente a seleção mais forte da Europa e uma das melhores do Mundo. Na final, diante da RDA, as coisas não foram assim tão simples. Cederam um set, o primeiro, e venceram os três seguintes, mas todos decididos nas vantagens (16-14,15-13,15-13). Assim, alcançaram mais um título europeu de voleibol feminino a juntar ao seu vasto palmarés. As conquistas, ao contrário da equipa masculina da Rússia, continuaram após o fim da URSS. Nos homens só um título após isso. Na equipa feminina seis, o que demonstra o lugar da Rússia no panorama internacional desta modalidade.

 

 

1989, RFA: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Turquia 3-0 (15-5,15-9,15-8)
      Roménia 3-0 (15-7,16-14,16-14)
      Jugoslávia 3-0 (15-12,17-16,15-8)
      Finlândia 3-0 (15-3,15-1,15-7)
      RFA 3-0 (15-9,15-7,15-4)
    Meias-finais Itália 3-0 (15-10,15-7,15-8)
    FINAL RDA 3-1 (8-15,16-14,15-13,15-13)
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

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XVII Europeu de Voleibol, 1991, Alemanha: título soviético

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1991, Alemanha: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Suécia 3-0 (15-5,15-13,15-13)
      Polónia 3-0 (16-14,15-11,15-6)
      Finlândia 3-0 (15-12,15-7,15-11)
      Grécia 3-1 (10-15,15-9,15-2,15-6)
      Alemanha 3-0 (15-13,15-11,15-13)
    Meias-finais Holanda 3-0 (15-8,15-8,15-8)
    FINAL Itália 3-0 (15-11,17-16,15-9)
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Neste Europeu ocorreu o fim de uma era. A União Soviética estava a aproximar-se do fim. Este foi a sua última aparição como país unido num Campeonato da Europa. Em 1993, já se tinha subdividido em várias nações. Como tinha acontecido até então, o título não lhe escapou. Um troféu conquistado sem grandes aflições, só cedeu um set em sete jogos, o que demonstra o domínio neste evento de 1991, na Alemanha. Ao vencer a Itália na final estava-se a dar a passagem do testemunho, pois, apesar desta derrota na final, seriam os italianos a dominar a década de 90 do voleibol internacional. A única coisa que não ganharam foi os Jogos Olímpicos. De resto: Liga Mundial, tricampeã do Mundo (1990,1994,1998) e vários Europeus.

Este título também foi um marco. Desde o fim da União Soviética, os russos, potência colonizador desse país, só venceram mais um Europeu, o de 2013. Isto mostra que a Rússia ainda tem muito a percorrer para se equiparar às equipas da URSS dos anos 60,70 e 80.

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