Óquei Barcelos vence a Taça CERS 2016-17

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Uma viagem a Itália para defender um troféu. Não foi uma caminhada fácil até à final four da Taça CERS de 2016-17. Nos oitavos uma eliminatória equilibrada com os italianos do Follonica, apesar das duas vitórias nos dois jogos, foram jogos equilibrados. Nos quartos, uma reedição da final de 2015-16, diante dos espanhóis do Vilafranca, decidida em Barcelos com uma vitória por 6-3 que anulou a desvantagem de um golo, trazida de Espanha.

Conseguiria o Óquei Barcelos tornar-se a primeira equipa portuguesa a vencer duas edições consecutivas da Taça CERS? O Benfica, FC Porto e Sporting, tal como este, todos tinham duas conquistas neste evento, mas nenhuma seguida. Era o detentor do troféu, a final a quatro era em Itália, faria história?

Nas meias-finais defronte uma equipa italiana, Sarzana, o Óquei de Barcelos venceu-os num jogo equilibrado. Na final, diante doutra equipa transalpina, o organizador desta fase, num encontro muito igual, só no último minuto é que o Barcelos confirmou a vitória, por 4-2, somando a terceira Taça CERS, segunda consecutiva, igualando o Novara e o Liceo Corunha com o mesmo número de triunfos, tornando-se na primeira equipa portuguesa a triunfar em dois edições seguidas. Fará o que só o Oeiras conseguiu, três edições consecutivas de um mesmo evento? O Oeiras, relembre-se, conquistou três Taças das Taças seguidas, entre 1976-77 e 1978-79.

 

2016-17, Taça CERS: Óquei Barcelos    
   
         
         
         
    Oitavos-de-final Follonica (Ita) 3-1*/3-2
    Quartos-de-final Vilafranca (Esp) 2-3*/6-3
    Final Four Viareggio (Ita):  
    Meias-finais Sarzana (Ita) 3-1
    FINAL Viareggio (Ita) 4-2
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

 

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18 anos depois, novo título: Europeu 2016, Hóquei em Patins

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Depois de derrotas traumatizantes, especialmente, em casa, em 2012; e após um longo jejum, desde o Mundial de 2003, que não ganhava nada, Portugal voltou a festejar. O título mundial tinha sido em Oliveira de Azeméis, esta conquista, foi aí também. Parece ser uma cidade talismã para os portugueses, de novo, em 2016.

Tal como em 2003, a Espanha foi eliminada nas meias-finais. Tal como em 2003, frente à Itália. É verdade que a campeã em título era a Itália e que os castelhanos estão num período de transição, mas não deixa de ser uma coincidência engraçada.

Portugal teve um autêntico passeio até à final. Se as vitórias frente à Suíça e a Áustria eram esperadas, mais golo menos golo, a clareza do triunfo frente à Espanha (6-1), foi um bocado surpreendente. Depois, nova vitória nos quartos, sem discussão, diante a Inglaterra. Nas meias, o mesmo, à Suíça que tinha derrotado a França, nos quartos, onde causou alguma surpresa.

A final do Mundial de 2003 foi decidida no prolongamento, com um golo de Pedro Alves. Em 2016, não se chegou a isso. Portugal teve uma primeira parte desastrosa, mas fez uma segunda excecional, vencendo a final por 6-2. 18 anos depois novamente campeões europeus. Treze anos depois conquistou novamente algo, na mesma cidade. Espera-se pelo Mundial do próximo ano para ver até onde pode ir esta geração.

2016-Portugal: Portugal:
 
   
 
 
  1ªfase (Grupo B) Suíça 8-0
  Espanha 6-1
  Áustria 14-1
  Quartos-de-final Inglaterra 12-0
  Meias-finais Suíça 8-0
  FINAL Itália 6-2
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

 

 

 

 

 

 

Benfica campeão europeu de Hóquei em Patins 2015-16

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Liga Europeia, 2015-16:        
Benfica      
         
    1ªfase (Grupo B) Vic (Esp) 5-1
      Mérignac (Fra) 5-2*
      Bassano (Ita) 8-2*
      Bassano (Ita) 9-6
      Vic (Esp) 6-7*
      Mérignac (Fra) 8-0
    Quartos-de-final Vendrell (Esp) 5-3*/5-5
    Meias-finais Barcelona (Esp) 1-1/2-1 g.p.
    FINAL Oliveirense (Por) 5-3
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Depois do título de 2012-13, frente ao FC Porto, ao Benfica teve o privilégio de organizar a final four da Liga Europeia de hóquei em patins, da época 2015-16. Um dos concorrentes ao título era o defensor do troféu, o todo poderoso Barcelona. Portugal era também representado aqui pela Oliveirense. No fim, os encarnados sorriram.

Numa meia-final tensa frente ao Barcelona, só decidida nas grandes penalidades, a favor do Benfica, tal como em 2012-13, só o resultado final diferia, em vez de 4-4, foi 1-1. Assim, os lisboetas classificaram-se para a final três anos depois e pela sétima vez. Tal como nessa temporada, o adversário era português, neste caso, a Oliveirense.

Para a OIiveirense era a primeira final europeia, segunda no total, desde a vitória na Taça CERS em 1996-97. Nesse ano, a Oliveirense bateu uma equipa portuguesa, Gulpilhares. No entanto, o Benfica foi mais forte e venceu por 5-3, conquistando assim o seu segundo título europeu. A curiosidade é que foram ambos contra equipas portuguesas, nas duas vezes que uma final só com clubes lusitanos ocorreu na história desta prova. Se em 2012-13 tinha sido com Luís Sénica, nesta foi orientado por Pedro Nunes.

 

 

 

Óquei Barcelos vence a Taça CERS 2015-16

Taça CERS, 2015-16:        
Óquei Barcelos      
         
    1ªeliminatória Villach (Aut) 16-2/16-1*
    Òitavos-de-final Coutras (Fra) 7-7/12-3*
    Quartos-de-final Lodi (Ita) 8-4/6-6*
    Meias-finais

(Final Four)

Matera (Ita) 3-3/2-1 g.p.
    FINAL Vilafranca (Esp) 6-3
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

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Óquei Barcelos nos anos 90 já tinha vencido tudo a nível europeu, cometendo mesmo o feito de se ter sagrado primeiro campeão europeu do que nacional. Voltando aos anos 90: Liga Europeia (Liga dos Campeões) e Taça Continental (Supertaça Europeia) em 1990-91; Taça das Taças em 1992-93; e Taça CERS em 1994-95. Entretanto, também perdeu uma final da Liga Europeia em 1993-94. Ganhou tudo. Depois, as coisas foram se perdendo. Duas finais perdidas: Taça CERS em 1998-99 e Liga Europeia em 2001-02. O clube foi também perdendo fulgor a nível nacional. Todavia, 21 anos depois, 14 anos depois da sua última final europeia, os barcelenses voltaram a vencer uma competição europeia: a Taça CERS de 2015-16.

Uma caminhada que começou com um passeio nas duas primeiras rondas, apesar do empate caseiro com a equipa francesa. Nos quartos-de-final, o vencedor da Taça de Itália 2015-16, Lodi, causou imensas dificuldades apesar de parecer ter sido feito com tranquilidade, onde os italianos chegaram a estar a vencer por quatro golos de diferença na segunda mão.

Óquei Barcelos conseguiu garantir a organização da final four em Barcelos, depois da polémica presença, na época anterior, nas meias-finais frente ao Reus. Apesar disso, não se pense que foi um passeio! Nas meias-finais, frente ao Matera, o jogo só foi decidido nas grandes penalidades, onde o clube português triunfou. Na final, começou a perder, mas acabou por triunfar com algum à-vontade face aos espanhóis do Vilafranca, por 6-3. 21 anos depois, um troféu europeu para Barcelos e Portugal.

 

Primeiro título da I Divisão de hóquei em patins do Benfica: 1950-51

1950-51 J V E D GOLOS P
1-Benfica 10 8 2 0 33-14 28
2-Paço d’Arcos 10 6 1 3 31-27 23
3-HC Sintra 10 4 4 2 36-29 22
4-Infante Sagres 10 3 3 4 23-20 19
5-Académico Porto 10 2 1 7 20-27 15
6-Sanjoanense 10 1 1 8 11-37 13

 

seleção

O campeonato nacional da I Divisão de Hóquei em Patins disputou-se pela primeira vez em 1938-39. O título foi para o Sporting. Só 36 anos depois é que os leoninos voltaram a ser campeões nacionais. O Benfica ainda teve que esperar mais de uma década, mas, em 1950-51, foram campeões sem margens para dúvidas, somando o seu primeiro título.

Um campeonato sem grande história pois os encarnados foram campeões sem derrotas, vencendo oito dos dez jogos, cedendo apenas dois empates. O segundo classificado, Paço d’ Arcos finalizou em segundo a cinco pontos dos lisboetas. O então detentor do título, HC Sintra ficou em terceiro longe do primeiro e a um do segundo colocado. Um passeio rumo ao primeiro troféu na I Divisão.

Refira-se que não havia subidas e descidas de divisão, ou seja, o último podia participar no campeonato da época seguinte e o primeiro não, isto, porque, era feita uma fase de apuramento anterior, onde, os três primeiros da Zona Norte e os três primeiros da Zona Sul ficavam apurados para a fase onde se decidia o título da I Divisão de Hóquei em Patins. Mas, para aí chegar era necessário passar por esta fase regional.

 

Paço d’Arcos, todas as classificações na I Divisão de Hóquei em Patins

Eis as classificações do Paço d’Arcos na I Divisão de Hóquei em Patins:

Paço d’Arcos-52 presenças
Épocas: 1940-41 a 1960-61, 1973-74, 1982-83 a 2006-07, 2009-10, 2011-12 a 2014-15
CAMPEÃO: 1942,1944,1945,1946,1947,1948,1953,1955
2ºlugar: 1941,1949,1950,1951,1952,1958,1960
3ºlugar: 1943,1954,1957,1959,1961,1988,1998
4ºlugar: 1956,2000,2004
5ºlugar: 1974,1987,1994,1999
6ºlugar: 1986,2013
7ºlugar: 1983,1989,1990,1995,1996,1997,2001,2002
8ºlugar: 2003,2015
9ºlugar: 1984,1985,1993,2005,2006
10ºlugar: 1991,1992,2012,2014
12ºlugar: 2007
14ºlugar: 2010

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Campo Ourique (CACO) campeão nacional de hóquei em patins, 1953-54

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1953-54 J V E D GOLOS P
1-Campo Ourique 14 9 3  2 42-20 21
2-Benfica 14 8 2  4 63-32 18
3-Paço d’Arcos 14 7 3  4 45-38 17
4-HC Sintra 14 6 3  5 35-34 15
5-Estrela Vigorosa 14 5 4  5 33-34 14
6-Infante Sagres 14 4 5  5 32-36 13
7-Académico Porto 14 3 4  7 27-41 13
8-Académica Espinho 14 2 0 12 21-63  4

Convém relembrar, antes de mais, como se apurava o campeão nacional nos anos 50: após os campeonatos regionais do Norte e do Sul, onde os quatro primeiros de cada se qualificavam para a I Divisão; aqui, os oito que aqui chegaram disputavam um campeonato de todos contra todos, a duas voltas, onde quem fizesse mais pontos era campeão.

Não se pode dizer, ao contrário do título de 1964-65 ganho pela CUF, que fosse uma grande surpresa, pois o Campo de Ourique já tinha finalizado no pódio anteriormente, mas os maiores candidatos eram o Benfica e o Paço d’Arcos. O CACO era um que corria por fora. Todavia, estes não só não se conformaram com este estatuto, como venceram o campeonato com alguma folga, contando que este só tinha 14 jornadas. Um título inédito que mais não se repetiu, porém até aos anos 60 o CACO ainda conseguiu alguns lugares honrosos no campeonato nacional da I Divisão. Atualmente, este clube garantiu a subida à II Divisão, veremos se no futuro consegue regressar ao escalão máximo do hóquei em patins português. Porém, lutar por títulos como nos anos 50, isso, será muito mais complicado, mas, sonhar não paga impostos!

Sporting vitória na Taça CERS 2014-15, 31 anos depois

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2014-15-Taça CERS:
Sporting
   
    1ªeliminatória Calafell (Esp) 3-2*/3-1
  Oitavos-de-final Basileia (Sui) 4-3*/5-3
  Quartos-de-final Oliveirense (Por) 2-3/4-1*
  Meias-finais Igualada (Esp) 3-2 a.p.
  FINAL Reus (Esp) 2-2/2-1 g.p.
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro

Uma ideia que começou a germinar no final, da primeira década do século XXI, quando o Sporting regressou ao hóquei patins sénior, começando pela III Divisão. Rapidamente atingiu a primeira e depois tudo começou a funcionar. Na primeira época fugiu à despromoção na última jornada, na segunda qualificou-se para as competições europeias, na terceira ganhou a Taça CERS, vinte quatro depois da última conquista, a Taça das Taças em 1990-91; e 31 depois da única nessa prova, em 1983-84.

Assim, o palmarés europeu do Sporting passou a ser o seguinte: 1 Liga Europeia, 1976-77; 3 Taças das Taças, 1980-81,1984-85 e 1990-91; e duas Taças CERS, 1983-84 e 2014-15. Só o FC Porto tem melhor. Curiosamente, o adversário na final, Reus, tem o segundo melhor historial europeu, só ultrapassado pelo Barcelona e não foi fácil batê-lo. Só nas grandes penalidades é que isso se deu, permitindo uma festa muito, passe o pleonasmo, festejada. Quatro anos depois de o Benfica, ter vencido este mesmo evento. Ainda há a Taça Portugal para disputar, será que os sportinguistas vão voltar aos tempos dourados das décadas de 70 e 80 onde ganharam tudo? Veremos.

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