A primeira subida do Portimonense à primeira: 1975-76

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1975-76 J V E D GOLOS P
1-Portimonense 38 24  7  7 82-45 55
2-Montijo 38 21 10  7 61-33 52
3-Peniche 38 19  9 10 50-36 47
4-Marítimo 38 16 13  9 48-32 45
5-Caldas 38 17  9 12 55-44 43
6-Oriental 38 14 14 10 47-32 42
7-Barreirense 38 14 12 12 41-39 40
8-Esperança Lagos 38 15 10 13 49-39 40
9-Olhanense 38 13 12 13 40-32 38
10-Torreense 38 12 14 12 48-51 38
11-Estrela Portalegre 38 15  8 15 46-39 38
12-Juventude Évora 38 12 13 13 39-34 37
13-Almada 38 16  4 18 42-39 36
14-União Santarém 38 14  8 16 34-47 36
15-Sintrense 38  9 17 12 33-40 35
16-Sesimbra 38 12 10 16 33-42 34
17-União Leiria 38 11 12 15 42-52 34
18-Lusitano Évora 38  9 11 18 30-55 29
19-Torres Novas 38  7  7 24 35-86 21
20-União Montemor 38  6  8 24 18-56 20

 

O Algarve até à época de 1975-76 só tinha tido três equipas a participar na I Divisão: Olhanense, Farense e Lusitano VRSA. Os melhores resultados então foram um quarto lugar do Olhanense em 1945-46 e dois quintos lugares em 1942-43 e 1943-44. O Lusitano VRSA tinha participado três vezes entre 1947-48 e 1949-50 (não participou mais nenhuma vez até hoje). O Farense tinha se estreado em 1970-71 no primeiro escalão do futebol português.

O Portimonense, curiosamente no ano em que o Farense desceu à segunda, conseguiu finalmente a sua promoção à então I Divisão, depois de décadas a procurar este feito. Alcançou-o ao ganhar a Zona Sul da II Divisão, com uma vantagem de três pontos perante o segundo classificado, o Montijo. O Montijo subiria depois na liguinha.

Seria uma estadia curta na I Divisão, só duraria duas épocas, mas lançou as fundações para os anos 80, onde os algarvios estariam por onze épocas consecutivas no escalão máximo do futebol português, conseguindo mesmo qualificar-se para as provas europeias, em virtude de um quinto lugar em 1984-85.

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A primeira subida à primeira do Desportivo Aves, 1984-85

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Nesta última época, 2016-17, que terminou em Maio, o Desportivo das Aves garantiu pela quarta vez a subida ao escalão máximo do futebol português. Aqui vamos retratar a primeira ocasião em que tal aconteceu, em 1984-85. Apesar de na última não houve surpresas, já que, os avenses eram favoritos a subir no início da época, nesta, ninguém os apontava como um forte candidato a ser promovido.

Não havia a segunda liga, ainda não tinha sido criada, só aconteceu em 1990-91, então denominada de II Divisão Honra. Aqui a II Divisão dividia-se em três zonas: Zona Norte, Zona Centro e Zona Sul. Subia o primeiro de cada série e os segundos iam disputar com o 13º classificado da I Divisão, uma liguilha onde quem, ao fim de seis jogos, casa e fora, subia ou ficava na primeira o primeiro classificado. Em 1984-85, quem ganhou isto foi o Desportivo Chaves que tinha ficado em segundo na Zona Norte, atrás do Aves.

Não eram considerados candidatos porque na época anterior, 1983-84, tinham participado na III Divisão, garantindo aí a subida à II Divisão. Depois numa disputa muito apertada com os Desportivo Chaves, o Aves consumou a promoção à I Divisão. Não só isso, mas também, conquistou o título absoluto da II Divisão, quando ficou em primeiro na fase de apuramento para isto, onde defrontou os vencedores da Zona Centro e da Zona Sul, neste caso o Sporting Covilhã e o Marítimo.

Foi uma grande festa, mas, foi de curta duração pois desceram no ano a seguir. Terminaram em 13ºlugar, tiveram que disputar a liguilha e assim foram despromovidos. Eram treinados pelo Professor Neca. O mesmo que garantiu as próximas subidas em 1999-2000 e 2005-06. A quarta já foi sem ele. Conseguirão aguentar mais que uma época na primeira? É a questão que se coloca.

 

1984-85 J V E D GOLOS P
1-Desportivo Aves 30 17   7   6 51-30 41
2-Desportivo Chaves 30 17  6   7 58-22 40
3-Paços Ferreira 30 15 10   5 49-24 40
4-Leixões 30 14 10  6 38-29 38
5-Sporting Espinho 30 13  9  8 52-34 35
6-Famalicão 30 12  8 10 39-35 32
7-Felgueiras 30 10 11  9 32-27 31
8-Fafe 30  9 12  9 32-34 30
9-Tirsense 30  9 10 11 35-34 28
10-Gil Vicente 30 12  4 14 42-39 28
11-Feirense 30 10  7 13 44-43 27
12-Lourosa 30 12  3 15 25-37 27
13-Lixa 30 11  5 14 38-45 27
14-Sanjoanense 30  7  6 17 26-53 20
15-Valonguense 30  7  4 19 28-68 18
16-Marco 30  6  6 18 23-58 18

 

 

Europeu 2016, França: Portugal campeão

2016-

França:

     
Portugal      
         
  Fase de Qualificação:      
         
    Grupo I Albânia 0-1
      Dinamarca 1-0*
      Arménia 1-0
      Sérvia 2-1
      Arménia 3-2*
      Albânia 1-0*
      Dinamarca 1-0
      Sérvia 2-1*
         
  Fase Final 1ªfase  (Grupo F) Islândia 1-1
      Áustria 0-0
      Hungria 3-3
    Oitavos-de-final Croácia 1-0 a.p.
    Quartos-de-final Polónia 1-1/5-3 g.p.
    Meias-finais País de Gales 2-0
    FINAL França 1-0 a.p.
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Depois da desilusão do Europeu de 2004, em casa. Depois de três derrotas em meias-finais do Europeu. Depois de três jogos perdidos para a França em meias-finais. Portugal chegou à final do Europeu de 2016, em França, contra o país anfitrião, as hipóteses não eram muitas, desde os anos 70 que não venciam os gauleses e em jogos oficiais perdeu sempre. Seria desta que os lusitanos iam celebrar e festejar? Parecia difícil, mas possível! Os franceses já preparavam a festa!

Na fase de qualificação Portugal começou por um escândalo, perdeu, em Aveiro com a Albânia. No fim, perceberia-se que não era tão escandaloso, já que os albaneses também se apuraram para o Europeu. Seguiram-se sete vitórias seguidas, a liderança no grupo e a qualificação sem grandes contas, apesar de todos os triunfos terem sido por margem mínima.

O início no Europeu, em França, não foi grande coisa: três jogos, três empates na fase de grupos frente à Islândia, Áustria e Hungria. Por incrível que possa parecer, este registo pôs os lusitanos na melhor parte do quadro sem as grandes potências, os países com mais conquistas nas provas FIFA.

Era uma espécie de sorteio agradável, mesmo assim era preciso eliminar os adversários. Não seria fácil, um passeio até à final. Assim, contra a Croácia, só no prolongamento, a dois minutos do fim, um golo de Quaresma apurou-os para os quartos. Nos quartos-de-final, só nas grandes penalidades é que os portugueses afastaram os polacos, com o Rui Patrício a ser o herói, ao defender uma. Nas meias-finais, a melhor exibição do torneio, dois-zero, golos de Cristiano Ronaldo e Nani, no início da segunda parte, eliminou-se o País de Gales e doze anos depois Portugal novamente na final do Europeu.

Entre 2004 e 2016, papéis completamente diferentes. Em 2004, país anfitrião na final; em 2016 contra o país anfitrião no jogo decisivo. Em 2004, todos esperavam a vitória frente aos gregos; em 2016 toda a França julgava que eram favas contadas! Contudo, por mais que tenha custado aos lusitanos em 2004, em 2016 foram os gauleses que sofreram o mesmo contra Portugal. Felizmente para este país aconteceu o mesmo de 2004, o país organizador perdeu a final, só que desta vez, Portugal saiu por cima e depois de ter estado tão perto algumas vezes, foi uma grande festa neste país plantado à beira do mar! Finalmente, festa depois de em 2004 ter custado tanto, desta vez soube tão bem!

 

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Portugal chega ao 3ºlugar no Europeu de 2012, Polónia/Ucrânia

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2012-

Polónia/Ucrânia

     
Portugal      
         
Fase de qualificação:        
    Grupo H Chipre 4-4
      Noruega 0-1*
      Dinamarca 3-1
      Islândia 3-1*
      Noruega 1-0
      Chipre 4-0*
      Ìslândia 5-3
      Dinamarca 1-2*
    Play-off Bósnia 0-0*/6-2
         
Fase final:   1ªfase (Grupo B) Alemanha 0-1
      Dinamarca 3-2
      Holanda 2-1
    Quartos-de-final República Checa 1-0
    Meias-finais Espanha 0-0/2-4 g.p.
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Pela segunda vez na história dos Europeus, este foi realizado no Leste Europeu depois de o de 1976, albergado pela antiga Jugoslávia. Os escolhidos para receber esta prova em 2012 foram a Polónia e Ucrânia. Uma organização conjunta. A Espanha, no fim, tornou-se na primeira seleção a vencer dois euros consecutivos, igualando a Alemanha, que, também, tinha ganho três, embora não consecutivamente. Portugal apurou-se com dificuldade, só no play-off, aí foi muito bom, vencendo a Bósnia, em casa, por 6-2.

Carlos Queiroz foi afastado da equipa nacional num processo que demorou demasiado tempo a ficar resolvido. Após isso, Paulo Bento assumiu a seleção, já com uma empate, surpreendente, frente à Chipre, a quatro e uma derrota com a Noruega. Seguiram-se cinco vitórias consecutivas, até à derrota no último jogo, frente à Dinamarca, que nos atirou para o play-off. Aí, fomos quase perfeitos, cilindrando a Bósnia, por 6-2, na segunda mão, no Estádio da Luz.

Na fase final, os lusitanos não tiveram sorte no sorteio, caindo no grupo da morte, com a Alemanha (então vice-campeã europeia), a Holanda (então vice-campeã mundial) e a Dinamarca que tinha ficado à nossa frente na fase de qualificação. Começaram com uma derrota mínima frente à Alemanha, seguiu-se um jogo empolgante e uma vitória contra os dinamarqueses por 3-2 e no fim, mais um triunfo diante da Holanda por 2-1, que nos qualificou para os quartos.

Nos quartos-de-final, num jogo de sentido único, um golo de Cristiano Ronaldo, a dez minutos do fim deu a qualificação para as meias-finais. Num jogo tão importante, diante da Espanha, nada os separou e só ficou decidido nas grandes penalidades, onde os espanhóis foram mais felizes.

Sem dúvida uma boa campanha! Mas era a terceira derrota, em quatro possíveis, em meias-finais de Europeus. Começava a cheirar a maldição! Quatro anos depois, seria o delírio!

A Espanha venceu pela terceira vez (1964,2008,2012), tornando-se no primeiro país a ganhar dois eventos seguidos e igualou a Alemanha com três taças. Na final humilhou a Itália por 4-0, a maior diferença em finais dos Europeus, fazendo ainda mais história do que já tinha feito.

Portugal no Europeu 2008, Áustria/Suíça

Áustria/Suíça-2008

 

     
Fase de apuramento:      
         
    Grupo 1 Finlândia 1-1*
      Azerbeijão 3-0
      Polónia 1-2*
      Cazaquistão 3-0
      Bélgica 4-0
      Sérvia 1-1*
      Bélgica 2-1*
      Arménia 1-1*
      Polónia 2-2
      Sérvia 1-1
      Azerbeijão 2-0*
      Cazaquistão 2-1*
      Arménia 1-0
      Finlândia 0-0
Fase Final:        
    1ªfase (Grupo A) Turquia 2-0
      República Checa 3-1
      Suíça 0-2
    Quartos-de-final Alemanha 2-3
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Um apuramento complicado para o Euro 2008 na Áustria e Suíça. Apenas uma derrota, frente à Polónia e seis empates, com sete vitórias alcançadas, que se juntam a sete vitórias. Tudo decidido no último jogo, onde o empate contra a Finlândia deu aos lusitanos a qualificação. Era a equipa em transição depois do segundo lugar no Europeu de 2004, em casa e o quarto lugar no Mundial de 2006 na Alemanha.

A fase final foi organizada por dois países a Áustria e a Suíça. Pela segunda vez que isso acontecia. A outra foi em 2000, pela Bélgica e Holanda. Portugal ficou num grupo acessível, com Turquia, República Checa e Suíça.

Duas vitórias nos dois primeiros jogos frente à Turquia por 2-0 (esta seleção turca chegaria às meias-finais pela primeira vez) e a vingança do Euro de 1996 na Inglaterra, com um triunfo por 3-1. A derrota no último jogo diante da Suíça, não influenciou nada, pois o primeiro lugar já estava garantido, depois dos triunfos nos dois primeiros jogos.

Nos quartos-de-final derrota frente à Alemanha. Frangos dados pelo guarda-redes Ricardo ajudaram a esse desaire. Os germânicos iam voltar à final, pela primeira vez desde a festa no Europeu de 1996, na Inglaterra, mas perderiam diante dos espanhóis, por 1-0, golo de Fernando Torres. 44 anos depois a Espanha voltava a festejar, em 1964 tinha sido em casa, agora na Áustria, onde se realizou a final.

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Europeu de 2004, Portugal: a grande desilusão

 

Portugal-2004:  
Portugal
Fase Final:  
    1ªfase (Grupo A) Grécia 1-2
  Rússia 2-0
  Espanha 1-0
  Quartos-de-final Inglaterra 2-2/6-5 g.p.
  Meias-finais Holanda 2-1
  FINAL Grécia 0-1
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Não foi preciso jogar a fase de qualificação, pois, Portugal classificou-se como país organizador. Em 2004, parecia um conto de fadas, até que, na final, contra os cínicos gregos, um pontapé de canto fez toda a diferença, dando o título à Grécia, lançando um país numa imensa desilusão. Alguns chegaram a dizer que nunca mais Portugal teria outra oportunidade a este nível! A França, em 2016, pagou as favas e sentiu o mesmo que os portugueses em 2004!

Antes da final, no primeiro jogo, um presságio de como seria na final, derrota com os gregos em pleno Estádio do Dragão. As contas complicavam-se! Vitórias nos jogos seguintes contra a Rússia e a Espanha, qualificaram os lusitanos para a fase eliminar, os quartos-de-final.

Um jogo empolgante com a Inglaterra só foi decidido nas grandes penalidades. Portugal conseguiu empatar a sete minutos do fim por Hélder Postiga, depois de um golo madrugador para os ingleses. Rui Costa, no prolongamento, parecia ter dado o apuramento para as meias-finais. Mas, Lampard marcou e igualou o jogo e levou-o para a lotaria. Aí, o guarda-redes português, Ricardo, fez magia, defendeu um sem luvas e depois apontou o decisivo, apurando Portugal para as meias.

Nas meias-finais o adversário era a Holanda. Conseguiria Portugal apurar-se para a sua primeira final? E obteve isso, por 2-1, com um grande golo de Maniche, que fez o 2-0. Algum sofrimento até ao fim, mas os lusitanos estavam na sua primeira grande final!

Na final, pontapé de canto, no início da segunda parte e golo dos gregos. E tudo o resto acabou numa grande tristeza. Só doze anos depois esta foi transformada numa grande festa, onde a seleção foi orientada pelo ex: selecionador grego. Uma grande ironia!

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Portugal no Europeu de 2000 Bélgica/Holanda

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Portugal qualificou-se para o Europeu de 2000, na Bélgica e Holanda. Pela primeira vez no seu historial conseguiu apurar-se para duas fases finais consecutivas. Depois dos quartos-de-final em 1996, atingiu as meias-finais, onde, num jogo muito polémico, perdeu, outra vez, no prolongamento, outra vez contra a França, por 2-1, com uma grande penalidade a decidi-lo. Relembre-se que em 2000, quem marcasse primeiro no tempo extra, ganhava o jogo, chamava-se morte súbita, algo que já não está em uso.

Uma fase preliminar onde os lusitanos cederam uma derrota frente à Roménia que não comprometeu o apuramento. Os lusos ainda assim não ganharam o grupo, ficando em segundo, conseguindo a qualificação como melhor segundo classificado de todos os grupos de qualificação, marcando mais de trinta golos em apenas dez jogos. Igualando também a maior vitória de sempre, de novo com o Liechtenstein, novamente por 8-0.

Um jogo excitante com a Inglaterra que terminou na vitória lusitana por 3-2, depois de estar a perder por 2-0. Mesmo já apurados e com a garantia do primeiro lugar no grupo, outra vitória histórica frente à Alemanha, por 3-0, um hat-trick de Sérgio Conceição, o seu melhor jogo na seleção.

Uma vitória sem grandes problemas apurou Portugal para as meias, 2-0 contra a Turquia (pela primeira vez numa fase a eliminar de uma grande competição). Depois, nas meias-finais, após marcar primeiro, os portugueses cederam na tal grande penalidade, marcada por Zidane, no prolongamento, quase no fim deste, originando a sua eliminação. Pela primeira vez numa meia-final de um evento internacional, desde o Europeu de 1984, na França. Por isso, considere-se uma prestação muito positiva.

Europeu-2000, Bélgica/Holanda:        
Portugal      
         
    Fase de qualificação, (Grupo 7) Hungria 3-1*

 

      Roménia 0-1
      Eslováquia 3-0*
      Azerbeijão 7-0
      Liechtenstein 5-0*
      Eslováquia 1-0
      Liechtenstein 8-0
      Azerbeijão 1-1*
      Roménia 1-1
      Hungria  

3-0

 

Fase Final:        
    1ªfase (Grupo A) Inglaterra 3-2
      Roménia 1-0
      Alemanha 3-0
    Quartos-de-final Turquia 2-0
    Meias-finais França 1-2 a.p.
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

Portugal no Europeu de 1996, em Inglaterra

1996/Inglaterra:        
Portugal      
         
    Fase de apuramento

Grupo 6

Irlanda do Norte 2-1*
      Letónia 3-1*
      Áustria 1-0
      Liechtenstein 8-0
      República Irlanda 0-1*
      Letónia 3-2
      Liechtenstein 7-0*
      Irlanda do Norte 1-1
      Áustria 1-1*
      República Irlanda 3-0
         
Fase Final/ Inglaterra:   1ªfase

Grupo D

Dinamarca 1-1
      Turquia 1-0
      Croácia 3-0
    Quartos-de-final República Checa 0-1

 

Desde o malfadado Mundial de 1986, no México, onde houve graves discrepâncias entre a federação e os jogadores, Portugal só se voltou a qualificar para o Europeu de 1996, na Inglaterra. Dez anos depois isso ocorreu numa fase de qualificação que tinha boas equipas.

Contra a Áustria, República Irlanda e Irlanda do Norte como principais adversários de Portugal no apuramento para o Europeu, que foi pela primeira vez alargado a 16 participantes, em 1996, não se mostrava uma caminhada muito fácil rumo ao desígnio final: o apuramento. A Áustria tinha participado no Mundial de 1990, na Itália, a República Irlanda tinha participado também nessa competição onde tinha chegado aos quartos-de-final, ainda, também, no Mundial de 1994, tinha alcançado os oitavos, passando sempre a fase de grupos. A Irlanda do Norte foi sempre um oponente complicado para os lusitanos ao longo das diversas fases de qualificação que disputaram.

Começou bem, com uma vitória na Irlanda do Norte, algo inédito na altura. Seguiram-se mais três vitórias, onde a mais importante foi obtida, em casa, frente à Áustria, um dos adversário direto e uma histórica, por 8-0, frente ao Liechtenstein, ainda é, embora igualada, o maior triunfo da história portuguesa.

Parecia tudo bem encaminhado, todavia, um golo fortuito, um auto-golo de Baía, proporcionou a única derrota neste caminho. Seguiram-se duas vitórias normais, embora, a Letónia tenha dado trabalho (3-2). Contra o Liechtenstein, triunfo por 7-0, ainda o mais desnivelado do historial lusitano fora de casa (no Mundial de 2010 verificou-se uma vitória por 7-0 contra a Coreia do Norte, mas conta como campo neutro). Bastava uma vitória frente à Irlanda do Norte e Áustria, deu dois empates a um. Bastava um empate frente à República Irlanda para o apuramento, deu triunfo por 3-0 e estava na Inglaterra, no Europeu de 1996, dez anos depois da presença no Mundial de 1986 e doze desde o Europeu de 1984, na França.

Veio o sorteio do Europeu e Portugal ficou num grupo acessível: Croácia, Dinamarca (detentora do troféu) e Turquia. No primeiro jogo, empate frente aos nórdicos. Não era um bom resultado mas também não era mau. Duas vitórias diante da Turquia e a Croácia, colocaram os lusitanos nos quartos-de-final, como líderes do grupo.

Os quartos-de-final aparentemente tinham reservado um oponente acessível: a República Checa. Tudo acabaria em desastre: um golo de Poborsky, um chapéu, deu o triunfo aos checos, qualificando-os para as meias-finais. A campanha de Portugal acabou em lágrimas numa geração que tanto prometia. Todavia, as coisas melhorariam em próximas representações.

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A primeira de Portugal no Europeu de futebol: 1984, França, meias-finais

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Não participávamos na fase final de uma grande prova desde o Mundial 1966, na Inglaterra. Aliás, era, então, a nossa única presença em eventos desse tipo. Aí, ficámos em terceiro lugar. Desde aí, só falhanços nas fases de apuramento. Chegávamos ao sorteio dessa etapa, para o Europeu de 1984, na França, com muito pouca razão de otimismo. O sorteio designou-nos a Finlândia, a União Soviética, que tinha chegado aos quartos no Mundial de 1982 e, sobretudo, a Polónia, aí terceira classificada. Contra todas as previsões, não só nos qualificámos, como atingimos as meias-finais, perdendo no último minuto do prolongamento com a França. Uma participação épica!

O jogo de desempate para o bronze, até então característicos de todas as provas deste tipo, foi suprimido dos Europeus, a última vez foi realizado no Itália 1980. A partir do Europeu de 1984 até agora nunca mais se disputou. Daí dizer-se meias-finais e não terceiro ou quarto, se bem, que equivale, a ambas equipas derrotadas nessa fase, o terceiro degrau.

Na fase de qualificação, seis jogos, cinco vitórias e uma derrota e estávamos apurados! Estávamos apurados apesar da derrota por 5-0, em Moscovo. Mas, isso foi, felizmente o único encontro em que perdemos pontos. De resto, só vitórias! Importantes, sobretudo as duas com a Polónia, que teve um desempenho fraco, especialmente quem tinha acabado de terminar no terceiro lugar do Mundial. E, também, aquela, com o antigo Estádio Luz a abarrotar no último jogo, contra os russos, com um golo de grande penalidade, marcada por Jordão.

Estávamos em França! O que faríamos neste Europeu de 1984? Que ambições? Que hipóteses? Onde chegaríamos? Novamente emparelhados com a Espanha, a RFA e a Roménia. Nada fácil. Dois empates com os então campeões europeus, os alemães e com a Espanha e uma vitória, conseguida a sete minutos do fim, com um golo de Nené, apurou-nos para as meias-finais. Aí, levámos o jogo para prolongamento, mas apesar de termos estado em vantagem no prolongamento, dois golos nos últimos minutos deste, afastou-nos da final. Mas, para primeira presença, um terceiro lugar não ficava mal!

1984/França:        
Portugal      
         
    Fase de apuramento

Grupo 2

Finlândia 2-0*
      Polónia 2-1
      URSS 0-5*
      Finlândia 5-0
      Polónia 1-0*
      URSS 1-0
         
Fase Final/ França:   1ªfase

Grupo 2

RFA 0-0
      Espanha 1-1
      Roménia 1-0
    Meias-finais França 2-3 a.p.
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro

 

 

 

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