II Mundial de Basquetebol Feminino 1957 Brasil: bi para os EUA

1957- Brasil: EUA
   
 
 
  1ªfase (Grupo A) Perú 75-37
  Argentina 64-39
  Checoslováquia 50-53
  Fase Final Hungria 51-46
  Brasil 67-44
  Chile 76-47
  Checoslováquia 61-55
  Paraguai 60-40
  URSS 51-48
 
 
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

A segunda edição do mundial de basquetebol feminino realizou-se no Brasil, em 1957. Os favoritos eram os do costume: EUA, URSS, Brasil e Checoslováquia, mais os primeiros. Segundo torneio, segundo título para as americanas. A fase de grupos nem foi a melhor, perderam um jogo, mas, como ganharam os outros dois apuraram-se para a fase final. Esta consistia em um grupo de sete equipas, todos contra todos, o que ganhasse mais jogos era campeão. Os EUA venceram todos os jogos e sagraram-se campeões. Um caminho com encontros muitos renhidos, sobretudo o decisivo para a atribuição do título diante das russas que ficou decidido por uma diferença de 3 pontos. Cinco foi a margem de vitória contra a Hungria no primeiro encontro desta etapa. Ao triunfarem neste seis jogos, uns mais difíceis que outros, fizeram a festa.

O pódio ficou concluído com o segundo lugar da URSS e o bronze para a Checoslováquia. Resultados que ambas as nações iriam melhorar no futuro. O Brasil ficou em quarto, igualando o resultado da edição anterior; também iria fazer mais nas edições seguintes.

 

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II Mundial de Basquetebol, 1954, Brasil: primeiro para os EUA

1954: Brasil: EUA
   
 
 
  1ªfase (Grupo B) Perú 73-51
  Canadá 59-37
  Fase Final Filipinas 56-43
  França 70-49
  Uruguai 64-59
  Canadá 84-50
  Formosa 72-28
  Israel 74-30
  Brasil 62-41
 
 
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Parece normal dizer que os EUA foram campeões do Mundo de Basquetebol, mas nos anos 50 e subsequentes décadas não era bem assim. Os jogadores da NBA não faziam parte desta seleção por isso é que havia mais competitividade. Este título seria o primeiro, o segundo foi só em 1986. Três décadas sem o vencer. Outros tempos! Um torneio ganho com facilidade, se assim se pode dizer. O jogo mais equilibrado foi diante do Uruguai, na fase final de apuramento de campeão, onde triunfaram por apenas cinco pontos. Esta competição tinha um formato diferente do futebol: não havia final, havia uma primeira fase de grupos, onde se qualificavam os dois primeiros; depois, uma fase final com oito equipas, todos contra todos, onde quem obtivesse mais vitórias era campeão. Os americanos não tiveram problema algum, venceram todas as partidas, tornando-se campeões do Mundo pela primeira vez. De realçar o terceiro lugar da seleção das Filipinas, algo impensável nos dias que correm. Os organizadores, Brasil, foram vice-campeões, um ensaio para as edições seguintes.

 

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I Mundial Feminino de Basquetebol, 1953, Chile: título para EUA

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No Chile ocorreu o primeiro Campeonato do Mundo de Basquetebol Feminino no ano de 1953. Isto manteve a tradição de organizar este evento na América Latina já que o masculino também aí se realizou, mais concretamente na Argentina, em 1950. Ao contrário do que aí aconteceu, o Chile não foi campeão, terminou em segundo a um ponto dos EUA. No entanto, chegaram ao último jogo contra as americanas com hipóteses de se sagrarem campeãs mundiais, porém, os EUA ganharam e assim obtiveram esse título. Tiveram uma única derrota durante o evento que não deteve esta nação. O formato da competição era semelhante ao que se fez para o masculino, em 1950: uma eliminatória e depois um sistema de todos contra todos, onde quem ganhasse mais vezes era campeão. Os EUA venceram todos os jogos menos um, contra o Brasil, derrotando as anfitriãs no último encontro, alcançando o seu primeiro troféu num Campeonato do Mundo de Basquetebol.

1953, Chile: EUA    
   
         
         
         
    1ªeliminatória Paraguai 60-28
    Fase Final França 41-37
      Argentina 34-22
      Brasil 23-29
      Paraguai 41-31
      Chile 49-36
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro

24 anos depois, o tetra para o Brasil, EUA 1994

 

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
 
1994, EUA: Brasil
 
  1ªfase, Grupo B Rússia 2-0
  Camarões 3-0
  Suécia 1-1
  Oitavos-de-final EUA 1-0
  Quartos-de-final Holanda 3-2
  Meias-finais Suécia 1-0
  FINAL Itália 0-0/3-2 g.p.
 
 Onze principal: Taffarel; Jorginho (Cafú), Aldair, Márcio Santos e Branco; Mazinho, Mauro Silva, Dunga e Zinho (Viola); Bebeto e Romário
 
Marcha do marcador: 0-0, 3-2 g.p.:0-0, falha Baresi (fora); 0-0, falha Márcio Santos (defende Pagliuca); 0-1, por Albertini; 1-1, por Romário; 1-2, por Evani; 2-2, por Branco; 2-2, falha Massaro (defende Taffarel); 3-2, por Dunga; 3-2, falha R.Baggio (fora)

 

Foi uma espera longa! Da euforia do tri, com uma das equipas candidatas a ser considerada a melhor de sempre a este nível, com muitas desilusões pelo caminho, com derrotas difíceis de engolir! Esse triunfo parecia uma glória complicada de alcançar, falava-se de maldições. Todavia, no Mundial de 1994, nos EUA, tudo isto foi esquecido e a euforia regressou. 24 anos depois, o Brasil chegou ao desejado tetra. O samba voltou!

Uma equipa que não era nem de perto nem de longe das mais entusiasmantes da história do futebol brasileiro, contudo tinha adquirido algo que era um defeito apontados as suas predecessoras, saber tático. Juntando a beleza à segurança defensiva. Não jogando bonito e depois acabando a perder nos momentos crucias. Uma seleção que sabia bem como defender como atacar. Isto foi fundamental para chegar ao título.

Uma primeira fase sem grandes problemas, cedendo um empate com a Suécia e vencendo os outros dois. Em desvantagem numérica, depois da agressão de Leandro, diante dos anfitriões, EUA, um golo perto do fim bastou para o apuramento. Nos quartos, num dos jogos mais espetaculares da história deste evento, uma vitória por 3-2, frente à Holanda, mesmo depois de terem desperdiçado uma vantagem de dois golos, todavia, um livre direto de Branco fez a diferença.

Nas meias-finais, uma vitória tangencial diante da Suécia, vingando o empate da fase de grupos, também, obtida perto do fim, com os suecos reduzidos a dez. Na final, que para muitos é a pior de sempre, só equiparada à do Mundial de 1990, na Itália, só as grandes penalidades fizeram a diferença e aí Taffarel, guarda-redes brasileiro, foi o herói dando o tetra ao Brasil. Depois: samba e festa! Muita festa!

A Suécia, pela primeira vez desde 1958, quando foi finalista em casa, regressou ao pódio, com um meritório terceiro lugar, goleando a Bulgária por 4-0 no jogo para esse efeito. A Bulgária também teve aqui o que ainda é o seu melhor registo de sempre, um quarto lugar, eliminando os detentores do troféu a Alemanha, nos quartos. A Roménia também eliminou um gigante, a Argentina, ainda em convalescença do caso de doping do Maradona, nos oitavos. Cedeu, outra vez, nas grandes penalidades nos quartos, diante da Suécia. Também obteve a sua melhor prestação até aos dias de hoje.

A Arábia Saudita também surpreendeu. Tornou-se no segundo país asiático (AFC) a passar a fase de grupos. O único tinha sido a Coreia do Norte, em 1966, onde alcançou os quartos, eliminada por Portugal, depois de estar a vencer por 3-0, cedendo por 5-3, com o melhor jogo da carreira de Eusébio pela seleção, onde aqui marcou quatro golos.

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Lendl, Sampras e Federer (Open EUA)

Nos últimos 30 anos destacam-se três nomes no Open dos EUA: Ivan Lendl, Pete Sampras e Roger Federer. Todos eles com registos significativos. Primeiro falemos de Lendl, venceu todos os grand slams excepto Wimbledon e foi tri-campeão neste, ganhando consecutivamente. Mais que o tri, salienta-se as oito finais consecutivas deste tenista, entre 1982 e 1989, só  a sua eficácia o traíra, pois venceu três e perdeu cinco finais.

Logo a seguir a este registo, na década de 90, Pete Sampras começou o seu pecúlio de triunfos e finais neste torneio. Também, atingiu oito finais entre 1990 e 2002, não consecutivas, venceu em cinco ocasiões, tornando-se no primeiro tenista a vencer cinco vezes este torneio desde Jimmy Connors. Perdeu por três vezes e venceu cinco.

O outro grande campeão foi Federer que venceu por cinco vezes consecutivas, feito que não era alcançado desde Bill Tilden nos anos 20. Atingiu também uma sexta final de enfiada, no entanto, perdendo-a  para Del Potro. Como ainda não terminou a sua carreira, veremos se ele se torna o primeiro tenista desde Bill Tilden a vencer por seis vezes este torneio. Conseguirá ou não?

ANO FINAL RESULTADO
1981 John McEnroe (EUA)-Björn Borg (Suécia) 4-6/6-2/6-4/6-3
1982 Jimmy Connors (EUA)-Ivan Lendl (Checoslováquia) 6-3/6-2/4-6/6-4
1983 Jimmy Connors (EUA)-Ivan Lendl (Checoslováquia) 6-3/6-7/7-5/6-0
1984 John McEnroe (EUA)-Ivan Lendl (Checoslováquia) 6-3/6-4/6-1
1985 Ivan Lendl (Checoslováquia)-John McEnroe (EUA) 7-6/6-3/6-4
1986 Ivan Lendl (Checoslováquia)-Miloslav Mecir (Checoslováquia) 6-4/6-2/6-0
1987 Ivan Lendl (Checoslováquia)-Mats Wilander (Suécia) 6-7/6-0/7-6/6-4
1988 Mats Wilander (Suécia)-Ivan Lendl (Checoslováquia) 6-4/4-6/6-3/5-7/6-4
1989 Boris Becker (RFA)-Ivan Lendl (Checoslováquia) 7-6/1-6/6-3/7-6
1990 Pete Sampras (EUA)-Andre Agassi (EUA) 6-4/6-3/6-2
1991 Stefan Edberg (Suécia)-Jim Courier (EUA) 6-2/6-4/6-0
1992 Stefan Edberg (Suécia)-Pete Sampras (EUA) 3-6/6-4/7-6/6-2
1993 Pete Sampras (EUA)-Cedric Pioline (França) 6-4/6-4/6-3
1994 Andre Agassi (EUA)-Michael Stich (Alemanha) 6-1/7-6/7-5
1995 Pete Sampras (EUA)-Andre Agassi (EUA) 6-4/6-3/4-6/7-5
1996 Pete Sampras (EUA)-Michael Chang (EUA) 6-1/6-4/7-6
1997 Patrick Rafter (Austrália)-Greg Rusedski (Grã-Bretanha) 6-3/6-2/4-6/7-5
1998 Patrick Rafter (Austrália)-Mark Philippoussis (Austrália) 6-3/3-6/6-2/6-0
1999 Andre Agassi (EUA)-Todd Martin (EUA) 6-4/6-7/6-7/6-3/6-2
2000 Marat Safin (Rússia)-Pete Sampras (EUA) 6-4/6-3/6-3
2001 Lleyton Hewitt (Austrália)-Pete Sampras (EUA) 7-6/6-1/6-1
2002 Pete Sampras (EUA)-Andre Agassi (EUA) 6-3/6-4/5-7/6-4
2003 Andy Roddick (EUA)-Juan Carlos Ferrero (Espanha) 6-3/7-6/6-3
2004 Roger Federer (Suíça)-Lleyton Hewitt (Austrália) 6-0/7-6/6-0
2005 Roger Federer (Suíça)-Andre Agassi (EUA) 6-3/2-6/7-6/6-1
2006 Roger Federer (Suíça)-Andy Roddick (EUA) 6-2/4-6/7-5/6-1
2007 Roger Federer (Suíça)-Novak Djokovic (Sérvia) 7-6/7-6/6-4
2008 Roger Federer (Suíça)-Andy Murray (Grã-Bretanha) 6-2/7-5/6-2
2009 Juan Martín Del Potro (Argentina)-Roger Federer (Suíça) 3-6/7-6/4-6/7-6/6-2
2010 Rafael Nadal (Espanha)-Novak Djokovic (Sérvia) 6-4/5-7/6-4/6-2

Fantásticos australianos (Open EUA-Laver, Emerson e Rosewall; Connors)

Se nos anos 20 a França teve a sua geração de ouro no ténis, nos anos 50 e 60 foi a vez da Austrália ter esse desígnio. Jogadores como Rod Laver, Roy Emerson, Fred Stolle, Ken Rosewall, Neale Fraser, Ashley Cooper, Malcolm Anderson, John Newcombe, todos estes venceram este torneio pelo menos uma vez neste período de tempo analisado, todos os triunfos obtidos entre 1956 e 1973, isto é, oito tenistas australianos venceram este torneio entre 1956 e 1973, o que não deixa de ser um reflexo do poderio australiano nessa altura. Ao que juntaram inúmeras vitórias na Taça Davis, numa altura em que os triunfos nessa competição se resumiam a dois países: Austrália e EUA.

A vitória de Manuel Santana também teve o seu sabor inesperado porque tornou-se o primeiro espanhol a aqui triunfar, feito igualado em 1975 por Manuel Orantes e só depois por Rafael Nadal em 2010.

Depois deste domínio australiano, entre 1956 e 1973, o torneio voltou à sua normalidade, ou seja, vitórias de tenistas da casa, isto é, norte-americanos. Após um espaço temporal onde raramente sentiram o sabor da glória, as vitórias de McEnroe e Connors voltaram a repôr o tinha sido normal até ao domínio australiano: vitórias de tenistas da casa. Embora, o último date de 2003, por Andy Roddick, será que a normalidade será reposta nos próximos anos ou acontecerá o mesmo dos outros torneios do grand slam onde raramente os tenistas da casa ganham?

ANO FINAL RESULTADO
1956 Ken Rosewall (Austrália)-Lew Hoad (Austrália) 4-6/6-2/6-3/6-3
1957 Malcolm J. Anderson (Austrália)-Ashley J. Cooper (Austrália) 10-8/7-5/6-4
1958 Ashley J. Cooper (Austrália)-Malcolm J. Anderson (Austrália) 6-2/3-6/4-6/10-8/8-6
1959 Neale Fraser (Austrália)-Alex Olmedo (EUA) 6-3/5-7/6-2/6-4
1960 Neale Fraser (Austrália)-Rod Laver (Austrália) 6-4/6-4/9-7
1961 Roy Emerson (Austrália)-Rod Laver (Austrália) 7-5/6-3/6-2
1962 Rod Laver (Austrália)-Roy Emerson (Austrália) 6-2/6-4/5-7/6-4
1963 Rafael Osuna (México)-Frank Froehling, III (EUA) 7-5/6-4/6-2
1964 Roy Emerson (Austrália)-Fred Stolle (Austrália) 6-4/6-2/6-4
1965 Manuel Santana (Espanha)-Cliff Drysdale (África do Sul) 6-2/7-9/7-5/6-1
1966 Fred Stolle  (Austrália)-John Newcombe (Austrália) 4-6/12-10/6-3/6-4
1967 John Newcombe (Austrália)-Clark Graebner (EUA) 6-4/6-4/8-6
1968 Arthur Ashe (EUA)-Tom Okker (Holanda) 14-12/5-7/6-3/3-6/6-3
1969 Rod Laver (Austrália)-Tony Roche (Austrália) 7-9/6-1/6-2/6-2
1970 Ken Rosewall (Austrália)-Tony Roche (Austrália) 2-6/6-4/7-6/6-3
1971 Stan Smith (EUA)-Jan Kodes (Checoslováquia) 3-6/6-3/6-2/7-6
1972 Ilie Nastase (Roménia)-Arthur Ashe (EUA) 3-6/6-3/6-7/6-4/6-3
1973 John Newcombe (Austrália)-Jan Kodes (Checoslováquia) 6-4/1-6/4-6/6-2/6-2
1974 Jimmy Connors (EUA)-Ken Rosewall (Austrália) 6-1/6-0/6-1
1975 Manuel Orantes (Espanha)-Jimmy Connors (EUA) 6-4/6-3/6-3
1976 Jimmy Connors (EUA)-Björn Borg (Suécia) 6-4/3-6/7-6/6-4
1977 Guillermo Vilas (Argentina)-Jimmy Connors (EUA) 2-6/6-3/7-5/6-0
1978 Jimmy Connors (EUA)-Björn Borg (Suécia) 6-4/6-2/6-2
1979 John McEnroe (EUA)-Vitas Gerulaitis (EUA) 7-5/6-3/6-3
1980 John McEnroe (EUA)-Björn Borg (Suécia) 7-6/6-1/6-7/5-7/6-4

 

Diversos campeões (Open EUA, Budge, Perry, Kramer)

Ao contrário dos períodos analisados anteriormente, neste não houve nenhum super-campeão, isto é, um tenista que ganhasse quatro, cinco ou mais vezes. Quem mais triunfou foi o britânico Fred Perry (até hoje o único desse país a aqui vencer), por três ocasiões. Sendo que Fred Perry, além de ser o último inglês a vencer um Grand Slam, foi, no entanto, o primeiro a vencer pelo menos uma vez cada um dos quatro torneios dessa categoria. Feit0 igual, ao vencer também um de cada, mas, mais especial, porque foi feito no mesmo ano, ou seja, Don Budge, juntou, em 1938, o título do Open dos EUA ao Roland Garros, Wimbledon e Open da Austrália, sendo o primeiro a vencer os quatro no mesmo ano. Façanha igualada apenas por Rod Laver em 1962 e 1969.

De resto, vários tenistas com dois títulos: Ellsworth Vines, Bobby Riggs, Frank Parker, Jack Kramer, Pancho Gonzales, Frank Sedgman (primeiro australiano a aqui vencer) e Tony Trabert. Este foram os que conseguiram o bis, isto é, dois triunfos. Como eu disse no início, nenhum foi um super-campeão, sendo este hiato temporal o que produziu mais campeões, até agora.

ANO FINAL RESULTADO
1931 Ellsworth Vines (EUA)-George M. Lott, Jr. (EUA) 7-9/6-3/9-7/7-5
1932 Ellsworth Vines (EUA)-Henri Cochet (França) 6-4/6-4/6-4
1933 Fred Perry (Grã-Bretanha)-Jack Crawford (Austrália) 6-3/11-13/4-6/6-0/6-1
1934 Fred Perry (Grã-Bretanha)  -Wilmer L. Allison (EUA) 6-4/6-3/1-6/8-6
1935 Wilmer L. Allison  (EUA)-Sidney B. Wood (EUA) 6-2/6-2/6-3
1936 Fred Perry (Grã-Bretanha)  -Don Budge (EUA) 2-6/6-2/8-6/1-6/10-8
1937 Don Budge (EUA)-Gottfried von Cramm (Alemanha) 6-1/7-9/6-1/3-6/6-1
1938 Don Budge (EUA)-C. Gene Mako (EUA) 6-3/6-8/6-2/6-1
1939 Bobby Riggs (EUA)-S. Welby van Horn (EUA) 6-4/6-2/6-4
1940 Donald McNeill (EUA)-Bobby Riggs (EUA) 4-6/6-8/6-3/6-3/7-5
1941 Bobby Riggs (EUA)-Francis Kovacs (EUA) 5-7/6-1/6-3/6-3
1942 Fred Schroeder, Jr. (EUA)  -Frank Parker (EUA) 8-6/7-5/3-6/4-6/6-2
1943 Ten. Joseph R. Hunt (EUA)-Seaman Jack Kramer (EUA) 6-3/6-8/10-8/6-0
1944 Sarg. Frank Parker (EUA)-William F. Talbert (EUA) 6-4/3-6/6-3/6-3
1945 Sarg. Frank Parker (EUA)-William F. Talbert (EUA) 14-12/6-1/6-2
1946 Jack Kramer (EUA)-Tom Brown, Jr. (EUA) 9-7/6-3/6-0
1947 Jack Kramer (EUA)-Frank Parker (EUA) 4-6/2-6/6-1/6-0/6-3
1948 Pancho Gonzales (EUA)-Eric W. Sturgess (África do Sul) 6-2/6-3/14-12
1949 Pancho Gonzales (EUA)-Ted Schroeder (EUA) 16-18/2-6/6-1/6-2/6-4
1950 Arthur Larsen (EUA)-Herbert Flam (EUA) 6-3/4-6/5-7/6-4/6-3
1951 Frank Sedgman (Austrália)-Vic Seixas (EUA) 6-4/6-1/6-1
1952 Frank Sedgman (Austrália)-Gardnar Mulloy (EUA) 6-1/6-2/6-3
1953 Tony Trabert (EUA)-Vic Seixas (EUA) 6-3/6-2/6-3
1954 Vic Seixas (EUA)-Rex Hartwig (Austrália) 3-6/6-2/6-4/6-4
1955 Tony Trabert (EUA)-Ken Rosewall (Austrália) 9-7/6-3/6-3

Novos super vencedores e primeiras vitórias forasteiras (Open EUA, Lacoste, Tilden, Larned)

Já abordado no período anterior exposto, Bill Tilden venceu por seis vezes consecutivas este torneio, competindo em oito finais seguidas, triunfando nas últimas seis. Viria a vencer mais uma em 1929, igualando o número de triunfos de Richard Sears sete, embora os deste tenham sido consecutivos. Assim, foi o terceiro (e último) tenista masculino a alcançar o sabor da vitória por sete ocasiões. Mais nenhum a seguir a ele conseguiu tal desiderato. Federer conta com cinco vitórias neste torneio, talvez ele consiga ou não tal feito.

Entre Richard Sears e Bill Tilden houve um outro que ganhou por sete vezes. Enquanto Sears venceu por sete vezes seguidas, Bill Tilden por seis, William Larned venceu por cinco consecutivas, juntando a duas vitórias precedentes, prefazendo o recorde de sete triunfos. Além destes, só Roger Federer conseguiu cinco vitórias consecutivas, no início do século XXI entre 2004 e 2008, mais de oitenta anos  depois do último com tal registo. Será que alguém igualará tal desiderato nas próximas décadas?

Neste hiato temporal, aconteceram as primeiras vitórias de tenistas estrangeiros no Open dos EUA. Nos anos 20, a geração de ouro do ténis francês alargou os seus triunfos ao Open dos EUA, conseguindo mesmo o feito da primeira final sem tenistas nativos dos EUA, nomeadamente a final entre René Lacoste e Jean Borotra em 1926. Três triunfos entre 1926 e 1928, dois de Lacoste e um de Henri Cochet. Mais nenhum francês aqui venceria e poucos venceram torneios do Grand Slam depois desta geração de ouro do ténis francês. Esta geração não só venceu torneios do Grand Slam, como também, seis taças Davis consecutivas, só em 1991, quase 60 anos depois, é que a França voltaria a vencer uma.

ANO FINAL RESULTADO
1906 William Clothier  (EUA)-Beals C. Wright (EUA) 6-3/6-0/6-4
1907 William A. Larned (EUA)-Robert LeRoy (EUA) 6-2/6-2/6-4
1908 William A. Larned (EUA)   -Beals C. Wright (EUA) 6-1/6-2/8-6
1909 William A. Larned (EUA)   -William J. Clothier (EUA) 6-1/6-2/5-7/1-6/6-1
1910 William A. Larned (EUA)-Thomas C. Bundy (EUA) 6-1/5-7/6-0/6-8/6-1
1911 William A. Larned (EUA)-Maurice E. McLoughlin (EUA) 6-4/6-4/6-2
1912 Maurice E. McLoughlin (EUA)-Wallace F. Johnson (EUA) 3-6/2-6/6-2/6-4/6-2
1913 Maurice E. McLoughlin (EUA)-Richard N. Williams (EUA) 6-4/5-7/6-3/6-1
1914 Richard N. Williams (EUA)-Maurice E. McLoughlin (EUA) 6-3/8-6/10-8
1915 William M. Johnston (EUA)-Maurice E. McLoughlin (EUA) 1-6/6-0/7-5/10-8
1916 Richard N. Williams (EUA)-William M. Johnston (EUA) 4-6/6-4/0-6/6-2/6-4
1917 R. Lindley Murray (EUA)-Nathaniel W. Niles (EUA) 5-7/8-6/6-3/6-3
1918 R. Lindley Murray (EUA)-Bill Tilden (EUA) 6-3/6-1/7-5
1919 William M. Johnston (EUA)-Bill Tilden (EUA) 6-4/6-4/6-3
1920 Bill Tilden (EUA)-William M. Johnston (EUA) 6-1/1-6/7-5/5-7/6-3
1921 Bill Tilden (EUA)-William M. Johnston (EUA) 6-1/6-3/6-1
1922 Bill Tilden (EUA)-William M. Johnston (EUA) 4-6/3-6/6-2/6-3/6-4
1923 Bill Tilden (EUA)-William M. Johnston (EUA) 6-4/6-1/6-4
1924 Bill Tilden (EUA)-William M. Johnston (EUA) 6-1/9-7/6-2
1925 Bill Tilden (EUA)-William M. Johnston (EUA) 4-6/11-9/6-3/4-6/6-3
1926 René Lacoste (França)-Jean Borotra (França) 6-4/6-0/6-4
1927 René Lacoste (França)-Bill Tilden (EUA) 11-9/6-3/11-9
1928 Henri Cochet (França)-Francis T. Hunter (EUA) 4-6/6-4/3-6/7-5/6-3
1929 Bill Tilden (EUA)-Francis T. Hunter (EUA) 3-6/6-3/4-6/6-2/6-4
1930 John H. Doeg (EUA)-Francis X. Shields (EUA) 10-8/1-6/6-4/1-6/6-4

 

Mais super-campeãs (Open EUA-Evert, Navratilova, Smith e Billie Jean King)

Nestes 25 anos tivemos quatro grandes campeãs, todas elas deixaram a sua marca nos quatro torneios do Grand Slam, pois, venceram-os todos pelo menos uma vez. Chris Evert e Martina Navratilova venceram ambas por 18 vezes nessa categoria de torneio, Margaret Court ainda é a líder nesse departamento com 24 vitórias, Billie Jean King também conta com doze.   Estas foram as quatro grandes campeãs deste período, entre elas, colecionaram 18 das 25 edições aqui expostas. Realce-se ainda a primeira grande jogadora sul-americana, Maria Bueno com três vitórias neste período a juntar a uma no período anterior. Contudo, apesar destas quatro vitórias, Maria Bueno não venceu todos os quatro torneios do Gran Slam, apenas venceu em Wimbledon e aqui; no entanto e apesar de ficar longe dos números destas quatro super-campeãs, ainda venceu sete torneios do Grand Slam! Pouco em relação a estas, mas são sempre sete, quem dera a nós, portugueses, termos uma ou um que tivesse uma vitória quanto mais sete!

ANO FINAL RESULTADO
1962 Margaret Smith (Austrália)-Darlene Hard (EUA) 9-7/6-4
1963 Maria Bueno (Brasil)-Margaret Smith (Austrália) 7-5/6-4
1964 Maria Bueno (Brasil)-Carole Caldwell Graebner (EUA) 6-1/6-0
1965 Margaret Smith (Austrália)-Billie Jean Moffitt (EUA) 8-6/7-5
1966 Maria Bueno (Brasil)-Nancy Richey (EUA) 6-3/6-1
1967 Billie Jean King (EUA)-Ann Haydon Jones (Grã-Bretanha) 11-9/6-4
1968 Virginia Wade (Grã-Bretanha)-Billie Jean King (EUA) 6-4/6-4
1969 Margaret Smith Court (Austrália)-Nancy Richey (EUA) 6-2/6-2
1970 Margaret Smith Court (Austrália)-Rosemary Casals (EUA) 6-2/2-6/6-1
1971 Billie Jean King (EUA)-Rosemary Casals (EUA) 6-4/7-6
1972 Billie Jean King (EUA)-Kerry Melville (Austrália) 6-3/7-5
1973 Margaret Smith Court (Austrália)-Evonne Goolagong (Austrália) 7-6/5-7/6-2
1974 Billie Jean King (EUA)-Evonne Goolagong (Austrália) 3-6/6-3/7-5
1975 Chris Evert (EUA)-Evonne Goolagong (Austrália) 5-7/6-4/6-2
1976 Chris Evert (EUA)-Evonne Goolagong (Austrália) 6-3/6-0
1977 Chris Evert (EUA)-Wendy Turnbull (Austrália) 7-6/6-2
1978 Chris Evert (EUA)-Pam Shriver (EUA) 7-5/6-4
1979 Tracy Austin (EUA)-Chris Evert Lloyd (EUA) 6-4/6-3
1980 Chris Evert Lloyd (EUA)-Hana Mandlikova (Checoslováquia) 5-7/6-1/6-1
1981 Tracy Austin (EUA)-Martina Navratilova (EUA) 1-6/7-6/7-6
1982 Chris Evert Lloyd (EUA)-Hana Mandlikova (Checoslováquia) 6-3/6-1
1983 Martina Navratilova (EUA)-Chris Evert Lloyd (EUA) 6-1/6-3
1984 Martina Navratilova (EUA)-Chris Evert Lloyd (EUA) 4-6/6-4/6-4
1985 Hana Mandlikova (Checoslováquia)-Martina Navratilova (EUA) 7-6/1-6/7-6
1986 Martina Navratilova (EUA)-Helena Sukova (Checoslováquia) 6-3/6-2

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