I Mundial de Andebol Feminino, 1957, Jugoslávia: título para a Checoslováquia

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Depois do primeiro mundial masculino de Andebol se ter disputado em 1938, 19 anos depois realizava-se o primeiro feminino. Teve lugar na Jugoslávia. Ao contrário do sexo oposto, este conteve mais que quatro seleções. Jogou-se mais que uma fase, em concreto, houve duas fases de grupos, sendo que na segunda o vencedor de cada emparelhamento defrontava-se numa final para determinar o campeão ou neste caso as campeãs. A Checoslováquia ganhou todos os jogos antes da final, sendo que o mais renhido foi contra a Suécia na primeira fase de grupos, 5-4 foi o resultado final. Na final diante da Hungria, as checas venceram com alguma tranquilidade, sete a um foi o desfecho, dando o título a essa nação. Foi o desenlace final de uma competição que teve aqui a sua primeira edição.

 

1957, Jugoslávia: Checoslováquia    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Hungria 8-4
      Suécia 5-4
    2ªfase (Grupo II) Áustria 12-3
      RFA 10-4
    FINAL Hungria 7-1
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

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I Mundial de Andebol, 1938, Alemanha: título para os germânicos

1938, Alemanha: Alemanha    
   
         
         
         
    Fase Final Dinamarca 11-3
      Suécia 7-2
      Áustria 5-4
         
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

O primeiro Mundial de Andebol decorreu na Alemanha em 1938, um ano antes da II Guerra Mundial que posteriormente dividiu a nação germânica. Porém, estamos a falar do que aconteceu nesse evento. Só quatro seleções participaram. A forma que se encontrou para chegar a campeão do mundo foi um minicampeonato entre o quarteto, a que conseguisse mais pontos tinha conquistado essa designação. Atenda-se que ao contrário do futebol, onde nos seus primeiros tempos se marcava mais golos que agora, no Andebol sucede o inverso, nos seus alvores marcava-se bastante menos que atualmente. Assim se justifica os poucos golos marcados nesta edição. A Alemanha triunfou com alguma facilidade nos primeiros dois jogos e no decisivo pois a Áustria também tinha ganho os dois, venceu com alguma dificuldade este país, conquistando o seu primeiro título. Seriam precisos quase meio século para alcançar o segundo. Mas, neste fez a festa.

 

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XIX Europeu de Basquetebol Feminino, 1983, Hungria: mais um para a URSS

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Mais um Europeu Feminino de Basquetebol, Hungria, 1983, mais um título para a União Soviética. A hegemonia continuava e continuaria durante a década de 80. Nada a dizer! Venceram todos os jogos. Todos por mais de vinte pontos. A final foi o mais “renhido”: triunfo diante da Bulgária por 91-70, isto é, vinte e um pontos de vantagem. E este foi o mais equilibrado! Um autêntico passeio rumo a mais um campeonato. A nível europeu, nesta altura, as russas faziam o que queriam. Não tinham oposição à altura. As outras seleções cingiam-se a lutar pelos outros dois lugares do pódio, prata e bronze. De resto, simplesmente, ninguém era capaz de se opor ao império soviético. Há muito tempo que isto sucedia e as coisas pareciam longe de se vislumbrar uma mudança. Só nos anos 90 é que tudo se alteraria.

 

1983, Hungria: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Suécia 105-74
      Bulgária 108-60
      Checoslováquia 97-55
      RFA 115-56
      Itália 83-53
    Meias-finais Hungria 103-69
    FINAL Bulgária 91-70
         
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro

XIII Europeu de Andebol, 2018, Croácia: finalmente ganha a Espanha

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A décima terceira edição do Europeu de Andebol foi disputada na Croácia em 2018. Este evento trouxe duas novidades: a Espanha finalmente à quinta final vence-o; a Suécia perde pela primeira vez uma final, a quinta que disputou. A França fechou no pódio em terceiro lugar. Os espanhóis nem sequer fizeram uma primeira fase de grupos perfeita, cedendo uma derrota diante da Dinamarca. Numa segunda fase de grupos extremamente equilibrada só conseguiram a passagem para as meias-finais no último jogo, triunfando contra os detentores do troféu, a Alemanha. Nas meias-finais derrotaram a França, campeão do Mundo, talvez se tenha assistido aqui a uma passagem de testemunho, e na final o que sucederia? A Suécia, com alguma surpresa, chegou à final, a sua quinta. Tinha ganho as outras quatro, apesar da última já ter sido em 2002. A Espanha, por sua vez, atingia a sua quinta final, nunca tinha festejado. Mas, finalmente, os espanhóis conseguiram vencer a maldição e sagraram-se campeões da Europa pela primeira vez. A estes associa-se dois títulos mundiais, o último em 2013. Foi uma grande festa após tantas frustrações!

2018, Croácia: Espanha    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo D) República Checa 32-15
      Hungria 27-25
      Dinamarca 22-25
    2ªfase (Grupo II) [República Checa 32-15] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      [Dinamarca 22-25] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      Macedónia 31-20
      Eslovénia 26-31
      Alemanha 31-27
    Meias-finais França 27-23
    FINAL Suécia 29-23
         
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

 

24 anos depois, o tetra para o Brasil, EUA 1994

 

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
 
1994, EUA: Brasil
 
  1ªfase, Grupo B Rússia 2-0
  Camarões 3-0
  Suécia 1-1
  Oitavos-de-final EUA 1-0
  Quartos-de-final Holanda 3-2
  Meias-finais Suécia 1-0
  FINAL Itália 0-0/3-2 g.p.
 
 Onze principal: Taffarel; Jorginho (Cafú), Aldair, Márcio Santos e Branco; Mazinho, Mauro Silva, Dunga e Zinho (Viola); Bebeto e Romário
 
Marcha do marcador: 0-0, 3-2 g.p.:0-0, falha Baresi (fora); 0-0, falha Márcio Santos (defende Pagliuca); 0-1, por Albertini; 1-1, por Romário; 1-2, por Evani; 2-2, por Branco; 2-2, falha Massaro (defende Taffarel); 3-2, por Dunga; 3-2, falha R.Baggio (fora)

 

Foi uma espera longa! Da euforia do tri, com uma das equipas candidatas a ser considerada a melhor de sempre a este nível, com muitas desilusões pelo caminho, com derrotas difíceis de engolir! Esse triunfo parecia uma glória complicada de alcançar, falava-se de maldições. Todavia, no Mundial de 1994, nos EUA, tudo isto foi esquecido e a euforia regressou. 24 anos depois, o Brasil chegou ao desejado tetra. O samba voltou!

Uma equipa que não era nem de perto nem de longe das mais entusiasmantes da história do futebol brasileiro, contudo tinha adquirido algo que era um defeito apontados as suas predecessoras, saber tático. Juntando a beleza à segurança defensiva. Não jogando bonito e depois acabando a perder nos momentos crucias. Uma seleção que sabia bem como defender como atacar. Isto foi fundamental para chegar ao título.

Uma primeira fase sem grandes problemas, cedendo um empate com a Suécia e vencendo os outros dois. Em desvantagem numérica, depois da agressão de Leandro, diante dos anfitriões, EUA, um golo perto do fim bastou para o apuramento. Nos quartos, num dos jogos mais espetaculares da história deste evento, uma vitória por 3-2, frente à Holanda, mesmo depois de terem desperdiçado uma vantagem de dois golos, todavia, um livre direto de Branco fez a diferença.

Nas meias-finais, uma vitória tangencial diante da Suécia, vingando o empate da fase de grupos, também, obtida perto do fim, com os suecos reduzidos a dez. Na final, que para muitos é a pior de sempre, só equiparada à do Mundial de 1990, na Itália, só as grandes penalidades fizeram a diferença e aí Taffarel, guarda-redes brasileiro, foi o herói dando o tetra ao Brasil. Depois: samba e festa! Muita festa!

A Suécia, pela primeira vez desde 1958, quando foi finalista em casa, regressou ao pódio, com um meritório terceiro lugar, goleando a Bulgária por 4-0 no jogo para esse efeito. A Bulgária também teve aqui o que ainda é o seu melhor registo de sempre, um quarto lugar, eliminando os detentores do troféu a Alemanha, nos quartos. A Roménia também eliminou um gigante, a Argentina, ainda em convalescença do caso de doping do Maradona, nos oitavos. Cedeu, outra vez, nas grandes penalidades nos quartos, diante da Suécia. Também obteve a sua melhor prestação até aos dias de hoje.

A Arábia Saudita também surpreendeu. Tornou-se no segundo país asiático (AFC) a passar a fase de grupos. O único tinha sido a Coreia do Norte, em 1966, onde alcançou os quartos, eliminada por Portugal, depois de estar a vencer por 3-0, cedendo por 5-3, com o melhor jogo da carreira de Eusébio pela seleção, onde aqui marcou quatro golos.

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XVIII Europeu de Basquetebol Feminino, 1981, Itália: mais um para a União Soviética

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1981, Itália: URSS    
   
       
       
       
  1ªfase (Grupo B) Hungria 94-68
    Roménia 90-40
    Checoslováquia 99-58
    Suécia 95-60
    Bulgária 111-78
  Meias-finais Jugoslávia 94-60
  FINAL Polónia 85-42
     

 

Mais um campeonato, mais um título para União Soviética. Mais uma vez um passeio. Venceram todos os jogos por pelo menos 25 pontos. O mais “renhido” foi contra a Hungria, com uma vitória por 26 pontos. Isto demonstra o poderio e a hegemonia das soviéticas. Simplesmente, à altura, não tinham rival. Não tinham ninguém que pudesse mostrar ou rivalizar com estas. E seria um domínio que se estenderia até à dissolução da União Soviética, embora, as coisas se equilibrassem um bocado mais para diante na década de 80. Mas no início desta, ninguém oferecia resistência a estas fantásticas equipas soviéticas.

XVIII Europeu de Voleibol, 1993, Finlândia: título para a Itália

 

A Itália começou a deixar a sua marca nos Europeus de voleibol. Iria iniciar um período onde conquistou vários títulos neste evento. Seriam seis ouros neste período. Este o segundo. Aos quais juntou três mundiais e oito Ligas Mundiais. Foram tempos dourados no voleibol transalpino. Este foi conquistado sem ceder qualquer derrota. O jogo mais difícil foi a final frente à Holanda, onde apenas na negra asseguraram o título. A Holanda também teve nesta década de 90 a sua geração de ouro. Mas aqui o troféu foi para os italianos. Foi uma época de domínio para os amantes do voleibol da Itália. A única coisa que escapou foi o título olímpico, de resto, limparam tudo, mais que uma vez.

1993, Finlândia: Itália    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Bulgária 3-1 (15-6,15-8,13-15,15-8)
      França 3-1 (15-4,15-4,15-17,16-14)
      Checoslováquia 3-0 (15-3,15-6,15-2)
      Suécia 3-0 (15-4,15-7,15-5)
      Holanda 3-1 (15-4,15-10,11-15,15-11)
    Meias-finais Alemanha 3-0 (15-1,15-6,15-11)
    FINAL Holanda 3-2 (15-6,15-5,13-15,8-15,15-9)
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

XVII Europeu de Voleibol, 1991, Alemanha: título soviético

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1991, Alemanha: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Suécia 3-0 (15-5,15-13,15-13)
      Polónia 3-0 (16-14,15-11,15-6)
      Finlândia 3-0 (15-12,15-7,15-11)
      Grécia 3-1 (10-15,15-9,15-2,15-6)
      Alemanha 3-0 (15-13,15-11,15-13)
    Meias-finais Holanda 3-0 (15-8,15-8,15-8)
    FINAL Itália 3-0 (15-11,17-16,15-9)
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Neste Europeu ocorreu o fim de uma era. A União Soviética estava a aproximar-se do fim. Este foi a sua última aparição como país unido num Campeonato da Europa. Em 1993, já se tinha subdividido em várias nações. Como tinha acontecido até então, o título não lhe escapou. Um troféu conquistado sem grandes aflições, só cedeu um set em sete jogos, o que demonstra o domínio neste evento de 1991, na Alemanha. Ao vencer a Itália na final estava-se a dar a passagem do testemunho, pois, apesar desta derrota na final, seriam os italianos a dominar a década de 90 do voleibol internacional. A única coisa que não ganharam foi os Jogos Olímpicos. De resto: Liga Mundial, tricampeã do Mundo (1990,1994,1998) e vários Europeus.

Este título também foi um marco. Desde o fim da União Soviética, os russos, potência colonizador desse país, só venceram mais um Europeu, o de 2013. Isto mostra que a Rússia ainda tem muito a percorrer para se equiparar às equipas da URSS dos anos 60,70 e 80.

XVI Europeu de Voleibol, Suécia, 1989: primeiro para a Itália

1989-Suécia: Itália    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Bulgária 3-1 (10-15,15-9,15-5,15-6)
      RFA 3-1 (15-2,15-9,13-15,15-2)
      RDA 3-1 (11-15,15-5,15-1,15-13)
      Suécia 3-0 (15-8,15-9,15-8)
      França 2-3 (5-15,13-15,15-4,17-15,13-15)
    Meias-finais Holanda 3-0 (15-7,15-3,15-2)
    FINAL Suécia 3-1 (14-16,15-7,15-13,15-7)
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

Após duas décadas de domínio, finalmente a URSS perdeu a hegemonia, sendo surpreendente derrotada nas meias-finais pelos anfitriões, a Suécia. A Itália capitalizou essa derrota, vencendo os suecos na final, conseguindo o seu primeiro título. Não só foram campeões, como teriam eles mesmo o seu período de domínio, não tão forte como os soviéticos. Os italianos somaram uma derrota na fase de grupos diante da França, todavia, tinham vencido os quatro anteriores, assim já estavam apurados aquando deste jogo. Nas meias-finais um passeio frente à Holanda, da qual se esperava mais oposição. Na final, a Suécia, surpreendente finalista, não esteve à altura da exibição das meias, onde afastara os russos, cedendo por 3-1. A Itália finalmente foi campeão europeia de voleibol, depois de décadas sem grandes resultados. Nesta década de 80, deu-se uma nova era no voleibol ao nível das competições europeias: os clubes italianos passaram a ganhar quase todas as épocas, em quase todas as competições europeias. A Itália tornou-se numa verdadeira potência de voleibol, sobretudo na vertente masculina.

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