Sporting conquista segunda Taça Challenge 2016-17

ehf

 

O Sporting conquistou a Taça Challenge 2016-17. Foi a segunda do seu historial. Tornou-se no primeiro clube português a conquistar dois troféus europeus, embora, o ABC tenha mais finais disputadas (4). Os lisboetas, ao contrário dos bracarenses, foram a duas finais e venceram ambas, cem por cento de eficácia.

Foi um percurso imaculado, perfeito, sem derrotas nem empates, isto é, o Sporting venceu todos os jogos desde a sua entrada na prova até ao segundo jogo, da segunda mão da final, na Roménia. Assim, ninguém conseguiu travar os leões. É a conquista europeia mais contundente da história do andebol português nas competições europeias.

Para os leões este ano também ficou marcado pela conquista do título nacional. O primeiro desde 2000-01, ou seja, 16 anos depois foram novamente campeões. No entanto, é preciso recuar até 1985-86 para encontrar outro triunfo no escalão máximo do andebol português. Serão os sportinguistas capazes de vencer regularmente, ou dar-se-á um novo hiato temporal até alcançarem outro?

 

2016-17, Taça Challenge: Sporting    
   
         
         
         
    3ªeliminatória A.S.D. Romagna Handball (Itália) 32-25/37-24*
    Oitavos-de-final RK Pelister (Macedónia) 32-18*/34-26
    Quartos-de-final AC Doukas (Grécia) 35-23*/27-25
    Meias-finais JMS Hurry-Up (Holanda) 32-27*/37-14
    FINAL AHC Potaissa Turda (Roménia) 37-28/30-24*
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 
Anúncios

Óquei Barcelos vence a Taça CERS 2015-16

Taça CERS, 2015-16:        
Óquei Barcelos      
         
    1ªeliminatória Villach (Aut) 16-2/16-1*
    Òitavos-de-final Coutras (Fra) 7-7/12-3*
    Quartos-de-final Lodi (Ita) 8-4/6-6*
    Meias-finais

(Final Four)

Matera (Ita) 3-3/2-1 g.p.
    FINAL Vilafranca (Esp) 6-3
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

fpp 19

Óquei Barcelos nos anos 90 já tinha vencido tudo a nível europeu, cometendo mesmo o feito de se ter sagrado primeiro campeão europeu do que nacional. Voltando aos anos 90: Liga Europeia (Liga dos Campeões) e Taça Continental (Supertaça Europeia) em 1990-91; Taça das Taças em 1992-93; e Taça CERS em 1994-95. Entretanto, também perdeu uma final da Liga Europeia em 1993-94. Ganhou tudo. Depois, as coisas foram se perdendo. Duas finais perdidas: Taça CERS em 1998-99 e Liga Europeia em 2001-02. O clube foi também perdendo fulgor a nível nacional. Todavia, 21 anos depois, 14 anos depois da sua última final europeia, os barcelenses voltaram a vencer uma competição europeia: a Taça CERS de 2015-16.

Uma caminhada que começou com um passeio nas duas primeiras rondas, apesar do empate caseiro com a equipa francesa. Nos quartos-de-final, o vencedor da Taça de Itália 2015-16, Lodi, causou imensas dificuldades apesar de parecer ter sido feito com tranquilidade, onde os italianos chegaram a estar a vencer por quatro golos de diferença na segunda mão.

Óquei Barcelos conseguiu garantir a organização da final four em Barcelos, depois da polémica presença, na época anterior, nas meias-finais frente ao Reus. Apesar disso, não se pense que foi um passeio! Nas meias-finais, frente ao Matera, o jogo só foi decidido nas grandes penalidades, onde o clube português triunfou. Na final, começou a perder, mas acabou por triunfar com algum à-vontade face aos espanhóis do Vilafranca, por 6-3. 21 anos depois, um troféu europeu para Barcelos e Portugal.

 

Sporting vitória na Taça CERS 2014-15, 31 anos depois

cerh 6

2014-15-Taça CERS:
Sporting
   
    1ªeliminatória Calafell (Esp) 3-2*/3-1
  Oitavos-de-final Basileia (Sui) 4-3*/5-3
  Quartos-de-final Oliveirense (Por) 2-3/4-1*
  Meias-finais Igualada (Esp) 3-2 a.p.
  FINAL Reus (Esp) 2-2/2-1 g.p.
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro

Uma ideia que começou a germinar no final, da primeira década do século XXI, quando o Sporting regressou ao hóquei patins sénior, começando pela III Divisão. Rapidamente atingiu a primeira e depois tudo começou a funcionar. Na primeira época fugiu à despromoção na última jornada, na segunda qualificou-se para as competições europeias, na terceira ganhou a Taça CERS, vinte quatro depois da última conquista, a Taça das Taças em 1990-91; e 31 depois da única nessa prova, em 1983-84.

Assim, o palmarés europeu do Sporting passou a ser o seguinte: 1 Liga Europeia, 1976-77; 3 Taças das Taças, 1980-81,1984-85 e 1990-91; e duas Taças CERS, 1983-84 e 2014-15. Só o FC Porto tem melhor. Curiosamente, o adversário na final, Reus, tem o segundo melhor historial europeu, só ultrapassado pelo Barcelona e não foi fácil batê-lo. Só nas grandes penalidades é que isso se deu, permitindo uma festa muito, passe o pleonasmo, festejada. Quatro anos depois de o Benfica, ter vencido este mesmo evento. Ainda há a Taça Portugal para disputar, será que os sportinguistas vão voltar aos tempos dourados das décadas de 70 e 80 onde ganharam tudo? Veremos.

Vitória Setúbal na Taça de Portugal: 1921-22 a 1945-46, 1947-48 e 1948-49, 1950-51 a 1952-53

ÉPOCA FASE ATINGIDA RESULTADO
1921-22 Não participou
1922-23 Não participou
1923-24 1ªeliminatória: Olhanense 0-1
1924-25 Não participou
1925-26 Não participou
1926-27 Finalista: Belenenses 0-3
1927-28 Meias-finais: Sporting 1-3
1928-29 Meias-finais: Belenenses 1-1/0-2
1929-30 Quartos-de-final: União Lisboa 2-2/1-1/1-2
1930-31 Meias-finais: Benfica 1-2/0-3
1931-32 Oitavos-de-final: União Lisboa 2-0/0-3
1932-33 Meias-finais: Belenenses 3-3/1-4
1933-34 Meias-finais: Barreirense 0-1/1-2
1934-35 Quartos-de-final: FC Porto 1-0/1-4
1935-36 Quartos-de-final: Benfica 1-0/1-3
1936-37 Quartos-de-final: Belenenses 2-1/0-10
1937-38 Oitavos-de-final: Belenenses 0-2/2-4
1938-39 Não participou
1939-40 Oitavos-de-final: Carcavelinhos 5-1/0-5
1940-41 Não participou
1941-42 Não participou
1942-43 Finalista: Benfica 1-5
1943-44 Quartos-de-final: Académica 3-1/1-3/0-3
1944-45 Meias-finais: Olhanense 2-0/0-3
1945-46 Oitavos-de-final: FC Porto 1-7
1946-47 Não se realizou a prova
1947-48 1ªeliminatória: Barreirense 0-0/0-1
1948-49 Meias-finais: Benfica 0-5
1949-50 Não se realizou a prova
1950-51 Oitavos-de-final: Vitória Guimarães 2-1/1-3
1951-52 Não participou
1952-53 Oitavos-de-final: Benfica 3-2/2-5
+Campo neutro; *recinto adversário

O Vitória Setúbal venceu três Taças de Portugal até ao momento: 1964-65, 1966-67 e 2004-05. Nesta primeira fase aqui analisada, aconteceram alguns resultados interessantes, nomeadamente, a presença em duas finais. Foi, em ambas, finalista vencido, no entanto, isto foi a primeira demonstração de força dos setubalenses nesta prova.

O começo neste evento não foi de grande monta: em 1923-24, perdeu na primeira eliminatória frente ao Olhanense. Mas, de seguida, e à segunda presença, alcança a final. Em 1926-27, o Belenenses levou a melhor, triunfando claramente por 3-0. Para os sadinos foi a primeira experiência em jogos decisivos. Não foi no Jamor, pois ainda não existia, entretanto, ficaram a um passo de erguer o troféu.

Continuaram a participar regularmente na Taça de Portugal. Convém, aqui dizer, que este evento até 1933-34, não havia divisões nacionais, só esta existia. A partir daqui, 1934-35, passou a existir o primeiro e segundo escalão. Porém, embora, as equipas do primeiro participassem todas na taça, as da II Divisão, só algumas o fariam. Atualmente, entram todas as equipas dos divisões nacionais. mas isso, foi uma conquista que se começou a verificar nos anos 60, até lá, dependia do formato escolhido.

Finalmente, após algumas presenças interessantes, nova final, 16 anos depois da último. Esta tinha uma pequena diferença e ficou marcada por um resultado escandaloso nas meias-finais. O Vitória Setúbal, em 1942-43, estava na II Divisão e caminhou até às meias-finais, onde ia defrontar o FC Porto. Os portistas, no campeonato, ficaram em sétimo lugar, a sua segunda pior classificação de sempre, entre dez equipas que aí competiram. Mas nada fazia prever o que aconteceu, os sadinos, da II Divisão, nas meias-finais, frente ao FC Porto, humilharam-no vencendo por 7-0!

Na final de 1942-43, onde os setubalenses se tornaram na primeira equipa de escalões secundários a chegar tão longe, nova derrota, 1-5 para o Benfica, a primeira dobradinha da história dos encarnados. Fica na memória os 7-0 ao FC Porto, nas meias-finais e o facto de serem uma equipa na altura na II Divisão. Mais uma final perdida, também, ainda longe de a conquistar. Ainda assim, continuaram a mostrar alguma apetência e tradição já que já contavam com duas finais, apesar de terem acabado mal, era já algo, embora, a festa ainda demorasse mais uns anos.

fpf 7

ABC, um grande no Andebol, o início das suas glórias: campeão em 1986-87 e 1987-88

fpa

Entre 1986-87 e 2006-07, isto é, 21 épocas, o ABC ganhou doze campeonatos. Na década de 90, em dez, festejaram oito títulos. Foi o auge deste clube minhoto. Pioneiro ao contratar jogadores estrangeiros para o seu plantel, o ABC conquistou um primeiro bis ao triunfar em 1986-87 e 1987-88. Os primeiros dois. Dois campeonatos conquistados com alguma facilidade, sobretudo, o primeiro, onde dominaram a primeira fase e controlaram a segunda fase, sendo que em 1987-88, só cederam uma derrota em 22 jogos, ganhando os outros 21. Duas épocas de glória para esta formação.

O formato de disputa destes dois campeonatos era relativamente simples, idêntico ao que se uso em 2013-14: primeira fase, com doze equipas, 22 jogos, os seis primeiros apuram-se para um grupo que vai apurar o campeão, em dez jogos; e outra série de seis, com dez partidas, onde se encontra quem vai descer. Foi dentro deste panorama que o ABC dominou convincentemente estas duas temporadas. Um prelúdio dos anos 90 onde fez um tri (1990-91 a 1992-93), um tetra (1994-95 a 1997-98) e mais um tetra na Taça de Portugal (1989-90 a 1992-93). Para não falar de um feito dificilmente repetido nos próximos anos, isto é, a final da Liga dos Campeões de 1993-94. Perderam é verdade, mas, mais ninguém tinha o feito, e mais ninguém o fará brevemente, infelizmente!

1986-87, 1ªfase J V E D GOLOS P
1-ABC 22 19  1  2 608-439 61
2-Sporting 22 17  1  4 552-412 57
3-Benfica 22 16  2  4 535-368 56
4-Belenenses 22 16  1  5 514-424 55
5-FC Porto 22 14  3  5 554-467 53
6-Clube TAP 22 10  2 10 490-485 44
7-Salgueiros 22 11  0 11 465-511 44
8-Vitória Setúbal 22  9  2 11 482-470 42
9-Académica São Mamede 22  6  1 15 390-523 35
10-Boa Hora 22  5  0 17 431-522 32
11-Académico Porto 22  1  1 20 450-588 25
12-Sanjoanense 22  1  0 21 368-630 24
Série Primeiros 2ªfase:
1-ABC 10  8  0  2 274-213 26
2-Sporting 10  6  1  3 215-198 23
3-FC Porto 10  6  1  3 235-214 23
4-Benfica 10  5  0  5 219-220 20
5-Belenenses 10  2  2  6 207-234 16
6-Clube TAP 10  1  0  9 208-279 12
1987-88, 1ªfase J V E D GOLOS P
1-ABC 22 21  0  1 564-370 64
2-Sporting 22 18  1  3 575-396 59
3-Benfica 22 16  1  5 545-402 55
4-Vitória Setúbal 22 14  1  7 478-411 48
5-Belenenses 22 12  2  8 500-421 48
6-FC Porto 22 12  1  9 477-464 47
7-Clube Tap 22 10  3  9 478-439 45
8-Salgueiros 22  8  2 12 461-473 40
9-Francisco Holanda 22  7  1 14 440-467 37
10-Boa Hora 22  4  1 17 430-598 31
11-Passos Manuel 22  3  1 18 474-637 29
12-Académico Porto 22  0  0 22 305-620 22
Série Primeiros, 2ªfase:
1-ABC 10  8  0  2 235-187 58
2-Sporting 10  8  0  2 211-191 56
3-Benfica 10  5  1  4 209-205 49
4-Belenenses 10  4  0  6 201-217 42
5-FC Porto 10  3  0  7 193-228 40
6-Vitória Setúbal 10  1  1  8 187-208 39

Barreirense campeão de basquetebol: 1956-57 e 1957-58

1956-57 J V E D PONTOS P
1-Barreirense 14 10  2  2 780-579 36
2-Sporting 14 11  0  3 981-759 36
3-Académica 14  9  1  4 780-552 33
4-Benfica 14  9  0  5 776-651 32
5-FC Porto 14  5  1  8 649-712 25
6-Sanjoanense 14  4  0 10 593-800 22
7-CUF 14  4  0 10 587-787 22
8-Vasco da Gama 14  2  0 12 661-903 18
1957-58 J V E D PONTOS P
1-Barreirense 10  8  0  2 607-429 26
2-Sporting 10  8  0  2 636-498 26
3-Académica 10  6  0  4 450-390 22
4-Belenenses 10  4  1  5 473-538 19
5-FC Porto 10  2  1  7 476-601 15
6-Conimbricense 10  1  0  9 409-595 12

fpb 2

Uma escola de formação de excelência, de onde vieram muitas das figuras do basquetebol português quer no passado quer no presente, por exemplo, Betinho Gomes, que joga na Liga ACB, campeonato principal de Espanha e dos mais importantes a nível europeu. Tem inúmeros títulos nas camadas jovens. Porém, o último grande triunfo nos seniores foi a Taça de Portugal na época de 1984-85, na altura, a segunda consecutiva e a sexta e última do seu historial. Esta geração conseguiu vencer três Taças de Portugal, mas, falhou no assalto ao epíteto de campeã nacional.

Se esta na década de 80 não atingiu o título máximo, a dos anos 50, início dos 60, também, colecionou três Taças de Portugal: 1956-57, 1959-60 e 1962-63, todavia, foi campeã nacional, um bicampeonato: 1956-57 e 1957-58 e a correspondente dobradinha em 1957. Foi o ponto alto da história do Barreirense, que o levou, também, a defender Portugal nas competições europeias. Um equipa de ouro, em dois campeonatos sui generis, já que, permitiam empates, coisa que no basquetebol atual não existe. Claro que eram outros tempos, havia primeiro uma fase regional e depois uma poule final para apurar o campeão, com 14 jogos e dez jogos no caso do segundo título, todavia, são títulos que valem tanto como os outros e que os adeptos do Barreirense esperam ver repetir no futuro.

Equipas campeãs em ambos os géneros: Sporting Espinho, Voleibol

1956-57, I Divisão Voleibol J V D SETS P
1-Sporting Espinho 3 2 1 8-6 5
2-Benfica 3 2 1 7-5 5
3-Sporting 3 1 2 6-7 4
4-FC Porto 3 1 2 5-8 4
Play-off para o título:
Sporting Espinho-Benfica 3-1 (15-12,8-15,15-12,15-13)

O Sporting Espinho colecionou até ao momento 18 títulos de voleibol masculino. É a equipa com mais títulos, seguido do Técnico com treze (apesar dos lisboetas não triunfarem desde 1967-68), este foi o primeiro em 1956-57. Numa altura em que o formato da disputa consistia em uma poule final de quatro clubes, por sua vez, apurados de dois campeonatos regionais, o de Norte e o do Sul. Cada um qualificava dois clubes. Para se atribuir o título jogava-se esse grupo de quatro clubes, a uma volta, onde quem ganhasse mais jogos festejaria. Todavia, nesta época, 1956-57, ficaram duas equipas empatadas na liderança e respeitando os regulamentos da altura, tinha-se que se disputar uma finalíssima entre esses, onde quem vencesse era campeão. E foi, dessa forma, que os espinhenses conquistaram o seu primeiro título, batendo o Benfica por 3-1 nesse jogo. Os benfiquistas ainda esperariam muito para alcançar o seu primeiro troféu no escalão máximo do voleibol português.

1959-60, I Divisão Voleibol Feminino J V D SETS P
1-Sporting Espinho 6 6 0 18-4 12
2-Sporting 6 4 2 15-9 10
3-Leixões 6 1 5  6-17  7
4-Benfica 6 1 5  8-16  7

Com um domínio inicial do Sporting Espinho, nas primeiras cinco épocas da I Divisão de voleibol feminino, isto é, entre 1959-60 e 1963-64, ganhou quatro desses cinco anos, só falhou o de 1961-62. Após essas conquistas, não mais celebraram qualquer troféu no escalão máximo do voleibol feminino, mantendo-se nesses quatro. O molde de disputa era idêntico ao que se usava em 1956-57 , a única diferença era que em vez de uma volta, disputava-se duas, uma no Norte e outra no Sul. Assim, após o campeonato de 1956-57, pelos homens, em 1959-60, conquistariam o primeiro com as senhoras, tornando-se o Sporting Espinho o clube que mais rápido venceu nos dois géneros, neste caso, no voleibol. Só três clubes mais conseguiram isso no voleibol além dos (as) espinhenses.

cev

Um grande abaixo do quarto lugar: Sporting, 5ºlugar, 1972-73

fpf 16

 

1972-73 J V E D GOLOS P
1-Benfica 30 28  2  0 101-13 58
2-Belenenses 30 14 12  4  53-30 40
3-Vitória Setúbal 30 16  6  8  65-26 38
4-FC Porto 30 15  7  8  56-28 37
5-Sporting 30 15  7  8  57-31 37
6-Vitória Guimarães 30 11 11  8  38-38 33
7-Boavista 30 12  7 11  41-47 31
8-CUF 30 11  8 11  38-37 30
9-Leixões 30 11  8 11  32-45 30
10-Barreirense 30  9  7 14  43-64 25
11-Farense 30  8  8 14  27-53 24
12-Beira-Mar 30  5 13 12  27-57 23
13-Montijo 30  9  5 16  29-47 23
14-União Coimbra 30  5  7 18  22-54 17
15-Atlético 30  4  9 17  27-52 17
16-União Tomar 30  6  5 19  35-69 17
             

 

1972-73: Sporting, 5ºlugar CASA FORA
Benfica 1-2 1-4
Belenenses 1-0 2-2
Vitória Setúbal 1-0 0-2
FC Porto 0-3 1-0
Vitória Guimarães 2-0 1-1
Boavista 1-0 2-3
CUF 0-1 1-1
Leixões 0-1 2-2
Barreirense 5-1 4-1
Farense 4-0 3-1
Beira-Mar 4-0 0-0
Montijo 4-1 0-0
União Coimbra 3-1 5-1
Atlético 4-1 0-1
União Tomar 4-0 1-1
CASA FORA
V E D GOLOS V E D GOLOS
11 0 4 34-11 4 7 4 23-20
TOTAL
J V E D GOLOS P
30 15 7 8 57-31 37

 

O Benfica esteve verdadeiramente intratável durante a temporada de 1972-73, na I Divisão. Trinta jogos, vinte e oito vitórias e nenhuma derrota. 101 golos marcados e apenas 13 sofridos. Mas, estamos aqui para falar de um Sporting que acabou num impensável quinto lugar. É verdade que salvou a época, ganhando a Taça de Portugal, mas não deixa de ser algo mau, quinto classificado. O FC Porto, também, não fez muito melhor e acabou em quarto. A surpresa foi o Belenenses em segundo e o Vitória Setúbal em terceiro. Dois grandes fora do pódio, algo inédito então!

Quatro derrotas caseiras já por si só não augura algo de bom e isso expressou-se na classificação final. Se perder com o Benfica e o FC Porto em casa pode ser considerado normal, com o Leixões e a CUF, nono e oitavo classificado, obviamente, demonstrou que os leões estavam a fazer uma péssima temporada.

Fora a coisa também não foi muito melhor. Apenas quatro vitórias, sete empates e quatro derrotas. Resumindo uma participação no campeonato para esquecer, isto, porque estamos a falar de um crónico candidato ao título. Ainda assim, parece que o Sporting aprendeu com este desempenho, na época seguinte fizeram a dobradinha e chegaram às meias-finais da Taça das Taças. Mas que custou para os seus adeptos custou!

O já referido acima, Belenenses e Vitória Setúbal no pódio. Realce-se a única presença da União de Coimbra na I Divisão, curiosamente, o seu rival da cidade, a Académica, tinha descido na época anterior, por isso, não se defrontaram aqui. Uma curiosidade pois a Académica ultrapassou há muito as meia centena de presenças na agora I Liga, mas falhou a temporada em que podia ter-se disputado um derby conimbricense. A União de Coimbra terminou em 14º e desceu na liguilha. O Montijo estreou-se aqui na I Divisão, participou três vezes.

Um grande abaixo do quarto lugar: FC Porto, 5ºlugar, 1971-72

 

 

1971-72 J V E D GOLOS P
1-Benfica 30 26  3  1 81-16 55
2-Vitória Setúbal 30 17 11  2 62-16 45
3-Sporting 30 17  9  4 51-26 43
4-CUF 30 12 13  5 43-28 37
5-FC Porto 30 13  7 10 51-32 33
6-Vitória Guimarães 30 11  8 11 49-47 30
7-Belenenses 30 11  7 12 35-33 29
8-Barreirense 30 11  5 14 34-46 27
9-Farense 30  9  7 14 34-48 25
10-Atlético 30  8  9 13 35-52 25
11-Boavista 30  7 10 13 28-46 24
12-União Tomar 30  9  5 16 25-42 23
13-Beira-Mar 30  7  9 14 29-51 23
14-Leixões 30  7  7 16 26-51 21
15-Académica 30  7  7 16 29-38 21
16-Tirsense 30  6  7 17 26-66 19
             

 

1971-72: FC Porto, 5ºlugar CASA FORA
Benfica 1-3 0-1
Vitória Setúbal 0-1 0-2
Sporting 0-0 1-2
CUF 1-0 0-1
Vitória Guimarães 1-2 4-0
Belenenses 3-2 2-3
Barreirense 1-1 1-1
Farense 2-0 0-0
Atlético 1-3 1-1
Boavista 6-0 2-1
União Tomar 1-1 2-0
Beira-Mar 1-0 5-1
Leixões 2-0 1-0
Académica 2-3 1-0
Tirsense 6-0 3-3
CASA FORA
V E D GOLOS V E D GOLOS
7 3 5 28-16 6 4 5 23-16
TOTAL
J V E D GOLOS P
30 13 7 10 51-32 33

 

 

 

 

fpf 17

 

A última vez que aconteceu ao FC Porto. Ficar abaixo do quarto lugar não mais se verificou na história do clube portuense. O pior a seguir foram três quartos lugares, todos na década de 70. Depois, os portistas entrariam no seu período de domínio do futebol português. Contudo, esta foi uma época verdadeiramente para esquecer; provavelmente, a pior de sempre em casa, em campeonatos com mais de dez clubes. Cinco derrotas, três empates e sete vitórias, foi o pecúlio dos jogos no Estádio das Antas. Isto é, nem 50% dos encontros realizados em seu reduto triunfaram.

Fora de casa, também, não foram nada de especial, contudo, ganharam mais do que o que perderam. Tudo somado colocou, 22 anos depois, o clube novamente em quinto lugar. Já, em 1949-50, tinha sido o pior de sempre fora de casa, com apenas uma vitória, um empate, e onze derrotas. Este, no Estádio das Antas, para esquecer. Terminaram com 33 pontos, quatro atrás da CUF, quarta classificada, e 22 atrás do Benfica, que foi campeão. Relembre-se, naquele tempo, a vitória só valia dois pontos, às contas atuais, seriam 35 pontos de desvantagem portista, muitos pontos!

O Vitória de Setúbal conseguiu a sua melhor classificação de sempre, foi vice-campeão. A CUF, com o quarto lugar, igualando o registo de 1961-62, atrás do pódio de 1964-65, qualificou-se pela última vez para as competições europeias, onde atingiu a segunda eliminatória, sendo, a primeira equipa a vencer na então RFA. A Académica após se ter qualificado para as competições europeias na temporada anterior, desceu nesta, pondo fim a 23 anos seguidos no escalão máximo do futebol português. Atualmente, ainda é a maior sequência de épocas consecutivas pela equipa de Coimbra.

Create a free website or blog at WordPress.com.

EM CIMA ↑