24 anos depois, o tetra para o Brasil, EUA 1994

 

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
 
1994, EUA: Brasil
 
  1ªfase, Grupo B Rússia 2-0
  Camarões 3-0
  Suécia 1-1
  Oitavos-de-final EUA 1-0
  Quartos-de-final Holanda 3-2
  Meias-finais Suécia 1-0
  FINAL Itália 0-0/3-2 g.p.
 
 Onze principal: Taffarel; Jorginho (Cafú), Aldair, Márcio Santos e Branco; Mazinho, Mauro Silva, Dunga e Zinho (Viola); Bebeto e Romário
 
Marcha do marcador: 0-0, 3-2 g.p.:0-0, falha Baresi (fora); 0-0, falha Márcio Santos (defende Pagliuca); 0-1, por Albertini; 1-1, por Romário; 1-2, por Evani; 2-2, por Branco; 2-2, falha Massaro (defende Taffarel); 3-2, por Dunga; 3-2, falha R.Baggio (fora)

 

Foi uma espera longa! Da euforia do tri, com uma das equipas candidatas a ser considerada a melhor de sempre a este nível, com muitas desilusões pelo caminho, com derrotas difíceis de engolir! Esse triunfo parecia uma glória complicada de alcançar, falava-se de maldições. Todavia, no Mundial de 1994, nos EUA, tudo isto foi esquecido e a euforia regressou. 24 anos depois, o Brasil chegou ao desejado tetra. O samba voltou!

Uma equipa que não era nem de perto nem de longe das mais entusiasmantes da história do futebol brasileiro, contudo tinha adquirido algo que era um defeito apontados as suas predecessoras, saber tático. Juntando a beleza à segurança defensiva. Não jogando bonito e depois acabando a perder nos momentos crucias. Uma seleção que sabia bem como defender como atacar. Isto foi fundamental para chegar ao título.

Uma primeira fase sem grandes problemas, cedendo um empate com a Suécia e vencendo os outros dois. Em desvantagem numérica, depois da agressão de Leandro, diante dos anfitriões, EUA, um golo perto do fim bastou para o apuramento. Nos quartos, num dos jogos mais espetaculares da história deste evento, uma vitória por 3-2, frente à Holanda, mesmo depois de terem desperdiçado uma vantagem de dois golos, todavia, um livre direto de Branco fez a diferença.

Nas meias-finais, uma vitória tangencial diante da Suécia, vingando o empate da fase de grupos, também, obtida perto do fim, com os suecos reduzidos a dez. Na final, que para muitos é a pior de sempre, só equiparada à do Mundial de 1990, na Itália, só as grandes penalidades fizeram a diferença e aí Taffarel, guarda-redes brasileiro, foi o herói dando o tetra ao Brasil. Depois: samba e festa! Muita festa!

A Suécia, pela primeira vez desde 1958, quando foi finalista em casa, regressou ao pódio, com um meritório terceiro lugar, goleando a Bulgária por 4-0 no jogo para esse efeito. A Bulgária também teve aqui o que ainda é o seu melhor registo de sempre, um quarto lugar, eliminando os detentores do troféu a Alemanha, nos quartos. A Roménia também eliminou um gigante, a Argentina, ainda em convalescença do caso de doping do Maradona, nos oitavos. Cedeu, outra vez, nas grandes penalidades nos quartos, diante da Suécia. Também obteve a sua melhor prestação até aos dias de hoje.

A Arábia Saudita também surpreendeu. Tornou-se no segundo país asiático (AFC) a passar a fase de grupos. O único tinha sido a Coreia do Norte, em 1966, onde alcançou os quartos, eliminada por Portugal, depois de estar a vencer por 3-0, cedendo por 5-3, com o melhor jogo da carreira de Eusébio pela seleção, onde aqui marcou quatro golos.

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XVIII Europeu de Voleibol Feminino, 1993, Checoslováquia: título para a Rússia

 

 

1993, Checoslováquia: Rússia
   
 
 
  1ªfase (Grupo 2) Ucrânia 0-3 (10-15,13-15,7-15)
  Bielorrússia 3-0 (15-5,15-3,15-6)
  Grécia 3-1 (15-5,10-15,15-7,15-3)
  Roménia 3-0 (15-4,15-7,15-5)
  Alemanha 3-0 (15-3,15-7,15-9)
  Meias-finais Itália 3-1 (15-9,12-15,16-14,15-2)
  FINAL Checoslováquia 3-0 (17-15,15-3,15-6)
 
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

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Em 1993, a União Soviética estava dissolvida. Parecia um raio de esperança para os adversários deste país que tinha dominado hegemonicamente esta competição. E o início parecia dar-lhes razão já que as russas perderam o primeiro jogo, da fase de grupos, por 3-0, diante da Ucrânia. Porém, este foi um pequeno percalço numa caminhada rumo ao título. Não mais perderam, cederam apenas mais dois sets, e conquistaram mais um título. O primeiro pós URSS. As coisas politicamente mudavam, mas desportivamente o vencedor continuava a ser o mesmo. No entanto, no futuro as coisas mudariam. A Rússia não deixou de triunfar, todavia, não o fez  como nos tempos da União Soviética, houve outras campeãs, embora as russas continuassem a triunfar.

XVIII Europeu de Basquetebol Feminino, 1981, Itália: mais um para a União Soviética

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1981, Itália: URSS    
   
       
       
       
  1ªfase (Grupo B) Hungria 94-68
    Roménia 90-40
    Checoslováquia 99-58
    Suécia 95-60
    Bulgária 111-78
  Meias-finais Jugoslávia 94-60
  FINAL Polónia 85-42
     

 

Mais um campeonato, mais um título para União Soviética. Mais uma vez um passeio. Venceram todos os jogos por pelo menos 25 pontos. O mais “renhido” foi contra a Hungria, com uma vitória por 26 pontos. Isto demonstra o poderio e a hegemonia das soviéticas. Simplesmente, à altura, não tinham rival. Não tinham ninguém que pudesse mostrar ou rivalizar com estas. E seria um domínio que se estenderia até à dissolução da União Soviética, embora, as coisas se equilibrassem um bocado mais para diante na década de 80. Mas no início desta, ninguém oferecia resistência a estas fantásticas equipas soviéticas.

XVII Europeu de Basquetebol, 1971, RFA: título para URSS

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1971, RFA: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Roménia 83-55
      RFA 91-54
      Espanha 118-58
      França 75-63
      Polónia 94-73
    Meias-finais Itália 93-66
    FINAL Jugoslávia 69-64
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

O Eurobasket de 1971 disputou-se na Alemanha Ocidental e mais uma vez o vencedor foi a União Soviética. Um percurso imaculado, sem derrotas, com vitórias por mais de vinte pontos, exceto na final, com um triunfo apertado diante da Jugoslávia, cinco pontos; e também outro frente à França por doze pontos, na fase de grupos. Ou seja, além destes dois jogos, sempre diferenças superiores a vinte pontos. Nada a dizer quanto à justeza deste título; mais um para os russos. Serie o fim de uma hegemonia. No Europeu seguinte o troféu seria para a Jugoslávia. No entanto, foi uma série de europeus consecutivos conquistados que não mais seria igualada.

XVI Europeu de Voleibol Feminino, 1989, RFA: título soviético

Depois de terem perdido o título, em 1987, para a RDA, a União Soviética voltou a conquistá-lo. Não teve oposição até à final, já que, chegou lá sem ceder um único set. Um passeio até ao jogo decisivo, mostrando, que ainda eram uma potência da modalidade, à altura, provavelmente a seleção mais forte da Europa e uma das melhores do Mundo. Na final, diante da RDA, as coisas não foram assim tão simples. Cederam um set, o primeiro, e venceram os três seguintes, mas todos decididos nas vantagens (16-14,15-13,15-13). Assim, alcançaram mais um título europeu de voleibol feminino a juntar ao seu vasto palmarés. As conquistas, ao contrário da equipa masculina da Rússia, continuaram após o fim da URSS. Nos homens só um título após isso. Na equipa feminina seis, o que demonstra o lugar da Rússia no panorama internacional desta modalidade.

 

 

1989, RFA: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Turquia 3-0 (15-5,15-9,15-8)
      Roménia 3-0 (15-7,16-14,16-14)
      Jugoslávia 3-0 (15-12,17-16,15-8)
      Finlândia 3-0 (15-3,15-1,15-7)
      RFA 3-0 (15-9,15-7,15-4)
    Meias-finais Itália 3-0 (15-10,15-7,15-8)
    FINAL RDA 3-1 (8-15,16-14,15-13,15-13)
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

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Sporting conquista segunda Taça Challenge 2016-17

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O Sporting conquistou a Taça Challenge 2016-17. Foi a segunda do seu historial. Tornou-se no primeiro clube português a conquistar dois troféus europeus, embora, o ABC tenha mais finais disputadas (4). Os lisboetas, ao contrário dos bracarenses, foram a duas finais e venceram ambas, cem por cento de eficácia.

Foi um percurso imaculado, perfeito, sem derrotas nem empates, isto é, o Sporting venceu todos os jogos desde a sua entrada na prova até ao segundo jogo, da segunda mão da final, na Roménia. Assim, ninguém conseguiu travar os leões. É a conquista europeia mais contundente da história do andebol português nas competições europeias.

Para os leões este ano também ficou marcado pela conquista do título nacional. O primeiro desde 2000-01, ou seja, 16 anos depois foram novamente campeões. No entanto, é preciso recuar até 1985-86 para encontrar outro triunfo no escalão máximo do andebol português. Serão os sportinguistas capazes de vencer regularmente, ou dar-se-á um novo hiato temporal até alcançarem outro?

 

2016-17, Taça Challenge: Sporting    
   
         
         
         
    3ªeliminatória A.S.D. Romagna Handball (Itália) 32-25/37-24*
    Oitavos-de-final RK Pelister (Macedónia) 32-18*/34-26
    Quartos-de-final AC Doukas (Grécia) 35-23*/27-25
    Meias-finais JMS Hurry-Up (Holanda) 32-27*/37-14
    FINAL AHC Potaissa Turda (Roménia) 37-28/30-24*
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

XV Europeu de Voleibol Feminino, 1987, Bélgica: título para a RDA

1987-Bélgica: RDA:      
       
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Bulgária 3-0 (15-11,16-14,15-9)
      França 3-0 (15-1,15-8,15-8)
      Hungria 3-0 (15-8,15-6,15-6)
      Roménia 3-0 (15-2,15-9,15-10)
      Bélgica 3-0 (15-4,15-6,15-6)
    Meias-finais Checoslováquia 3-0 (15-9,15-13,15-2)
    FINAL URSS 3-2 (8-15,15-9,18-20,15-9,15-11)
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

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Na Bélgica, no Europeu de Voleibol Feminino de 1987, aconteceu algo raro à altura: a União Soviética não conquistou o título. Depois de anos, décadas de domínio, aqui foram derrotadas na final pela RDA. num jogo decidido no quinto set. Era a segunda vitória destas alemãs na prova, depois do êxito de 1983. Finalmente alguém conseguia discutir de igual para igual com as russas. Claro que este título não podia ter seguimento em virtude da unificação da Alemanha no final da década de 80, no entanto, não deixa de ser algo de realce. Um percurso imaculado até à final sem ceder qualquer set. Na final, um jogo emocionante, discutido na negra, onde a RDA foi mais forte, somando o seu segundo título, impondo-se às soviéticas, o que então era raro.

 

XII Europeu Andebol Feminino, 2016, Suécia: sétimo título para a Noruega

Décimo segundo Europeu de Andebol Feminino, na Suécia, em 2016, sétimo título para a Noruega, que tem dominado este evento. Uma final emocionante com a  Holanda, decidida pela diferença mínima, num jogo com muitos golos, 30-29. Ao contrário da meia-final, que teve o resultado de 20-16, contra a França, as norueguesas qualificando-se para a final, apesar da fraca eficácia ofensiva. Uma competição ganha sem derrotas, venceram os jogos todos, embora, na maioria fossem equilibrados, o que demonstra que esta seleção não sucumbia perante a pressão. Nada a dizer quanto à justeza do triunfo deste país escandinavo, que tem exercido um domínio quase absoluto neste evento, desde o virar de século, já são sete.

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2016-Suécia: Noruega:      
       
         
         
         
    1ªfase (Grupo D) Roménia 23-21
      Croácia 34-16
      Rússia 23-21
    2ªfase (Grupo II) [Roménia 23-21] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      [Rússia 23-21] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      Dinamarca 22-20
      Hungria 24-23
      República Checa 35-24
    Meias-finais França 20-16
    FINAL Holanda 30-29
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

XVI Europeu Basquetebol Feminino, 1978, Polónia: mais um título soviético

1978- Polónia: URSS:      
       
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) França 111-73
      RFA 120-57
      Roménia 97-64
    Fase Final [França 111-73] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      Bulgária 89-63
      Jugoslávia 116-78
      Checoslováquia 92-70
      Polónia 79-57
      Hungria 119-72
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Um país da então chamada cortina de ferro recebeu o Eurobasket feminino de 1978. Seria este torneio na Polónia diferentes dos outros? Haveria outro vencedor que não a URSS? Haveria competitividade na disputa do título? A resposta a estas três perguntas é não. A União Soviética continuou a dominar. A União Soviética passeou rumo a mais um troféu. Os jogos “mais equilibrados” foram no grupo de apuramento de campeão, onde venceu a Checoslováquia e a Polónia por “apenas” 22 pontos de diferença! Se estes foram os mais renhidos imagine-se os outros?! Mais uma caminhada sem sobressaltos rumo a mais uma  festa. As russas simplesmente não tinham oposição a nível europeu, tão simples como isso!

 

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