I Mundial de Andebol Feminino, 1957, Jugoslávia: título para a Checoslováquia

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Depois do primeiro mundial masculino de Andebol se ter disputado em 1938, 19 anos depois realizava-se o primeiro feminino. Teve lugar na Jugoslávia. Ao contrário do sexo oposto, este conteve mais que quatro seleções. Jogou-se mais que uma fase, em concreto, houve duas fases de grupos, sendo que na segunda o vencedor de cada emparelhamento defrontava-se numa final para determinar o campeão ou neste caso as campeãs. A Checoslováquia ganhou todos os jogos antes da final, sendo que o mais renhido foi contra a Suécia na primeira fase de grupos, 5-4 foi o resultado final. Na final diante da Hungria, as checas venceram com alguma tranquilidade, sete a um foi o desfecho, dando o título a essa nação. Foi o desenlace final de uma competição que teve aqui a sua primeira edição.

 

1957, Jugoslávia: Checoslováquia    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Hungria 8-4
      Suécia 5-4
    2ªfase (Grupo II) Áustria 12-3
      RFA 10-4
    FINAL Hungria 7-1
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

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XIX Europeu de Basquetebol Feminino, 1983, Hungria: mais um para a URSS

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Mais um Europeu Feminino de Basquetebol, Hungria, 1983, mais um título para a União Soviética. A hegemonia continuava e continuaria durante a década de 80. Nada a dizer! Venceram todos os jogos. Todos por mais de vinte pontos. A final foi o mais “renhido”: triunfo diante da Bulgária por 91-70, isto é, vinte e um pontos de vantagem. E este foi o mais equilibrado! Um autêntico passeio rumo a mais um campeonato. A nível europeu, nesta altura, as russas faziam o que queriam. Não tinham oposição à altura. As outras seleções cingiam-se a lutar pelos outros dois lugares do pódio, prata e bronze. De resto, simplesmente, ninguém era capaz de se opor ao império soviético. Há muito tempo que isto sucedia e as coisas pareciam longe de se vislumbrar uma mudança. Só nos anos 90 é que tudo se alteraria.

 

1983, Hungria: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Suécia 105-74
      Bulgária 108-60
      Checoslováquia 97-55
      RFA 115-56
      Itália 83-53
    Meias-finais Hungria 103-69
    FINAL Bulgária 91-70
         
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro

Mundial Itália 1990: título germânico

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O Campeonato de Mundo de 1990, de futebol, realizou-se na Itália. O país anfitrião naturalmente era um dos favoritos ao título, chegou às meias-finais sem sofrer um único golo. Aí, concedeu o primeiro diante da Argentina e foi posteriormente eliminada nas grandes penalidades, o que deixou um país em lágrimas.

A Inglaterra também teve aqui a sua segunda melhor prestação nesta prova, só batida pelo título de 1966. Uma fase de grupos irregular, com dois empates e uma vitória contra o Egipto. Nos oitavos-de-final só perto do fim do prolongamento conseguiu afastar os belgas com um golo de David Platt. Nos quartos, novo prolongamento, estiveram mesmo a perder contra os Camarões, passaram com duas grandes penalidades um pouco duvidosas. Nas meias-finais contra os futuros campeões, os ingleses cederam numa coisa que futuramente iria ser um trauma, isto é, derrota nos penalties frente à RFA.

A Argentina, liderada por Maradona chegou à final com muitas dificuldades. Começou a prova perdendo no primeiro jogo contra os Camarões. A vitória frente à URSS e o empate diante da Roménia qualificou a equipa para os oitavos. Aí um jogo especial contra o rival de sempre, o Brasil. Vitória por 1-0, golo de Cannigia e a pior prestação dos brasileiros desde o Mundial de 1966, na Inglaterra, onde ficaram pela fase de grupos. De resto chegaram sempre, pelo menos, aos quartos. Quartos e meias-finais decididos nas grandes penalidades diante da Jugoslávia e da Itália, qualificaram os argentinos para a final. Aí, acabaram com nove e perderam com um penalti muito duvidoso e não conseguiram tornar-se na terceira seleção a vencer dois Mundiais seguidos.

A RFA acabou por vencer com justiça.  Foi a melhor equipa em quase todos os jogos. Passeou na fase de grupos só cedendo um empate frente à Colômbia. Nos oitavos um jogo com muitas quezílias contra a Holanda, que dois anos antes tinha sido campeã da Europa, na RFA, afastando este nas meias. Nos quartos afastaram a Checoslováquia e nas meias alguma felicidade, apenas vencendo nas grandes penalidades. Na final, tiveram a sua vingança depois de terem perdido o Mundial de 1986, no México, diante da Argentina.

Pela primeira vez a magia do futebol africano apareceu de vez e com convicção neste evento. Os Camarões, liderados por Roger Milla, chegaram aos quartos-de-final, a primeira seleção africana a chegar tão longe. Venceram a Argentina na fase de grupos, estiveram a vencer a Inglaterra nos quartos-de-final, onde só foram afastados, no prolongamento porque o árbitro marcou dois penalties um pouco duvidosos. Não mais este país africano esteve sequer perto de algo semelhante.

Era uma altura, em modo geral, onde se empatava muito, não só em provas deste cariz mas também em competições nacionais. Foi dessa forma que a República da Irlanda chegou aos quartos-de-final sem vencer um único jogo. Empatou os três na fase de grupos, empatou contra a Roménia nos oitavos, passando nas grandes penalidades e só cedeu depois diante da Itália. Ainda hoje é a única seleção a alcançar tal fase sem ganhar.

 

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
1990, Itália: RFA      
       
    1ªfase, Grupo D Jugoslávia 4-1
      EAU 5-1
      Colômbia 1-1
    Oitavos-de-final Holanda 2-1
    Quartos-de-final Checoslováquia 1-0
    Meias-finais Inglaterra 1-1/4-3 g.p.
    FINAL Argentina 1-0
         
 Onze principal: Illgner; Berthold (Reuter), Kohler, Buchwald e Brehme; Augenthaler;  Hässler, Matthäus e Littbarski; Klinsmann e Völler
         
Marcha do marcador: 1-0, por Brehme (85m, gp)
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

Mundial, 1986, México: Argentina campeã

Pela segunda vez, vinte anos depois, Portugal qualificou-se para um Mundial de futebol: neste caso, no México, em 1986. Uma qualificação sofrida, só obtida após vitória na RFA, por 1-0, com um golo de Carlos Manuel. O selecionador era José Torres que tinha brilhado em 1966, neste evento, na Inglaterra, onde alcançou a medalha de bronze.

Em terras mexicanas, as coisas até começaram bem com uma vitória por 1-0, novamente com um golo de Carlos Manuel, diante da Inglaterra, seleção que até então não batíamos desde um particular em 1955. O problema foi os jogos seguintes: derrota contra a Polónia, resultado que na altura podia ser considerado normal, até porque, em 1982, os polacos ficaram em terceiro lugar. O pior foi depois, frente a Marrocos, que venceu inesperadamente por 3-1, eliminando os lusitanos, tornando-se na primeira seleção africana a passar a fase de grupos. Eliminados, jogadores em confronto com a federação, o caso Saltillo, dificilmente seria algo para recordar pela positiva.

Quanto ao restante da prova, a surpresa Marrocos, que terminou nos oitavos, frente a RFA. O México igualou o seu melhor resultado de sempre, quartos-de-final, o mesmo que tinha conseguido no México 1970. Só em 1994, os aztecas conseguiriam passar uma fase de grupos fora do seu país, as outras duas tinham sido obtidas quando este evento se disputou em terras mexicanas. A RFA, que tinha eliminado uma das surpresas desta prova, Marrocos, teve muitas dificuldades em derrotar, nos quartos, os anfitriões, só nas grandes penalidades.

A Bélgica também surpreendeu. Chegou às meias-finais, onde perdeu diante da Argentina, com dois golos da estrela e do melhor jogador deste torneio: Maradona. Cedeu no jogo para o bronze, frente à França. Todavia, este quarto lugar ainda é o seu melhor registo. A França, ao conseguir o lugar mais baixo do pódio, igualava, até então, a sua maior participação, também, bronze, no Suécia 1958. A geração de Zidane, mais tarde, ultrapassaria todos estes feitos, fazendo melhor que a de Platini.

A Argentina teve no seu capitão, Maradona, o seu melhor astro. Diz que viu o Mundial de 1986 que foi Maradona que o ganhou, arrasando adversário após adversário. Registou cinco golos, curiosamente nenhum na final. Mas aí também teve destaque ao fazer a assistência para o 3-2,  para a festa argentina, para o seu segundo título e último até agora. Vamos ver o que Messi fará na Rússia. A RFA, teve aqui um recorde negativo, ainda é o único país, juntamente com a Holanda (1974 e 1978), a perder duas finais seguidas; em 1982, tinha perdido diante da Itália. A Itália, por sua vez, campeão em título, teve um prestação fraca, não passou dos oitavos-de-final, derrotada pela França. Mas, Maradona partiu tudo, segundo quem viu!

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
 
1986, México: Argentina
 
  1ªfase, Grupo A Coreia do Sul 3-1
  Itália 1-1
  Bulgária 2-0
  Oitavos-de-final Uruguai 1-0
  Quartos-de-final Inglaterra 2-1
  Meias-finais Bélgica 2-0
  FINAL RFA 3-2
 
 Onze principal: Pumpido; Brown, Cuciuffo, Ruggeri e Olarticoechea; Giusti, Batista, Maradona e Enrique; Burruchaga (Trobbiani) e Valdano
 
Marcha do marcador1-0, por Brown (23m); 2-0, por Valdano (56m); 2-1, por Rummenigge (74m); 2-2, por Völler (82m); 3-2, por Burruchaga (88m))
 
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

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XVII Europeu de Basquetebol, 1971, RFA: título para URSS

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1971, RFA: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Roménia 83-55
      RFA 91-54
      Espanha 118-58
      França 75-63
      Polónia 94-73
    Meias-finais Itália 93-66
    FINAL Jugoslávia 69-64
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

O Eurobasket de 1971 disputou-se na Alemanha Ocidental e mais uma vez o vencedor foi a União Soviética. Um percurso imaculado, sem derrotas, com vitórias por mais de vinte pontos, exceto na final, com um triunfo apertado diante da Jugoslávia, cinco pontos; e também outro frente à França por doze pontos, na fase de grupos. Ou seja, além destes dois jogos, sempre diferenças superiores a vinte pontos. Nada a dizer quanto à justeza deste título; mais um para os russos. Serie o fim de uma hegemonia. No Europeu seguinte o troféu seria para a Jugoslávia. No entanto, foi uma série de europeus consecutivos conquistados que não mais seria igualada.

XVI Europeu de Voleibol Feminino, 1989, RFA: título soviético

Depois de terem perdido o título, em 1987, para a RDA, a União Soviética voltou a conquistá-lo. Não teve oposição até à final, já que, chegou lá sem ceder um único set. Um passeio até ao jogo decisivo, mostrando, que ainda eram uma potência da modalidade, à altura, provavelmente a seleção mais forte da Europa e uma das melhores do Mundo. Na final, diante da RDA, as coisas não foram assim tão simples. Cederam um set, o primeiro, e venceram os três seguintes, mas todos decididos nas vantagens (16-14,15-13,15-13). Assim, alcançaram mais um título europeu de voleibol feminino a juntar ao seu vasto palmarés. As conquistas, ao contrário da equipa masculina da Rússia, continuaram após o fim da URSS. Nos homens só um título após isso. Na equipa feminina seis, o que demonstra o lugar da Rússia no panorama internacional desta modalidade.

 

 

1989, RFA: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Turquia 3-0 (15-5,15-9,15-8)
      Roménia 3-0 (15-7,16-14,16-14)
      Jugoslávia 3-0 (15-12,17-16,15-8)
      Finlândia 3-0 (15-3,15-1,15-7)
      RFA 3-0 (15-9,15-7,15-4)
    Meias-finais Itália 3-0 (15-10,15-7,15-8)
    FINAL RDA 3-1 (8-15,16-14,15-13,15-13)
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

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Catar vice-campeão do Mundo de sub-20, futebol, 1981, Austrália

O Campeonato do Mundo de futebol, em 2022, vai-se realizar no Catar. Um país asiático, situado no Médio Oriente, com grande lucro, devido ao petróleo. Não tem grande história no futebol apesar de ir organizar o maior evento desta modalidade daqui a cinco anos. Só para dar uma ideia relativa a isto, nunca se qualificou para esta prova em toda a sua história. Tem nove presenças na Taça da Ásia (correspondente ao Europeu na Europa) e nunca passou dos quartos-de-final. Ou seja, muito pouco a realçar no seu palmarés futebolístico.

Contudo, esta nação tem algo que se orgulhar. Não no futebol sénior, mas no de sub-20. Aqui, conseguiu algo de registo. No Mundial de sub-20, de 1981, na Austrália, esta seleção chegou à final, eliminando mesmo o Brasil nos quartos e a Inglaterra nas meias. Assim, alcançou o jogo decisivo, onde foi obliterada pela RFA, perdendo por 4-0. Mesmo assim, fica para a posteridade: medalha de prata numa prova FIFA. Isso ainda é mais importante, porque uma potência como a Itália nunca chegou à final de um Campeonato do Mundo de sub-20. O que mostra que isto não é tão fácil como parece.

É verdade que não tem mais nada de importante, mas aqui fica o seu maior feito no futebol internacional.

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1981, Austrália: Catar    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Polónia 1-0
      EUA 1-1
      Uruguai 0-1
    Quartos-de-final Brasil 3-2
    Meias-finais Inglaterra 2-1
    FINAL RFA 0-4
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

XVI Europeu de Voleibol, Suécia, 1989: primeiro para a Itália

1989-Suécia: Itália    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Bulgária 3-1 (10-15,15-9,15-5,15-6)
      RFA 3-1 (15-2,15-9,13-15,15-2)
      RDA 3-1 (11-15,15-5,15-1,15-13)
      Suécia 3-0 (15-8,15-9,15-8)
      França 2-3 (5-15,13-15,15-4,17-15,13-15)
    Meias-finais Holanda 3-0 (15-7,15-3,15-2)
    FINAL Suécia 3-1 (14-16,15-7,15-13,15-7)
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

Após duas décadas de domínio, finalmente a URSS perdeu a hegemonia, sendo surpreendente derrotada nas meias-finais pelos anfitriões, a Suécia. A Itália capitalizou essa derrota, vencendo os suecos na final, conseguindo o seu primeiro título. Não só foram campeões, como teriam eles mesmo o seu período de domínio, não tão forte como os soviéticos. Os italianos somaram uma derrota na fase de grupos diante da França, todavia, tinham vencido os quatro anteriores, assim já estavam apurados aquando deste jogo. Nas meias-finais um passeio frente à Holanda, da qual se esperava mais oposição. Na final, a Suécia, surpreendente finalista, não esteve à altura da exibição das meias, onde afastara os russos, cedendo por 3-1. A Itália finalmente foi campeão europeia de voleibol, depois de décadas sem grandes resultados. Nesta década de 80, deu-se uma nova era no voleibol ao nível das competições europeias: os clubes italianos passaram a ganhar quase todas as épocas, em quase todas as competições europeias. A Itália tornou-se numa verdadeira potência de voleibol, sobretudo na vertente masculina.

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XVI Europeu Basquetebol Feminino, 1978, Polónia: mais um título soviético

1978- Polónia: URSS:      
       
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) França 111-73
      RFA 120-57
      Roménia 97-64
    Fase Final [França 111-73] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      Bulgária 89-63
      Jugoslávia 116-78
      Checoslováquia 92-70
      Polónia 79-57
      Hungria 119-72
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Um país da então chamada cortina de ferro recebeu o Eurobasket feminino de 1978. Seria este torneio na Polónia diferentes dos outros? Haveria outro vencedor que não a URSS? Haveria competitividade na disputa do título? A resposta a estas três perguntas é não. A União Soviética continuou a dominar. A União Soviética passeou rumo a mais um troféu. Os jogos “mais equilibrados” foram no grupo de apuramento de campeão, onde venceu a Checoslováquia e a Polónia por “apenas” 22 pontos de diferença! Se estes foram os mais renhidos imagine-se os outros?! Mais uma caminhada sem sobressaltos rumo a mais uma  festa. As russas simplesmente não tinham oposição a nível europeu, tão simples como isso!

 

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