Sporting conquista segunda Taça Challenge 2016-17

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O Sporting conquistou a Taça Challenge 2016-17. Foi a segunda do seu historial. Tornou-se no primeiro clube português a conquistar dois troféus europeus, embora, o ABC tenha mais finais disputadas (4). Os lisboetas, ao contrário dos bracarenses, foram a duas finais e venceram ambas, cem por cento de eficácia.

Foi um percurso imaculado, perfeito, sem derrotas nem empates, isto é, o Sporting venceu todos os jogos desde a sua entrada na prova até ao segundo jogo, da segunda mão da final, na Roménia. Assim, ninguém conseguiu travar os leões. É a conquista europeia mais contundente da história do andebol português nas competições europeias.

Para os leões este ano também ficou marcado pela conquista do título nacional. O primeiro desde 2000-01, ou seja, 16 anos depois foram novamente campeões. No entanto, é preciso recuar até 1985-86 para encontrar outro triunfo no escalão máximo do andebol português. Serão os sportinguistas capazes de vencer regularmente, ou dar-se-á um novo hiato temporal até alcançarem outro?

 

2016-17, Taça Challenge: Sporting    
   
         
         
         
    3ªeliminatória A.S.D. Romagna Handball (Itália) 32-25/37-24*
    Oitavos-de-final RK Pelister (Macedónia) 32-18*/34-26
    Quartos-de-final AC Doukas (Grécia) 35-23*/27-25
    Meias-finais JMS Hurry-Up (Holanda) 32-27*/37-14
    FINAL AHC Potaissa Turda (Roménia) 37-28/30-24*
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

Óquei Barcelos vence a Taça CERS 2016-17

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Uma viagem a Itália para defender um troféu. Não foi uma caminhada fácil até à final four da Taça CERS de 2016-17. Nos oitavos uma eliminatória equilibrada com os italianos do Follonica, apesar das duas vitórias nos dois jogos, foram jogos equilibrados. Nos quartos, uma reedição da final de 2015-16, diante dos espanhóis do Vilafranca, decidida em Barcelos com uma vitória por 6-3 que anulou a desvantagem de um golo, trazida de Espanha.

Conseguiria o Óquei Barcelos tornar-se a primeira equipa portuguesa a vencer duas edições consecutivas da Taça CERS? O Benfica, FC Porto e Sporting, tal como este, todos tinham duas conquistas neste evento, mas nenhuma seguida. Era o detentor do troféu, a final a quatro era em Itália, faria história?

Nas meias-finais defronte uma equipa italiana, Sarzana, o Óquei de Barcelos venceu-os num jogo equilibrado. Na final, diante doutra equipa transalpina, o organizador desta fase, num encontro muito igual, só no último minuto é que o Barcelos confirmou a vitória, por 4-2, somando a terceira Taça CERS, segunda consecutiva, igualando o Novara e o Liceo Corunha com o mesmo número de triunfos, tornando-se na primeira equipa portuguesa a triunfar em dois edições seguidas. Fará o que só o Oeiras conseguiu, três edições consecutivas de um mesmo evento? O Oeiras, relembre-se, conquistou três Taças das Taças seguidas, entre 1976-77 e 1978-79.

 

2016-17, Taça CERS: Óquei Barcelos    
   
         
         
         
    Oitavos-de-final Follonica (Ita) 3-1*/3-2
    Quartos-de-final Vilafranca (Esp) 2-3*/6-3
    Final Four Viareggio (Ita):  
    Meias-finais Sarzana (Ita) 3-1
    FINAL Viareggio (Ita) 4-2
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

 

A primeira subida do Portimonense à primeira: 1975-76

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1975-76 J V E D GOLOS P
1-Portimonense 38 24  7  7 82-45 55
2-Montijo 38 21 10  7 61-33 52
3-Peniche 38 19  9 10 50-36 47
4-Marítimo 38 16 13  9 48-32 45
5-Caldas 38 17  9 12 55-44 43
6-Oriental 38 14 14 10 47-32 42
7-Barreirense 38 14 12 12 41-39 40
8-Esperança Lagos 38 15 10 13 49-39 40
9-Olhanense 38 13 12 13 40-32 38
10-Torreense 38 12 14 12 48-51 38
11-Estrela Portalegre 38 15  8 15 46-39 38
12-Juventude Évora 38 12 13 13 39-34 37
13-Almada 38 16  4 18 42-39 36
14-União Santarém 38 14  8 16 34-47 36
15-Sintrense 38  9 17 12 33-40 35
16-Sesimbra 38 12 10 16 33-42 34
17-União Leiria 38 11 12 15 42-52 34
18-Lusitano Évora 38  9 11 18 30-55 29
19-Torres Novas 38  7  7 24 35-86 21
20-União Montemor 38  6  8 24 18-56 20

 

O Algarve até à época de 1975-76 só tinha tido três equipas a participar na I Divisão: Olhanense, Farense e Lusitano VRSA. Os melhores resultados então foram um quarto lugar do Olhanense em 1945-46 e dois quintos lugares em 1942-43 e 1943-44. O Lusitano VRSA tinha participado três vezes entre 1947-48 e 1949-50 (não participou mais nenhuma vez até hoje). O Farense tinha se estreado em 1970-71 no primeiro escalão do futebol português.

O Portimonense, curiosamente no ano em que o Farense desceu à segunda, conseguiu finalmente a sua promoção à então I Divisão, depois de décadas a procurar este feito. Alcançou-o ao ganhar a Zona Sul da II Divisão, com uma vantagem de três pontos perante o segundo classificado, o Montijo. O Montijo subiria depois na liguinha.

Seria uma estadia curta na I Divisão, só duraria duas épocas, mas lançou as fundações para os anos 80, onde os algarvios estariam por onze épocas consecutivas no escalão máximo do futebol português, conseguindo mesmo qualificar-se para as provas europeias, em virtude de um quinto lugar em 1984-85.

A primeira subida à primeira do Desportivo Aves, 1984-85

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Nesta última época, 2016-17, que terminou em Maio, o Desportivo das Aves garantiu pela quarta vez a subida ao escalão máximo do futebol português. Aqui vamos retratar a primeira ocasião em que tal aconteceu, em 1984-85. Apesar de na última não houve surpresas, já que, os avenses eram favoritos a subir no início da época, nesta, ninguém os apontava como um forte candidato a ser promovido.

Não havia a segunda liga, ainda não tinha sido criada, só aconteceu em 1990-91, então denominada de II Divisão Honra. Aqui a II Divisão dividia-se em três zonas: Zona Norte, Zona Centro e Zona Sul. Subia o primeiro de cada série e os segundos iam disputar com o 13º classificado da I Divisão, uma liguilha onde quem, ao fim de seis jogos, casa e fora, subia ou ficava na primeira o primeiro classificado. Em 1984-85, quem ganhou isto foi o Desportivo Chaves que tinha ficado em segundo na Zona Norte, atrás do Aves.

Não eram considerados candidatos porque na época anterior, 1983-84, tinham participado na III Divisão, garantindo aí a subida à II Divisão. Depois numa disputa muito apertada com os Desportivo Chaves, o Aves consumou a promoção à I Divisão. Não só isso, mas também, conquistou o título absoluto da II Divisão, quando ficou em primeiro na fase de apuramento para isto, onde defrontou os vencedores da Zona Centro e da Zona Sul, neste caso o Sporting Covilhã e o Marítimo.

Foi uma grande festa, mas, foi de curta duração pois desceram no ano a seguir. Terminaram em 13ºlugar, tiveram que disputar a liguilha e assim foram despromovidos. Eram treinados pelo Professor Neca. O mesmo que garantiu as próximas subidas em 1999-2000 e 2005-06. A quarta já foi sem ele. Conseguirão aguentar mais que uma época na primeira? É a questão que se coloca.

 

1984-85 J V E D GOLOS P
1-Desportivo Aves 30 17   7   6 51-30 41
2-Desportivo Chaves 30 17  6   7 58-22 40
3-Paços Ferreira 30 15 10   5 49-24 40
4-Leixões 30 14 10  6 38-29 38
5-Sporting Espinho 30 13  9  8 52-34 35
6-Famalicão 30 12  8 10 39-35 32
7-Felgueiras 30 10 11  9 32-27 31
8-Fafe 30  9 12  9 32-34 30
9-Tirsense 30  9 10 11 35-34 28
10-Gil Vicente 30 12  4 14 42-39 28
11-Feirense 30 10  7 13 44-43 27
12-Lourosa 30 12  3 15 25-37 27
13-Lixa 30 11  5 14 38-45 27
14-Sanjoanense 30  7  6 17 26-53 20
15-Valonguense 30  7  4 19 28-68 18
16-Marco 30  6  6 18 23-58 18

 

 

18 anos depois, novo título: Europeu 2016, Hóquei em Patins

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Depois de derrotas traumatizantes, especialmente, em casa, em 2012; e após um longo jejum, desde o Mundial de 2003, que não ganhava nada, Portugal voltou a festejar. O título mundial tinha sido em Oliveira de Azeméis, esta conquista, foi aí também. Parece ser uma cidade talismã para os portugueses, de novo, em 2016.

Tal como em 2003, a Espanha foi eliminada nas meias-finais. Tal como em 2003, frente à Itália. É verdade que a campeã em título era a Itália e que os castelhanos estão num período de transição, mas não deixa de ser uma coincidência engraçada.

Portugal teve um autêntico passeio até à final. Se as vitórias frente à Suíça e a Áustria eram esperadas, mais golo menos golo, a clareza do triunfo frente à Espanha (6-1), foi um bocado surpreendente. Depois, nova vitória nos quartos, sem discussão, diante a Inglaterra. Nas meias, o mesmo, à Suíça que tinha derrotado a França, nos quartos, onde causou alguma surpresa.

A final do Mundial de 2003 foi decidida no prolongamento, com um golo de Pedro Alves. Em 2016, não se chegou a isso. Portugal teve uma primeira parte desastrosa, mas fez uma segunda excecional, vencendo a final por 6-2. 18 anos depois novamente campeões europeus. Treze anos depois conquistou novamente algo, na mesma cidade. Espera-se pelo Mundial do próximo ano para ver até onde pode ir esta geração.

2016-Portugal: Portugal:
 
   
 
 
  1ªfase (Grupo B) Suíça 8-0
  Espanha 6-1
  Áustria 14-1
  Quartos-de-final Inglaterra 12-0
  Meias-finais Suíça 8-0
  FINAL Itália 6-2
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

 

 

 

 

 

 

Europeu 2016, França: Portugal campeão

2016-

França:

     
Portugal      
         
  Fase de Qualificação:      
         
    Grupo I Albânia 0-1
      Dinamarca 1-0*
      Arménia 1-0
      Sérvia 2-1
      Arménia 3-2*
      Albânia 1-0*
      Dinamarca 1-0
      Sérvia 2-1*
         
  Fase Final 1ªfase  (Grupo F) Islândia 1-1
      Áustria 0-0
      Hungria 3-3
    Oitavos-de-final Croácia 1-0 a.p.
    Quartos-de-final Polónia 1-1/5-3 g.p.
    Meias-finais País de Gales 2-0
    FINAL França 1-0 a.p.
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Depois da desilusão do Europeu de 2004, em casa. Depois de três derrotas em meias-finais do Europeu. Depois de três jogos perdidos para a França em meias-finais. Portugal chegou à final do Europeu de 2016, em França, contra o país anfitrião, as hipóteses não eram muitas, desde os anos 70 que não venciam os gauleses e em jogos oficiais perdeu sempre. Seria desta que os lusitanos iam celebrar e festejar? Parecia difícil, mas possível! Os franceses já preparavam a festa!

Na fase de qualificação Portugal começou por um escândalo, perdeu, em Aveiro com a Albânia. No fim, perceberia-se que não era tão escandaloso, já que os albaneses também se apuraram para o Europeu. Seguiram-se sete vitórias seguidas, a liderança no grupo e a qualificação sem grandes contas, apesar de todos os triunfos terem sido por margem mínima.

O início no Europeu, em França, não foi grande coisa: três jogos, três empates na fase de grupos frente à Islândia, Áustria e Hungria. Por incrível que possa parecer, este registo pôs os lusitanos na melhor parte do quadro sem as grandes potências, os países com mais conquistas nas provas FIFA.

Era uma espécie de sorteio agradável, mesmo assim era preciso eliminar os adversários. Não seria fácil, um passeio até à final. Assim, contra a Croácia, só no prolongamento, a dois minutos do fim, um golo de Quaresma apurou-os para os quartos. Nos quartos-de-final, só nas grandes penalidades é que os portugueses afastaram os polacos, com o Rui Patrício a ser o herói, ao defender uma. Nas meias-finais, a melhor exibição do torneio, dois-zero, golos de Cristiano Ronaldo e Nani, no início da segunda parte, eliminou-se o País de Gales e doze anos depois Portugal novamente na final do Europeu.

Entre 2004 e 2016, papéis completamente diferentes. Em 2004, país anfitrião na final; em 2016 contra o país anfitrião no jogo decisivo. Em 2004, todos esperavam a vitória frente aos gregos; em 2016 toda a França julgava que eram favas contadas! Contudo, por mais que tenha custado aos lusitanos em 2004, em 2016 foram os gauleses que sofreram o mesmo contra Portugal. Felizmente para este país aconteceu o mesmo de 2004, o país organizador perdeu a final, só que desta vez, Portugal saiu por cima e depois de ter estado tão perto algumas vezes, foi uma grande festa neste país plantado à beira do mar! Finalmente, festa depois de em 2004 ter custado tanto, desta vez soube tão bem!

 

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Portugal chega ao 3ºlugar no Europeu de 2012, Polónia/Ucrânia

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2012-

Polónia/Ucrânia

     
Portugal      
         
Fase de qualificação:        
    Grupo H Chipre 4-4
      Noruega 0-1*
      Dinamarca 3-1
      Islândia 3-1*
      Noruega 1-0
      Chipre 4-0*
      Ìslândia 5-3
      Dinamarca 1-2*
    Play-off Bósnia 0-0*/6-2
         
Fase final:   1ªfase (Grupo B) Alemanha 0-1
      Dinamarca 3-2
      Holanda 2-1
    Quartos-de-final República Checa 1-0
    Meias-finais Espanha 0-0/2-4 g.p.
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Pela segunda vez na história dos Europeus, este foi realizado no Leste Europeu depois de o de 1976, albergado pela antiga Jugoslávia. Os escolhidos para receber esta prova em 2012 foram a Polónia e Ucrânia. Uma organização conjunta. A Espanha, no fim, tornou-se na primeira seleção a vencer dois euros consecutivos, igualando a Alemanha, que, também, tinha ganho três, embora não consecutivamente. Portugal apurou-se com dificuldade, só no play-off, aí foi muito bom, vencendo a Bósnia, em casa, por 6-2.

Carlos Queiroz foi afastado da equipa nacional num processo que demorou demasiado tempo a ficar resolvido. Após isso, Paulo Bento assumiu a seleção, já com uma empate, surpreendente, frente à Chipre, a quatro e uma derrota com a Noruega. Seguiram-se cinco vitórias consecutivas, até à derrota no último jogo, frente à Dinamarca, que nos atirou para o play-off. Aí, fomos quase perfeitos, cilindrando a Bósnia, por 6-2, na segunda mão, no Estádio da Luz.

Na fase final, os lusitanos não tiveram sorte no sorteio, caindo no grupo da morte, com a Alemanha (então vice-campeã europeia), a Holanda (então vice-campeã mundial) e a Dinamarca que tinha ficado à nossa frente na fase de qualificação. Começaram com uma derrota mínima frente à Alemanha, seguiu-se um jogo empolgante e uma vitória contra os dinamarqueses por 3-2 e no fim, mais um triunfo diante da Holanda por 2-1, que nos qualificou para os quartos.

Nos quartos-de-final, num jogo de sentido único, um golo de Cristiano Ronaldo, a dez minutos do fim deu a qualificação para as meias-finais. Num jogo tão importante, diante da Espanha, nada os separou e só ficou decidido nas grandes penalidades, onde os espanhóis foram mais felizes.

Sem dúvida uma boa campanha! Mas era a terceira derrota, em quatro possíveis, em meias-finais de Europeus. Começava a cheirar a maldição! Quatro anos depois, seria o delírio!

A Espanha venceu pela terceira vez (1964,2008,2012), tornando-se no primeiro país a ganhar dois eventos seguidos e igualou a Alemanha com três taças. Na final humilhou a Itália por 4-0, a maior diferença em finais dos Europeus, fazendo ainda mais história do que já tinha feito.

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