Os dois últimos títulos do Paço d’Arcos na I Divisão de hóquei em patins, 1952-53 e 1954-55

1952-53 J V E D GOLOS P
1-Paço d’Arcos 14 12  2  0 67-34 40
2-Campo Ourique 14  8  3  3 42-29 33
3-Infante Sagres 14  8  2  4 44-27 32
4-Benfica 14  8  2  4 60-43 32
5-HC Sintra 14  6  1  7 41-25 27
6-Académico Porto 14  4  2  8 32-46 24
7-Estrela Vigorosa 14  3  1 10 32-55 21
8-Sanjoanense 14  0  1 13 23-82 15

O Paços d’Arcos é uma das mais famosas coletividades de Portugal. É um clube com diversas modalidades, apesar, de não ter futebol. Já ganhou competições nacionais em hóquei em patins e andebol feminino; e chegou mesmo a vencer uma competição europeia no caso do hóquei: a Taça CERS (Liga Europa desta modalidade) em 1999-2000, perdendo, antes, duas finais da mesma.

Na modalidade coletiva  que mais títulos internacionais deu a Portugal, esta equipa, esteve poucas épocas ausentes do escalão máximo do hóquei em patins, desde a sua criação em 1938-39, teve nas já longíquas décadas de 40 e 50 o seu período de ouro, onde conquistou oito campeonatos. E não triunfou na Taça de Portugal, porque à altura não se disputava. Desde aí, ganhou a tal Taça CERS. Teve nas suas fileiras Jesus Correia, entre outros, figura mítica do Sporting, membro dos famosos cinco violinos, e também mitificado no Paço d’Arcos. Até porque, desde que se retirou não mais estes foram campeões.

Este foi o seu penúltimo título, ganho sem grandes problema: doze vitórias e dois empates. O segundo, Campo de Ourique, ficou a uns distantes sete pontos, num campeonato de apenas 8 equipas. No entanto, estes, no ano seguinte, conquistaram o seu único título, sobrepondo-se ao Benfica, Paço d’Arcos e HC Sintra, todas elas, clubes campeões nesta década. Ainda assim, o Paço d’Arcos venceu o seu sétimo título e muito bem deve ter sabido.

1954-55 J V E D GOLOS P
1-Paço d’Arcos 14 12  2  0 64-23 26
2-Benfica 14 10  2  2 65-30 22
3-Campo Ourique 14  7  2  5 44-40 16
4-Infante Sagres 14  5  4  5 41-40 14
5-HC Sintra 14  5  1  8 43-44 11
6-Estrela Vigorosa 14  3  4  7 25-41 10
7-HC Carvalhos 14  3  3  8 27-63  9
8-Académico Porto 14  2  0 12 14-42  4

Na altura não se sabia, como é óbvio. Contudo, este foi o oitavo e último título de campeão nacional ganho pelo Paço d’Arcos. Depois de um penta, na década de 40, foi só igualado e depois melhorado pelo FC Porto, este foi o fim dos seus dias de glória. Andaram perto em um par de ocasiões, depois disto, mas não adicionaram o nono. Agora esse desiderato está muito longe de sequer ser um objectivo palpável. Um dia de tamanha glória a curto prazo é quase utópico. Talvez daqui a uns tempos o Paço d’Arcos possa ambicionar o que tanto gozo lhe deve ter dado nas décadas de 40 e 50, do século XX.

Um campeonato também ganho, não pela mesma margem do de 1952-53, mas com alguma. Novamente doze vitórias e dois empates. O segundo classificado, Benfica, ficou a quatro pontos. Deste modo foi um ano inesquecível para o Paço d’Arcos. Será que conseguirão o nono algures no futuro?

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Boavistão pela quinta vez na Taça Portugal: vitória na taça em 1996-97

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ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
Boavista:      
1996-97, Taça Portugal      
    4ªeliminatória Estrela Vendas Novas 6-0
    5ªeliminatória Oriental 4-0
    Oitavos-de-final Infesta 2-0
    Quartos-de-final Estoril 1-0*
    Meias-finais Sporting 3-2 a.p.
    FINAL Benfica 3-2
         
Onze principal: Ricardo; Paulo Sousa, Litos, Isaías e Mário Silva; Tavares, Rui Bento e Hélder; Sanchez (Jimmy), Simic (Jorge Couto) e Nuno Gomes (Tulipa)
         
Marcha do marcador: 1-0, por Sanchez (7m); 2-0, por Nuno Gomes (28m); 2-1, por Calado (35m); 3-1, por Sanchez (58m, gp); 3-2, por Paulo Sousa (60m, pb)
 
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro

 

1996-97 marcou a última presença do Boavista na final da Taça de Portugal. Foi a sua sexta final. E foi a sua quinta vitória. O adversário? Benfica, terceiro classificado nessa época; o Boavista, terminou em sétimo lugar. Os portuenses marcaram 62 golos nessa temporada no campeonato; é ainda o seu terceiro melhor registo na sua história no escalão máximo do futebol português, só batido pelos 65 de 1975-76 e 63 de 2000-01, ano do título.

Esta final foi a terceira entre o Boavista e o Benfica, e pela segunda vez, o Boavistão triunfou. Isso significa que os boavisteiros têm vantagem sobre as águias em finais desta prova, feito inédito até 2012-13, pois, aí, o Vitória Guimarães bateu os encarnados, ficando com vantagem também em jogos desta estirpe, com uma pequena diferença: os axadrezados disputaram três finais com o Benfica, os vimaranenses só uma,mas, não deixa de ser uma vantagem.

Um percurso fácil  pela equipa orientada por Mário Reis até à meia-final, eliminando equipas de escalões secundários. Nas meias, uma vitória sobre o Sporting no último minuto do prolongamento, isto é, muito drama. Na final, triunfo num jogo emocionante frente ao Benfica, com o desfecho 3-2. Seria a última conquista do Boavista! E, presentemente, será difícil igualar tal desiderato! Contudo, tudo é possível e ninguém paga imposto por sonhar!

Boavista na Taça de Portugal: 1951-52 a 1980-81

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Depois de um período muito modesto, no primeira fase aqui analisada, este até começou relativamente bem, com uma meia-final, a primeira dos axadrezados, em 1953-54, onde foram afastados pelo Vitória Setúbal. Depois manteve-se a mediania nos resultados, nada a assinalar de positivo. Por seu lado, de negativo, na década de 60, chegaram mesmo a nem participar na prova, pois, em 1966-67 e 1967-68, o Boavista andou pela III Divisão, então sem direito a participar na Taça de Portugal!  Relembre-se que na década de 60 só havia I,II e III divisões, não quatro como agora. Esta foi a primeira verdadeira má fase da história do clube portuense.

Posteriormente, o clube subiu da III à II, em 1967-68 e da II à I em 1968-69. Assim, a época de 1969-70 marcava a primeira presença do clube do Bessa no escalão máximo do futebol nacional desde 1959-60. Ao contrário dessa época, os axadrezados não desceram e mantiveram-se aqui até ao famoso caso que resultou na descida na secretaria em 2007-08. Todavia, esse desiderato ainda estava longe no tempo, mas a mediocridade de resultados na taça permanecia.

Essa fraca prestação contudo acabou. Em 1973-74, presença nos quartos-de-final. Os próximos anos seriam de glória, festejos esses que o clube não mais igualaria em termos temporais, isto é, entre 1974-75 e 1978-79, o Boavista foi Boavistão e ganhou três Taças de Portugal, em 1974-75,1975-76 e 1978-79. Antes não tinha nenhuma, após, só ganharia mais duas vezes. É, atualmente, a única equipa, fora os três grandes, que triunfou em duas edições consecutivas. Não só isso, essas duas glórias foram obtidas fora do Estádio Nacional: em 1974-75, no antigo Estádio José de Alvalade, frente ao Benfica, por 2-1; e em, 1975-76, no já defunto Estádio das Antas, frente ao Vitória Guimarães, também, por 2-1. Em 1978-79, à terceira final, finalmente, no Estádio Nacional, Jamor, dose dupla, final e finalíssima, 1-1 e 1-0, frente ao Sporting.

Em 1974-75 e 1975-76, orientados por José Maria Pedroto; em 1978-79, pelo inglês Jimmy Hagan. Apesar, de o Boavista chegar sempre relativamente longe na prova, já não, era afastado sistematicamente nas primeiras eliminatórias, mais glória só na década de 90!

 

1951-52 1ªeliminatória: Sporting Covilhã 2-0/0-5*
1952-53 1ªeliminatória: FC Porto 1-0/0-6*
1953-54 Meias-finais: Vitória Setúbal 0-6*/6-2
1954-55 1ªeliminatória: Tirsense 0-3*
1955-56 Não participou na prova  
1956-57 2ªeliminatória: Barreirense 1-3/2-1*
1957-58 Não participou na prova  
1958-59 Não participou na prova  
1959-60 1ªeliminatória: Portimonense 0-3*/3-1
1960-61 2ªeliminatória: FC Porto 2-7/0-3*
1961-62 1ªeliminatória: Farense 3-2/2-4*
1962-63 1ªeliminatória: Feirense 1-0*/1-2/1-2+
1963-64 2ªeliminatória: Vitória Setúbal 1-3*/2-2
1964-65 2ªeliminatória: Olhanense 1-2/0-3*
1965-66 1ªeliminatória: CUF 0-1
1966-67 Não participou na prova  
1967-68 Não participou na prova  
1968-69 1ªeliminatória: Vianense 1-2*
1969-70 Oitavos-de-final: Benfica 1-6*/2-3
1970-71 Oitavos-de-final: Belenenses 0-1
1971-72 Oitavos-de-final: Atlético 0-1*
1972-73 4ªeliminatória: FC Porto 1-2
1973-74 Quartos-de-final: Sporting 0-2*
1974-75 VENCEDOR: Benfica 2-1
1975-76 VENCEDOR: Vitória Guimarães 2-1
1976-77 4ªeliminatória: Vitória Guimarães 0-2*
1977-78 Oitavos-de-final: Riopele 1-3
1978-79 VENCEDOR: Sporting 1-1/1-0
1979-80 Quartos-de-final: Marítimo 0-1*
1980-81 Oitavos-de-final: Belenenses 0-1*
     
+Campo neutro; *recinto adversário  

 

 

Belenenses na Taça de Portugal: 1981-82 a 2011-12

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A última fase do Belenenses na Taça de Portugal foi relativamente modesta em termos de resultados, com eliminações prematuras, nas primeiras eliminatórias da prova. Muitas vezes sendo afastado por equipas de escalões inferiores, ou escandalosamente retirado da competição, como aconteceu com o Câmara Lobos em 1998-99, apesar de estar na II Liga. Outro exemplo, em 1997-98, então na I Liga, foi humilhado, em casa, pelo Estoril, perdendo por 4-0. Os canarinhos à altura estavam na II Liga! Dois dos muitos exemplos que se verificaram a partir dos anos 80.

No meio de tanta mediocridade houve alguns momentos de louvar. Momentos que ainda perduram na memória dos adeptos do Belenenses. O clube não chegava à final da Taça de Portugal desde a vitória em 1959-60, tendo perdido inúmeras meias-finais, todavia, em 1985-86 essa maldição foi ultrapassada e o clube chegou de novo ao jogo decisivo, onde, entretanto, cedeu por 2-0 frente ao Benfica.

Não demorou muito a resposta do Belenenses. Em 1988-89, nova presença na final da taça, novamente contra o Benfica, desta vez não houve razão para lamentar, pois, os azuis do Restelo derrotaram os encarnados por 2-1, vencendo a sua primeira taça em 29 anos! A caminhada rumo a este troféu ficou marcada por outro enlace, que muitos estiveram perto de alcançar mas, até hoje, só o Belenenses conseguiu; isto é, em 1988-89, os azuis de Belém eliminaram o FC Porto nos oitavos-de-final, o Sporting nas meias-finais e na final festejaram frente ao Benfica, ou seja, afastou os três grandes na mesma edição da prova, coisa até hoje nunca mais igualada quer antes quer depois!

Em 2006-07, 18 anos depois da última presença no Jamor, voltaram a chegar tão longe, no entanto, acabou em derrota pelo Sporting por 1-0. Até hoje, foi a derradeira ocasião que o Belenenses chegou tão longe, mais se espera deste clube que conta com seis Taças de Portugal, 14 finais, e é o clube com mais vitórias nesta a seguir aos grandes; mas podia ter muitas mais conquistas!

ÉPOCA FASE ATINGIDA/ADVERSÁRIO RESULTADO
1981-82 Oitavos-de-final: Sporting 0-1*
1982-83 3ªeliminatória: Boavista 0-4*
1983-84 Oitavos-de-final: FC Porto 0-2*
1984-85 3ªeliminatória: Elvas 0-1*
1985-86 Finalista vencido: Benfica 0-2
1986-87 3ªeliminatória: Desportivo Chaves 2-4*
1987-88 3ªeliminatória: Felgueiras 0-1*
1988-89 VENCEDOR: Benfica 2-1
1989-90 Meias-finais: Farense 1-2
1990-91 5ªeliminatória: Farense 2-3*
1991-92 5ªeliminatória: Paços Ferreira 1-1*/3-3
1992-93 Oitavos-de-final: Vitória Guimarães 0-1*
1993-94 Quartos-de-final: Lourosa 0-2*
1994-95 4ªeliminatória: União Leiria 0-2*
1995-96 Oitavos-de-final: Vitória Guimarães 0-1*
1996-97 5ªeliminatória: Académica 0-1*
1997-98 4ªeliminatória: Estoril 0-4
1998-99 3ªeliminatória: Câmara Lobos 0-3*
1999-2000 4ªeliminatória: Farense 1-3*
2000-01 5ªeliminatória: Famalicão 2-3*
2001-02 Oitavos-de-final: Marítimo 0-1*
2002-03 5ªeliminatória: Varzim 3-4*
2003-04 Meias-finais: Benfica 1-3
2004-05 Quartos-de-final: Estrela Amadora 0-0/7-8 g.p.*
2005-06 4ªeliminatória: Desportivo Aves 0-1*
2006-07 Finalista vencido: Sporting 0-1
2007-08 4ªeliminatória: Paços Ferreira 2-2/4-5 g.p.
2008-09 4ªeliminatória: Naval 1ºMaio 2-3 a.p.*
2009-10 Oitavos-de-final: FC Porto 2-2/9-10 g.p.
2010-11 3ªeliminatória: Ribeirão 0-2*
2011-12 Oitavos-de-final: Sporting 0-2*
+Campo neutro; *recinto adversário

FC Porto na Taça de Portugal: 1981-82 a 2012-13

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ÉPOCA FASE ATINGIDA/ADVERSÁRIO RESULTADO
     
1981-82 Quartos-de-final: Benfica 0-1
1982-83 Finalista vencido: Benfica 0-1
1983-84 VENCEDOR: Rio Ave 4-1
1984-85 Finalista vencido: Benfica 1-3
1985-86 Oitavos-de-final: Benfica 1-2*
1986-87 Meias-finais: Sporting 0-1
1987-88 VENCEDOR: Vitória Guimarães 1-0
1988-89 Oitavos-de-final: Belenenses 0-1*
1989-90 Oitavos-de-final: Tirsense 0-2
1990-91 VENCEDOR: Beira-Mar 3-1 a.p.
1991-92 Finalista vencido: Boavista 1-2
1992-93 Oitavos-de-final: Benfica 1-1/0-2*
1993-94 VENCEDOR: Sporting 0-0/2-1 a.p.
1994-95 Meias-finais: Marítimo 0-1*
1995-96 Meias-finais: Sporting 1-1/0-1*
1996-97 Meias-finais: Benfica 0-2*
1997-98 VENCEDOR: Sporting Braga 3-1
1998-99 5ªeliminatória: Torreense 0-1
1999-2000 VENCEDOR: Sporting 1-1/2-0
2000-01 VENCEDOR: Marítimo 2-0
2001-02 Quartos-de-final: Sporting Braga 1-2
2002-03 VENCEDOR: União Leiria 1-0
2003-04 Finalista vencido: Benfica 1-2 a.p.
2004-05 4ªeliminatória: Vitória Guimarães 1-2*
2005-06 VENCEDOR: Vitória Setúbal 1-0
2006-07 4ªeliminatória: Atlético 0-1
2007-08 Finalista vencido: Sporting 0-2 a.p.
2008-09 VENCEDOR: Paços Ferreira 1-0
2009-10 VENCEDOR: Desportivo Chaves 2-1
2010-11 VENCEDOR: Vitória Guimarães 6-2
2011-12 4ªeliminatória: Académica 0-3*
2012-13 Oitavos-de-final: Sporting Braga 1-2*
     
     
+Campo neutro; *recinto adversário  

O FC Porto, a partir da década de 80, entrou no seu período de ouro, concomitantemente, onde fez sobressair a sua hegemonia. De ir de vez em quando à final da taça e de a ganhar também uma vez por outra, passou a ser um cliente assíduo do Jamor e um vencedor regular da Taça de Portugal. Entre 1981-82 e 2012-13, festejaram por doze vezes a conquista deste troféu e foram cinco vezes mais finalistas. Isto é, 32 anos, 18 finais disputadas. A única malapata que não conseguiram superar foi as finais com o Benfica, ou seja, quatro finais com os encarnados, quatro derrotas, mantendo a tradição de perder frente a este adversário nos jogos decisivos. As outras duas derrotas foram contra o Boavista e o Sporting.

É verdade que este foi um período glorioso no entanto não foi isento de surpresas. Primeira das quais frente ao Torreense, da II Divisão B, que veio ao Estádio das Antas eliminar os portistas, com um golo de Cláudio Oeiras a poucos minutos do fim do jogo, em 1998-99. Essa edição da Taça de Portugal foi pródiga em surpresas, pois os três grandes foram todos eliminados antes dos oitavos-de-final! Superando o que tinha acontecido em 1989-90, quando foram os três eliminados antes dos quartos-de-final. Estas foram as duas últimas finais sem nenhum dos gigantes do nosso futebol! Um verdadeiro escândalo! Este não seria contudo algo singular, pois, em 2006-07, desta vez no Estádio do Dragão, o Atlético, também na II B, afastou os dragões, por 1-o; mais outra página negra dos portistas. De resto, apenas a confirmação de que o FC Porto é o clube dominante em Portugal desde os anos 80!

FC Porto na Taça de Portugal: 1951-52 a 1980-81

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Logo no segundo ano deste hiato, o FC Porto atingiu a sua primeira final em 16 anos. Um jogo de má memória pois foi humilhado, perdendo por uns esclarecedores 5-0 contra o Benfica. Porém, três anos depois tudo seria esquecido! Uma vitória por 2-0, frente ao Torreense, não só proporcionou o seu primeiro triunfo em 19 anos, como permitiu a sua primeira dobradinha. Em 1957-58, mais glória, 1-0 frente ao Benfica, sendo esta a única final em que os portuenses derrotaram os lisboetas, de resto só triunfos para os encarnados nas finais. Na época seguinte, aconteceu isso nova deceção, perdendo por margem mínima. Em 1960-61, numa final surpreendentemente marcada para o campo do anfitrião, Estádio das Antas, neste caso, o FC Porto, teve um resultado concomitante, isto é, os leixonenses foram a casa dos dragões, então, conhecidos por andrades, vencer por uns esclarecedores 2-0, com uma segunda parte de luxo de Osvaldo Silva, avançado do Leixões. Na altura, os matosinhenses tornaram-se a primeira equipa a vencer a Taça de Portugal, classificada abaixo dos cinco primeiros da I Divisão, da então I Divisão (8ºlugar) e o primeiro representante português na recém criada competição europeia, a Taça das Taças. Três anos depois, mais do costume: 6-2 para o Benfica. Em 1967-68, primeira taça em 10 anos, 2-1, roubando a festa ao Vitória Setúbal. Ou seja:entre 1952-53 e 1967-68, em 16 épocas, sete finais, três taças e quatro derrotas.

O caminho seria penoso após um período de alguma regularidade em termos de presenças no Jamor. Só lá voltariam, aliás nem seria no Jamor, mas sim na Antas, nove anos depois, numa final que levantou alguma polémica, também, pela escolha do sítio onde seria disputada. Nesse penar, uma eliminação por uma equipa da II Divisão, o Tirsense em 1969-70, primeira em 22 anos. Algumas derrotas contundentes frente ao Benfica; até que enfim chegam a nova final. Nas meias-finais aconteceu uma coisa até agora inédita: duas equipas da II Divisão nas meias-finais, Fafe e Gil Vicente. Nem antes, nem depois isto se voltaria a repetir. Assim, em 1977, nas Antas, vitória frente ao Sporting Braga por 1-o. Depois três finais perdidas em 1977-78, 1979-80 e 1980-81, duas frente à besta negra das finais, o Benfica e em 1977-78 a primeira derrota em finais frente ao Sporting. Em 1978-79, uma eliminação prematura mas clara, derrota frente ao Estoril por 3-0. Daqui até aos dias de hoje, os portistas passaram a ser clientes assíduos das finais, nunca ficando muito tempo fora desse habitat!

 

ÉPOCA FASE ATINGIDA/ADVERSÁRIO RESULTADO
     
1951-52 Meias-finais: Sporting 2-0/2-4/2-5+
1952-53 Finalista vencido: Benfica 0-5
1953-54 Quartos-de-final: Sporting 1-1/2-4
1954-55 Oitavos-de-final: Lusitano Évora 0-2
1955-56 VENCEDOR: Torreense 2-0
1956-57 Quartos-de-final: Sporting Covilhã 1-2/0-1*
1957-58 VENCEDOR: Benfica 1-0
1958-59 Finalista vencido: Benfica 0-1
1959-60 Meias-finais: Belenenses 1-3/1-0*
1960-61 Finalista vencido: Leixões 0-2
1961-62 Oitavos-de-final: Benfica 2-2/1-3*
1962-63 Quartos-de-final: Belenenses 1-1/0-3
1963-64 Finalista vencido: Benfica 2-6
1964-65 2ªeliminatória: Benfica 1-4*/1-1
1965-66 Quartos-de-final: Sporting 0-1*/1-0/0-2+
1966-67 Meias-finais: Vitória Setúbal 0-3*/4-4
1967-68 VENCEDOR: Vitória Setúbal 2-1
1968-69 4ªeliminatória: Benfica 0-3*
1969-70 5ªeliminatória: Tirsense 2-2*/0-1
1970-71 Quartos-de-final: Vitória Setúbal 1-1/0-1*
1971-72 Meias-finais: Benfica 0-6*
1972-73 Quartos-de-final: Farense 0-1*
1973-74 Meias-finais: Benfica 0-3
1974-75 Quartos-de-final: Belenenses 0-2*
1975-76 Quartos-de-final: Vitória Guimarães 1-2*
1976-77 VENCEDOR: Sporting Braga 1-0
1977-78 Finalista vencido: Sporting 1-1/1-2
1978-79 2ªeliminatória: Estoril 0-3*
1979-80 Finalista vencido: Benfica 0-1
1980-81 Finalista vencido: Benfica 1-3
     
     
+Campo neutro; *recinto adversário  

Sporting na Taça de Portugal: 1981-82 a 2012-13

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Neste tempo de fim de século XX, início do século XXI, entre 1981-82 e 2012-13, 32 épocas, o Sporting, sempre com um dos três maiores orçamentos do panorama futebolístico, apenas venceu cinco Taças de Portugal: 1981-82,1994-95,2001-02,2006-07 e 2007-08. Perdeu, também, outras cinco finais: 1986-87,1993-94,1995-96,1999-2000 e 2011-12. Se nos primeiros quatro casos as derrotas não foram surpresas, já que, perdeu duas com o Benfica e outras duas com o FC Porto, a derrota de 2011-12 foi uma das maiores surpresas da história das finais da competição! A derrota com a Académica tem esse epíteto, não por ser os conimbricenses, mas por terem perdido com o 13ºclassificado da I Liga de 2011-12, ou seja, só ficaram três clubes abaixo na tabela classificativa, tornando-se na segunda pior equipa classificada vencedora desta prova. Este registo só é igualado pelo Estrela Amadora em 1989-90, também 13ºclassificado, apesar do campeonato ter na altura 18 equipas; e batido pelo Beira-Mar 16ºclassificado em 1998-99, relegado à Liga de Honra, mas com a taça no bolso; é ainda o único clube a vencer este evento e a descer de divisão no mesmo ano.

As conquistas não trouxeram nada de especial: 1981-82 contra o Sporting Braga, facilmente, 4-0, com os bracarenses longe então do fulgor atual. A de 1994-95 nada a acrescentar a não ser que foi a primeira presença dos madeirenses na final desde 1925-26, 69 anos! Em 2001-02, os leixonenses também regressavam a esta fase pela primeira vez em 41 anos, o jogo até foi mais equilibrado do que o se pensava, 1-0, pois os matosinhenses estavam na II B, terceiro escalão do pirâmide portuguesa de futebol, sendo até hoje o inédito representante de uma terceira divisão na festa final da Taça. Em 2006-07, parecia sina, vitória a três minutos do fim frente o Belenenses; os azuis também não estavam no jogo decisivo desde 1988-89. A de 2007-08, consubstanciou que os leões ganharam pela terceira vez no historial duas taças consecutivas ( recorde é três nos anos 40) e batiam os portistas na final pela primeira vez desde 1977-78.

De resto, algumas eliminações inimagináveis, três das quais com equipas de divisões secundárias: a primeira em 1998-99, frente ao Gil Vicente, no quintal do Adelino Ribeiro Novo, que pôs fim a uma série de 50 anos sem tal evento ocorrer. As outras duas em casa: em 2002-03, frente à Naval 1ºMaio e para não obstruir a história, na época seguinte, frente ao Vitória Setúbal. Isto resultou em dois dados curiosos, o outro só marcado em 2006-07: o primeiro dado foi o fato de o Vitória Setúbal ser até hoje a única equipa e eliminar pelo menos uma vez os três grandes estando nessa época em divisões secundárias: tudo começou em 1942-43, humilhando o FC Porto por 7-0 nas meias-finais; em 1960-61, nos oitavos-de-final, frente ao Benfica, campeão europeu nesse ano, recuperando de 1-3, para passar com 4-1; e em 2003-04, ciclo concluído, 5ªeliminatória, vitória por 1-0 em Alvalade.

Se os setubalenses são os únicos a fazerem isto a nível de clubes, Fernando Santos, atual selecionador grego, é o obreiro do contrário, isto é, ser afastado por equipas de divisões secundários pelo menos uma vez, treinando os três grandes, ou seja: 1998-99, 5ªeliminatória, Estádio das Antas 0-1,  frente ao Torreense; 2003-04, 5ªeliminatória, Estádio de Alvalade, 0-1, frente ao Vitória de Setúbal; 2006-07, oitavos-de-final, Varzim-Benfica 2-1. Algo de muito pouco recomendável para ter no currículo!

ÉPOCA FASE ATINGIDA/ADVERSÁRIO RESULTADO
     
1981-82 VENCEDOR: Sporting Braga 4-0
1982-83 Quartos-de-final: Benfica 0-3*
1983-84 Meias-finais: FC Porto 1-1/1-2*
1984-85 Oitavos-de-final: Rio Ave 1-1*/0-1
1985-86 Quartos-de-final: Benfica 0-5*
1986-87 Finalista vencido: Benfica 1-2
1987-88 3ªeliminatória: Farense 0-1*
1988-89 Meias-finais: Belenenses 1-3*
1989-90 3ªeliminatória: Marítimo 1-2
1990-91 Oitavos-de-final: Boavista 0-2*
1991-92 Oitavos-de-final: FC Porto 0-1*
1992-93 Meias-finais: Boavista 0-1
1993-94 Finalista vencido: FC Porto 0-0/1-2 a.p.
1994-95 VENCEDOR: Marítimo 2-0
1995-96 Finalista vencido: Benfica 1-3
1996-97 Meias-finais: Boavista 2-3 a.p.*
1997-98 Quartos-de-final: Sporting Braga 1-3*
1998-99 4ªeliminatória: Gil Vicente 2-3*
1999-2000 Finalista vencido: FC Porto 1-1/0-2
2000-01 Meias-finais: FC Porto 1-2*
2001-02 VENCEDOR: Leixões 1-0
2002-03 Quartos-de-final: Naval 1ºMaio 0-1
2003-04 5ªeliminatória: Vitória Setúbal 0-1
2004-05 Oitavos-de-final: Benfica 3-3/6-7 g.p.*
2005-06 Meias-finais: FC Porto 1-1/4-5 g.p.*
2006-07 VENCEDOR: Belenenses 1-0
2007-08 VENCEDOR: FC Porto 2-0 a.p.
2008-09 4ªeliminatória: FC Porto 1-1/4-5 g.p.
2009-10 Quartos-de-final: FC Porto 2-5*
2010-11 Oitavos-de-final: Vitória Setúbal 1-2*
2011-12 Finalista vencido: Académica 0-1
2012-13 3ªeliminatória: Moreirense 2-3 a.p.*
     
+Campo neutro; *recinto adversário  

 

A final totalmente inesperada: 1989-90, Estrela Amadora-Farense

Antes de mais, foi uma prova totalmente democrata, isto é, uma coisa totalmente nova no futebol português! Democracia e futebol doméstico, em Portugal não combinam, ao contrário de outras modalidades. Isto, porque e por que os três grandes ganham sempre quase tudo, deixando migalhas para os outros clubes. Uma hegemonia acentuada no campe0nato e na Taça de Portugal, desde 1921-22, só nove finais não tiveram a presença de pelo menos um. O Benfica-FC Porto e Benfica-Sporting aconteceram mais vezes em finais da taça do que jogos decisivos sem nenhum deles! Isto é apenas um exemplo do seu completo domínio em Portugal, na modalidade rei.

Será que isto era irrefutável? Seria que os grandes dominariam sempre e ao seu belo prazer? Será que os pequenos por muito que lutassem raramente se conseguiam opor? Em 1989-90, não sei como, mas os deuses deviam estar distraídos! A sorte tinha sido uma vez invertida! Uma vez em 70 anos de história! Ou seja, aconteceu uma coisa totalmente inédita e totalmente inesperada: os três grandes foram eliminados da prova, o trio, antes desta chegar aos quartos-de-final! Primeiro, o Sporting, eliminado pelo Marítimo; depois, o Benfica pelo Vitória de Setúbal; finalmente, nos oitavos-de-final, após os portistas terem ganho por 7-0 uns tempos atrás, para o campeonato,  o Tirsense eliminou o FC Porto, nas Antas! Os deuses deviam de estar loucos! Democracia no futebol português! Uma coisa realmente nova: quartos-de-final, Taça de Portugal, 1989-90, nenhum grande na taça. Resultado disso, a competição estava completamente aberta, qualquer dos clubes presentes nessa fase da competição a podiam ganhar!

Num percurso da prova já por si novo, atingiam-se as meias-finais com dois clubes importantes e dos que mais se opuseram aos grandes: Belenenses, detentor do troféu e Vitória de Guimarães (até aos dias de hoje não ganhou nenhuma Taça de Portugal); e dois clubes sem qualquer final disputada: Estrela da Amadora e Farense, os algarvios competiram nessa época na II Divisão, Zona Sul. O Estrela da Amadora empatou o primeiro jogo, mas ganhou no jogo de desempate; consequência, primeira final da competição. O Belenenses, nessa época tinha ficado em sexto no campeonato, com um registo de 15 vitória e dois empates e nenhuma derrota nos 17 jogos em casa, foi eliminado, no prolongamento pelo Farense, equipa da II Divisão, no seu recinto. Assim outro estreante no palco do Jamor estava encontrado. Desta forma, 28 anos depois um clube de escalões secundários tinha marcado lugar na final. O último tinha sido o Vitória de Setúbal em 1961-62.

Qualquer que fosse o vencedor, seria o pior de sempre a ganhar a prova. O recorde até então pertencia ao Sporting Braga, vencedor em 1965-66, depois de ter terminado a liga no décimo lugar. Para que não houvesse dúvidas, o Estrela da Amadora, décimo terceiro classificado do campeonato, venceu a prova, na finalíssima, pois, no primeiro jogo tinha se registado um empate; apurou-se para as competições europeias, Taça das Taças, do ano seguinte, na época em que pelejava na então I Divisão pela segunda temporada. Uma final que não se repetirá, devido aos problemas que o Estrela Amadora passa, mas uma final totalmente democrática! Nenhum dos clubes voltaria à final! Democracia no futebol nacional, seria possível uma repetição disto ou melhor ainda?

ÉPOCA FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
Estrela Amadora:
1989-90, Taça de Portugal
  3ªeliminatória Estoril 6-2
  4ªeliminatória Sporting Braga 0-0/1-1/9-8 g.p.*
Oitavos-de-final Marco 1-0*
Quartos-de-final Tirsense 1-0
Meias-finais Vitória Guimarães 1-1/2-1*
FINAL Farense 1-1/2-0
Onze da final: Melo; Duílio, Rui Neves, Chico Oliveira e Barny; Bobó, Rebelo, Paulo Bento e Nélson Borges (Elias); Ricardo (Jaime) e Baroti
Marcha do marcador: 1-0, por Paulo Bento (30m); 2-0, por Ricardo (63m)
* jogos no recinto adversário; +campo neutro

 

Três em três: Boavista, vitória na Taça de Portugal, 1978-79

Depois de duas vitórias consecutivas na Taça de Portugal em 1974-75 e 1975-76, orientados por José Maria Pedroto, o Boavista atingiria a terceira final em 1978-79, terceira final da sua história e manteve os cem por cento de eficácia ao bater o Sporting na final, apesar de ter feito um mau campeonato, acabando-o em nono lugar. Eram orientados por Jimmy Hagan, treinador que ficou famoso por ter levado o Benfica a ser campeão sem derrotas, em 1972-73. Feito igualado  o ano passado pelo FC Porto, treinado por André Villas Boas.

Uma caminhada até à final muito acidentada por terem disputado quase todas as eliminatórias fora de casa, embora, não tivessem defrontado nenhum grande até à final, onde bateram o Sporting. Todavia, encontraram equipas como o Sporting Braga, quarto classificado do campeonato e o Belenenses, ultrapassando-os, vencendo-os nos seus redutos desportivos.

O Boavista continua a ter a maior taxa de eficácia em termos de finais disputadas, finais ganhas: seis finais, cinco triunfos; isto, se excluirmos as equipas que têm uma final, uma taça ganha, que acontece com o Estrela Amadora e o Carcavelinhos.

ÉPOCA FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
Boavista:
1978-79, Taça de Portugal
  2ªeliminatória Leverense 3-0*
  3ªeliminatória Paredes 2-1*
4ªeliminatória Leixões 2-0
Oitavos-de-final Belenenses 1-1/1-0*
Quartos-de-final Académica 2-1*
Meias-finais Sporting Braga 1-0*
FINAL Sporting 1-1
FINALÍSSIMA Sporting 1-0
Onze da finalíssima: Matos; Barbosa, Mário João, Artur e Taí; Albertino, Eliseu e Salvador; Moinhos, Jorge Gomes e Júlio
Marcha do marcador: 1-0, por Júlio (40m)
* jogos no recinto adversário; +campo neutro

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