I Mundial de Voleibol Feminino, 1952, URSS: título para a União Soviética

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Com um formato onde oito seleções se encontravam entre elas, num minicampeonato, onde quem ganhasse mais jogos era campeã. Isto ocorreu em 1952, na União Soviética que assim organizou o primeiro Campeonato do Mundo de voleibol feminino. E tal como sucedeu nos masculinos a URSS ganhou. Com uma particularidade: triunfou, vencendo todos os jogos sem ceder um único set, o que demonstra não só a superioridade das russas, como o passeio que deram, não deixando qualquer dúvida em relação a quem merecia este troféu. Foi o primeiro título da União Soviética neste torneio, mais se seguiriam. A Polónia ficou em segundo e este ainda é o seu melhor resultado de sempre, ainda por igualar.

1952: URSS: URSS    
   
         
         
         
    Fase Final Bulgária 3-0 (15-10,15-4,15-6)
      Roménia 3-0 (15-5,15-3,15-7)
      Checoslováquia 3-0 (15-10,15-5,15-6)
      Índia 3-0 (15-0,15-1,15-1)
      França 3-0 (15-2,15-3,15-7)
      Hungria 3-0 (15-2,15-5,15-4)
      Polónia 3-0 (15-8,15-4,15-8)
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

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I Mundial de Voleibol, 1949, Checoslováquia: campeonato para a União Soviética

1949: Checoslováquia: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Bélgica 3-0 (15-1,15-6,15-3)
      Roménia 3-0 (15-4,15-6,16-14)
      Hungria 3-0 (15-9,15-3,15-9)
    Fase Final Roménia 3-1 (14-16,15-6,15-6,15-11)
      Polónia 3-0 (15-9,15-5,15-6)
      Bulgária 3-0 (15-8,15-4,15-1)
      França 3-0 (15-4,15-1,15-0)
      Checoslováquia 3-1 (15-7,15-11,17-19,15-13)
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

O primeiro campeonato do Mundo de Voleibol foi disputado em 1949, na Checoslováquia. Depois de outras modalidades se terem lançado com esta competição, em 1949 foi a vez do voleibol. Com um formato comum a quase todas as modalidades exceto o futebol, isto é: uma primeira fase de grupos, onde os dois primeiros se apuravam para um grupo final de seis seleções, todos contra todos, onde quem ganhasse mais jogos era campeão. Assim, a União Soviética venceu esses seis jogos, depois de ter triunfado também nos três encontros da primeira fase de grupos, conseguindo desta forma o seu primeiro título mundial. Numa prova marcada pelo domínio das nações para lá da cortina de ferro, monopolizaram os quatro primeiros lugares. Uma preponderância que se iria manter durante algumas edições. Para os russos foi o primeiro troféu neste evento; não seria o último.

 

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I Mundial Feminino de Basquetebol, 1953, Chile: título para EUA

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No Chile ocorreu o primeiro Campeonato do Mundo de Basquetebol Feminino no ano de 1953. Isto manteve a tradição de organizar este evento na América Latina já que o masculino também aí se realizou, mais concretamente na Argentina, em 1950. Ao contrário do que aí aconteceu, o Chile não foi campeão, terminou em segundo a um ponto dos EUA. No entanto, chegaram ao último jogo contra as americanas com hipóteses de se sagrarem campeãs mundiais, porém, os EUA ganharam e assim obtiveram esse título. Tiveram uma única derrota durante o evento que não deteve esta nação. O formato da competição era semelhante ao que se fez para o masculino, em 1950: uma eliminatória e depois um sistema de todos contra todos, onde quem ganhasse mais vezes era campeão. Os EUA venceram todos os jogos menos um, contra o Brasil, derrotando as anfitriãs no último encontro, alcançando o seu primeiro troféu num Campeonato do Mundo de Basquetebol.

1953, Chile: EUA    
   
         
         
         
    1ªeliminatória Paraguai 60-28
    Fase Final França 41-37
      Argentina 34-22
      Brasil 23-29
      Paraguai 41-31
      Chile 49-36
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro

I Mundial de Andebol Feminino, 1957, Jugoslávia: título para a Checoslováquia

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Depois do primeiro mundial masculino de Andebol se ter disputado em 1938, 19 anos depois realizava-se o primeiro feminino. Teve lugar na Jugoslávia. Ao contrário do sexo oposto, este conteve mais que quatro seleções. Jogou-se mais que uma fase, em concreto, houve duas fases de grupos, sendo que na segunda o vencedor de cada emparelhamento defrontava-se numa final para determinar o campeão ou neste caso as campeãs. A Checoslováquia ganhou todos os jogos antes da final, sendo que o mais renhido foi contra a Suécia na primeira fase de grupos, 5-4 foi o resultado final. Na final diante da Hungria, as checas venceram com alguma tranquilidade, sete a um foi o desfecho, dando o título a essa nação. Foi o desenlace final de uma competição que teve aqui a sua primeira edição.

 

1957, Jugoslávia: Checoslováquia    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Hungria 8-4
      Suécia 5-4
    2ªfase (Grupo II) Áustria 12-3
      RFA 10-4
    FINAL Hungria 7-1
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

2014, Mundial do Brasil: 24 anos depois a Alemanha festeja

64 anos depois o Mundial regressava ao Brasil e tal como em 1950 este foi traumático para os anfitriões. A Alemanha conquistou novamente o cetro e deixou bem vincado isto ao esmagar os brasileiros nas meias-finais por 7-1. A maior humilhação da sua história em casa, perante o seu público. Se em 1950 tinham perdido um encontrou diante do Uruguai, onde só precisavam um empate para serem campeões, aqui foram completamente dilacerados pelos alemães. Mundial no Brasil significa trauma para estes. A Alemanha depois de esmagar os anfitriões nas meias-finais, na final teve mais, muito mais, complicações, onde só no prolongamento bateram a Argentina de Messi. Pela primeira vez desde a unificação os germânicos ganharam esta prova. E Messi continua sem ganhar nada de importante pelo seu país. É verdade que nos Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil venceu a Alemanha na final, conseguindo o ouro olímpico, mas não é bem a mesma coisa!

A Argentina após duas décadas sem fazer nada de jeito neste evento chegou à final. Também 24 anos depois da última, em 1990, onde perderam para a RFA. O país germânico ainda não estava unificado. Aí liderados por Maradona conseguiram chegar tão longe. Com Messi parecia que finalmente o título não ia fugir, mas os germânicos foram melhores, tal como em 1990. Os vice-campeões de 2010, a Holanda chegou às meias-finais, onde só cederam nas grandes penalidades, contra a Argentina. Venceram depois o jogo da consolação, acabando em terceiro lugar. Por sua vez, a Espanha, a Itália e a Inglaterra não passaram a fase de grupos. Uma autêntica desilusão!

A Costa Rica e a Colômbia foram as grandes sensações deste Mundial. Ambas chegaram aos quartos-de-final pela primeira vez, sendo, que a primeira perdeu só nas grandes penalidades para a Holanda e os colombianos foram afastados pelo Brasil. Um jogador desta nação destacou-se, James Rodriguez, foi o melhor marcador deste evento. A Argélia também chegou pela primeira vez aos oitavos, empurrados para fora pelos alemães só no prolongamento. A Bélgica também alcançou os quartos, eliminada pela Argentina. Ainda se evidenciaram a Nigéria e os EUA que também disputaram os oitavos.

Portugal voltou a entrar num Mundial. Uma prova marcada pelas sucessivas lesões nos jogadores fruto de uma má planificação. A derrota por 4-0 com a Alemanha foi fundamental no resto da prova. Um empate a dois com os EUA e uma vitória tangencial contra o Gana não chegou para alcançar os oitavos. Mais uma má prestação em campeonatos do Mundo fora da Europa.

 

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ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
2014, Brasil: Alemanha      
       
    1ªfase, Grupo G Portugal 4-0
      Gana 2-2
      EUA 1-0
    Oitavos-de-final Argélia 2-1 a.p.
    Quartos-de-final França 1-0
    Meias-finais Brasil 7-1
    FINAL Argentina 1-0 a.p.
         
 Onze principal: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Howedes; Kramer (Schurrie), Schweinsteiger e Kroos; Muller, Klose (Goetze) e Ozil (Mertesacker)
         
Marcha do marcador: 1-0, por Goetze (113m)
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

 

2002, Coreia do Sul e Japão: penta para o Brasil

Scolari  levou o Brasil ao seu quinto título mundial quando nem sequer era um dos principais candidatos, ao contrário do que normalmente acontecia. Uma fase de qualificação fraca onde se apurou apenas no último jogo. Uma Argentina que só cedeu uma derrota, em 18 jogos, apresentava-se como a maior favorita do torneio. Não passou a fase de grupos pela primeira vez em muito tempo! Quanto menos expectativas traziam, quando tudo parecia destinado ao fracasso, a seleção brasileira transcendeu-se. Não só foi campeão, como fez o que poucos países campeões fizeram, isto é, ganhou os jogos todos: do primeiro da fase de grupos até à final; e ainda teve o melhor marcador do evento: Ronaldo com oito golos, melhor registo desde o Mundial de 1970, no México, obtido por Gerd Muller, da RFA. Na final, um bis deste, frente à Alemanha, deu o título ao Brasil, o quinto. Mais uma curiosidade sobre esta final: o Campeonato do Mundo do futebol começou em 1930, no Uruguai, até esta final, o Brasil tinha 4 títulos e a Alemanha três, e este jogo era a primeira vez que se confrontavam na história deste torneio.

Pela primeira vez na sua história o Mundial foi para a Ásia. Não se esperava que os países organizadores, Coreia do Sul e Japão, fossem muito longe, porém os coreanos desafiaram a lógica, chegaram às meias, eliminaram Itália e Espanha e terminaram em quarto lugar, passando pela primeira vez uma fase de grupos. Os japoneses também apuraram-se daí, mas cederam nos oitavos diante da Turquia. Pela terceira e quarta vez um país asiático passou a fase de grupos, no caso coreano e japonês foi a primeira vez; e contra todas as previsões a Coreia do Sul terminou em quarto, algo inédito na história da confederação asiática de futebol (AFC) e ainda por igualar.

As outras três sensações neste torneio foram a Turquia, o Senegal e os EUA. Os turcos só se tinham qualificado para o Mundial de 1954, na Suíça. Esta era a segunda vez. Chegaram às meias-finais, perderam diante dos futuros campeões, o Brasil, mas conseguiram ganhar o bronze, diante dos organizadores. Uma excelente prestação! Tão excelente que desde então nunca mais para aqui se apurou! O Senegal, por sua vez, era a sua estreia neste evento. Começou por vencer os então detentores do título, a França, no primeiro encontro deste evento. Venceu a fase de grupos, nos oitavos afastou a Suécia, nos quartos foram batidos pelos também surpreendentes turcos. Todavia, igualou os Camarões, no Mundial de 1990 na Itália, que também tinham aí chegado. Em 2018, estão de volta! Os EUA tiveram o seu melhor desempenho desde as meias-finais de 1930, no Uruguai. Aqui atingiram os quartos. Acabaram eliminados pela Alemanha, por 1-0.

Portugal, pela primeira vez desde o Mundial de 1986, no México, qualificou-se. Tal como em 1986, foi uma desilusão e isto acabou marcado pela agressão de João Pinto ao árbitro, no terceiro jogo da fase de grupos, diante da Coreia do Sul. Derrota logo no primeiro jogo, frente aos EUA. Um hat-trick de Pauleta contra a Polónia ajudou a construir uma vitória por 4-0. Depois, no último jogo novo desaire e adeus ao Mundial.

 

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ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
 
2002, Coreia do Sul e Japão: Brasil
 
  1ªfase, Grupo C Turquia 2-1
  China 4-0
  Costa Rica 5-2
  Oitavos-de-final Bélgica 2-0
  Quartos-de-final Inglaterra 2-1
  Meias-finais Turquia 1-0
  FINAL Alemanha 2-0
 
 Onze principal: Marcos; Lúcio, Edmílson e Roque Júnior; Cafú, Gilberto Silva, Kléberson e Roberto Carlos; Ronaldinho Gaúcho (Juninho Paulista); Ronaldo (Denílson) e Rivaldo
 
Marcha do marcador: 1-0, por Ronaldo (67m); 2-0, por Ronaldo (79m)
 

 

Catar vice-campeão do Mundo de sub-20, futebol, 1981, Austrália

O Campeonato do Mundo de futebol, em 2022, vai-se realizar no Catar. Um país asiático, situado no Médio Oriente, com grande lucro, devido ao petróleo. Não tem grande história no futebol apesar de ir organizar o maior evento desta modalidade daqui a cinco anos. Só para dar uma ideia relativa a isto, nunca se qualificou para esta prova em toda a sua história. Tem nove presenças na Taça da Ásia (correspondente ao Europeu na Europa) e nunca passou dos quartos-de-final. Ou seja, muito pouco a realçar no seu palmarés futebolístico.

Contudo, esta nação tem algo que se orgulhar. Não no futebol sénior, mas no de sub-20. Aqui, conseguiu algo de registo. No Mundial de sub-20, de 1981, na Austrália, esta seleção chegou à final, eliminando mesmo o Brasil nos quartos e a Inglaterra nas meias. Assim, alcançou o jogo decisivo, onde foi obliterada pela RFA, perdendo por 4-0. Mesmo assim, fica para a posteridade: medalha de prata numa prova FIFA. Isso ainda é mais importante, porque uma potência como a Itália nunca chegou à final de um Campeonato do Mundo de sub-20. O que mostra que isto não é tão fácil como parece.

É verdade que não tem mais nada de importante, mas aqui fica o seu maior feito no futebol internacional.

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1981, Austrália: Catar    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Polónia 1-0
      EUA 1-1
      Uruguai 0-1
    Quartos-de-final Brasil 3-2
    Meias-finais Inglaterra 2-1
    FINAL RFA 0-4
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

Uma prova brilhante, voleibol, Mundial, Argentina, 2002: Portugal acaba em oitavo lugar

2002-Argentina:
Portugal
   
    1ªfase

(Grupo A)

China 3-1 (16-25,25-21,25-19,25-11)
  Austrália 3-1 (25-20,25-27,25-21,29-27)
  Argentina 1-3 (25-21,22-25,22-25,22-25)
  2ªfase (Grupo H) Espanha 3-2 (19-25,22-25,25-21,25-20,15-13)
  Polónia 3-1 (25-22,32-34,25-20,25-22)
  Rússia 0-3 (24-26,15-25,20-25)
  Quartos-de-final Jugoslávia 0-3 (20-25,23-25,16-25)
  5º-8ºlugar Itália 0-3 (23-25,19-25,17-25)
  7º/8ºlugar Grécia 2-3 (25-21,20-25,25-23,21-25,12-15)
  

Portugal tinha uma presença no Campeonato Mundo de 1956, onde acabou no 15ºlugar. Depois, não mais participou. Parecia que tal ocorrência se ia manter indefinidamente. Até que, qualificados como o melhor segundo classificado dos grupos de apuramento, 46 anos depois regressou a um dos maiores palcos mundiais de voleibol. Portugal teve um bocado de sorte com o sorteio, calhando num grupo relativamente acessível e aproveitou, apurando-se para a segunda fase, como segundo classificado.

Nessa fase do torneio, o emparelhamento tinha pouco de fácil, frente a dois todos poderosos do voleibol masculino: a Rússia e a Polónia. Parecia que o sonho tinha acabado, já que, só passavam os dois primeiros. Logo no primeiro encontro, os portugueses recuperaram de uma desvantagem de dois sets para bater a Espanha. Seguia-se a Polónia, o jogo fundamental para a classificação para os quartos-de-final. Poucos acreditavam, mas, os lusitanos venceram e garantiram aí os quartos.

Foi um evento épico, contudo, terminou nos quartos-de-final, perdendo naturalmente para os então campeões europeus, a Jugoslávia. Seguidamente, dois derrotas em jogos com pouco significado, relativamente a quem ficava entre quinto e oitavo lugar. Porém, não deixou de ser uma prestação exemplar e até agora não encontra igual em modalidades olímpicas coletivas à exceção do futebol.

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Campeonato do Mundo, Espanha, 1982: tri italiano

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
Itália:      
Mundial-1982, Espanha      
    1ªfase (Grupo 1) Polónia 0-0
      Perú 1-1
      Camarões 1-1
    Quartos-de-final (Grupo C) Argentina 2-1
      Brasil 3-2
    Meias-finais Polónia 2-0
    FINAL RFA 3-1
         
 Onze principal: Zoff; Cabrini, Scirea, Gentile e Collovati; Oriali, Bergomi e Tardelli; Conti, Rossi e Graziani (Altobelli, Causio)
         
Marcha do marcador: 1-0, por Rossi (57m); 2-0, por Tardelli (69m); 3-0, por Altobelli (81m); 3-1, por Breitner (83m)
 
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro

 

Numa prova disputada na Espanha, onde a seleção da casa desiludiu, os italianos voltaram a festejar 44 anos depois, alcançando o tri. Um início de prova periclitante, três empates na primeira fase de grupos, qualificando-se por ter apenas mais um golo marcado que os Camarões, com uma diferença de golos iguais: 2-2, para os italianos, 1-1, para os africanos. Depois, embalaram rumo ao título, vencendo todos os jogos até à festa.

Devido à fraca prestação na primeira fase de grupos, calharam, na segunda fase de grupos, no mesmo que a Argentina e o Brasil, onde, só o primeiro se apurava. Todos temeram o pior, mas, a Itália começou por vencer a Argentina. Porém, tinha que derrotar os brasileiros, estes, por sua vez, bastava o empate. Num jogo épico, o hat-trick de Paolo Rossi (muito criticada foi a sua convocatória para o Mundial), permitiu a vitória por 3-2 frente ao Brasil, consequentemente, a qualificação para as meias-finais.

Depois, rumo ao título, vitórias relativamente tranquilas frente à Polónia, nas meias-finais. Os polacos, para esse jogo, tinham o seu principal jogador, Boniek castigado, o que ajudou ainda mais os italianos. Mais dois golos de Rossi nessa meia-final. Na final, uma excelente segunda parte, apesar de uma grande penalidade falhada na primeira parte,originou um triunfo relativamente fácil por 3-1, com mais um golo de Rossi.

Ao contrário do Campeonato do Mundo anterior, este teve duas surpresas, entre outras menos marcantes. A Polónia acabou no pódio, repetindo o terceiro lugar de 1974. E a França teve a sua melhor prestação, quarto lugar, desde o Mundial de 1958, onde acabaram em terceiro. Os franceses mais tarde comprovariam toda a sua valia em provas seguintes.  Uma curiosidade, a Hungria venceu São Salvador por 10-1, fixando a maior goleada da história deste evento, apesar de os húngaros não terem sequer passado a primeira fase de grupos. Apesar desta humilhação, o golo marcado por São Salvador, é o único da sua história, em mundiais, nas suas duas participações.

Portugal, mais uma vez não se apurou, mais uma vez calhou num grupo acessível. Mais problemas de uma seleção que, todavia, conseguiria finalmente qualificar-se para as provas seguintes. Mas que podia ter passado pelo Campeonato do Mundo de 1982, na Espanha, podia!

 

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