Catar vice-campeão do Mundo de sub-20, futebol, 1981, Austrália

O Campeonato do Mundo de futebol, em 2022, vai-se realizar no Catar. Um país asiático, situado no Médio Oriente, com grande lucro, devido ao petróleo. Não tem grande história no futebol apesar de ir organizar o maior evento desta modalidade daqui a cinco anos. Só para dar uma ideia relativa a isto, nunca se qualificou para esta prova em toda a sua história. Tem nove presenças na Taça da Ásia (correspondente ao Europeu na Europa) e nunca passou dos quartos-de-final. Ou seja, muito pouco a realçar no seu palmarés futebolístico.

Contudo, esta nação tem algo que se orgulhar. Não no futebol sénior, mas no de sub-20. Aqui, conseguiu algo de registo. No Mundial de sub-20, de 1981, na Austrália, esta seleção chegou à final, eliminando mesmo o Brasil nos quartos e a Inglaterra nas meias. Assim, alcançou o jogo decisivo, onde foi obliterada pela RFA, perdendo por 4-0. Mesmo assim, fica para a posteridade: medalha de prata numa prova FIFA. Isso ainda é mais importante, porque uma potência como a Itália nunca chegou à final de um Campeonato do Mundo de sub-20. O que mostra que isto não é tão fácil como parece.

É verdade que não tem mais nada de importante, mas aqui fica o seu maior feito no futebol internacional.

fifa 10

 

1981, Austrália: Catar    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Polónia 1-0
      EUA 1-1
      Uruguai 0-1
    Quartos-de-final Brasil 3-2
    Meias-finais Inglaterra 2-1
    FINAL RFA 0-4
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

Anúncios

Uma prova brilhante, voleibol, Mundial, Argentina, 2002: Portugal acaba em oitavo lugar

2002-Argentina:
Portugal
   
    1ªfase

(Grupo A)

China 3-1 (16-25,25-21,25-19,25-11)
  Austrália 3-1 (25-20,25-27,25-21,29-27)
  Argentina 1-3 (25-21,22-25,22-25,22-25)
  2ªfase (Grupo H) Espanha 3-2 (19-25,22-25,25-21,25-20,15-13)
  Polónia 3-1 (25-22,32-34,25-20,25-22)
  Rússia 0-3 (24-26,15-25,20-25)
  Quartos-de-final Jugoslávia 0-3 (20-25,23-25,16-25)
  5º-8ºlugar Itália 0-3 (23-25,19-25,17-25)
  7º/8ºlugar Grécia 2-3 (25-21,20-25,25-23,21-25,12-15)
  

Portugal tinha uma presença no Campeonato Mundo de 1956, onde acabou no 15ºlugar. Depois, não mais participou. Parecia que tal ocorrência se ia manter indefinidamente. Até que, qualificados como o melhor segundo classificado dos grupos de apuramento, 46 anos depois regressou a um dos maiores palcos mundiais de voleibol. Portugal teve um bocado de sorte com o sorteio, calhando num grupo relativamente acessível e aproveitou, apurando-se para a segunda fase, como segundo classificado.

Nessa fase do torneio, o emparelhamento tinha pouco de fácil, frente a dois todos poderosos do voleibol masculino: a Rússia e a Polónia. Parecia que o sonho tinha acabado, já que, só passavam os dois primeiros. Logo no primeiro encontro, os portugueses recuperaram de uma desvantagem de dois sets para bater a Espanha. Seguia-se a Polónia, o jogo fundamental para a classificação para os quartos-de-final. Poucos acreditavam, mas, os lusitanos venceram e garantiram aí os quartos.

Foi um evento épico, contudo, terminou nos quartos-de-final, perdendo naturalmente para os então campeões europeus, a Jugoslávia. Seguidamente, dois derrotas em jogos com pouco significado, relativamente a quem ficava entre quinto e oitavo lugar. Porém, não deixou de ser uma prestação exemplar e até agora não encontra igual em modalidades olímpicas coletivas à exceção do futebol.

cev

Campeonato do Mundo, Espanha, 1982: tri italiano

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
Itália:      
Mundial-1982, Espanha      
    1ªfase (Grupo 1) Polónia 0-0
      Perú 1-1
      Camarões 1-1
    Quartos-de-final (Grupo C) Argentina 2-1
      Brasil 3-2
    Meias-finais Polónia 2-0
    FINAL RFA 3-1
         
 Onze principal: Zoff; Cabrini, Scirea, Gentile e Collovati; Oriali, Bergomi e Tardelli; Conti, Rossi e Graziani (Altobelli, Causio)
         
Marcha do marcador: 1-0, por Rossi (57m); 2-0, por Tardelli (69m); 3-0, por Altobelli (81m); 3-1, por Breitner (83m)
 
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro

 

Numa prova disputada na Espanha, onde a seleção da casa desiludiu, os italianos voltaram a festejar 44 anos depois, alcançando o tri. Um início de prova periclitante, três empates na primeira fase de grupos, qualificando-se por ter apenas mais um golo marcado que os Camarões, com uma diferença de golos iguais: 2-2, para os italianos, 1-1, para os africanos. Depois, embalaram rumo ao título, vencendo todos os jogos até à festa.

Devido à fraca prestação na primeira fase de grupos, calharam, na segunda fase de grupos, no mesmo que a Argentina e o Brasil, onde, só o primeiro se apurava. Todos temeram o pior, mas, a Itália começou por vencer a Argentina. Porém, tinha que derrotar os brasileiros, estes, por sua vez, bastava o empate. Num jogo épico, o hat-trick de Paolo Rossi (muito criticada foi a sua convocatória para o Mundial), permitiu a vitória por 3-2 frente ao Brasil, consequentemente, a qualificação para as meias-finais.

Depois, rumo ao título, vitórias relativamente tranquilas frente à Polónia, nas meias-finais. Os polacos, para esse jogo, tinham o seu principal jogador, Boniek castigado, o que ajudou ainda mais os italianos. Mais dois golos de Rossi nessa meia-final. Na final, uma excelente segunda parte, apesar de uma grande penalidade falhada na primeira parte,originou um triunfo relativamente fácil por 3-1, com mais um golo de Rossi.

Ao contrário do Campeonato do Mundo anterior, este teve duas surpresas, entre outras menos marcantes. A Polónia acabou no pódio, repetindo o terceiro lugar de 1974. E a França teve a sua melhor prestação, quarto lugar, desde o Mundial de 1958, onde acabaram em terceiro. Os franceses mais tarde comprovariam toda a sua valia em provas seguintes.  Uma curiosidade, a Hungria venceu São Salvador por 10-1, fixando a maior goleada da história deste evento, apesar de os húngaros não terem sequer passado a primeira fase de grupos. Apesar desta humilhação, o golo marcado por São Salvador, é o único da sua história, em mundiais, nas suas duas participações.

Portugal, mais uma vez não se apurou, mais uma vez calhou num grupo acessível. Mais problemas de uma seleção que, todavia, conseguiria finalmente qualificar-se para as provas seguintes. Mas que podia ter passado pelo Campeonato do Mundo de 1982, na Espanha, podia!

 

fifa 16

Mundial 1978, Argentina: primeiro título para os argentinos

fifa 15

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
Argentina:      
Mundial-1978, Argentina      
    1ªfase (Grupo 1) Hungria 2-1
      França 2-1
      Itália 0-1
    Quartos-de-final (Grupo B) Polónia 2-0
      Brasil 0-0
      Perú 6-0
    FINAL Holanda 3-1 a.p.
         
 Onze principal: Fillol; Olguin, Galvan, Passarella e Tarantini; Ardiles (Larossa), Gallego, Kempes e Bertoni; Luqué e Ortiz (Houseman)
         
Marcha do marcador: 1-0, por Kempes (38m); 1-1, por Nanninga (82m); 2-1, por Kempes (105m); 3-1, por Bertoni (115m)
 
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro

 

O Mundial de 1978, na Argentina, foi caracterizado por poucas surpresas. Nos quatro primeiros classificados não há qualquer equipa sensação. Nos que atingiram a segunda fase de grupos, talvez, a Áustria e o Perú; de resto, nada de muito sensacional. Foi uma prova, ao contrário de outras edições, sem grande feitos dos mais pequenos. O título, conquistado pelo país anfitrião, a Argentina não foi isento de polémicas. O mesmo se pode dizer da atribuição da organização a um país, na altura, marcado por uma ditadura muito repressiva e violenta. Porém, os argentinos esqueceram isso e sagraram-se campeões, batendo a Holanda, na final, por 3-1, após prolongamento. Sem, todavia, se livrarem de um susto, pois, um jogador holandês acertou um remate no poste, a poucos segundos dos 90.

Tal como a RFA na edição anterior, a Argentina, também, perdeu o último jogo da primeira fase contra os italianos. Não interferiu muito, porque já estavam classificados. Na segunda fase, o empate contra o Brasil, na segunda partida, deixou tudo em aberto para o último jogo desta etapa. Aqui aconteceu algo que levantou muita polémica. Naquela altura, a última jornada, das fases de grupos, não se jogavam à mesma hora, como agora. Assim, os argentinos, calendarizados para jogar a seguir ao Brasil, sabiam o resultado dos seus rivais e o que tinham de fazer para se apurarem para a final. Precisavam de vencer por quatro golos, ganharam por 6-0. Há muitas histórias relativas a este jogo, o que se pode inferir é que algo se passou, porém, como nada se provou, a Argentina apurou-se para a final e aí se sagrou campeã mundial.

Surpresas, quase nenhumas. Foi uma edição onde os favoritos com maior ou menor dificuldade se impuseram. As únicas notas de destaque a este respeito, é a presença da Áustria e do Perú na segunda fase de grupos, de resto nada a realçar.

Portugal, novamente, não se apurou para esta prova. Desta vez, contundo, o nosso adversário na qualificação, a Polónia, não era uma equipa qualquer, pois ficou em terceiro em 1974 e obteve o bilhete para a Argentina sem grandes problemas. Seriam precisos mais oito anos para a esta prova voltarmos.

 

Mundial de 1974, RFA: vitória da equipa anfitriã

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
RFA:      
Mundial-1974, RFA      
    1ªfase (Grupo 1) Chile 1-0
      Austrália 3-0
      RDA 0-1
    Quartos-de-final (Grupo B) Jugoslávia 2-0
      Suécia 4-2
      Polónia 1-0
    FINAL Holanda 2-1
         
Onze principal: Maier; Vogts, Beckenbauer, Schwarzenbeck e Breitner; Bonhof, Hoeness e Overath; Grabowski, Müller e Holzenbein
         
Marcha do marcador: 0-1, por Neeskens (2m, gp); 1-1, por Breitner (25m, gp); 2-1, por Müller (43m)
 
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro

 

fifa 14

 

 

Neste Campeonato do Mundo, realizado, em 1974, na República Federal da Alemanha (RFA), parte ocidental da Alemanha, encontraram-se pela única vez em jogos oficiais, relativos a Europeus e Mundiais, frente a frente, as duas partes da então dividida Alemanha. Para alimentar esta curiosidade, a RDA só se qualificou para um campeonato do mundo de futebol em todo o seu historial, europeus nenhum e tinha que ser logo no realizado pela outra parte da agora unificada Alemanha. A RDA venceu o grupo, bateu a RFA, mas acabou eliminada na segunda fase de grupos, fórmula estreada neste mundial. Ao contrário dos seus conterrâneos, embora divididos, a Alemanha Ocidental não acusou a derrota na primeira fase, sagrando-se campeã mundial pela primeira vez em vinte anos.

A Holanda e a Polónia, que não se apuravam para este evento desde o Mundial de 1938, na França, ou seja, antes da I Guerra Mundial, há 36 anos. Porém, isso não se notou pois os holandeses chegaram à final e a Polónia acabou em terceiro lugar, vencendo mesmo os brasileiros no jogo de apuramento para o terceiro lugar; não só, isso, mas também, discutiram com a RFA o lugar na final até quase ao último minuto do jogo, na segunda fase de grupos.

Esta prova teve essa inovação: 16 equipas, divididas em quatro grupos de quatro; os dois primeiros de cada qualificavam-se para uma segunda fase de dois grupos de quatro; aqui, o primeiro de cada grupo discutiria a final, o segundo de cada grupo o terceiro lugar. Uma originalidade, discutível, mas aconteceu!

A RFA, teve essa derrota com a RDA na primeira fase, no terceiro jogo do grupo, depois disso, embalou e venceu todos os jogos seguinte, derrotando a favorita Holanda na final que vinha a jogar o melhor futebol do torneio. Contudo, já se sabe que os alemães são peritos em vencer equipas com futebol inovador, criativo, fluído e que apraz os espectadores. Fizeram-no contra a Hungria, em 1954, no mundial de Suíça; e conseguiram-no contra o futebol total dos holandeses. Também, se o capitão da Holanda na final não tivesse acusado nervosismo pela marcação de Vogts, talvez as coisas tivessem sido diferentes.

Portugal não se qualificou. Apuraram-se os búlgaros que não venceram um único jogo no torneio. Mais uma vez, os problemas internos do futebol português, da seleção e da federação originaram que mais uma vez falhássemos uma participação claramente ao nosso alcance. Mas não foram só os portugueses que tiveram mal, os ingleses também não chegaram lá, todavia, quem foi em sua vez, foram os polacos que não eram nada maus porque acabaram em terceiro!

 

 

1970, Mundial no México: terceiro título para o Brasil

fifa 13

 

Escolhido o México para organizar o Mundial de 1970. Temperaturas altíssimas que em muito prejudicaram as seleções europeias. No entanto, este seria o campeonato de uma estupenda equipa do Brasil, para muitos a melhor de sempre neste evento. Ganharam os seis jogos rumo ao Tri (terceiro dos últimos quatro Mundiais) e Jairzinho, apesar de não ter sido o melhor marcador desta prova, marcou em todos os jogos, do primeiro da fase de grupos até e inclusivé na final.

Uma equipa fantástica, quase ninguém lhe fez frente. Apenas a Inglaterra, então campeã em título, lhe deu alguma luta, perdendo por 1-0. A Roménia, carrasca de Portugal na fase de qualificação, perdeu por 3-2, também, lhes causou alguns calafrios. A partir daqui, dos quartos até à final, tudo vitórias por dois golos ou mais: 4-2 ao Perú nos quartos; 3-1, ao Uruguai nas meias; e, sobretudo, uma esplendorosa exibição na final, arrasando a cansada seleção italiana por 4-1. Por causa destes dados, é que é considerada por muitos como a melhor de sempre. Resultados acompanhados de grandes demonstrações de qualidade nos jogos. Mário Zagalo, então selecionador brasileiro, tornou-se no primeiro indivíduo a ter festejado o título como jogador (1958 e 1962) e treinador (1970).

Porém, depois deste tremenda expressão de força, o Brasil só seria campeão do Mundo outra vez em 1994, 24 anos depois. Uma certa maldição se abateu sobre as suas sucessivas participações neste evento. Para voltar a triunfar, tiveram que deixar o futebol arte para um futebol mais calculista e passível de menos erros defensivos. Assim, em 1994, nos EUA, voltaram a celebrar, mas, até lá, muitas desilusões.

A grande surpresa do Mundial 1970, foi o Uruguai que acabou em quarto. Seriam precisos mais 40 anos, para que, os uruguaios chegassem tão longe. O Perú, de Cubillas, também esteve em grande, atingindo os quartos, sendo eliminado pelos super brasileiros. O México, país organizador, pela primeira vez passou a fase de grupos. Só 16 anos depois, também, em casa repetiriam isso. Somente 24 anos depois, em 1994, nos EUA, passariam a fase de grupos fora do seu país, até aí, só se qualificaram da primeira fase em mundiais por si organizados. No entanto, mais um maldição: se é verdade que, desde 1994, os mexicanos passaram sempre a fase de grupos, todavia,   nunca passaram aos quartos, perdendo continuadamente nos oitavos, primeiro jogo a eliminar!

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
Brasil:      
Mundial-1970, México      
    1ªfase (Grupo 3) Checoslováquia 4-1
      Inglaterra 1-0
      Roménia 3-2
    Quartos-de-final Perú 4-2
    Meias-finais Uruguai 3-1
    FINAL Itália 4-1
         
 Onze principal: Félix; Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo e Gérson; Jairzinho, Tostão, Rivelino e Pelé
         
Marcha do marcador: 1-0, por Pelé (18m); 1-1, por Boninsegna (37m); 2-1, por Gérson (66m); 3-1, por Jairzinho (71m); 4-1, por Carlos Alberto (87m)
 
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro

1966, Inglaterra, Mundial de futebol: título inglês

ÉPOCA FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
Inglaterra:
Mundial-1966, Inglaterra
  1ªfase (Grupo 1) Uruguai 0-0
  México 2-0
França 2-0
Quartos-de-final Argentina 1-0
Meias-finais PORTUGAL 2-1
FINAL RFA 4-2 a.p.
 Onze principal: Banks; Cohen, J.Charlton, Moore e Wilson; Stiles, B.Charlton, Peters e Ball; Hunt e Hurst
Marcha do marcador: 0-1, por Haller (12m); 1-1, por Hurst (18m); 2-1, por Peters (78m); 2-2, por Weber (90m); 3-2, por Hurst (101m); 4-2, por Hurst (120m)
* jogos no recinto adversário; +campo neutro

 

fifa 11

Depois de vários anos, melhor décadas, a tentar, os ingleses finalmente receberam o direito de organizar o Mundial de futebol, neste caso, em 1966. O futebol regressaria aonde teve o seu início. O futebol moderno nasceu nas ilhas britânicas e lá seria disputado o segundo da década de 60. Com muita polémica à mistura, os ingleses sagraram-se campeões mundial, pela única vez no seu historial. Portugal qualificou-se pela primeira vez, acabaria em terceiro lugar e Eusébio brilhou a grande altura.

Uma seleção que era muito consistente defensivamente, concedeu apenas três golos em todo o torneio, só sofrendo o primeiro nas meias-finais frente a Portugal, de resto, até a esta fase da prova não viram as suas redes violadas. O primeiro momento de celeuma deu-se no jogo dos quartos-de-final, entre a Inglaterra e a Argentina, onde o capitão argentino foi expulso. Recorde-se que naquela altura não havia cartões, só se podia ser expulso se o árbitro assim entendesse. Os argentinos muito protestaram este facto, já que, quando isto aconteceu o resultado estava zero a zero. Perto do fim a Inglaterra marcou um golo e qualificou-se para as meias-finais.

Nas meias-finas mais algo estranho: a organização mudou o sítio do jogo frente a Portugal, passando-o para Wembley, quando estava previsto para outro local. Algo, agora, impossível de acontecer. Na final, no prolongamento, o terceiro golo da Inglaterra, a bola bate na barra e na linha, provavelmente não entrou, mesmo assim, o árbitro assistente validou o golo. Mais outro golo, perto do fim do tempo extra, e assim festejaram o título. Outra curiosidade, Hurst fez um hat-trick na final, feito até agora inédito, mais ninguém o repetiu.

Portugal vinha para esta prova com baixas expectativas. Apesar de na fase de qualificação ter deixado para trás o vice-campeão de 1962, a Checoslováquia, tinha calhado num grupo difícil com os então campeões do mundo, Brasil, invencível em mundiais desde a derrota frente à Hungria, no Mundial de 1954, na Suíça, nos quartos-de-final; além deste, tinha a Bulgária, sem grande nome, mas tinha-nos afastado do Europeu de 1964; e ainda a forte seleção da Hungria, campeã olímpica e terceira no Euro de 1964 (atualmente bem longe destas façanhas).

Vencemos a Hungria, por 3-1. Vencemos a Bulgária por 3-0 e, entretanto, a Hungria fez o mesmo ao Brasil, repetindo o resultado do Suíça-54. No último jogo, triunfo sobre o Brasil, 3-1, e os canarinhos eliminados na fase de grupos. Algo que não ocorreu mais. Nos quartos-de-final os aparentemente dóceis norte coreanos deram que fazer. Aos 23 minutos perdíamos por 3-0, depois Eusébio, no seu melhor jogo por Portugal, marcou quatro e José Augusto um, o 5-3, e assim se qualificou. Nas meias-finais, dois golos de Bobby Charlton acabaram com o sonho. No play-off para o terceiro lugar, triunfo frente à URSS de Yashin, com um golo de Torres perto do fim. E assim, medalha de bronze, ainda hoje, o nosso melhor registo (na Alemanha-06 chegámos às meias-finais, mas ficámos em quarto, pois perdemos o play-off para a Alemanha). Eusébio foi a grande estrela do Mundial, sagrando-se melhor marcador com nove golos.

III Mundial de futebol, 1938, França: bicampeonato italiano

Depois de triunfarem em casa, 1934, os italianos renovaram o título num campeonato disputado com o mesmo formato do anterior, isto é, sem fase de grupos e jogos a eliminar até ao fim. A primeira surpresa nesta prova foi o facto da seleção de Cuba ter atingido os quartos-de-final, eliminando a Roménia, na sua única presença em fases finais deste evento. O Brasil teve o seu primeiro resultado interessante, classificando-se em terceiro lugar, todavia, saiu-lhes caro terem descansado alguns titulares nas meias-finais, frente à Itália, pois perderam. Leónidas foi, entretanto, o melhor marcador.

Outra sensação foi a Suécia que conseguiu em honroso quarto lugar. Na primeira eliminatória disputou-se um dos jogos mais espetaculares de sempre, o Brasil bateu a Polónia por..6-5! Também nesta etapa, a Suíça eliminou a Alemanha ao vencer no segundo jogo, as grandes penalidades ainda estavam longe de ser introduzidas como meio de desempate (apenas nos anos 70), depois de empatar o primeiro. Esta foi a única vez na história da seleção alemã, que só falhou duas edições (Uruguai-1930 e Brasil-1950) desta competição, que não atingiram pelo menos os quartos-de-final, ou seja, à exceção do Mundial de 1938, chegaram no mínimo aos quartos-de-final.

A Hungria, uma das favoritas ao triunfo no início, só não teve pedalada frente à Itália na final onde perdeu por 4-2. Porém, não deixa de ser uma boa prova, impensável para o atual nível do futebol húngaro.

 

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
Itália:      
1938, Mundial/França      
    1ªeliminatória Noruega 2-1 a.p.
    Quartos-de-final França 3-1
    Meias-finais Brasil 2-1
    FINAL Hungria 4-2
         
Onze da final: Olivieri; Foni e Rava; Serantoni, Andreolo e Locatteli; Meazza e Ferrari; Biavati, Piola e Colaussi
         
Marcha do marcador: 1-0, por Colaussi (6m); 1-1, por Titkos (8m); 2-1, por Piola (16m); 3-1, por Colaussi (35m); 3-2, por Sárosi (70m); 4-2, por Piola (85m)
 
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro

Os últimos seis títulos mundiais do hóquei em patins português

Depois dos anos ouro, da década de 40, 50 e inícios de 60, onde Portugal conquistou nove títulos mundias, nos 47 anos seguintes, até a actualidade, os lusitanos conseguiram apenas mais seis, cinco dos quais em provas realizadas em Portugal, última das quais em 2003, em Oliveira de Azeméis, palco do último título português.

No Mundial de 1968, no Porto, Portugal venceu o campeonato com três pontos de avanço sobre a Espanha, obtendo o título ganhando todos os jogos, não dando hipóteses à concorrência. Com jogadores como Solipa, Rendeiro, Adrião, Casimiro, Livramento, Jorge Vicente, entre outros.

Num Mundial que estava para ser disputado em Lourenço Marques, transferido para Lisboa, depois da declaração de independência de Moçambique, em 1974, os lusos voltaram a vencer com três pontos de avanço sobre a Espanha, apesar de terem cedido um empate.  Com jogadores como Livramento, Cristiano Pereira, Jorge Vicente, Chana, que levaram a equipa portuguesa à vitória.

Tal como na década de 70, Portugal venceria apenas um evento desta prova  na década de 80,novamente em casa. Desta vez, pela primeira vez organizado fora das duas principais cidades portuguesas, em Barcelos. Depois, de uma primeira fase onde se destaca os 52-1 à Guatemala, Portugal, numa longa segunda fase, venceu o título, novamento com três pontos de avanço da Espanha, cedendo, nesta fase, apenas um empate frente à Holanda.

Novo Mudial na cidade invicta, em 1991, nova vitória portuguesa. Numa prova sensacional pelas surpresas que causou, nomeadamente, a chegada de duas selecções às meias-finais, que, normalmente não chegariam, Brasil e Holanda, sendo que os holandeses foram mesmo à final, perdendo com Portugal. Os lusitanos tiveram mesmo o caminho facilitado já que não defrontaram nenhum dos habituais candidatos ao título na sua caminhada rumo ao título. Tinha jogadores como Vítor Hugo, Luís Ferreira, Pedro Alves, Franklim Pais, Tó Neves, Paulo Alves, entre outros.

31 anos depois, Portugal vence um Mundial em campo alheio, derrotando na final a Itália, país anfitrião, nas grandes penalidades, com a única penalidade a ser transformado por Filipe Santos, o mais jovem da equipa. Depois de uma derrota por 6-0 com a Itália, na primeira fase, Portugal, uniu-se e foi derrubando adversários até à final que venceria. Jogadores como Tó Neves, Paulo Almeida, Guilherme Silva, Paulo Alves, Pedro Alves, Rui Lopes, Filipe Santos, Luís Ferreira,que carregaram a equipa lusitana rumo ao triunfo.

Novo Mundial em Portugal, em 2003, desta vez em Oliveira Azeméis, novo triunfo português, novamente frente à Itália, orientada por Carlos Dantas, após prolongamento , com o único golo a ser marcado por Pedro Alves. Com jogadores como Sérgio Silva, Reinaldo Ventura, Guilherme Silva, Paulo Almeida, Pedro Alves, Paulo Alves, Portugal foi pela última vez campeão do Mundo.

ANO

 

FASE ATINGIDA

ADVERSÁRIO

RESULTADO

1968

Porto/

Portugal

Fase Final

Espanha

 2-1

 

 

 

Argentina

3-1

 

 

 

Itália

4-1

 

 

 

Holanda

8-0

 

 

 

EUA

3-0

 

 

 

RFA

10-2

 

 

 

Suíça

15-0

 

 

 

Nova Zelândia

21-0

 

 

 

Japão

26-1

1974

Lisboa/

Portugal

Fase Final

Espanha

4-2

 

 

 

Argentina

5-1

 

 

 

RFA

4-2

 

 

 

Brasil

8-2

 

 

 

Itália

3-3

 

 

 

França

8-1

 

 

 

Holanda

4-1

 

 

 

EUA

13-4

 

 

 

Suíça

14-3

 

 

 

Bélgica

18-1

 

 

 

Austrália

9-1

1982

Barcelos/

Portugal

Primeira Fase

Itália

6-1

 

 

 

Angola

11-2

 

 

 

Austrália

8-1

 

 

 

Guatemala

52-1

 

 

Fase Final

Espanha

5-3

 

 

 

Argentina

3-0

 

 

 

Chile

4-3

 

 

 

Itália

3-1

 

 

 

EUA

6-1

 

 

 

RFA

3-1

 

 

 

Suíça

4-1

 

 

 

Holanda

2-2

 

 

 

Brasil

6-1

 

 

 

Angola

5-2

 

 

 

Colômbia

18-0

1991

Porto/

Portugal

Primeira Fase

EUA

8-1

 

 

 

Brasil

2-1

 

 

 

Holanda

6-1

 

 

 

Chile

11-0

 

 

 

Austrália

11-2

 

 

Quartos-de-final

Alemanha

8-0

 

 

Meias-finais

Brasil

5-1

 

 

FINAL

Holanda

7-0

1993

Lodi/

Itália

Primeira Fase

Itália

0-6

 

 

 

Argentina

8-5

 

 

 

Suíça

12-0

 

 

 

EUA

14-2

 

 

 

França

19-1

 

 

Quartos-de-final

Alemanha

11-1

 

 

Meias-finais

Espanha

4-1

 

 

FINAL

Itália

3-3/1-0 g.p.

2003

Oliveira de Azeméis/Portugal

Primeira Fase

França

4-3

 

 

 

Holanda

12-0

 

 

 

Alemanha

8-1

 

 

Quartos-de-final

Brasil

4-1

 

 

Meias-finais

Argentina

2-1

 

 

FINAL

Itália

1-0 a.p.

Site no WordPress.com.

EM CIMA ↑