XX Europeu de Voleibol, 1997, Holanda: título para a Holanda

Finalmente! Após ter estado, desde o final da década de 80, tantas vezes perto de conquistar este troféu, a Holanda, em casa, sagrou-se campeã europeia de voleibol. Em 1996, já tinham chegado ao ouro olímpico, finalmente acrescentaram este troféu ao seu palmarés. Era a geração de ouro do voleibol masculino da Holanda. Nem antes, nem depois desta década de 90, tiveram outra que sequer se comparasse. Continuam a qualificar-se para torneios deste cariz, mas muito longe de alcançarem fases decisivas. Este ainda é algo que não foi repetido pela Holanda, o seu único título europeu. Custou muito! Mas conseguiram. Só faltou o Mundial, onde em 1994 atingiram a final, mas perderam com a sua besta negra a Itália. Durante este torneio, não teve adversário à altura, só cedeu um set, na final com a Jugoslávia. E a vitória nas meias-finais diante da Itália deve ter sabido bem, tantas desilusões que tiveram contra este antagonista. A Holanda em 1997 foi campeã europeia, espera-se por outra geração que volte a por esta nação na luta por títulos.

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1997: Holanda: Holanda    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 2) Finlândia 3-0 (15-3,15-7,15-2)
      Ucrânia 3-0 (15-6,15-10,15-1)
      República Checa 3-0 (15-7,15-2,15-6)
      França 3-0 (16-14,15-6,15-5)
      Bulgária 3-0 (15-3,15-9,15-11)
    Meias-finais Itália 3-0 (15-9,15-6,15-13)
    FINAL Jugoslávia 3-1 (15-11,10-15,15-10,15-9)
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

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XX Europeu de Basquetebol Feminino, 1985, Itália: mais um para a URSS

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Mais um Europeu de Basquetebol Feminino mais um título incontestável, indiscutível e…que pareceu fácil, aliás, muito fácil! Para se ter uma ideia, o jogo mais renhido da União Soviética foi o primeiro diante do país organizador a Itália, que acabou com uma vantagem de 18 pontos para as russas! De resto, margens de mais de vinte pontos, inclusive na final triunfo por 103-69, contra a Bulgária, o que demonstra a diferença e o domínio da URSS no panorama do basquetebol europeu feminino. Domínio que só se perdeu com a desintegração desta nação no início da década 90. O primeiro Europeu disto foi nos anos 30, com a vitória da Itália. Desde aí, até 1985, só um título fugiu às russas; que mais é preciso dizer?! Em 1985, na Itália, ninguém foi capaz de sequer equilibrar os jogos. Nada a dizer uma hegemonia absoluta.

 

1985: Itália: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Itália 75-57
      Bélgica 95-46
      Hungria 87-65
      Polónia 77-51
      Espanha 115-42
    Meias-finais Checoslováquia 111-43
    FINAL Bulgária 103-69
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

XX Europeu de Basquetebol 1977, Bélgica: tri para a Jugoslávia

1977: Bélgica: Jugoslávia    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Espanha 79-76
      Finlândia 88-80
      Bélgica 111-83
      Holanda 111-75
      Checoslováquia 103-111
    Meias-finais Itália 88-69
    FINAL URSS 74-61
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

A Jugoslávia era bicampeã europeia aqui, em 1977, na Bélgica fez o tri. Depois da hegemonia soviética veio a jugoslava. Seria a partir da década de 70 que este país começou a afirmar-se como uma potência do basquetebol europeu e mundial. Na primeira fase de grupos cedeu uma derrota diante da Checoslováquia. Não foi muito penalizante pois já tinha o apuramento garantido quando se chegou a esse encontro. Depois nas meias-finais uma vitória fácil diante da Itália. Na final, contra os anteriores dominadores deste evento, a União Soviética, uma vitória surpreendentemente fácil, treze pontos de diferença, chegando assim ao seu terceiro título europeu de basquetebol. Não seria o último. Finalmente, os russos tinham um oponente à altura, embora este não deixariam que isto ficasse assim nas próximas edições do torneio.

 

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XIX Europeu de Voleibol Feminino, 1995, Holanda: Holanda campeã

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A Holanda organizou esta edição do Europeu de Voleibol Feminino. Uma prova que contou com uma final de certa forma inesperada, entre a Croácia e a Holanda. A favorita Rússia foi eliminada pelas anfitriães nas meias. Tendo em conta que as holandesas perderam as últimas duas finais, em 2015 e 2017, tem que se dar valor a este facto: em 1995 conquistaram o seu único título europeu que ostentam no palmarés. Curiosamente a única derrota neste evento foi na fase de grupos, diante da Croácia. Na final tiveram a sua vingança onde triunfaram por fáceis 3-0, num jogo que em princípio deviam ter tido mais dificuldades. Infelizmente, a Holanda não deu ainda seguimento a este título, continuando a ser o único da sua história.

1995, Holanda: Holanda    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 2) Bulgária 3-1 (15-9,15-9,8-15,15-10)
      Itália 3-0 (15-10,15-13,15-5)
      Turquia 3-0 (15-11,15-7,15-12)
      Croácia 2-3 (15-12,11-15,11-15,15-12,11-15)
      República Checa 3-0 (15-7,15-4,15-13)
    Meias-finais Rússia 3-1 (15-7,15-7,12-15,15-7)
    FINAL Croácia 3-0 (15-7,15-13,15-2)
         
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

XIX Europeu de Voleibol, 1995, Grécia: título para a Itália

1995, Grécia: Itália    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 2) Roménia 3-0 (15-7,15-2,15-5)
      Bulgária 3-0 (15-6,15-10,15-12)
      Polónia 3-0 (15-8,15-6,16-14)
      República Checa 3-0 (15-8,17-15,15-11)
      Rússia 1-3 (10-15,12-15,15-4,10-15)
    Meias-finais Jugoslávia 3-1 (15-11,10-15,15-6,15-9)
    FINAL Holanda 3-2 (13-15,15-10,11-15,15-12,15-11)
         
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

A sorte estava a mudar. Os vencedores e finalistas eram outros. A Rússia já não dominava isto como queria. Isto é verdade porque a final foi entre a Itália e a Holanda, isto, apesar da derrota dos italianos diante da Rússia na primeira fase. Todavia, já tinham o apuramento garantido quando disputaram esse jogo. Nas meias-finais, a Itália teve algumas dificuldades diante dos jugoslavos, precisou de quatro sets para se qualificar para a final. O jogo decisivo foi diante da Holanda e foi uma das finais mais renhidas da história dos Europeus de voleibol: cinco sets, os holandeses estiveram a vencer por dois sets a um, porém, a Itália ganhou o quarto e quinto sets, todos com um resultado muito apertado e assim somou mais um título neste evento. A Holanda continuava à procura do seu primeiro ouro depois de ter estado perto várias vezes nas últimas edições deste torneio.

 

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XIX Europeu de Basquetebol Feminino, 1983, Hungria: mais um para a URSS

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Mais um Europeu Feminino de Basquetebol, Hungria, 1983, mais um título para a União Soviética. A hegemonia continuava e continuaria durante a década de 80. Nada a dizer! Venceram todos os jogos. Todos por mais de vinte pontos. A final foi o mais “renhido”: triunfo diante da Bulgária por 91-70, isto é, vinte e um pontos de vantagem. E este foi o mais equilibrado! Um autêntico passeio rumo a mais um campeonato. A nível europeu, nesta altura, as russas faziam o que queriam. Não tinham oposição à altura. As outras seleções cingiam-se a lutar pelos outros dois lugares do pódio, prata e bronze. De resto, simplesmente, ninguém era capaz de se opor ao império soviético. Há muito tempo que isto sucedia e as coisas pareciam longe de se vislumbrar uma mudança. Só nos anos 90 é que tudo se alteraria.

 

1983, Hungria: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Suécia 105-74
      Bulgária 108-60
      Checoslováquia 97-55
      RFA 115-56
      Itália 83-53
    Meias-finais Hungria 103-69
    FINAL Bulgária 91-70
         
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro

XIX Europeu de Basquetebol, 1975, Jugoslávia: título para os anfitriões

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Depois do título de 1973, pondo fim à hegemonia soviética, em casa, a Jugoslávia alcançou o bi, somando o título de 1975 ao de dois anos atrás. Um campeonato em que não houve final. Houve sim um grupo final de cinco equipas, todos contra todos, acumulando o resultado da primeira fase de grupos da outra seleção qualificada do mesmo grupo, onde quem ganhasse mais encontros era campeã. A Jugoslávia transitou com uma vitória frente à Itália conseguida na primeira fase de grupos e venceu os outros quatro atingindo assim o seu segundo troféu, o seu segundo campeonato. Apenas a vitória, decisiva na atribuição do título, diante da União Soviética, foi por menos de dez pontos, seis no caso (90-84). De resto, tudo triunfos concludentes. Assim, a Jugoslávia somou o seu segundo Eurobasket. E esta geração ainda não tinha acabado.

 

1975, Jugoslávia: Jugoslávia    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Holanda 102-76
      Turquia 92-65
      Itália 83-69
    2ªfase (Grupo II) [Itália 83-69] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      Espanha 98-76
      Checoslováquia 84-68
      Bulgária 105-76
      URSS 90-84
         
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

2006, Alemanha, Mundial: título para a Itália

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32 anos depois, a Alemanha organizava um Mundial. Com uma pequena diferença, desta vez era a totalidade do território germânico. Não como em 1974, em que estava dividida em duas. Parecia que tudo estava pronto para a festa, mas, a Itália, nas meias-finais, nos dois últimos minutos do prolongamento, acabou com o sonho alemão, vencendo por 2-0 e doze anos depois estava na final doze anos após a última. Curiosamente, tal como em 1994, nos EUA, foi decidida nas grandes penalidades, porém, ao contrário da de 1994, a sorte sorriu aos italianos que não falharam uma e viram os franceses desperdiçarem uma que foi o suficiente para a festa. Para a França, oito anos após a sua única final, tiveram aqui a hipótese de alargar o seu palmarés, todavia, aconteceu o que digo acima: a festança foi para os transalpinos, 24 anos depois do seu último troféu que tinha acontecido no Mundial de 1982, na Espanha!

Uma das surpresas do torneio foi a Ucrânia. Primeira presença e única até agora, consegui atingir os quartos-de-final, depois de eliminar a Suíça, nas grandes penalidades, nos oitavos. Na eliminatória seguinte, a Itália foi claramente mais forte, 3-0, porém não deixou de ser uma boa prestação. Outra participação razoável foi obtida pela Austrália, chegou aos oitavos, perdendo, com uma grande penalidade muito controversa, perto do fim, com os carrascos da Ucrânia, a Itália. O Gana que até aqui nunca tinha participado, apesar de na altura ostentar quatro títulos de campeão africano, também chegou aos oitavos, mas, aí o Brasil foi naturalmente mais forte, e venceu sem dificuldades. Os ganeses igualaram Marrocos, Camarões, Senegal e Nigéria como equipa africanas que sobreviveram a uma fase de grupos na história deste evento.

Portugal teve aqui pela primeira vez duas participações consecutivas. Ao contrário da de 2002, no Japão e Coreia Sul, os lusitanos tiveram uma excelente prestação, concluindo em quarto lugar, segunda melhor performance, só em 1966, fizeram melhor e acabaram em terceiro. Uma fase de grupos perfeita com três jogos e três vitórias. Nos oitavos, diante da Holanda, num jogo muito complicado, com muitos cartões e expulsões, um golo de Maniche chegou para a apurar a seleção para os quartos. Aí, frente à Inglaterra, o guarda-redes Ricardo foi herói, defendendo três grandes penalidades, no desempate, apurando, 40 anos depois os portugueses para as meias-finais. Zidane, de grande penalidade, fez a diferença e eliminou Portugal. No jogo para o pódio, os alemães foram superiores. Não obstante isto tudo, os portugueses ficaram nos quatro primeiros, uma excelente participação.

 

 

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
2006, Alemanha: Itália      
       
    1ªfase, Grupo E Gana 2-0
      EUA 1-1
      República Checa 2-0
    Oitavos-de-final Austrália 1-0
    Quartos-de-final Ucrânia 3-0
    Meias-finais Alemanha 2-0 a.p.
    FINAL França 1-1/5-3 g.p.
         
 Onze principal: Buffon; Zambrotta, Cannavaro, Materazzi e Grosso; Gattuso e Pirlo; Camoranesi (Del Piero), Totti (Iaquinta) e Perrotta (De Rossi); Toni
         
Marcha do marcador: 0-1, por Zidane (7m, gp); 1-1, por Materazzi (19m)

Penalties: 1-0, por Pirlo; 1-1, por Wiltord; 2-1, por Materazzi; 2-1, Trezeguet (à barra); 3-1, por De Rossi; 3-2, por Abidal; 4-2, por Del Piero; 4-3, por Sagnol; 5-3, por Grosso

         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

24 anos depois, o tetra para o Brasil, EUA 1994

 

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
 
1994, EUA: Brasil
 
  1ªfase, Grupo B Rússia 2-0
  Camarões 3-0
  Suécia 1-1
  Oitavos-de-final EUA 1-0
  Quartos-de-final Holanda 3-2
  Meias-finais Suécia 1-0
  FINAL Itália 0-0/3-2 g.p.
 
 Onze principal: Taffarel; Jorginho (Cafú), Aldair, Márcio Santos e Branco; Mazinho, Mauro Silva, Dunga e Zinho (Viola); Bebeto e Romário
 
Marcha do marcador: 0-0, 3-2 g.p.:0-0, falha Baresi (fora); 0-0, falha Márcio Santos (defende Pagliuca); 0-1, por Albertini; 1-1, por Romário; 1-2, por Evani; 2-2, por Branco; 2-2, falha Massaro (defende Taffarel); 3-2, por Dunga; 3-2, falha R.Baggio (fora)

 

Foi uma espera longa! Da euforia do tri, com uma das equipas candidatas a ser considerada a melhor de sempre a este nível, com muitas desilusões pelo caminho, com derrotas difíceis de engolir! Esse triunfo parecia uma glória complicada de alcançar, falava-se de maldições. Todavia, no Mundial de 1994, nos EUA, tudo isto foi esquecido e a euforia regressou. 24 anos depois, o Brasil chegou ao desejado tetra. O samba voltou!

Uma equipa que não era nem de perto nem de longe das mais entusiasmantes da história do futebol brasileiro, contudo tinha adquirido algo que era um defeito apontados as suas predecessoras, saber tático. Juntando a beleza à segurança defensiva. Não jogando bonito e depois acabando a perder nos momentos crucias. Uma seleção que sabia bem como defender como atacar. Isto foi fundamental para chegar ao título.

Uma primeira fase sem grandes problemas, cedendo um empate com a Suécia e vencendo os outros dois. Em desvantagem numérica, depois da agressão de Leandro, diante dos anfitriões, EUA, um golo perto do fim bastou para o apuramento. Nos quartos, num dos jogos mais espetaculares da história deste evento, uma vitória por 3-2, frente à Holanda, mesmo depois de terem desperdiçado uma vantagem de dois golos, todavia, um livre direto de Branco fez a diferença.

Nas meias-finais, uma vitória tangencial diante da Suécia, vingando o empate da fase de grupos, também, obtida perto do fim, com os suecos reduzidos a dez. Na final, que para muitos é a pior de sempre, só equiparada à do Mundial de 1990, na Itália, só as grandes penalidades fizeram a diferença e aí Taffarel, guarda-redes brasileiro, foi o herói dando o tetra ao Brasil. Depois: samba e festa! Muita festa!

A Suécia, pela primeira vez desde 1958, quando foi finalista em casa, regressou ao pódio, com um meritório terceiro lugar, goleando a Bulgária por 4-0 no jogo para esse efeito. A Bulgária também teve aqui o que ainda é o seu melhor registo de sempre, um quarto lugar, eliminando os detentores do troféu a Alemanha, nos quartos. A Roménia também eliminou um gigante, a Argentina, ainda em convalescença do caso de doping do Maradona, nos oitavos. Cedeu, outra vez, nas grandes penalidades nos quartos, diante da Suécia. Também obteve a sua melhor prestação até aos dias de hoje.

A Arábia Saudita também surpreendeu. Tornou-se no segundo país asiático (AFC) a passar a fase de grupos. O único tinha sido a Coreia do Norte, em 1966, onde alcançou os quartos, eliminada por Portugal, depois de estar a vencer por 3-0, cedendo por 5-3, com o melhor jogo da carreira de Eusébio pela seleção, onde aqui marcou quatro golos.

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