Sporting vence Liga Europeia de 2018-19

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O Sporting organizou e venceu a Liga Europeia de Hóquei em Patins. Foi o seu segundo título, 42 anos depois do último em 1976-77, assim os leões sagraram-se campeões europeus desta modalidade. Em 1988-89 também tinham atingido a final, mas perderam para os espanhóis do Noia. Este ainda é o único título europeus destes catalães. Pela terceira vez em sete anos tivemos uma final só com equipas portuguesas. Em 2012-13 e 2015-16 foi o Benfica que fez a festa e este ano estava novamente com hipóteses de atingir a final, mas o Sporting num jogo empolgante levou a melhor nas meias-finais, por 5-4, e impediu os encarnados de chegar a nova final. Na outra meia-final, após três jogos decisivos onde o Barcelona levou a melhor sobre o FC Porto, desta vez, nas grandes penalidades, os portistas foram mais fortes. Tinham a hipótese de 29 anos depois serem campeões europeus e acabar com a série de finais perdidas desde então. Todavia, o Sporting foi claramente mais forte, 5-2, e os portuenses já vão em mais de dez finais perdidas na Liga Europeia. Uma maldição que parece não ter fim!

Com este título, o Sporting torna-se no clube português com mais troféus internacionais: 2 Ligas Europeias: 1976-77 e 2018-19; 3 Taças das Taças: 1980-81, 1984-85 e 1990-91; 2 Taças World Skate Europa: 1983-84 e 2014-15.

 

 

 

2018-19 Liga Europeia: Sporting

   
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Forte dei Marmi 2-1
      Herringen 5-0*
      Liceo Corunha 4-1*
      Liceo Corunha 6-4
      Forte dei Marmi 0-0*
      Herringen 10-2
    Quartos-de-final Lodi 5-3*/8-2
    Final Four (Meias-finais) Benfica 5-4
    FINAL FC Porto 5-2
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro; a) apurado por moeda ao ar
 

 

 

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Benfica campeão europeu de Hóquei em Patins 2015-16

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Liga Europeia, 2015-16:        
Benfica      
         
    1ªfase (Grupo B) Vic (Esp) 5-1
      Mérignac (Fra) 5-2*
      Bassano (Ita) 8-2*
      Bassano (Ita) 9-6
      Vic (Esp) 6-7*
      Mérignac (Fra) 8-0
    Quartos-de-final Vendrell (Esp) 5-3*/5-5
    Meias-finais Barcelona (Esp) 1-1/2-1 g.p.
    FINAL Oliveirense (Por) 5-3
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Depois do título de 2012-13, frente ao FC Porto, ao Benfica teve o privilégio de organizar a final four da Liga Europeia de hóquei em patins, da época 2015-16. Um dos concorrentes ao título era o defensor do troféu, o todo poderoso Barcelona. Portugal era também representado aqui pela Oliveirense. No fim, os encarnados sorriram.

Numa meia-final tensa frente ao Barcelona, só decidida nas grandes penalidades, a favor do Benfica, tal como em 2012-13, só o resultado final diferia, em vez de 4-4, foi 1-1. Assim, os lisboetas classificaram-se para a final três anos depois e pela sétima vez. Tal como nessa temporada, o adversário era português, neste caso, a Oliveirense.

Para a OIiveirense era a primeira final europeia, segunda no total, desde a vitória na Taça CERS em 1996-97. Nesse ano, a Oliveirense bateu uma equipa portuguesa, Gulpilhares. No entanto, o Benfica foi mais forte e venceu por 5-3, conquistando assim o seu segundo título europeu. A curiosidade é que foram ambos contra equipas portuguesas, nas duas vezes que uma final só com clubes lusitanos ocorreu na história desta prova. Se em 2012-13 tinha sido com Luís Sénica, nesta foi orientado por Pedro Nunes.

 

 

 

Primeiro título da I Divisão de hóquei em patins do Benfica: 1950-51

1950-51 J V E D GOLOS P
1-Benfica 10 8 2 0 33-14 28
2-Paço d’Arcos 10 6 1 3 31-27 23
3-HC Sintra 10 4 4 2 36-29 22
4-Infante Sagres 10 3 3 4 23-20 19
5-Académico Porto 10 2 1 7 20-27 15
6-Sanjoanense 10 1 1 8 11-37 13

 

seleção

O campeonato nacional da I Divisão de Hóquei em Patins disputou-se pela primeira vez em 1938-39. O título foi para o Sporting. Só 36 anos depois é que os leoninos voltaram a ser campeões nacionais. O Benfica ainda teve que esperar mais de uma década, mas, em 1950-51, foram campeões sem margens para dúvidas, somando o seu primeiro título.

Um campeonato sem grande história pois os encarnados foram campeões sem derrotas, vencendo oito dos dez jogos, cedendo apenas dois empates. O segundo classificado, Paço d’ Arcos finalizou em segundo a cinco pontos dos lisboetas. O então detentor do título, HC Sintra ficou em terceiro longe do primeiro e a um do segundo colocado. Um passeio rumo ao primeiro troféu na I Divisão.

Refira-se que não havia subidas e descidas de divisão, ou seja, o último podia participar no campeonato da época seguinte e o primeiro não, isto, porque, era feita uma fase de apuramento anterior, onde, os três primeiros da Zona Norte e os três primeiros da Zona Sul ficavam apurados para a fase onde se decidia o título da I Divisão de Hóquei em Patins. Mas, para aí chegar era necessário passar por esta fase regional.

 

Paço d’Arcos, todas as classificações na I Divisão de Hóquei em Patins

Eis as classificações do Paço d’Arcos na I Divisão de Hóquei em Patins:

Paço d’Arcos-52 presenças
Épocas: 1940-41 a 1960-61, 1973-74, 1982-83 a 2006-07, 2009-10, 2011-12 a 2014-15
CAMPEÃO: 1942,1944,1945,1946,1947,1948,1953,1955
2ºlugar: 1941,1949,1950,1951,1952,1958,1960
3ºlugar: 1943,1954,1957,1959,1961,1988,1998
4ºlugar: 1956,2000,2004
5ºlugar: 1974,1987,1994,1999
6ºlugar: 1986,2013
7ºlugar: 1983,1989,1990,1995,1996,1997,2001,2002
8ºlugar: 2003,2015
9ºlugar: 1984,1985,1993,2005,2006
10ºlugar: 1991,1992,2012,2014
12ºlugar: 2007
14ºlugar: 2010

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Campo Ourique (CACO) campeão nacional de hóquei em patins, 1953-54

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1953-54 J V E D GOLOS P
1-Campo Ourique 14 9 3  2 42-20 21
2-Benfica 14 8 2  4 63-32 18
3-Paço d’Arcos 14 7 3  4 45-38 17
4-HC Sintra 14 6 3  5 35-34 15
5-Estrela Vigorosa 14 5 4  5 33-34 14
6-Infante Sagres 14 4 5  5 32-36 13
7-Académico Porto 14 3 4  7 27-41 13
8-Académica Espinho 14 2 0 12 21-63  4

Convém relembrar, antes de mais, como se apurava o campeão nacional nos anos 50: após os campeonatos regionais do Norte e do Sul, onde os quatro primeiros de cada se qualificavam para a I Divisão; aqui, os oito que aqui chegaram disputavam um campeonato de todos contra todos, a duas voltas, onde quem fizesse mais pontos era campeão.

Não se pode dizer, ao contrário do título de 1964-65 ganho pela CUF, que fosse uma grande surpresa, pois o Campo de Ourique já tinha finalizado no pódio anteriormente, mas os maiores candidatos eram o Benfica e o Paço d’Arcos. O CACO era um que corria por fora. Todavia, estes não só não se conformaram com este estatuto, como venceram o campeonato com alguma folga, contando que este só tinha 14 jornadas. Um título inédito que mais não se repetiu, porém até aos anos 60 o CACO ainda conseguiu alguns lugares honrosos no campeonato nacional da I Divisão. Atualmente, este clube garantiu a subida à II Divisão, veremos se no futuro consegue regressar ao escalão máximo do hóquei em patins português. Porém, lutar por títulos como nos anos 50, isso, será muito mais complicado, mas, sonhar não paga impostos!

Benfica vence a Taça CERS 2010-11

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2010-11-Taça CERS:
Benfica
   
    Pré-eliminatória Isento
  Oitavos-de-final Lodi (Ita) 7-4/5-7*
  Quartos-de-final Lloret (Esp) 6-0/6-3*
  Meias-finais Física (Por) 4-1
  FINAL Vilanova (Esp) 6-4
 

As equipas portuguesas não conquistavam uma competição europeia, desde a vitória na Taça CERS, por parte do Paço d’Arcos, em 1999-2000, frente ao Voltregrá. Entretanto o jejum de triunfos europeus do Benfica, tinha 20 anos, desde a conquista desta mesma competição em 1990-91, frente ao Reus.

Com três equipas portuguesas em quatro, na final four, todavia realizada em Espanha, o Benfica apurou-se para o jogo decisivo, vencendo nas meias-finais e com alguma naturalidade a Física. Depois, contra os anfitriões, vitoriosos na outra meia, frente ao HC Braga. vitória por 6-4, e finalmente 11 anos depois no caso de Portugal e vinte no caso dos encarnados, a Taça CERS voltou para Portugal. E o Benfica não ficaria por aí. Entretanto, segunda vitória nesta prova, igualou o FC Porto, também com duas (1993-94 e 1995-96), e começou a pensar em algo maior que este evento, pois não mais aqui participou desde esta conquista. Luís Sénica estava a começar a construir uma equipa para mais altos voos.

Benfica campeão europeu de Hóquei em Patins, 2012-13

2012-13-Liga Europeia:
Benfica
   
    1ªfase Reus (Esp) 7-1
  Cronenberg (Ale) 5-3*
  Viareggio (Ita) 4-4
  Viareggio (Ita) 4-2*
  Reus (Esp) 3-4*
  Cronenberg (Ale) 12-3
  Quartos-de-final Noia (Esp) 3-3*/7-0
  Meias-finais Barcelona (Esp) 4-4/2-1 g.p.
  FINAL FC Porto (Por) 6-5 a.p.
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro

Cinco finais perdidas nesta prova, há 23 anos que Portugal não vencia esta prova e ainda, por cima, esta final 4 ia ser organizada por um dos seus rivais históricos, o FC Porto. Nas meias-finais, o Benfica teve como adversário o Barcelona. Vitória nas grandes penalidades sobre o grande dominador deste evento e grande favorito.

Na final o opositor foi os portistas. Antes de mais, em quase 50 anos de história, a primeira final 100% lusa neste evento. O grande favorito era o FC Porto, além de jogar em casa, tinha, no fim-de-semana precedente, se sagrado campeão nacional, vencendo, precisamente, o Benfica. Parecia tudo preparado para o clube portuense se sagrar campeão europeu.

Contudo, na final, o Benfica transcendeu-se, numa final muito equilibrada, e venceu no prolongamento, com o golo de ouro, 6-5 assim ficou. Os lisboetas há 18 anos que não atingiam sequer a final, mas, aqui mataram um borrego e sagraram-se campeões europeus pela primeira vez,

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Os dois últimos títulos do Paço d’Arcos na I Divisão de hóquei em patins, 1952-53 e 1954-55

1952-53 J V E D GOLOS P
1-Paço d’Arcos 14 12  2  0 67-34 40
2-Campo Ourique 14  8  3  3 42-29 33
3-Infante Sagres 14  8  2  4 44-27 32
4-Benfica 14  8  2  4 60-43 32
5-HC Sintra 14  6  1  7 41-25 27
6-Académico Porto 14  4  2  8 32-46 24
7-Estrela Vigorosa 14  3  1 10 32-55 21
8-Sanjoanense 14  0  1 13 23-82 15

O Paços d’Arcos é uma das mais famosas coletividades de Portugal. É um clube com diversas modalidades, apesar, de não ter futebol. Já ganhou competições nacionais em hóquei em patins e andebol feminino; e chegou mesmo a vencer uma competição europeia no caso do hóquei: a Taça CERS (Liga Europa desta modalidade) em 1999-2000, perdendo, antes, duas finais da mesma.

Na modalidade coletiva  que mais títulos internacionais deu a Portugal, esta equipa, esteve poucas épocas ausentes do escalão máximo do hóquei em patins, desde a sua criação em 1938-39, teve nas já longíquas décadas de 40 e 50 o seu período de ouro, onde conquistou oito campeonatos. E não triunfou na Taça de Portugal, porque à altura não se disputava. Desde aí, ganhou a tal Taça CERS. Teve nas suas fileiras Jesus Correia, entre outros, figura mítica do Sporting, membro dos famosos cinco violinos, e também mitificado no Paço d’Arcos. Até porque, desde que se retirou não mais estes foram campeões.

Este foi o seu penúltimo título, ganho sem grandes problema: doze vitórias e dois empates. O segundo, Campo de Ourique, ficou a uns distantes sete pontos, num campeonato de apenas 8 equipas. No entanto, estes, no ano seguinte, conquistaram o seu único título, sobrepondo-se ao Benfica, Paço d’Arcos e HC Sintra, todas elas, clubes campeões nesta década. Ainda assim, o Paço d’Arcos venceu o seu sétimo título e muito bem deve ter sabido.

1954-55 J V E D GOLOS P
1-Paço d’Arcos 14 12  2  0 64-23 26
2-Benfica 14 10  2  2 65-30 22
3-Campo Ourique 14  7  2  5 44-40 16
4-Infante Sagres 14  5  4  5 41-40 14
5-HC Sintra 14  5  1  8 43-44 11
6-Estrela Vigorosa 14  3  4  7 25-41 10
7-HC Carvalhos 14  3  3  8 27-63  9
8-Académico Porto 14  2  0 12 14-42  4

Na altura não se sabia, como é óbvio. Contudo, este foi o oitavo e último título de campeão nacional ganho pelo Paço d’Arcos. Depois de um penta, na década de 40, foi só igualado e depois melhorado pelo FC Porto, este foi o fim dos seus dias de glória. Andaram perto em um par de ocasiões, depois disto, mas não adicionaram o nono. Agora esse desiderato está muito longe de sequer ser um objectivo palpável. Um dia de tamanha glória a curto prazo é quase utópico. Talvez daqui a uns tempos o Paço d’Arcos possa ambicionar o que tanto gozo lhe deve ter dado nas décadas de 40 e 50, do século XX.

Um campeonato também ganho, não pela mesma margem do de 1952-53, mas com alguma. Novamente doze vitórias e dois empates. O segundo classificado, Benfica, ficou a quatro pontos. Deste modo foi um ano inesquecível para o Paço d’Arcos. Será que conseguirão o nono algures no futuro?

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