II Mundial de Basquetebol, 1954, Brasil: primeiro para os EUA

1954: Brasil: EUA    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Perú 73-51
      Canadá 59-37
    Fase Final Filipinas 56-43
      França 70-49
      Uruguai 64-59
      Canadá 84-50
      Formosa 72-28
      Israel 74-30
      Brasil 62-41
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Parece normal dizer que os EUA foram campeões do Mundo de Basquetebol, mas nos anos 50 e subsequentes décadas não era bem assim. Os jogadores da NBA não faziam parte desta seleção por isso é que havia mais competitividade. Este título seria o primeiro, o segundo foi só em 1986. Três décadas sem o vencer. Outros tempos! Um torneio ganho com facilidade, se assim se pode dizer. O jogo mais equilibrado foi diante do Uruguai, na fase final de apuramento de campeão, onde triunfaram por apenas cinco pontos. Esta competição tinha um formato diferente do futebol: não havia final, havia uma primeira fase de grupos, onde se qualificavam os dois primeiros; depois, uma fase final com oito equipas, todos contra todos, onde quem obtivesse mais vitórias era campeão. Os americanos não tiveram problema algum, venceram todas as partidas, tornando-se campeões do Mundo pela primeira vez. De realçar o terceiro lugar da seleção das Filipinas, algo impensável nos dias que correm. Os organizadores, Brasil, foram vice-campeões, um ensaio para as edições seguintes.

 

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XX Europeu de Voleibol, 1997, Holanda: título para a Holanda

Finalmente! Após ter estado, desde o final da década de 80, tantas vezes perto de conquistar este troféu, a Holanda, em casa, sagrou-se campeã europeia de voleibol. Em 1996, já tinham chegado ao ouro olímpico, finalmente acrescentaram este troféu ao seu palmarés. Era a geração de ouro do voleibol masculino da Holanda. Nem antes, nem depois desta década de 90, tiveram outra que sequer se comparasse. Continuam a qualificar-se para torneios deste cariz, mas muito longe de alcançarem fases decisivas. Este ainda é algo que não foi repetido pela Holanda, o seu único título europeu. Custou muito! Mas conseguiram. Só faltou o Mundial, onde em 1994 atingiram a final, mas perderam com a sua besta negra a Itália. Durante este torneio, não teve adversário à altura, só cedeu um set, na final com a Jugoslávia. E a vitória nas meias-finais diante da Itália deve ter sabido bem, tantas desilusões que tiveram contra este antagonista. A Holanda em 1997 foi campeã europeia, espera-se por outra geração que volte a por esta nação na luta por títulos.

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1997: Holanda: Holanda    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 2) Finlândia 3-0 (15-3,15-7,15-2)
      Ucrânia 3-0 (15-6,15-10,15-1)
      República Checa 3-0 (15-7,15-2,15-6)
      França 3-0 (16-14,15-6,15-5)
      Bulgária 3-0 (15-3,15-9,15-11)
    Meias-finais Itália 3-0 (15-9,15-6,15-13)
    FINAL Jugoslávia 3-1 (15-11,10-15,15-10,15-9)
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

I Mundial de Voleibol Feminino, 1952, URSS: título para a União Soviética

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Com um formato onde oito seleções se encontravam entre elas, num minicampeonato, onde quem ganhasse mais jogos era campeã. Isto ocorreu em 1952, na União Soviética que assim organizou o primeiro Campeonato do Mundo de voleibol feminino. E tal como sucedeu nos masculinos a URSS ganhou. Com uma particularidade: triunfou, vencendo todos os jogos sem ceder um único set, o que demonstra não só a superioridade das russas, como o passeio que deram, não deixando qualquer dúvida em relação a quem merecia este troféu. Foi o primeiro título da União Soviética neste torneio, mais se seguiriam. A Polónia ficou em segundo e este ainda é o seu melhor resultado de sempre, ainda por igualar.

1952: URSS: URSS    
   
         
         
         
    Fase Final Bulgária 3-0 (15-10,15-4,15-6)
      Roménia 3-0 (15-5,15-3,15-7)
      Checoslováquia 3-0 (15-10,15-5,15-6)
      Índia 3-0 (15-0,15-1,15-1)
      França 3-0 (15-2,15-3,15-7)
      Hungria 3-0 (15-2,15-5,15-4)
      Polónia 3-0 (15-8,15-4,15-8)
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

I Mundial de Voleibol, 1949, Checoslováquia: campeonato para a União Soviética

1949: Checoslováquia: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Bélgica 3-0 (15-1,15-6,15-3)
      Roménia 3-0 (15-4,15-6,16-14)
      Hungria 3-0 (15-9,15-3,15-9)
    Fase Final Roménia 3-1 (14-16,15-6,15-6,15-11)
      Polónia 3-0 (15-9,15-5,15-6)
      Bulgária 3-0 (15-8,15-4,15-1)
      França 3-0 (15-4,15-1,15-0)
      Checoslováquia 3-1 (15-7,15-11,17-19,15-13)
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

O primeiro campeonato do Mundo de Voleibol foi disputado em 1949, na Checoslováquia. Depois de outras modalidades se terem lançado com esta competição, em 1949 foi a vez do voleibol. Com um formato comum a quase todas as modalidades exceto o futebol, isto é: uma primeira fase de grupos, onde os dois primeiros se apuravam para um grupo final de seis seleções, todos contra todos, onde quem ganhasse mais jogos era campeão. Assim, a União Soviética venceu esses seis jogos, depois de ter triunfado também nos três encontros da primeira fase de grupos, conseguindo desta forma o seu primeiro título mundial. Numa prova marcada pelo domínio das nações para lá da cortina de ferro, monopolizaram os quatro primeiros lugares. Uma preponderância que se iria manter durante algumas edições. Para os russos foi o primeiro troféu neste evento; não seria o último.

 

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I Mundial Feminino de Basquetebol, 1953, Chile: título para EUA

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No Chile ocorreu o primeiro Campeonato do Mundo de Basquetebol Feminino no ano de 1953. Isto manteve a tradição de organizar este evento na América Latina já que o masculino também aí se realizou, mais concretamente na Argentina, em 1950. Ao contrário do que aí aconteceu, o Chile não foi campeão, terminou em segundo a um ponto dos EUA. No entanto, chegaram ao último jogo contra as americanas com hipóteses de se sagrarem campeãs mundiais, porém, os EUA ganharam e assim obtiveram esse título. Tiveram uma única derrota durante o evento que não deteve esta nação. O formato da competição era semelhante ao que se fez para o masculino, em 1950: uma eliminatória e depois um sistema de todos contra todos, onde quem ganhasse mais vezes era campeão. Os EUA venceram todos os jogos menos um, contra o Brasil, derrotando as anfitriãs no último encontro, alcançando o seu primeiro troféu num Campeonato do Mundo de Basquetebol.

1953, Chile: EUA    
   
         
         
         
    1ªeliminatória Paraguai 60-28
    Fase Final França 41-37
      Argentina 34-22
      Brasil 23-29
      Paraguai 41-31
      Chile 49-36
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro

I Mundial de Basquetebol, 1950, Argentina: título para os organizadores

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Em 1950 fez-se história. A Argentina organizou o primeiro campeonato do Mundo de basquetebol e foi campeã. Não mais repetiu o título. Em 2002, esteve perto, mas, perdeu no prolongamento para a Jugoslávia. Não carpiram lágrimas, pois, em 2004, foi campeã olímpica. Um dos quatro que fugiu aos EUA, desde o primeiro torneio em 1936. Embora, já se disputasse nos Jogos Olímpicos e já houvesse desde os anos 30 o Campeonato Europeu, só em 1950 ocorreu este evento. A Argentina venceu uma eliminatória de apuramento para a fase final, onde, quem ganhasse mais jogos era campeão num formato de todos contra todos. Os argentinos triunfaram em todos e assim festejaram o seu único campeonato do Mundo. Com os americanos agora a participar com estrelas da NBA, algo que não acontecia então, será muito difícil isto ser repetido. Contudo, tal como em 2006, onde a final foi entre a Espanha e a Grécia, surpresas acontecem!

1950, Argentina: Argentina    
   
         
         
         
    2ªeliminatória França 56-40
    Fase Final Brasil 40-35
      Chile 62-41
      França 66-41
      Egipto 68-33
      EUA 64-50
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

XIII Europeu de Andebol, 2018, Croácia: finalmente ganha a Espanha

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A décima terceira edição do Europeu de Andebol foi disputada na Croácia em 2018. Este evento trouxe duas novidades: a Espanha finalmente à quinta final vence-o; a Suécia perde pela primeira vez uma final, a quinta que disputou. A França fechou no pódio em terceiro lugar. Os espanhóis nem sequer fizeram uma primeira fase de grupos perfeita, cedendo uma derrota diante da Dinamarca. Numa segunda fase de grupos extremamente equilibrada só conseguiram a passagem para as meias-finais no último jogo, triunfando contra os detentores do troféu, a Alemanha. Nas meias-finais derrotaram a França, campeão do Mundo, talvez se tenha assistido aqui a uma passagem de testemunho, e na final o que sucederia? A Suécia, com alguma surpresa, chegou à final, a sua quinta. Tinha ganho as outras quatro, apesar da última já ter sido em 2002. A Espanha, por sua vez, atingia a sua quinta final, nunca tinha festejado. Mas, finalmente, os espanhóis conseguiram vencer a maldição e sagraram-se campeões da Europa pela primeira vez. A estes associa-se dois títulos mundiais, o último em 2013. Foi uma grande festa após tantas frustrações!

2018, Croácia: Espanha    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo D) República Checa 32-15
      Hungria 27-25
      Dinamarca 22-25
    2ªfase (Grupo II) [República Checa 32-15] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      [Dinamarca 22-25] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      Macedónia 31-20
      Eslovénia 26-31
      Alemanha 31-27
    Meias-finais França 27-23
    FINAL Suécia 29-23
         
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

 

1998, Mundial de França: vitória dos gauleses

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Vinte anos depois um país anfitrião voltou a ser campeão. Neste caso a França. Semi-finalista do Europeu de 1996, em Inglaterra, onde perdeu surpreendentemente nas grandes penalidades frente à República Checa. Desta vez nem isso os deteve. Um passeio na fase de grupos, ganhando os três jogos. Depois, as dificuldades começaram: nos oitavos, só no prolongamento eliminaram o Paraguai, com um golo de Blanc; relembre-se que naquela altura o tempo extra era decidido por morte súbita, quem marcasse primeiro passava e o jogo terminava aí.

Nos quartos-de-final, frente à Itália, só conseguiram passar nas grandes penalidades. Nas meias-finais, muitas dificuldades para o apuramento, estiveram a perder 1-0, diante da surpresa do torneio a Croácia, com dois golos de Thuram, defesa direito, conseguiram assim a passagem.

Na final, Zidane, que até tinha sido expulso durante a fase de grupos, foi um herói, marcando os dois primeiros golos, de cabeça, após canto, levando os franceses à glória. Um golo a acabar de Petit confirmou o título. 3-0 contra o Brasil, uma das finais mais desequilibradas da história deste evento.

Estreava-se neste torneio e conseguiu não só o bronze, como Suker foi o melhor marcador do torneio com seis golos, isto é, a Croácia. Nos quartos-de-final aplicaram à Alemanha uma das maiores humilhações da sua história, derrota por 3-0. Nas meias soçobraram perante os futuros campeões, mas ainda conseguiram o bronze, batendo a Holanda.

A Holanda, por sua vez, chegou às meias-finais, onde perdeu com o Brasil, nas grandes penalidades. Foi a sua melhor prestação desde a final perdida do Argentina 1978, perante esse país. A Dinamarca também teve aqui a sua melhor prestação, chegou aos quartos, onde cedeu perante o Brasil. A Noruega, que venceu na fase de grupos o Brasil, primeira vez que esta nação perdia na fase de grupos, desde o Mundial de 1966, quando não passou daí, chegou aos oitavos, onde foi afastada pela Itália. A Nigéria chegou novamente aos oitavos, tornando-se o primeiro país africano a passar em edições consecutivas (1994 e 1998) a fase de grupos, mas, tal como em 1994, não foi além disso.

 

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
1998, França: França      
       
    1ªfase, Grupo C África do Sul 3-0
      Arábia Saudita 4-0
      Dinamarca 2-1
    Oitavos-de-final Paraguai 1-0 a.p.
    Quartos-de-final Itália 0-0/4-3 g.p.
    Meias-finais Croácia 2-1
    FINAL Brasil 3-0
         
 Onze principal: Barthéz; Thuram, Desailly, Lebouef e Lizarazu; Deschamps, Karembeu (Boghossian) e Petit; Zidane; Guivarc’h (Dugarry) e Djorkaeff (Vieira)
         
Marcha do marcador: 1-0, por Zidane (27m); 2-0, por Zidane (45m); 3-0, por Petit (90m)
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

XVIII Europeu de Basquetebol, 1973, Espanha: título para a Jugoslávia

1973, Espanha: Jugoslávia    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Espanha 65-59
      Grécia 84-68
      Bulgária 76-65
      Itália 73-71 a.2p.
      França 80-70
    Meias-finais Checoslováquia 96-71
    FINAL Espanha 78-67
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

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No Europeu de 1973, na Espanha, este teve um vencedor diferente: a Jugoslávia. E teve outro fator diferente a União Soviética não chegou à final. Esta foi uma final sem os soviéticos, algo que já não acontecia há muito tempo. Curiosamente, o primeiro encontro do torneio na fase de grupos frente aos anfitriões, a Espanha, foi o mesmo do jogo decisivo do torneio o Jugoslávia e Espanha. E o que daí adveio foi o mesmo vitória para os jugoslavos. Se na fase de grupos era apenais mais um jogo, na final deu o título à Jugoslávia. Algo que este país já procurava. De resto, vitória em todos os jogos, uns com mais dificuldades, outras com menos, mas triunfos. Até à final, onde bateu o país anfitrião somando assim o seu primeiro troféu e começando uma hegemonia que dominou a restante década de 70.

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