Fonte Bastardo primeiro título de voleibol 2010-11

2010-11, I Divisão Voleibol, 1ªfase: J V D SETS P
1-Benfica 22 20  2 63-13 59
2-Sporting Espinho 22 17  5 56-24 51
3-Vitória Guimarães 22 17  5 57-22 50
4-Fonte Bastardo 22 16  6 54-24 49
5-Castêlo Maia 22 16  6 56-31 49
6-Leixões 22 14  8 47-38 38
7-Ginásio Vilacondense 22 10 12 38-39 31
8-Esmoriz 22  8 14 31-49 22
9-Académica Espinho 22  6 16 24-53 18
10-Marítimo 22  5 17 24-54 17
11-Clube K 22  2 20 17-62  9
12-Machico 22  1 21  6-64  3
Série Primeiros, 2ªfase:          
1-Benfica 10  9  1 28-10 26
2-Fonte Bastardo 10  7  3 26-15 21
3-Castêlo Maia 10  7  3 25-18 18
4-Sporting Espinho 10  4  6 18-22 14
5-Vitória Guimarães 10  3  7 17-26  9
6-Leixões 10  0 10  7-30  2
FINAL:          
Benfica-Fonte Bastardo 1-3 (28-30.25-21,23-25,22-25)
Fonte Bastardo-Benfica 3-1 (16-25,25-21,25-23,25-23)

A época de 2010-11 teve um campeão semi-surpreendente: Fonte Bastardo dos Açores. Os açorianos conquistaram isso e tornaram-se, no setor masculino, a primeira equipa campeã nacional dessa região. Parecido com isso, está a Taça da Liga conquistada pelo Lusitânia no basquetebol antes deste grande feito.

Acabaram a  primeira fase no quarto lugar, o que logo deixava antever uma necessidade de uma boa segunda fase para se classificar nos dois primeiros, para lutar pelo título. No entanto, os pontos alcançados na primeira etapa deste campeonato não acumulavam para a segunda, isto é, quer no grupo dos primeiros quer no dos últimos começavam essa fase com zero pontos. Algo muito contestado na altura.

Assim, beneficiando deste formato da competição, Fonte Bastardo, conseguiu acabar no segundo lugar, apesar, de um dez jogos, ter perdido três, apurando-se assim para a final.

Na final, todos davam o Benfica como vencedor antecipado. Mas contra todas as previsões e duma maneira mais fácil do que esperado, Fonte Bastardo venceu os lisboeta por 3-1, fora e 3-1 em casa, sagrando-se assim campeão nacional. Feito que demorou cinco anos a ser repetido. Mas que bem deve ter sabido este título aos adeptos deste clube açoriano.

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Todas as classificações do Sporting Espinho na I Divisão de Voleibol

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Eis as classificações do Sporting Espinho no escalão máximo do voleibol português:

Sporting Espinho-64 presenças
Épocas: 1946-47 a 1948-49, 1950-51 a 1954-55, 1956-57 a 1958-59, 1960-61 a 1975-76,

1977-78 e 1978-79, 1980-81 a 2014-15

CAMPEÃO: 1957,1959,1961,1963,1965,1985,1987, 1995,1996,1997,1998,1999,

2000,2006,2007,2009,2010,2012

2ºlugar: 1949,1962,1964,1981,1982,2005,2008,2013
3ºlugar: 1954,1958,1968,1973,1983,1984,1986,1988,1991,2001,2002,2003
4ºlugar: 1947,1948,1951,1952,1953,1955,1967,1969,1970,1989,2004,2011,

2014

5ºlugar: 1966,1975,1976,2015
6ºlugar: 1972,1974,1978,1979,1990
7ºlugar: 1971
9ºlugar: 1992,1994
10ºlugar: 1993

Benfica todas as presenças na I Divisão de Voleibol

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Eis as classificações do Benfica no escalão máximo do Voleibol:

Benfica-52 presenças
Épocas: 1946-47, 1956-57 a 1984-85, 1988-89 a 1993-94, 1999-2000 a 2014-15
CAMPEÃO: 1981,1991,2005,2013,2014,2015
2ºlugar: 1947,1957,1958,1960,1963,1967,1970,1975,1976,1977,1978,1990,1993,

2010,2011,2012

3ºlugar: 1959,1961,1962,1966,1971,1974,1979,1980,1992,1994,2009
4ºlugar: 1964,1965,1972,1973,2006,2007,2008
5ºlugar: 1969,1982,1983,1984,1989,2003
7ºlugar: 1968,2002,2004
8ºlugar: 1985,2000,2001

Castêlo Maia todas as presenças na I Divisão de Voleibol

Eis todas as classificações do Castêlo Maia na I Divisão de voleibol:

Castêlo Maia-26 presenças
Épocas: 1975-76, 1990-91 a 2014-15
CAMPEÃO: 2001,2002,2003,2004
2ºlugar: 1994,1996,1997,1998,1999,2000
3ºlugar: 1995,2007,2011,2014
4ºlugar: 2010,2013
5ºlugar: 1992,1993,2005,2006,2008,2009,2012,2015
7ºlugar: 1991
9ºlugar: 1976

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Campeões nos dois géneros: voleibol, Castêlo Maia, 1993-94-femininos, 2000-01-masculinos

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1993-94, I Divisão Voleibol Feminino, 1ªfase, Grupo A: J V D SETS P
1-Castêlo Maia  8  8  0 24-2 24
2-Leixões  8  5  3 15-13 18
3-Ginásio Vilacondense  8  4  4 12-13 16
4-Sporting Espinho  8  3  5 13-17 14
5-Técnico  8  0  8  3-24  8
 2ªfase, Série Primeiros:
1-Boavista 10  9  1 29-5 28
2-Castêlo Maia 10  8  2 26-9 26
3-Leixões 10  5  5 19-20 20
4-Sports Madeira 10  4  6 16-21 18
5-Sporting 10  3  7 11-23 16
6-Ginásio Vilacondense 10  1  9  6-29 12
Meias-finais:
Leixões-Castêlo Maia 0-3 (8-15,13-15,1-15)

3-0 (15-6,15-13,15-12)

Castêlo Maia-Leixões
FINAL:
Boavista-CastêloMaia 2-3 (15-12,11-15,15-10,11-15,14-16)

3-0 (15-13,15-1,15-4)

Boavista-Castêlo Maia
Castêlo Maia-Boavista 3-2 (15-6,15-10,6-15,16-17,22-20)
Castêlo Maia-Boavista 3-2 (15-9,15-17,15-6,5-15,15-13)

Antes de começar, colocar aqui toda a evolução do campeonato da I Divisão, de voleibol feminino, época 1993-94, seria muito extenso e maçador. Dai a preferência por colocar só o percurso do Castêlo da Maia. Este campeonato teve duas fases de grupos, sendo que mesmo a primeira fase tinha dois grupos; depois dessa duas etapas, houve play-offs para decidir do primeiro ao último lugar,neste caso, o décimo lugar. Seria uma elaboração muito longa. Ironicamente falando, foi um dos formatos mais criativos da história das modalidades coletivas!

A equipa maia foi seguindo o seu caminho, chegando às meias-finais do play-off, sem grandes problemas. Aí, também, passou calmamente para a final, com duas vitórias claras sobre o Leixões. Na final, sempre jogos muito renhidos, exceto o segundo, onde o Boavista ganhou claramente. Mas, o que realmente fez a diferença, foi o triunfo do Castêlo da Maia, no primeiro jogo, em casa do Boavista. Assim, transferiu a vantagem para seu lado, fechando o título, em casa, com dois jogos decididos na negra, muito renhidos e muito difícil, mas no, fim deve ter sabido muito bem ser campeão pela primeira vez.

Este seria o início da hegemonia da equipa maiata. Apesar, de na época seguinte, o título ter fugido para o Boavista, o Castêlo da Maia, até 2003-04, ganhou mais oito campeonatos (todos consecutivos) e também oito Taças de Portugal. Colocando-se no segundo lugar dos clubes com mais palmarés no voleibol feminino, só ultrapassado pelo Leixões.

2000-01, I Divisão Voleibol, 1ªfase: J V D SETS P
1-Castêlo Maia 18 18  0 54-11 36
2-Leixões 18 12  6 40-26 30
3-Esmoriz 18 12  6 39-29 30
4-Sporting Espinho 18 11  7 36-27 29
5-Marítimo 18  9  9 38-39 27
6-Nacional 18  9  9 34-35 27
7-Fiães 18  8 10 34-37 26
8-Benfica 18  7 11 30-39 25
9-Machico 18  3 15 26-45 21
10-Académica São Mamede 18  1 17 10-53 19
Série Primeiros, 2ªfase:
1-Castêlo Maia 10  7  3 24-12 35
2-Esmoriz 10  7  3 22-17 32
3-Sporting Espinho 10  6  4 23-17 31
4-Nacional 10  5  5 20-21 29
5-Leixões 10  2  8 12-25 27
6-Nacional 10  3  7 16-25 27
FINAL:
Castêlo Maia-Esmoriz 3-0 (25-17,25-19,25-17)
Esmoriz-Castêlo Maia 1-3 (17-25,25-27,25-16,20-25)
Castêlo Maia-Esmoriz 3-0 (25-19,25-16,25-16)

Ao contrário do setor feminino, onde o título festejado foi alcançado mais rapidamente, no masculino, foi preciso quase uma década sendo a segunda melhor equipa portuguesa, atrás do Sporting Espinho. Mas, curiosamente, num ano em que os espinhense venceram a única competição europeia da história do voleibol português, o Castêlo foi campeão. Num campeonato também demasiado extenso para colocar aqui, embora sem ter o formato tão criativo como o ulterior, com duas fases de grupo, onde a primeira apurava as equipas que iam lutar pelo título e as que iam lutar para não descer. Na série dos primeiros, os dois melhor classificados encontrar-se-iam na final à melhor de cinco.

O Castêlo Maia na primeira fase passeou, sem uma única derrota. Na série dos primeiros, cedeu três, mas a excelência da primeira, fez com que isto pouco contasse. Na final esmagou o Esmoriz, três vitórias em três jogos, sem nunca ir à negra. Assim, conseguindo ao fim de muitos segundo lugares ser campeão. Isto foi a época dourada do voleibol deste clube. Apesar, de não ter ganho tanto como nas senhoras, conseguiu vencer quatro campeonatos seguidos (2000-01 a 2003-04), três taças, também, seguidas (2001-02 a 2003-04), atingindo dois marcos: o primeiro foi o tetra só igualado e melhorado pelo Técnico, heptacampeão entre 1946-47 e 1952-53, e o hexa do Sporting Espinho entre 1994-95 e 1999-2000 (todos à custa do Castêlo Maia, se assim se pode dizer). E 3 taças seguidas, só o Sporting Espinho fez melhor (1995-96 a 2000-01), e o Benfica e o FC Porto também o obtiveram, sendo que os lisboetas o fizeram por 3 vezes.

Campeões em ambos os géneros: voleibol, Benfica, femininos, 1966-67; masculinos, 1980-81

1966-67, I Divisão Voleibol Feminino J V D SETS P
1-Benfica 10 9 1 27-4 19
2-CDUL 10 7 3 22-13 17
3-Leixões 10 7 3 22-11 16 (1 falta de comparência)
4-Académica 10 5 5 16-16 15
5-Arte e Recreio 10 1 9  6-27 11
6-Sporting Braga 10 1 9  5-27 11

Após alguns anos de quase campeões, o Benfica, em 1966-67, alcança o seu primeiro título de voleibol feminino. Troféu conquistado sem grandes problemas, pois, só cederam uma derrota e mais um set a juntar aos três dessa. O segundo classificado, CDUL, ficou a dois pontos, ou seja, teve mais duas derrotas. Este seria o primeiro de nove seguidos que coloca os encarnados, apesar de o último ter sido em 1974-75, como a segunda equipa coma mais títulos de voleibol feminino, igualado com o Castêlo Maia e a seis do primeiro, o Leixões com quinze. Isto apesar de não terem esta secção desde o início dos anos 90. Para concluir, ainda, o voleibol masculino do Benfica só conquistou cinco títulos, isto é, ainda estão relativamente longe dos nove do setor feminino.

1980-81, I Divisão Voleibol J V D SETS P
1-Benfica 14 12  2 39-12 26
2-Sporting Espinho 14 11  3 36-16 25
3-Leixões 14 11  3 35-15 25
4-Esmoriz 14  9  5 31-16 23
5-Técnico 14  6  8 21-29 20
6-Francisco Holanda 14  5  9 21-30 19
7-CDUL 14  1 13  9-39 15
8-Gil Vicente 14  1 13  5-40 15

Isto é mesmo assim, não há como dizer de outra maneira! Assim após sete Taças de Portugal conquistados e muitos segundos lugares, sobretudo, durante a década de 70, o Benfica, finalmente, em 1980-81, festeja o seu primeiro título de voleibol masculino. Tantas e tantas oportunidades teve no passo para obter este desiderato. Finalmente, no início da década de 80, puderam festejar como nunca. Depois, seria preciso mais uma década para o segundo e em 2004-05 o terceiro. Isto é apenas uma curiosidade: a equipa lisboeta tem cinco campeonatos conquistados e 14 Taças de Portugal ganhas, isto quer dizer que teve sempre mais engenho na taça do que no escalão máximo do voleibol português; por isso lideram o ranking de triunfos na prova a eliminar. No campeonato têm muito que aprender relativamente à eficácia e ao aproveitar quando se pode o ganhar. Até as senhoras, há muito extintas no clube, têm quase o dobro dos títulos dos homens.

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Campeões em ambos os géneros: Leixões, voleibol, 1963-64, masculinos; 1964-65, femininos

1963-64, I Divisão Voleibol J V D SETS P
1-Leixões 8 7 1 22-8 15
2-Sporting Espinho 8 6 2 21-11 14
3-Lisboa e Ginásio 8 4 4 19-14 12
4-Benfica 8 3 5 11-16 11
5-Académica 8 0 8  0-24  8

Um título um pouco surpreendente, pois o Leixões nas duas épocas anteriores tinha participado na II Divisão, vencendo mesmo esse troféu em 1961-62. Assim, num percurso quase imaculado, tendo perdido apenas um jogo, somando sete vitórias, alcançando o seu primeiro campeonato. Primeiro de oito; ainda hoje, apesar de o seu último título ter sido em 1988-89, é o quarto clube com mais campeonatos, só ultrapassado pelo FC Porto, com nove, o Técnico com 13 e o Sporting Espinho com 18. E é o segundo clube com mais presenças no escalão máximo de voleibol, só melhorado pelos espinhenses.

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1964-65, I Divisão Voleibol Feminino J V D SETS P
1-Leixões 8 7 1 21-5 15
2-Benfica 8 6 2 20-8 14
3-Sporting Espinho 8 4 4 16-15 12
4-CDUL 8 3 5 11-17 11
5-Arte e Recreio 8 0 8  1-24  8

Este título, primeiro do Leixões na vertente feminina, não foi tão surpreendente com o masculino, pois estas já tinham sido vice-campeãs em épocas anteriores. Tinham participado nas cinco edições antes desta. Ainda hoje, as leixonenses são de longe a equipa com mais presenças no escalão máximo de voleibol feminino. E isto foi o primeiro título de quinze, que permite ao Leixões ser o clube com mais títulos nas senhoras de voleibol, apesar de o último ter sido em 1991-92. Este foi o primeiro, o culminar de um trabalho de meia década, pois em anos anteriores, já tinham andado perto. Assim, conseguiram em dois anos seguidos, ser campeões em homens e mulheres, o seu primeiro em ambos. Foi o clube que mais rapidamente venceu o seu primeiro troféu em ambos em géneros: 1963-64, masculinos; 1964-65, femininos.

Equipas campeãs em ambos os géneros: Sporting Espinho, Voleibol

1956-57, I Divisão Voleibol J V D SETS P
1-Sporting Espinho 3 2 1 8-6 5
2-Benfica 3 2 1 7-5 5
3-Sporting 3 1 2 6-7 4
4-FC Porto 3 1 2 5-8 4
Play-off para o título:
Sporting Espinho-Benfica 3-1 (15-12,8-15,15-12,15-13)

O Sporting Espinho colecionou até ao momento 18 títulos de voleibol masculino. É a equipa com mais títulos, seguido do Técnico com treze (apesar dos lisboetas não triunfarem desde 1967-68), este foi o primeiro em 1956-57. Numa altura em que o formato da disputa consistia em uma poule final de quatro clubes, por sua vez, apurados de dois campeonatos regionais, o de Norte e o do Sul. Cada um qualificava dois clubes. Para se atribuir o título jogava-se esse grupo de quatro clubes, a uma volta, onde quem ganhasse mais jogos festejaria. Todavia, nesta época, 1956-57, ficaram duas equipas empatadas na liderança e respeitando os regulamentos da altura, tinha-se que se disputar uma finalíssima entre esses, onde quem vencesse era campeão. E foi, dessa forma, que os espinhenses conquistaram o seu primeiro título, batendo o Benfica por 3-1 nesse jogo. Os benfiquistas ainda esperariam muito para alcançar o seu primeiro troféu no escalão máximo do voleibol português.

1959-60, I Divisão Voleibol Feminino J V D SETS P
1-Sporting Espinho 6 6 0 18-4 12
2-Sporting 6 4 2 15-9 10
3-Leixões 6 1 5  6-17  7
4-Benfica 6 1 5  8-16  7

Com um domínio inicial do Sporting Espinho, nas primeiras cinco épocas da I Divisão de voleibol feminino, isto é, entre 1959-60 e 1963-64, ganhou quatro desses cinco anos, só falhou o de 1961-62. Após essas conquistas, não mais celebraram qualquer troféu no escalão máximo do voleibol feminino, mantendo-se nesses quatro. O molde de disputa era idêntico ao que se usava em 1956-57 , a única diferença era que em vez de uma volta, disputava-se duas, uma no Norte e outra no Sul. Assim, após o campeonato de 1956-57, pelos homens, em 1959-60, conquistariam o primeiro com as senhoras, tornando-se o Sporting Espinho o clube que mais rápido venceu nos dois géneros, neste caso, no voleibol. Só três clubes mais conseguiram isso no voleibol além dos (as) espinhenses.

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1964-65, I Divisão de Hóquei em Patins, campeão surpresa, CUF. 1961-62, um campeão esquecido do Voleibol

 

1964-65, I Divisão Hóquei em Patins J V E D GOLOS P
1-CUF 14 11 1  2 41-23 37
2-Oeiras 14  9 2  3 50-33 34
3-Campo Ourique 14  8 3  3 66-35 33
4-Benfica 14  6 3  5 41-30 29
5-Infante Sagres 14  7 0  7 34-34 28
6-FC Porto 14  4 2  8 22-29 24
7-Sanjoanense 14  4 0 10 25-54 22
8-Valongo 14  1 1 12 21-62 17

 

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Nesta época, 2013-14, o Valongo foi o surpreendente campeão nacional. Contra tudo e contra todas as previsões, a equipa nortenha alcançou o máximo título. Numa luta a três: Valongo, Benfica e FC Porto, que terminaram com os mesmos pontos, os verdes e pretos fizeram a festa, apesar de um goal average muito inferior aos dois gigantes do desporto português, todavia, como vencedor por ter vantagem no mini-campeonato a três. O que fez essa diferença foi o empate no pavilhão dos portistas, pois o resto dos jogos saldou-se por triunfos caseiros. Esse empate fez toda a diferença nesse confronto entre os três.

Um título conquistado por quem menos se espera. No desporto é sempre bom e de realçar quando este tipo de coisas acontece. Até porque é algo que não se dá todas as épocas. No caso do hóquei em patins, para a última grande sensação é preciso recuar 49 anos, para a época de 1964-65. Aqui, porém, o estrondo foi maior! Convém explicar que, nos anos 60, não havia subidas e descidas na I Divisão. Apuravam-se para a fase final os quatro primeiros do grupo Norte e o correspondente do Sul. Depois, os oito, jogavam todos contra todos a duas voltas, quem tivesse mais pontos era campeão. A vitória valia três pontos, o empate dois e a derrota um.

Também, contra todas as previsões, a CUF  (agora denominada Fabril Barreiro), em 1964-65, sagrou-se campeão nacional. O que é curioso, é que, o campeonato da I Divisão de hóquei em patins teve a sua primeira edição em 1938-39 e o clube do Barreiro nunca tinha participado até esta temporada de 1964-65. Isto é, primeira presença, logo campeão. À primeira presença neste torneio, festejou o título. Algo muito raro de acontecer.

Mas, não foi só o título para CUF, no pódio não habitou nenhum dos grandes: segundo lugar para o Oeiras e terceiro para o Campo Ourique. O Benfica ficou em quarto lugar e o FC Porto em sexto lugar.  Depois, foram precisos 49 anos para nova sensação ocorrer. Vamos ver quantos mais serão precisos para outra ocorrência deste tipo?!

 

1961-62, I Divisão Voleibol J V D SETS P
1-Lisboa e Ginásio 3  3  0 9-3 6
2-Sporting Espinho 3  2  1 7-7 5
3-Benfica 3  1  2 6-8 4
4-FC Porto 3  0  3 5-9 3

 

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Em 1961-62, a I Divisão de Voleibol teve como vencedor e correspondente campeão nacional o Lisboa e Ginásio. Ao contrário do que é referido acima, no caso do hóquei, não foi um título surpreendente, pois, o clube lisboeta já tinha ficado perto algumas vezes, a maior das quais em 1949-50, quando ao perder o último jogo ficou empatado em primeiro com o Técnico e disputou-se assim, segundo os regulamentos da altura, um play-off entre os dois, que o Técnico ganhou.  Além disso, em 1960-61, tinha sido vice-campeão. Não foi uma surpresa, porém, o culminar do trabalho de uma geração de talentosos jogadores.

À época, no voleibol, também não havia subidas e descidas na I Divisão. Em 1961-62, apuravam-se os dois primeiros do grupo Norte os correspondentes do grupo Sul, após, em campo neutro, jogavam um mini-torneio uns contra os outros a uma volta, isto é, três jogos. Como não há empates no voleibol, quem mais jogos ganhasse era campeão. Assim, o Lisboa e Ginásio venceu os três e foi campeão.

Quem de fora de Lisboa e seu distrito sabe deste feito do Lisboa e Ginásio? Ser campeão seja em que modalidade for não é fácil, por isso, há que enaltecer tal conquista! Quem no distrito do Porto sabe disto? Quem conhece este clube fora de Lisboa? Quem sabe o seu labor? Poucos! É pena, porque um clube que já foi campeão numa modalidade onde os três grandes do desporto português já foram nela campeões é sempre de salientar.

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