Sporting vence Liga Europeia de 2018-19

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O Sporting organizou e venceu a Liga Europeia de Hóquei em Patins. Foi o seu segundo título, 42 anos depois do último em 1976-77, assim os leões sagraram-se campeões europeus desta modalidade. Em 1988-89 também tinham atingido a final, mas perderam para os espanhóis do Noia. Este ainda é o único título europeus destes catalães. Pela terceira vez em sete anos tivemos uma final só com equipas portuguesas. Em 2012-13 e 2015-16 foi o Benfica que fez a festa e este ano estava novamente com hipóteses de atingir a final, mas o Sporting num jogo empolgante levou a melhor nas meias-finais, por 5-4, e impediu os encarnados de chegar a nova final. Na outra meia-final, após três jogos decisivos onde o Barcelona levou a melhor sobre o FC Porto, desta vez, nas grandes penalidades, os portistas foram mais fortes. Tinham a hipótese de 29 anos depois serem campeões europeus e acabar com a série de finais perdidas desde então. Todavia, o Sporting foi claramente mais forte, 5-2, e os portuenses já vão em mais de dez finais perdidas na Liga Europeia. Uma maldição que parece não ter fim!

Com este título, o Sporting torna-se no clube português com mais troféus internacionais: 2 Ligas Europeias: 1976-77 e 2018-19; 3 Taças das Taças: 1980-81, 1984-85 e 1990-91; 2 Taças World Skate Europa: 1983-84 e 2014-15.

 

 

 

2018-19 Liga Europeia: Sporting

   
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Forte dei Marmi 2-1
      Herringen 5-0*
      Liceo Corunha 4-1*
      Liceo Corunha 6-4
      Forte dei Marmi 0-0*
      Herringen 10-2
    Quartos-de-final Lodi 5-3*/8-2
    Final Four (Meias-finais) Benfica 5-4
    FINAL FC Porto 5-2
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro; a) apurado por moeda ao ar
 

 

 

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2010-11, FC Porto campeão sem derrotas e vencedor da Liga Europa

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Uma época quase perfeita: campeonato sem derrotas, Taça de Portugal e Liga Europa. O Benfica foi campeão sem derrotas em 1972-73, só cedendo dois empates. Nesta época o FC Porto permitiu três empates. Na Taça de Portugal, o Benfica, em 1972-73 perdeu nos oitavos diante do Leixões; os portuenses venceram-na, fazendo uma recuperação nas meias diante dos encarnados e na final, 6-2 contra o Vitória Guimarães, que há 23 anos não chegava tão longe. Foram o segundo clube a marcar seis numa final. Só o Benfica em 1963-64, 6-2 contra os dragões e em 1943-44, 8-0 diante do Estoril fez igual ou melhor.

Outra diferença foi as competições europeias: em 1972-73, os encarnados, na então Taça dos Campeões, foi eliminado nos oitavos-de-final contra o campeão inglês Derby County. Recorde-se, na década de 70, os países participantes neste torneio só tinham mais de um participante se o campeão europeu não fosse campeão nacional, caso contrário só vencedor da sua liga se apuraria. O FC Porto conquistou a Liga Europa frente ao Sporting Braga, numa época em que Portugal colocou três clubes nas meias-finais, algo impensável. Só o Villarreal se intrometeu entre os lusitanos, mas foi despachado, logo na primeira mão, no Dragão por 5-1 e pouco pode fazer contra o poderio português. É verdade que em 2002-03, tivemos duas equipas nas meias-finais (FC Porto e Boavista), mas, três, nem as principais potências europeias fizeram isso muitas vezes nas três competições europeias que se disputam ou disputavam, a Taça das Taças foi extinta em 1998-99. Na final, equilibrada, um golo de Falcao fez a diferença e oito anos depois FC Porto voltou a vencer a agora designada Liga Europa.

Esta, uma das melhores equipas da história do futebol português ao nível de clubes, no campeonato passeou e festejou o título na Luz às escuras e com o sistema de rega ligado! O Benfica ficou em segundo a 21 pontos de distância, ou seja, ninguém tinha qualidade para se opor aos portistas. Num campeonato sem grandes destaques além disso, isto é,  nenhuma equipa teve uma classificação histórica, melhor de sempre ou que as recentes, as últimas duas décadas, o FC Porto foi o inatacável campeão sem derrotas, algo que só tinha acontecido uma vez, a supracitada em 1972-73, pelo Benfica e só seria repetido mais uma vez, mas, com uma equipa longe de atingir o nível desta nas competições europeias. Era realmente uma equipa que marcou e vai ficar para sempre na história do futebol português como uma das melhores de sempre!

2010-11 J V E D GOLOS P
1-FC Porto 30 27  3  0 73-16 84
2-Benfica 30 20  3  7 61-31 63
3-Sporting 30 13  9  8 41-31 48
4-Sporting Braga 30 13  7 10 45-33 46
5-Vitória Guimarães 30 12  7 11 36-37 43
6-Nacional 30 11  9 10 28-31 42
7-Paços Ferreira 30 10 11  9 35-42 41
8-Rio Ave 30 10  8 12 35-33 38
9-Marítimo 30  9  8 13 33-32 35
10-União Leiria 30  9  8 13 25-38 35
11-Olhanense 30  7 13 10 24-34 34
12-Vitória Setúbal 30  8 10 12 29-42 34
13-Beira-Mar 30  7 12 11 32-36 33
14-Académica 30  7  9 14 32-48 30
15-Portimonense 30  6  7 17 29-49 25
16-Naval 1ºMaio 30  5  8 17 26-51 23

 

2010-11: FC Porto, 1ºlugar CASA FORA
Benfica 5-0 2-1
Sporting 3-2 1-1
Sporting Braga 3-2 2-0
Vitória Guimarães 2-0 1-1
Nacional 3-0 2-0
Paços Ferreira 3-3 3-0
Rio Ave 1-0 2-0
Marítimo 4-1 2-0
União Leiria 5-1 2-0
Olhanense 2-0 3-0
Vitória Setúbal 1-0 4-0
Beira-Mar 3-0 1-0
Académica 3-1 1-0
Portimonense 2-0 3-2
Naval 1ºMaio 3-1 1-0
CASA FORA
V E D GOLOS V E D GOLOS
14 1 0 43-11 13 2 0 30-5
TOTAL
J V E D GOLOS P
30 27 3 0 73-16 84

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Primeiro título do FC Porto no basquetebol: 1951-52

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1951-52, Basquetebol J V D SETS P
1-FC Porto 4 3 1 185-147 7
2-Benfica 4 3 1 204-171 7
3-Algés 4 0 4 157-228 4
       

Este ano, 2015-16, o FC Porto venceu o seu 12º título de basquetebol. O seu primeiro foi em 1951-52. Não havia play-offs, jogava-se com dois períodos de vinte minutos e usava-se os campeonatos regionais como forma de apuramento para os campeonatos nacionais. Corria-se o risco, caso não conseguissem o apuramento nos regionais, de o campeão nacional não defender o seu título no ano seguinte; ou, o último de um ano se qualificar para a próxima época via campeonatos regionais.

Para esta temporada, 1951-52, apuravam-se quatro equipas: duas do Grupo Norte e duas do Grupo Sul. Um dos apurados, a Académica, desistiu a meio do campeonato, pois, os seus jogadores, que eram estudantes universitários, não conseguiram adiar os seus exames. Assim tivemos um mini-campeonato com três equipas: o FC Porto, do Norte, e o Benfica e Algés, do Sul.

O Algés terminou em terceiro lugar, perdendo os quatro jogos. O FC Porto e o Benfica terminaram empatados com três vitórias e uma derrota. Nesta temporada o desempate fazia-se por confrontos diretos, neste caso, somou-se um triunfo para cada lado, sendo que o FC Porto teve melhor diferença de pontos, sagrou-se assim, pela primeira vez, campeão nacional de basquetebol.

 

 

 

 

 

Benfica campeão europeu de Hóquei em Patins, 2012-13

2012-13-Liga Europeia:
Benfica
   
    1ªfase Reus (Esp) 7-1
  Cronenberg (Ale) 5-3*
  Viareggio (Ita) 4-4
  Viareggio (Ita) 4-2*
  Reus (Esp) 3-4*
  Cronenberg (Ale) 12-3
  Quartos-de-final Noia (Esp) 3-3*/7-0
  Meias-finais Barcelona (Esp) 4-4/2-1 g.p.
  FINAL FC Porto (Por) 6-5 a.p.
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro

Cinco finais perdidas nesta prova, há 23 anos que Portugal não vencia esta prova e ainda, por cima, esta final 4 ia ser organizada por um dos seus rivais históricos, o FC Porto. Nas meias-finais, o Benfica teve como adversário o Barcelona. Vitória nas grandes penalidades sobre o grande dominador deste evento e grande favorito.

Na final o opositor foi os portistas. Antes de mais, em quase 50 anos de história, a primeira final 100% lusa neste evento. O grande favorito era o FC Porto, além de jogar em casa, tinha, no fim-de-semana precedente, se sagrado campeão nacional, vencendo, precisamente, o Benfica. Parecia tudo preparado para o clube portuense se sagrar campeão europeu.

Contudo, na final, o Benfica transcendeu-se, numa final muito equilibrada, e venceu no prolongamento, com o golo de ouro, 6-5 assim ficou. Os lisboetas há 18 anos que não atingiam sequer a final, mas, aqui mataram um borrego e sagraram-se campeões europeus pela primeira vez,

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Vitória Setúbal na Taça Portugal: 1985-86 a 2014-15

Vitória Setúbal, regularmente participava em finais da Taça Portugal, isso deixou de acontecer. Foram demasiados anos sem marcar presença na festa do futebol. Por esse caminho, algumas eliminações escandalosas e, também, prematuras, marcaram este período, o mais fraco da história setubalense, isto, até ao final do século XX. Tudo tem um fim, e, em 2004-05, os 32 anos sem chegar ao Jamor, tornaram em 38 anos depois, ou seja, desde 1966-67 que não vencia esta prova e 1972-73, finalista vencido, assim, conquistaram-a, sendo a terceira do seu historial. E, no ano seguinte, repetiram a qualificação, mas perderam.

Uma das coisas mais salientes dos últimos 25 anos do Vitória Setúbal é a apetência para eliminar o Benfica. Em 1989-90, em 1994-95 (apesar de ter descido de divisão), em 1998-99 e a vitória na final de 2004-05. Três eliminatórias e uma final ganha, nada mau, atendendo que os lisboetas somam 28 taças no seu palmarés. E, após, as derrotas em 1942-43 e 1961-62, nas finais, frente aos encarnados, os sadinos venceram as duas seguintes 1964-65 e 2004-05, estando em igualdade em finais com o Benfica, coisa que FC Porto e Sporting não de podem orgulhar, especialmente os portistas.

Foi uma festa rija, em 2004-05, com a obtenção da terceira taça do historial. Um percurso de certa forma facilitado nas primeiras eliminatórias, contra equipas de divisões secundárias e, a partir, dos oitavos-de-final até às meias-finais, sempre disputados em casa. Todavia, nada apaga esta brilhante página dos sadinos, orientados, na final por José Rachão, dando mais uma alegria a todos os setubalenses, veremos quantos anos esperarão por outra.

ÉPOCA FASE ATINGIDA RESULTADO
1985-86 4ªeliminatória: Belenenses 0-4
1986-87 2ªeliminatória: Vitória Guimarães 1-4
1987-88 5ªeliminatória: Boavista 2-3
1988-89 3ªeliminatória: Benfica 2-3
1989-90 Quartos-de-final: Belenenses 0-2
1990-91 6ªeliminatória: Benfica 2-3
1991-92 5ªeliminatória: Benfica 0-0/1-4
1992-93 Oitavos-de-final: Boavista 0-1
1993-94 Oitavos-de-final: Sporting 0-0/1-2
1994-95 Meias-finais: Sporting 0-3
1995-96 5ªeliminatória: Olhanense 1-2
1996-97 Oitavos-de-final: Sporting Braga 1-2
1997-98 4ªeliminatória: Varzim 2-4
1998-99 Meias-finais: Beira-Mar 0-1
1999-2000 5ªeliminatória: Académica 1-2
2000-01 4ªeliminatória: Louletano 1-3
2001-02 5ªeliminatória: Paços Ferreira 1-2
2002-03 Quartos-de-final: Paços Ferreira 1-2
2003-04 Oitavos-de-final: Estoril 0-1
2004-05 VENCEDOR: Benfica 2-1
2005-06 Finalista: FC Porto 0-1
2006-07 4ªeliminatória: Académica 1-2
2007-08 Meias-finais: FC Porto 0-3
2008-09 Oitavos-de-final: Vitória Guimarães 0-1
2009-10 4ªeliminatória: Sporting Braga 0-3
2010-11 Quartos-de-final: Académica 2-3
2011-12 3ªeliminatória: Mirandela 0-1
2012-13 4ªeliminatória: Vitória Guimarães 2-2/3-5 g.p.
2013-14 Oitavos-de-final: Rio Ave 0-1
2014-15 4ªeliminatória: Oriental 0-1
+Campo neutro; *recinto adversário

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Vitória Setúbal na Taça de Portugal: 1921-22 a 1945-46, 1947-48 e 1948-49, 1950-51 a 1952-53

ÉPOCA FASE ATINGIDA RESULTADO
1921-22 Não participou
1922-23 Não participou
1923-24 1ªeliminatória: Olhanense 0-1
1924-25 Não participou
1925-26 Não participou
1926-27 Finalista: Belenenses 0-3
1927-28 Meias-finais: Sporting 1-3
1928-29 Meias-finais: Belenenses 1-1/0-2
1929-30 Quartos-de-final: União Lisboa 2-2/1-1/1-2
1930-31 Meias-finais: Benfica 1-2/0-3
1931-32 Oitavos-de-final: União Lisboa 2-0/0-3
1932-33 Meias-finais: Belenenses 3-3/1-4
1933-34 Meias-finais: Barreirense 0-1/1-2
1934-35 Quartos-de-final: FC Porto 1-0/1-4
1935-36 Quartos-de-final: Benfica 1-0/1-3
1936-37 Quartos-de-final: Belenenses 2-1/0-10
1937-38 Oitavos-de-final: Belenenses 0-2/2-4
1938-39 Não participou
1939-40 Oitavos-de-final: Carcavelinhos 5-1/0-5
1940-41 Não participou
1941-42 Não participou
1942-43 Finalista: Benfica 1-5
1943-44 Quartos-de-final: Académica 3-1/1-3/0-3
1944-45 Meias-finais: Olhanense 2-0/0-3
1945-46 Oitavos-de-final: FC Porto 1-7
1946-47 Não se realizou a prova
1947-48 1ªeliminatória: Barreirense 0-0/0-1
1948-49 Meias-finais: Benfica 0-5
1949-50 Não se realizou a prova
1950-51 Oitavos-de-final: Vitória Guimarães 2-1/1-3
1951-52 Não participou
1952-53 Oitavos-de-final: Benfica 3-2/2-5
+Campo neutro; *recinto adversário

O Vitória Setúbal venceu três Taças de Portugal até ao momento: 1964-65, 1966-67 e 2004-05. Nesta primeira fase aqui analisada, aconteceram alguns resultados interessantes, nomeadamente, a presença em duas finais. Foi, em ambas, finalista vencido, no entanto, isto foi a primeira demonstração de força dos setubalenses nesta prova.

O começo neste evento não foi de grande monta: em 1923-24, perdeu na primeira eliminatória frente ao Olhanense. Mas, de seguida, e à segunda presença, alcança a final. Em 1926-27, o Belenenses levou a melhor, triunfando claramente por 3-0. Para os sadinos foi a primeira experiência em jogos decisivos. Não foi no Jamor, pois ainda não existia, entretanto, ficaram a um passo de erguer o troféu.

Continuaram a participar regularmente na Taça de Portugal. Convém, aqui dizer, que este evento até 1933-34, não havia divisões nacionais, só esta existia. A partir daqui, 1934-35, passou a existir o primeiro e segundo escalão. Porém, embora, as equipas do primeiro participassem todas na taça, as da II Divisão, só algumas o fariam. Atualmente, entram todas as equipas dos divisões nacionais. mas isso, foi uma conquista que se começou a verificar nos anos 60, até lá, dependia do formato escolhido.

Finalmente, após algumas presenças interessantes, nova final, 16 anos depois da último. Esta tinha uma pequena diferença e ficou marcada por um resultado escandaloso nas meias-finais. O Vitória Setúbal, em 1942-43, estava na II Divisão e caminhou até às meias-finais, onde ia defrontar o FC Porto. Os portistas, no campeonato, ficaram em sétimo lugar, a sua segunda pior classificação de sempre, entre dez equipas que aí competiram. Mas nada fazia prever o que aconteceu, os sadinos, da II Divisão, nas meias-finais, frente ao FC Porto, humilharam-no vencendo por 7-0!

Na final de 1942-43, onde os setubalenses se tornaram na primeira equipa de escalões secundários a chegar tão longe, nova derrota, 1-5 para o Benfica, a primeira dobradinha da história dos encarnados. Fica na memória os 7-0 ao FC Porto, nas meias-finais e o facto de serem uma equipa na altura na II Divisão. Mais uma final perdida, também, ainda longe de a conquistar. Ainda assim, continuaram a mostrar alguma apetência e tradição já que já contavam com duas finais, apesar de terem acabado mal, era já algo, embora, a festa ainda demorasse mais uns anos.

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ABC, um grande no Andebol, o início das suas glórias: campeão em 1986-87 e 1987-88

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Entre 1986-87 e 2006-07, isto é, 21 épocas, o ABC ganhou doze campeonatos. Na década de 90, em dez, festejaram oito títulos. Foi o auge deste clube minhoto. Pioneiro ao contratar jogadores estrangeiros para o seu plantel, o ABC conquistou um primeiro bis ao triunfar em 1986-87 e 1987-88. Os primeiros dois. Dois campeonatos conquistados com alguma facilidade, sobretudo, o primeiro, onde dominaram a primeira fase e controlaram a segunda fase, sendo que em 1987-88, só cederam uma derrota em 22 jogos, ganhando os outros 21. Duas épocas de glória para esta formação.

O formato de disputa destes dois campeonatos era relativamente simples, idêntico ao que se uso em 2013-14: primeira fase, com doze equipas, 22 jogos, os seis primeiros apuram-se para um grupo que vai apurar o campeão, em dez jogos; e outra série de seis, com dez partidas, onde se encontra quem vai descer. Foi dentro deste panorama que o ABC dominou convincentemente estas duas temporadas. Um prelúdio dos anos 90 onde fez um tri (1990-91 a 1992-93), um tetra (1994-95 a 1997-98) e mais um tetra na Taça de Portugal (1989-90 a 1992-93). Para não falar de um feito dificilmente repetido nos próximos anos, isto é, a final da Liga dos Campeões de 1993-94. Perderam é verdade, mas, mais ninguém tinha o feito, e mais ninguém o fará brevemente, infelizmente!

1986-87, 1ªfase J V E D GOLOS P
1-ABC 22 19  1  2 608-439 61
2-Sporting 22 17  1  4 552-412 57
3-Benfica 22 16  2  4 535-368 56
4-Belenenses 22 16  1  5 514-424 55
5-FC Porto 22 14  3  5 554-467 53
6-Clube TAP 22 10  2 10 490-485 44
7-Salgueiros 22 11  0 11 465-511 44
8-Vitória Setúbal 22  9  2 11 482-470 42
9-Académica São Mamede 22  6  1 15 390-523 35
10-Boa Hora 22  5  0 17 431-522 32
11-Académico Porto 22  1  1 20 450-588 25
12-Sanjoanense 22  1  0 21 368-630 24
Série Primeiros 2ªfase:
1-ABC 10  8  0  2 274-213 26
2-Sporting 10  6  1  3 215-198 23
3-FC Porto 10  6  1  3 235-214 23
4-Benfica 10  5  0  5 219-220 20
5-Belenenses 10  2  2  6 207-234 16
6-Clube TAP 10  1  0  9 208-279 12
1987-88, 1ªfase J V E D GOLOS P
1-ABC 22 21  0  1 564-370 64
2-Sporting 22 18  1  3 575-396 59
3-Benfica 22 16  1  5 545-402 55
4-Vitória Setúbal 22 14  1  7 478-411 48
5-Belenenses 22 12  2  8 500-421 48
6-FC Porto 22 12  1  9 477-464 47
7-Clube Tap 22 10  3  9 478-439 45
8-Salgueiros 22  8  2 12 461-473 40
9-Francisco Holanda 22  7  1 14 440-467 37
10-Boa Hora 22  4  1 17 430-598 31
11-Passos Manuel 22  3  1 18 474-637 29
12-Académico Porto 22  0  0 22 305-620 22
Série Primeiros, 2ªfase:
1-ABC 10  8  0  2 235-187 58
2-Sporting 10  8  0  2 211-191 56
3-Benfica 10  5  1  4 209-205 49
4-Belenenses 10  4  0  6 201-217 42
5-FC Porto 10  3  0  7 193-228 40
6-Vitória Setúbal 10  1  1  8 187-208 39

Equipas campeãs em ambos os géneros: Sporting Espinho, Voleibol

1956-57, I Divisão Voleibol J V D SETS P
1-Sporting Espinho 3 2 1 8-6 5
2-Benfica 3 2 1 7-5 5
3-Sporting 3 1 2 6-7 4
4-FC Porto 3 1 2 5-8 4
Play-off para o título:
Sporting Espinho-Benfica 3-1 (15-12,8-15,15-12,15-13)

O Sporting Espinho colecionou até ao momento 18 títulos de voleibol masculino. É a equipa com mais títulos, seguido do Técnico com treze (apesar dos lisboetas não triunfarem desde 1967-68), este foi o primeiro em 1956-57. Numa altura em que o formato da disputa consistia em uma poule final de quatro clubes, por sua vez, apurados de dois campeonatos regionais, o de Norte e o do Sul. Cada um qualificava dois clubes. Para se atribuir o título jogava-se esse grupo de quatro clubes, a uma volta, onde quem ganhasse mais jogos festejaria. Todavia, nesta época, 1956-57, ficaram duas equipas empatadas na liderança e respeitando os regulamentos da altura, tinha-se que se disputar uma finalíssima entre esses, onde quem vencesse era campeão. E foi, dessa forma, que os espinhenses conquistaram o seu primeiro título, batendo o Benfica por 3-1 nesse jogo. Os benfiquistas ainda esperariam muito para alcançar o seu primeiro troféu no escalão máximo do voleibol português.

1959-60, I Divisão Voleibol Feminino J V D SETS P
1-Sporting Espinho 6 6 0 18-4 12
2-Sporting 6 4 2 15-9 10
3-Leixões 6 1 5  6-17  7
4-Benfica 6 1 5  8-16  7

Com um domínio inicial do Sporting Espinho, nas primeiras cinco épocas da I Divisão de voleibol feminino, isto é, entre 1959-60 e 1963-64, ganhou quatro desses cinco anos, só falhou o de 1961-62. Após essas conquistas, não mais celebraram qualquer troféu no escalão máximo do voleibol feminino, mantendo-se nesses quatro. O molde de disputa era idêntico ao que se usava em 1956-57 , a única diferença era que em vez de uma volta, disputava-se duas, uma no Norte e outra no Sul. Assim, após o campeonato de 1956-57, pelos homens, em 1959-60, conquistariam o primeiro com as senhoras, tornando-se o Sporting Espinho o clube que mais rápido venceu nos dois géneros, neste caso, no voleibol. Só três clubes mais conseguiram isso no voleibol além dos (as) espinhenses.

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1964-65, I Divisão de Hóquei em Patins, campeão surpresa, CUF. 1961-62, um campeão esquecido do Voleibol

 

1964-65, I Divisão Hóquei em Patins J V E D GOLOS P
1-CUF 14 11 1  2 41-23 37
2-Oeiras 14  9 2  3 50-33 34
3-Campo Ourique 14  8 3  3 66-35 33
4-Benfica 14  6 3  5 41-30 29
5-Infante Sagres 14  7 0  7 34-34 28
6-FC Porto 14  4 2  8 22-29 24
7-Sanjoanense 14  4 0 10 25-54 22
8-Valongo 14  1 1 12 21-62 17

 

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Nesta época, 2013-14, o Valongo foi o surpreendente campeão nacional. Contra tudo e contra todas as previsões, a equipa nortenha alcançou o máximo título. Numa luta a três: Valongo, Benfica e FC Porto, que terminaram com os mesmos pontos, os verdes e pretos fizeram a festa, apesar de um goal average muito inferior aos dois gigantes do desporto português, todavia, como vencedor por ter vantagem no mini-campeonato a três. O que fez essa diferença foi o empate no pavilhão dos portistas, pois o resto dos jogos saldou-se por triunfos caseiros. Esse empate fez toda a diferença nesse confronto entre os três.

Um título conquistado por quem menos se espera. No desporto é sempre bom e de realçar quando este tipo de coisas acontece. Até porque é algo que não se dá todas as épocas. No caso do hóquei em patins, para a última grande sensação é preciso recuar 49 anos, para a época de 1964-65. Aqui, porém, o estrondo foi maior! Convém explicar que, nos anos 60, não havia subidas e descidas na I Divisão. Apuravam-se para a fase final os quatro primeiros do grupo Norte e o correspondente do Sul. Depois, os oito, jogavam todos contra todos a duas voltas, quem tivesse mais pontos era campeão. A vitória valia três pontos, o empate dois e a derrota um.

Também, contra todas as previsões, a CUF  (agora denominada Fabril Barreiro), em 1964-65, sagrou-se campeão nacional. O que é curioso, é que, o campeonato da I Divisão de hóquei em patins teve a sua primeira edição em 1938-39 e o clube do Barreiro nunca tinha participado até esta temporada de 1964-65. Isto é, primeira presença, logo campeão. À primeira presença neste torneio, festejou o título. Algo muito raro de acontecer.

Mas, não foi só o título para CUF, no pódio não habitou nenhum dos grandes: segundo lugar para o Oeiras e terceiro para o Campo Ourique. O Benfica ficou em quarto lugar e o FC Porto em sexto lugar.  Depois, foram precisos 49 anos para nova sensação ocorrer. Vamos ver quantos mais serão precisos para outra ocorrência deste tipo?!

 

1961-62, I Divisão Voleibol J V D SETS P
1-Lisboa e Ginásio 3  3  0 9-3 6
2-Sporting Espinho 3  2  1 7-7 5
3-Benfica 3  1  2 6-8 4
4-FC Porto 3  0  3 5-9 3

 

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Em 1961-62, a I Divisão de Voleibol teve como vencedor e correspondente campeão nacional o Lisboa e Ginásio. Ao contrário do que é referido acima, no caso do hóquei, não foi um título surpreendente, pois, o clube lisboeta já tinha ficado perto algumas vezes, a maior das quais em 1949-50, quando ao perder o último jogo ficou empatado em primeiro com o Técnico e disputou-se assim, segundo os regulamentos da altura, um play-off entre os dois, que o Técnico ganhou.  Além disso, em 1960-61, tinha sido vice-campeão. Não foi uma surpresa, porém, o culminar do trabalho de uma geração de talentosos jogadores.

À época, no voleibol, também não havia subidas e descidas na I Divisão. Em 1961-62, apuravam-se os dois primeiros do grupo Norte os correspondentes do grupo Sul, após, em campo neutro, jogavam um mini-torneio uns contra os outros a uma volta, isto é, três jogos. Como não há empates no voleibol, quem mais jogos ganhasse era campeão. Assim, o Lisboa e Ginásio venceu os três e foi campeão.

Quem de fora de Lisboa e seu distrito sabe deste feito do Lisboa e Ginásio? Ser campeão seja em que modalidade for não é fácil, por isso, há que enaltecer tal conquista! Quem no distrito do Porto sabe disto? Quem conhece este clube fora de Lisboa? Quem sabe o seu labor? Poucos! É pena, porque um clube que já foi campeão numa modalidade onde os três grandes do desporto português já foram nela campeões é sempre de salientar.

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