XVII Europeu de Basquetebol Feminino, 1980, Jugoslávia: título soviético

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Mais um Europeu mais um título para a União Soviética. Mais uma vez uma vitória concludente. Podendo dizer-se que não houve oposição à altura. Ficaram isentos da primeira fase de grupos e a seguir cilindraram todas as adversárias rumo à final. Tudo vitórias acima dos trinta pontos. O jogo mais renhido (se se pode chamar assim) foi a meia-final frente à Checoslováquia, com um triunfo por 32 pontos! De resto, tudo acima dos 45 pontos. Nada à dizer. Um título conquistado sem muito mais a elaborar. Nesta altura as soviéticas dominavam o panorama europeu do basquetebol e não tinham muita oposição. Limitavam-se a ir ao Campeonato Europeu e a conquistá-lo sem muito labor. Eram hegemónicas, ninguém lhes fazia frente. Algo que só o fim da URSS mudou.

1980, Jugoslávia: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase Isento  
    Quartos-de-final (Grupo A) Holanda 105-43
      Polónia 94-40
      Bulgária 119-63
    Meias-finais Checoslováquia 94-62
    FINAL Polónia 95-49
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

XVII Europeu de Voleibol Feminino, 1991, Itália: título soviético

1991, Itália: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Bulgária 3-0 (15-7,15-2,15-11)
      França 3-0 (15-6,15-11,15-13)
      Albânia 3-0 (15-2,15-7,15-6)
      Grécia 3-0 (15-7,15-2,15-3)
      Itália 3-0 (15-6,15-6,15-9)
    Meias-finais Alemanha 3-0 (15-6,15-3,15-11)
    FINAL Holanda 3-0 (15-4,15-2,15-3)
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

O Europeu de voleibol feminino de 1991 disputou-se na Itália. Mais uma vez com o vencedor do costume: a União Soviética. A última vez que esta nação participou nesta prova, pois, pouco depois subdividiu-se em vários países. A Rússia seria a sua sucessora pois era a potência colonizadora. Quanto à prova nada à dizer quanto à justeza da sua vitória. Não cedeu qualquer set. Poucos vezes concedeu mais de dez pontos em cada set (recorde-se que isto ainda era a pontuação antiga onde só se marcava pontos no próprio serviço e era até aos quinze). Foi um autêntico passeio rumo a mais um título. O último como URSS. Ao contrário dos masculinos, nos femininos a Rússia não ficou muito abalada com este fim, pois conquistou mais alguns. Nos homens apenas mais um em 2013.

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XVI Europeu de Voleibol Feminino, 1989, RFA: título soviético

Depois de terem perdido o título, em 1987, para a RDA, a União Soviética voltou a conquistá-lo. Não teve oposição até à final, já que, chegou lá sem ceder um único set. Um passeio até ao jogo decisivo, mostrando, que ainda eram uma potência da modalidade, à altura, provavelmente a seleção mais forte da Europa e uma das melhores do Mundo. Na final, diante da RDA, as coisas não foram assim tão simples. Cederam um set, o primeiro, e venceram os três seguintes, mas todos decididos nas vantagens (16-14,15-13,15-13). Assim, alcançaram mais um título europeu de voleibol feminino a juntar ao seu vasto palmarés. As conquistas, ao contrário da equipa masculina da Rússia, continuaram após o fim da URSS. Nos homens só um título após isso. Na equipa feminina seis, o que demonstra o lugar da Rússia no panorama internacional desta modalidade.

 

 

1989, RFA: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Turquia 3-0 (15-5,15-9,15-8)
      Roménia 3-0 (15-7,16-14,16-14)
      Jugoslávia 3-0 (15-12,17-16,15-8)
      Finlândia 3-0 (15-3,15-1,15-7)
      RFA 3-0 (15-9,15-7,15-4)
    Meias-finais Itália 3-0 (15-10,15-7,15-8)
    FINAL RDA 3-1 (8-15,16-14,15-13,15-13)
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

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XVII Europeu de Voleibol, 1991, Alemanha: título soviético

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1991, Alemanha: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Suécia 3-0 (15-5,15-13,15-13)
      Polónia 3-0 (16-14,15-11,15-6)
      Finlândia 3-0 (15-12,15-7,15-11)
      Grécia 3-1 (10-15,15-9,15-2,15-6)
      Alemanha 3-0 (15-13,15-11,15-13)
    Meias-finais Holanda 3-0 (15-8,15-8,15-8)
    FINAL Itália 3-0 (15-11,17-16,15-9)
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Neste Europeu ocorreu o fim de uma era. A União Soviética estava a aproximar-se do fim. Este foi a sua última aparição como país unido num Campeonato da Europa. Em 1993, já se tinha subdividido em várias nações. Como tinha acontecido até então, o título não lhe escapou. Um troféu conquistado sem grandes aflições, só cedeu um set em sete jogos, o que demonstra o domínio neste evento de 1991, na Alemanha. Ao vencer a Itália na final estava-se a dar a passagem do testemunho, pois, apesar desta derrota na final, seriam os italianos a dominar a década de 90 do voleibol internacional. A única coisa que não ganharam foi os Jogos Olímpicos. De resto: Liga Mundial, tricampeã do Mundo (1990,1994,1998) e vários Europeus.

Este título também foi um marco. Desde o fim da União Soviética, os russos, potência colonizador desse país, só venceram mais um Europeu, o de 2013. Isto mostra que a Rússia ainda tem muito a percorrer para se equiparar às equipas da URSS dos anos 60,70 e 80.

XV Europeu de Voleibol Feminino, 1987, Bélgica: título para a RDA

1987-Bélgica: RDA:      
       
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Bulgária 3-0 (15-11,16-14,15-9)
      França 3-0 (15-1,15-8,15-8)
      Hungria 3-0 (15-8,15-6,15-6)
      Roménia 3-0 (15-2,15-9,15-10)
      Bélgica 3-0 (15-4,15-6,15-6)
    Meias-finais Checoslováquia 3-0 (15-9,15-13,15-2)
    FINAL URSS 3-2 (8-15,15-9,18-20,15-9,15-11)
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

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Na Bélgica, no Europeu de Voleibol Feminino de 1987, aconteceu algo raro à altura: a União Soviética não conquistou o título. Depois de anos, décadas de domínio, aqui foram derrotadas na final pela RDA. num jogo decidido no quinto set. Era a segunda vitória destas alemãs na prova, depois do êxito de 1983. Finalmente alguém conseguia discutir de igual para igual com as russas. Claro que este título não podia ter seguimento em virtude da unificação da Alemanha no final da década de 80, no entanto, não deixa de ser algo de realce. Um percurso imaculado até à final sem ceder qualquer set. Na final, um jogo emocionante, discutido na negra, onde a RDA foi mais forte, somando o seu segundo título, impondo-se às soviéticas, o que então era raro.

 

XII Europeu Andebol Feminino, 2016, Suécia: sétimo título para a Noruega

Décimo segundo Europeu de Andebol Feminino, na Suécia, em 2016, sétimo título para a Noruega, que tem dominado este evento. Uma final emocionante com a  Holanda, decidida pela diferença mínima, num jogo com muitos golos, 30-29. Ao contrário da meia-final, que teve o resultado de 20-16, contra a França, as norueguesas qualificando-se para a final, apesar da fraca eficácia ofensiva. Uma competição ganha sem derrotas, venceram os jogos todos, embora, na maioria fossem equilibrados, o que demonstra que esta seleção não sucumbia perante a pressão. Nada a dizer quanto à justeza do triunfo deste país escandinavo, que tem exercido um domínio quase absoluto neste evento, desde o virar de século, já são sete.

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2016-Suécia: Noruega:      
       
         
         
         
    1ªfase (Grupo D) Roménia 23-21
      Croácia 34-16
      Rússia 23-21
    2ªfase (Grupo II) [Roménia 23-21] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      [Rússia 23-21] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      Dinamarca 22-20
      Hungria 24-23
      República Checa 35-24
    Meias-finais França 20-16
    FINAL Holanda 30-29
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

XVI Europeu Basquetebol Feminino, 1978, Polónia: mais um título soviético

1978- Polónia: URSS:      
       
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) França 111-73
      RFA 120-57
      Roménia 97-64
    Fase Final [França 111-73] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      Bulgária 89-63
      Jugoslávia 116-78
      Checoslováquia 92-70
      Polónia 79-57
      Hungria 119-72
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Um país da então chamada cortina de ferro recebeu o Eurobasket feminino de 1978. Seria este torneio na Polónia diferentes dos outros? Haveria outro vencedor que não a URSS? Haveria competitividade na disputa do título? A resposta a estas três perguntas é não. A União Soviética continuou a dominar. A União Soviética passeou rumo a mais um troféu. Os jogos “mais equilibrados” foram no grupo de apuramento de campeão, onde venceu a Checoslováquia e a Polónia por “apenas” 22 pontos de diferença! Se estes foram os mais renhidos imagine-se os outros?! Mais uma caminhada sem sobressaltos rumo a mais uma  festa. As russas simplesmente não tinham oposição a nível europeu, tão simples como isso!

 

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