XXII Europeu de Basquetebol, 1981, Checoslováquia: título para os soviéticos

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O fim do domínio dos soviéticos nesta prova estava a chegar ao fim apesar destes se terem sagrado campeões europeus nesta edição de 1981, na Checoslováquia. Após este título, só venceram mais dois, em 1985 e em 2007, já somente como Rússia. Estava a chegar o fim de uma era onde estes dominaram o basquetebol europeu ao nível de seleções.  Um percurso imaculado, ganharam todos os jogos e todos por mais de dez pontos, curiosamente o mais equilibrado foi o primeiro onde derrotaram a Polónia por 101-89. Na final, a Jugoslávia não teve soluções para a União Soviética, perderam por 17 pontos e assim foi o 13ºtítulo para esta nação. Para os jugoslavos era a quinta vez que ficaram com a prata. Para o país organizador, Checoslováquia, era a quinta vez também que obtiveram o bronze, quinta e última. Depois da divisão deste país em dois, República Checa e Eslováquia, no início dos anos 90, os seus sucessores ainda não atingiram este patamar. A Espanha ficou com o quarto lugar, classificação honrosa, pela segunda vez.

 

 

 

 

1981- Checoslováquia: União Soviética

   
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Polónia 101-89
      RFA 86-54
      Itália 97-67
      Turquia 97-79
      Jugoslávia 108-88
    Fase Final [Itália 97-67-resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final]
      (Jugoslávia 108-88] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      Checoslováquia 110-84
      Espanha 110-101
      Israel 102-84
    FINAL Jugoslávia 84-67
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro; a) apurado por moeda ao ar
 

 

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XXI Europeu de Basquetebol Feminino, 1987, Espanha: festa para a União Soviética

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Mais um Europeu de Basquetebol Feminino, mais um título para a União Soviética. Desde a vitória da Bulgária em 1958, na Polónia, as russas triunfaram sempre. Um domínio absoluto no basquetebol feminino nesta altura. E esta hegemonia continuou nesta edição de 1987, na Espanha. Um passeio completo na primeira fase com vitórias todas superiores a 30 pontos. Só nas meias-finais é que a competição foi mais forte, com uma vitória por oito pontos diante da Checoslováquia e dez frente à Jugoslávia na final. Só as mudanças políticas do final dos anos 80, início dos anos 90 desfazeriam este cenário. Nove anos depois a Jugoslávia ficava com a prata. Para a Hungria seria o terceiro bronze consecutivo, o que demonstrava que era uma seleção com valor. A Checoslováquia ficou em quarto pelo segundo europeu seguido. Apesar de variadíssimos lugares de honra, os checos nunca atingiram o ouro. Só quando o país se desfez é que as suas sucessoras fariam a festa.

 

 

 

 

 

 

1987-Espanha: União Soviética

   
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Polónia 95-62
      Roménia 95-52
      Hungria 110-70
      França 109-47
      Suécia 136-63
    Meias-finais Checoslováquia 89-81
    FINAL Jugoslávia 83-73
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

 

 

 

XXI Europeu de Basquetebol, 1979, Itália: mais um para os soviéticos

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Depois do tri jugoslavo, nas últimas três edições, a União Soviética recuperou o título. Cedeu apenas uma derrota na primeira fase de grupos diante da Espanha. De resto, venceu todos os jogos. Com maior ou menor dificuldade os russos chegaram à final contra a surpreendente Israel. Na final uma vitória concludente por 98-76 chegou para mais um troféu. Israel ficou em segundo lugar, melhor classificação de sempre e única vez que ficou nos quatro primeiros. Os melhores resultados a seguir a isto são dois quinto lugares em 1953 e 1977.  A Jugoslávia mesmo assim não saiu de mãos a abanar pois conquistou o bronze. A Itália, país anfitrião fixou-se no quarto lugar, um lugar respeitável.

 

 

 

 

 

 

1979-Itália: União Soviética

   
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Holanda 92-84
      Bulgária 104-71
      Espanha 90-101
    Fase Final [Espanha 90-101] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      Jugoslávia 96-77
      Checoslováquia 71-66
      Israel 92-71
      Itália 90-84
    FINAL Israel 98-76
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

III Mundial de Andebol, 1958, RDA: bi para a Suécia

 

 

 

 

 

1958-RDA: Suécia

   
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Espanha 31-11
      Polónia 19-14
      Finlândia 27-16
    2ªfase (Grupo 2) [Polónia 19-14]-resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      Jugoslávia 26-9
      Dinamarca 13-12
    FINAL Checoslováquia 22-12
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

A terceira edição do Mundial de Andebol teve lugar na RDA em 1958. A Suécia revalidou o título. A primeira seleção a vencer dois consecutivos. Só seria campeã novamente nos anos 90. Um título sem derrotas. Caminhou duas fases de grupo sem perder e apenas teve complicações no jogo com a Dinamarca, onde venceu por 13-12. Na final, uma vitória esclarecedora por dez golos de diferença diante da Checoslováquia. Relembre-se que o formato deste campeonato passava por duas fases de grupo, onde na segunda destas, o vencedor de cada grupo, tinha dois, disputava a final com o primeiro classificado do outro. Os segundos de cada grupo competiam pelo bronze.  O bronze foi para a Alemanha, campeã em 1938. A Dinamarca ficou em quarto lugar. Os dinamarqueses são os líderes dos quarto classificados, pois, ficou aqui por seis vezes, última em 2009. A Checoslováquia, medalha de prata, estava a preparar a festa que teria no futuro.

 

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XX Europeu de Basquetebol Feminino, 1985, Itália: mais um para a URSS

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Mais um Europeu de Basquetebol Feminino mais um título incontestável, indiscutível e…que pareceu fácil, aliás, muito fácil! Para se ter uma ideia, o jogo mais renhido da União Soviética foi o primeiro diante do país organizador a Itália, que acabou com uma vantagem de 18 pontos para as russas! De resto, margens de mais de vinte pontos, inclusive na final triunfo por 103-69, contra a Bulgária, o que demonstra a diferença e o domínio da URSS no panorama do basquetebol europeu feminino. Domínio que só se perdeu com a desintegração desta nação no início da década 90. O primeiro Europeu disto foi nos anos 30, com a vitória da Itália. Desde aí, até 1985, só um título fugiu às russas; que mais é preciso dizer?! Em 1985, na Itália, ninguém foi capaz de sequer equilibrar os jogos. Nada a dizer uma hegemonia absoluta.

 

1985: Itália: URSS
   
 
 
  1ªfase (Grupo B) Itália 75-57
  Bélgica 95-46
  Hungria 87-65
  Polónia 77-51
  Espanha 115-42
  Meias-finais Checoslováquia 111-43
  FINAL Bulgária 103-69
 
 
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

XX Europeu de Basquetebol 1977, Bélgica: tri para a Jugoslávia

1977: Bélgica: Jugoslávia
   
 
 
  1ªfase (Grupo B) Espanha 79-76
  Finlândia 88-80
  Bélgica 111-83
  Holanda 111-75
  Checoslováquia 103-111
  Meias-finais Itália 88-69
  FINAL URSS 74-61
 
 
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

A Jugoslávia era bicampeã europeia aqui, em 1977, na Bélgica fez o tri. Depois da hegemonia soviética veio a jugoslava. Seria a partir da década de 70 que este país começou a afirmar-se como uma potência do basquetebol europeu e mundial. Na primeira fase de grupos cedeu uma derrota diante da Checoslováquia. Não foi muito penalizante pois já tinha o apuramento garantido quando se chegou a esse encontro. Depois nas meias-finais uma vitória fácil diante da Itália. Na final, contra os anteriores dominadores deste evento, a União Soviética, uma vitória surpreendentemente fácil, treze pontos de diferença, chegando assim ao seu terceiro título europeu de basquetebol. Não seria o último. Finalmente, os russos tinham um oponente à altura, embora este não deixariam que isto ficasse assim nas próximas edições do torneio.

 

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XIX Europeu de Basquetebol, 1975, Jugoslávia: título para os anfitriões

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Depois do título de 1973, pondo fim à hegemonia soviética, em casa, a Jugoslávia alcançou o bi, somando o título de 1975 ao de dois anos atrás. Um campeonato em que não houve final. Houve sim um grupo final de cinco equipas, todos contra todos, acumulando o resultado da primeira fase de grupos da outra seleção qualificada do mesmo grupo, onde quem ganhasse mais encontros era campeã. A Jugoslávia transitou com uma vitória frente à Itália conseguida na primeira fase de grupos e venceu os outros quatro atingindo assim o seu segundo troféu, o seu segundo campeonato. Apenas a vitória, decisiva na atribuição do título, diante da União Soviética, foi por menos de dez pontos, seis no caso (90-84). De resto, tudo triunfos concludentes. Assim, a Jugoslávia somou o seu segundo Eurobasket. E esta geração ainda não tinha acabado.

 

1975, Jugoslávia: Jugoslávia    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Holanda 102-76
      Turquia 92-65
      Itália 83-69
    2ªfase (Grupo II) [Itália 83-69] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      Espanha 98-76
      Checoslováquia 84-68
      Bulgária 105-76
      URSS 90-84
         
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

XIII Europeu de Andebol, 2018, Croácia: finalmente ganha a Espanha

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A décima terceira edição do Europeu de Andebol foi disputada na Croácia em 2018. Este evento trouxe duas novidades: a Espanha finalmente à quinta final vence-o; a Suécia perde pela primeira vez uma final, a quinta que disputou. A França fechou no pódio em terceiro lugar. Os espanhóis nem sequer fizeram uma primeira fase de grupos perfeita, cedendo uma derrota diante da Dinamarca. Numa segunda fase de grupos extremamente equilibrada só conseguiram a passagem para as meias-finais no último jogo, triunfando contra os detentores do troféu, a Alemanha. Nas meias-finais derrotaram a França, campeão do Mundo, talvez se tenha assistido aqui a uma passagem de testemunho, e na final o que sucederia? A Suécia, com alguma surpresa, chegou à final, a sua quinta. Tinha ganho as outras quatro, apesar da última já ter sido em 2002. A Espanha, por sua vez, atingia a sua quinta final, nunca tinha festejado. Mas, finalmente, os espanhóis conseguiram vencer a maldição e sagraram-se campeões da Europa pela primeira vez. A estes associa-se dois títulos mundiais, o último em 2013. Foi uma grande festa após tantas frustrações!

2018, Croácia: Espanha    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo D) República Checa 32-15
      Hungria 27-25
      Dinamarca 22-25
    2ªfase (Grupo II) [República Checa 32-15] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      [Dinamarca 22-25] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      Macedónia 31-20
      Eslovénia 26-31
      Alemanha 31-27
    Meias-finais França 27-23
    FINAL Suécia 29-23
         
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

 

Primeiro título para a Espanha: Mundial, 2010, África do Sul

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2010, África do Sul: Espanha      
       
    1ªfase, Grupo H Suíça 0-1
      Honduras 2-0
      Chile 2-1
    Oitavos-de-final Portugal 1-0
    Quartos-de-final Paraguai 1-0
    Meias-finais Alemanha 1-0
    FINAL Holanda 1-0 a.p.
         
 Onze principal: Casillas; Sérgio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevilla; Xabi Alonso (Fabregas) e Busquets; Iniesta, Xavi e Pedro (Navas); David Villa (Fernando Torres)
         
Marcha do marcador: 1-0, por Iniesta (116m)
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

Pela primeira vez um Mundial foi disputado no continente africano, mais concretamente na África do Sul, em 2010. Finalmente, a Espanha conseguiria a consagração. Depois de anos em que era apontada como candidata e nunca fazia nada de jeito, os espanhóis finalmente conquistaram o título. Até aqui, o melhor que esta nação tinha conseguido era um quarto lugar, no já muito distante Campeonato do Mundo de 1950, no Brasil, 60 anos, depois, nem sequer tinha chegado a uma meia-final desde então. Porém, chegava aqui como campeão da europa o que já demonstrava que esta não era uma geração qualquer.  Até começaram mal a prova, perdendo com a Suíça. Todavia, a partir daí ganharam os jogos todos e desde que a fase eliminar se iniciou, todos por 1-0. Na final, um golo de Iniesta no prolongamento deu o título a Espanha e assim alcançaram o que muitos já julgavam ser uma maldição. O triunfo diante da Holanda na final foi o culminar de uma geração que ficaria na história do futebol mundial.

Se com a Espanha se pode chamar de fim da maldição, para os holandeses é precisamente o contrário. Já tinham disputado duas finais deste evento, em 1974 e 1978. E tal como em 1978, a Holanda perdeu a final de 2010 no prolongamento. Terceira final perdida sem nenhuma ganha, começa a ser também uma tradição que ninguém gosta.

Houve duas grandes sensações neste Mundial. Duas nações que foram mais longe do que se esperava: o Uruguai e o Gana. Curiosamente, defrontaram-se nos quartos-de-final. O Gana tornou-se na terceira nação africana a chegar tão longe. E podia ter ido mais além. O jogo com o Uruguai terminou empatado a um no final dos 90 minutos e assim continuou até aos 120′. Exatamente no último suspiro deste houve uma grande penalidade favorável ao Gana, pois Suarez intercetou com a mão um remate que daria em golo. Seria uma oportunidade única, pois permitiria não só a vitória neste encontro, como qualificaria o Gana para as meias-finais, tornando-se na primeira seleção africana a ir tão longe. O jogador ganês não aguentou este peso histórico todo e falhou. Isto levou o jogo para as grandes penalidades, onde o Uruguai foi mais forte, apurando-se pela primeira vez em 40 anos para uma meia-final. Não foi mais longe. Perdeu com a Holanda. Porém, foi a melhor prestação desde o Mundial de 1970, no México, onde também acabou em quarto lugar.

No caminho para o título falou-se que a Espanha teve sorte. Uma das seleções que enfrentou foi o Paraguai que também teve aqui a sua melhor prestação e foi uma das surpresas da prova. Confrontaram-se as duas nos quartos, no início da segunda parte quando o jogo estava a zeros, o Paraguai teve uma grande penalidade a seu favor que falhou. A Espanha mais tarde marcou um golo e qualificou-se para as meias. Se os paraguaios tinham marcado nesse momento o que seria depois ?!

Portugal apurou-se pela terceira vez consecutiva para este evento. O que acontecia pela primeira vez na sua história. Não foi uma prestação brilhante. Também não foi desastrosa. Atingiu-se os mínimos aceitáveis. Isto é passou a fase de grupos, mas nos oitavos a Espanha foi mais forte e um golo de David Villa eliminou os lusitanos. Ficam dois coisas a reter nesta participação: a vitória por sete zero frente à Coreia do Norte na fase de grupos, maior triunfo de sempre dos lusos neste evento; e, pela primeira vez Portugal passava uma fase de grupos num Mundial disputado fora da Europa. Em 1986 e 2002 não teve esse desiderato. Em 1966 e 2006, passou mas estes ocorreram na Inglaterra e Alemanha, no continente europeu.

 

 

 

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