XX Europeu de Basquetebol Feminino, 1985, Itália: mais um para a URSS

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Mais um Europeu de Basquetebol Feminino mais um título incontestável, indiscutível e…que pareceu fácil, aliás, muito fácil! Para se ter uma ideia, o jogo mais renhido da União Soviética foi o primeiro diante do país organizador a Itália, que acabou com uma vantagem de 18 pontos para as russas! De resto, margens de mais de vinte pontos, inclusive na final triunfo por 103-69, contra a Bulgária, o que demonstra a diferença e o domínio da URSS no panorama do basquetebol europeu feminino. Domínio que só se perdeu com a desintegração desta nação no início da década 90. O primeiro Europeu disto foi nos anos 30, com a vitória da Itália. Desde aí, até 1985, só um título fugiu às russas; que mais é preciso dizer?! Em 1985, na Itália, ninguém foi capaz de sequer equilibrar os jogos. Nada a dizer uma hegemonia absoluta.

 

1985: Itália: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Itália 75-57
      Bélgica 95-46
      Hungria 87-65
      Polónia 77-51
      Espanha 115-42
    Meias-finais Checoslováquia 111-43
    FINAL Bulgária 103-69
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

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XX Europeu de Basquetebol 1977, Bélgica: tri para a Jugoslávia

1977: Bélgica: Jugoslávia    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Espanha 79-76
      Finlândia 88-80
      Bélgica 111-83
      Holanda 111-75
      Checoslováquia 103-111
    Meias-finais Itália 88-69
    FINAL URSS 74-61
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

A Jugoslávia era bicampeã europeia aqui, em 1977, na Bélgica fez o tri. Depois da hegemonia soviética veio a jugoslava. Seria a partir da década de 70 que este país começou a afirmar-se como uma potência do basquetebol europeu e mundial. Na primeira fase de grupos cedeu uma derrota diante da Checoslováquia. Não foi muito penalizante pois já tinha o apuramento garantido quando se chegou a esse encontro. Depois nas meias-finais uma vitória fácil diante da Itália. Na final, contra os anteriores dominadores deste evento, a União Soviética, uma vitória surpreendentemente fácil, treze pontos de diferença, chegando assim ao seu terceiro título europeu de basquetebol. Não seria o último. Finalmente, os russos tinham um oponente à altura, embora este não deixariam que isto ficasse assim nas próximas edições do torneio.

 

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I Mundial de Voleibol Feminino, 1952, URSS: título para a União Soviética

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Com um formato onde oito seleções se encontravam entre elas, num minicampeonato, onde quem ganhasse mais jogos era campeã. Isto ocorreu em 1952, na União Soviética que assim organizou o primeiro Campeonato do Mundo de voleibol feminino. E tal como sucedeu nos masculinos a URSS ganhou. Com uma particularidade: triunfou, vencendo todos os jogos sem ceder um único set, o que demonstra não só a superioridade das russas, como o passeio que deram, não deixando qualquer dúvida em relação a quem merecia este troféu. Foi o primeiro título da União Soviética neste torneio, mais se seguiriam. A Polónia ficou em segundo e este ainda é o seu melhor resultado de sempre, ainda por igualar.

1952: URSS: URSS    
   
         
         
         
    Fase Final Bulgária 3-0 (15-10,15-4,15-6)
      Roménia 3-0 (15-5,15-3,15-7)
      Checoslováquia 3-0 (15-10,15-5,15-6)
      Índia 3-0 (15-0,15-1,15-1)
      França 3-0 (15-2,15-3,15-7)
      Hungria 3-0 (15-2,15-5,15-4)
      Polónia 3-0 (15-8,15-4,15-8)
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

I Mundial de Voleibol, 1949, Checoslováquia: campeonato para a União Soviética

1949: Checoslováquia: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Bélgica 3-0 (15-1,15-6,15-3)
      Roménia 3-0 (15-4,15-6,16-14)
      Hungria 3-0 (15-9,15-3,15-9)
    Fase Final Roménia 3-1 (14-16,15-6,15-6,15-11)
      Polónia 3-0 (15-9,15-5,15-6)
      Bulgária 3-0 (15-8,15-4,15-1)
      França 3-0 (15-4,15-1,15-0)
      Checoslováquia 3-1 (15-7,15-11,17-19,15-13)
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

O primeiro campeonato do Mundo de Voleibol foi disputado em 1949, na Checoslováquia. Depois de outras modalidades se terem lançado com esta competição, em 1949 foi a vez do voleibol. Com um formato comum a quase todas as modalidades exceto o futebol, isto é: uma primeira fase de grupos, onde os dois primeiros se apuravam para um grupo final de seis seleções, todos contra todos, onde quem ganhasse mais jogos era campeão. Assim, a União Soviética venceu esses seis jogos, depois de ter triunfado também nos três encontros da primeira fase de grupos, conseguindo desta forma o seu primeiro título mundial. Numa prova marcada pelo domínio das nações para lá da cortina de ferro, monopolizaram os quatro primeiros lugares. Uma preponderância que se iria manter durante algumas edições. Para os russos foi o primeiro troféu neste evento; não seria o último.

 

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I Mundial de Andebol Feminino, 1957, Jugoslávia: título para a Checoslováquia

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Depois do primeiro mundial masculino de Andebol se ter disputado em 1938, 19 anos depois realizava-se o primeiro feminino. Teve lugar na Jugoslávia. Ao contrário do sexo oposto, este conteve mais que quatro seleções. Jogou-se mais que uma fase, em concreto, houve duas fases de grupos, sendo que na segunda o vencedor de cada emparelhamento defrontava-se numa final para determinar o campeão ou neste caso as campeãs. A Checoslováquia ganhou todos os jogos antes da final, sendo que o mais renhido foi contra a Suécia na primeira fase de grupos, 5-4 foi o resultado final. Na final diante da Hungria, as checas venceram com alguma tranquilidade, sete a um foi o desfecho, dando o título a essa nação. Foi o desenlace final de uma competição que teve aqui a sua primeira edição.

 

1957, Jugoslávia: Checoslováquia    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Hungria 8-4
      Suécia 5-4
    2ªfase (Grupo II) Áustria 12-3
      RFA 10-4
    FINAL Hungria 7-1
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

XIX Europeu de Basquetebol Feminino, 1983, Hungria: mais um para a URSS

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Mais um Europeu Feminino de Basquetebol, Hungria, 1983, mais um título para a União Soviética. A hegemonia continuava e continuaria durante a década de 80. Nada a dizer! Venceram todos os jogos. Todos por mais de vinte pontos. A final foi o mais “renhido”: triunfo diante da Bulgária por 91-70, isto é, vinte e um pontos de vantagem. E este foi o mais equilibrado! Um autêntico passeio rumo a mais um campeonato. A nível europeu, nesta altura, as russas faziam o que queriam. Não tinham oposição à altura. As outras seleções cingiam-se a lutar pelos outros dois lugares do pódio, prata e bronze. De resto, simplesmente, ninguém era capaz de se opor ao império soviético. Há muito tempo que isto sucedia e as coisas pareciam longe de se vislumbrar uma mudança. Só nos anos 90 é que tudo se alteraria.

 

1983, Hungria: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Suécia 105-74
      Bulgária 108-60
      Checoslováquia 97-55
      RFA 115-56
      Itália 83-53
    Meias-finais Hungria 103-69
    FINAL Bulgária 91-70
         
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro

XIX Europeu de Basquetebol, 1975, Jugoslávia: título para os anfitriões

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Depois do título de 1973, pondo fim à hegemonia soviética, em casa, a Jugoslávia alcançou o bi, somando o título de 1975 ao de dois anos atrás. Um campeonato em que não houve final. Houve sim um grupo final de cinco equipas, todos contra todos, acumulando o resultado da primeira fase de grupos da outra seleção qualificada do mesmo grupo, onde quem ganhasse mais encontros era campeã. A Jugoslávia transitou com uma vitória frente à Itália conseguida na primeira fase de grupos e venceu os outros quatro atingindo assim o seu segundo troféu, o seu segundo campeonato. Apenas a vitória, decisiva na atribuição do título, diante da União Soviética, foi por menos de dez pontos, seis no caso (90-84). De resto, tudo triunfos concludentes. Assim, a Jugoslávia somou o seu segundo Eurobasket. E esta geração ainda não tinha acabado.

 

1975, Jugoslávia: Jugoslávia    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Holanda 102-76
      Turquia 92-65
      Itália 83-69
    2ªfase (Grupo II) [Itália 83-69] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      Espanha 98-76
      Checoslováquia 84-68
      Bulgária 105-76
      URSS 90-84
         
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

XVIII Europeu de Voleibol Feminino, 1993, Checoslováquia: título para a Rússia

 

 

1993, Checoslováquia: Rússia
   
 
 
  1ªfase (Grupo 2) Ucrânia 0-3 (10-15,13-15,7-15)
  Bielorrússia 3-0 (15-5,15-3,15-6)
  Grécia 3-1 (15-5,10-15,15-7,15-3)
  Roménia 3-0 (15-4,15-7,15-5)
  Alemanha 3-0 (15-3,15-7,15-9)
  Meias-finais Itália 3-1 (15-9,12-15,16-14,15-2)
  FINAL Checoslováquia 3-0 (17-15,15-3,15-6)
 
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

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Em 1993, a União Soviética estava dissolvida. Parecia um raio de esperança para os adversários deste país que tinha dominado hegemonicamente esta competição. E o início parecia dar-lhes razão já que as russas perderam o primeiro jogo, da fase de grupos, por 3-0, diante da Ucrânia. Porém, este foi um pequeno percalço numa caminhada rumo ao título. Não mais perderam, cederam apenas mais dois sets, e conquistaram mais um título. O primeiro pós URSS. As coisas politicamente mudavam, mas desportivamente o vencedor continuava a ser o mesmo. No entanto, no futuro as coisas mudariam. A Rússia não deixou de triunfar, todavia, não o fez  como nos tempos da União Soviética, houve outras campeãs, embora as russas continuassem a triunfar.

XVIII Europeu de Basquetebol Feminino, 1981, Itália: mais um para a União Soviética

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1981, Itália: URSS    
   
       
       
       
  1ªfase (Grupo B) Hungria 94-68
    Roménia 90-40
    Checoslováquia 99-58
    Suécia 95-60
    Bulgária 111-78
  Meias-finais Jugoslávia 94-60
  FINAL Polónia 85-42
     

 

Mais um campeonato, mais um título para União Soviética. Mais uma vez um passeio. Venceram todos os jogos por pelo menos 25 pontos. O mais “renhido” foi contra a Hungria, com uma vitória por 26 pontos. Isto demonstra o poderio e a hegemonia das soviéticas. Simplesmente, à altura, não tinham rival. Não tinham ninguém que pudesse mostrar ou rivalizar com estas. E seria um domínio que se estenderia até à dissolução da União Soviética, embora, as coisas se equilibrassem um bocado mais para diante na década de 80. Mas no início desta, ninguém oferecia resistência a estas fantásticas equipas soviéticas.

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