Catar vice-campeão do Mundo de sub-20, futebol, 1981, Austrália

O Campeonato do Mundo de futebol, em 2022, vai-se realizar no Catar. Um país asiático, situado no Médio Oriente, com grande lucro, devido ao petróleo. Não tem grande história no futebol apesar de ir organizar o maior evento desta modalidade daqui a cinco anos. Só para dar uma ideia relativa a isto, nunca se qualificou para esta prova em toda a sua história. Tem nove presenças na Taça da Ásia (correspondente ao Europeu na Europa) e nunca passou dos quartos-de-final. Ou seja, muito pouco a realçar no seu palmarés futebolístico.

Contudo, esta nação tem algo que se orgulhar. Não no futebol sénior, mas no de sub-20. Aqui, conseguiu algo de registo. No Mundial de sub-20, de 1981, na Austrália, esta seleção chegou à final, eliminando mesmo o Brasil nos quartos e a Inglaterra nas meias. Assim, alcançou o jogo decisivo, onde foi obliterada pela RFA, perdendo por 4-0. Mesmo assim, fica para a posteridade: medalha de prata numa prova FIFA. Isso ainda é mais importante, porque uma potência como a Itália nunca chegou à final de um Campeonato do Mundo de sub-20. O que mostra que isto não é tão fácil como parece.

É verdade que não tem mais nada de importante, mas aqui fica o seu maior feito no futebol internacional.

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1981, Austrália: Catar    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Polónia 1-0
      EUA 1-1
      Uruguai 0-1
    Quartos-de-final Brasil 3-2
    Meias-finais Inglaterra 2-1
    FINAL RFA 0-4
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

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IX Taça das Confederações, 2013, Brasil: tri para o Brasil

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Após 64 anos, o Brasil iria organizar o Mundial de 2014. Antes disso, tinha a seu cargo a Taça das Confederações de 2013. Uma competição muito grata para os brasileiros, já que, tinham vencido as últimas duas e tinham mais um triunfo em 1997, isto é, em sete edições, três títulos. Em casa seriam capazes de somar mais uma e conquistá-la pela quarta vez, terceira consecutiva?!

Como é apanágio neste evento havia sempre uma surpresa, uma seleção que chegava longe que não era apontada como favorita. Neste, isso não aconteceu. Todos os semifinalistas tinham não só títulos mundiais no palmarés, como eram tidos como possíveis vencedores disto. O leque dos quatro eram: Brasil, Uruguai, Espanha e Itália. Todos com variadíssimos títulos.

O Brasil desta vez não facilitou e ganhou todos os jogos. O mais equilibrado foi nas meias-finais frente ao Uruguai, onde triunfou por 2-1. Os outros todos ganhos por dois ou mais golos. Na final arrasou a Espanha, 3-0. Um triunfo inquestionável neste evento. Ganhou todos os jogos. Em oito edições da Taça das Confederações, os brasileiros triunfaram em quatro, metade. O que demonstra bem o seu domínio. Até porque, conquistaram as últimas três (2005,2009,2013), um record dificilmente igualável.

2013-Brasil: Brasil
   
 
 
  1ªfase (Grupo A) Japão 3-0
  México 2-0
  Itália 4-2
  Meias-finais Uruguai 2-1
  FINAL Espanha 3-0
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

VIII Taça das Confederações, 2009, África do Sul: novo triunfo brasileiro

2009-África do Sul: Brasil
   
 
 
  1ªfase (Grupo B) Egipto 4-3
  EUA 3-0
  Itália 3-0
  Meias-finais África do Sul 1-0
  FINAL EUA 3-2
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

A África do Sul tornou-se em 2009 no primeiro país africano a receber uma prova FIFA a nível sénior. Assim, organizou a Taça das Confederações em 2009 e no ano seguinte receberia o Mundial de 2010.

Como é característico neste evento houve surpresas. Uma dessas foi a presença do país anfitrião nas meias-finais. Mas a maior de todas foi a vitória dos EUA, nessa fase da prova, frente à Espanha, qualificando-se para a final. Mais uma vez aqui algo de escandaloso.  Aqui já todas as confederações tiveram pelo menos uma equipa na final ao longo da história da Taça das Confederações.

O Brasil somou mais uma, a terceira vitória. Ao contrário de em 2005, onde tiveram dificuldades para sair da fase de grupos, aqui foram justos vencedores e não enfrentaram problema de maiores, entretanto, disputou-se um jogo épico contra o Egipto, triunfo por quatro a três, de resto duas goleadas.

Nas meias-finais um jogo mais difícil sobre o país anfitrião, vitória por um zero. Na final, os americanos estiveram a ganhar por dois a zero, mas o Brasil deu a volta e festejou o título revertendo o marcador para três a dois. Terceiro título para os brasileiros que o colocam como o mais titulado da Taça das Confederações, ultrapassando a França que tinha também dois.

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VII Taça das Confederações, 2005, Alemanha: vitória para o Brasil

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2005-Alemanha: Brasil
   
 
 
  1ªfase (Grupo B) Grécia 3-0
  México 0-1
  Japão 2-2
  Meias-finais Alemanha 3-2
  FINAL Argentina 4-1
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

Mudou-se a ideia de quando organizar isto. Em vez de ser de dois em dois anos, onde o país escolhido se candidatava, passava a disputar-se no país que albergava o próximo Mundial, no ano anterior. Assim, a Alemanha recebia o Campeonato do Mundo de 2006, subsequentemente, em 2005, organizava esta Taça das Confederações. O sistema de apuramento para isto era o mesmo.

O Brasil, que 2003, tinha tido uma má prestação, não passando da fase de grupos, aqui, quase repetia o mesmo, pois, ficou igualado em pontos com o Japão, tinha a mesma diferença de golos, só que tinha mais golos marcados, passando assim em segundo lugar no grupo. Safaram-se por pouco!

A partir daí, os brasileiros acertaram e arrancaram rumo ao segundo troféu. Nas meias-finais venceram os anfitriões, a Alemanha, num jogo renhido. Na final, esmagaram a Argentina, goleando por quatro a um. Fizeram deste modo a festa pela segunda vez.

Este evento, em 2005, não teve grandes surpresas, os favoritos passaram todos e só foram derrotados por outros. O que ia contra o que aconteceu em edições anteriores, onde houveram sempre surpresas. Este ano nenhuma!

 

 

 

VI Taça das Confederações, 2003, França: vitória dos anfitriões

Pela segunda edição consecutiva, em 2003, a França voltou a vencer este evento, organizado por si. O Brasil foi a grande desilusão, já que era o campeão mundial, título conquistado em 2002 no continente asiático. Aqui, não passou a fase de grupos, porque a Turquia tinha uma diferença igual de golos, mas com mais marcados que os brasileiros. Um fiasco! Contudo, nas edições seguintes estes iam compensar este desastre.

Quanto aos gauleses, a sua vitória não podia ser mais inequívoca, ganharam todos os seus jogos, só sofreram três golos e golearam a Nova Zelândia por 5-0. Após, uma fase de grupos, onde venceram todos os jogos, as meias-finais, frente à Turquia, foi um encontro equilibrado e empolgante, já que, a França venceu por três a dois, passando assim à final.

A final, frente, a mais uma surpresa tão caraterística deste evento, os Camarões, só foi decidido no prolongamento, onde os franceses venceram por um a zero. Os africanos continuam a ser a única equipa desse continente a chegar à final. Aliás, esta prova todas as confederações já atingiram a final. Um fato transversal nesta organização, não repetido no Mundial.

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2003-França: França
 
 
 
1ªfase (Grupo A) Colômbia 1-0
Japão 2-1
Nova Zelândia 5-0
Meias-finais Turquia 3-2
FINAL Camarões 1-0 a.p.
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

IV Taça das Confederações, 1999, México: vitória dos anfitriões

Depois da anos a disputar-se na Arábia Saudita, esta edição foi deslocada para o México, em 1999. Oito seleções fizeram parte deste evento. Na primeira fase houve uma surpresa, curiosamente, no grupo do México, onde os antigos anfitriões da prova, onde tudo começou, se qualificaram para as meias-finais. Aí, a Arábia Saudita foi dinamitada pelo Brasil, sendo assim goleada por 8-2.

Os mexicanos na fase de grupos só tiveram um percalço, empate com o Egipto, sem grandes consequências pois não só triunfaram nos outros dois jogos, como ganharam o grupo. Nas meias-finais, o clássico da CONCACAF e clássico mundial, México-EUA, só decidido no prolongamento, com vitória para os latinos.

Na final, um jogo espetacular, com sete golos, onde o México aproveitou estar a jogar em casa para surpreender o Brasil, vencendo por 4-3, somando até hoje a sua única competição FIFA do seu historial. No Mundial, são juntamente com o Brasil e a Alemanha, o único país que passou sempre aqui a primeira fase desde o de 1994, nos EUA, com uma pequena diferença, apesar deste registo, caíram sempre nos oitavos-de-final. Já vai seis eliminações sucessivas nos oitavos-de-final. Quando será esta maldição ultrapassada? Até porque, o México já chegou duas vezes aos quartos-de-final, nos campeonatos de Mundo que organizou, em 1970 e 1986. Sendo que no primeiro não havia oitavos-de-final, apuravam-se diretamente para os quartos.

 

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1999-México: México    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Arábia Saudita 5-1
      Egipto 2-2
      Bolívia 1-0
    Meias-finais EUA 1-0 a.p.
    FINAL Brasil 4-3
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

III Taça das Confederações, 1997, Arábia Saudita: primeiro para o Brasil

1997-Arábia Saudita: Brasil    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Arábia Saudita 3-0
      Austrália 0-0
      México 3-2
    Meias-finais República Checa 2-0
    FINAL Austrália 6-0
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

Pela terceira vez organizada pela Arábia Saudita, em três edições, desta vez a vitória sorriu ao Brasil. A primeira de quatro, fazendo este a nação mais bem sucedida neste evento. Uma vitória inapelável, só cederam um empate na fase de grupos frente à Austrália, e só sofreram dois golos, também nessa etapa, diante do México.

Pela primeira vez este formato: dois grupos de quatro, onde os dois primeiros de cada grupo passavam para as meias-finais. Formato este, ainda atual e será repetido na Rússia, em 2017, na próxima edição da prova.

O Brasil, depois de uma fase de grupos muito fácil, nas meias-finais também não teve problemas ao vencer por dois a zero, os vice-campeões europeus, a República Checa. Na final, diante do finalista surpresa, a Austrália, esmagou-os, triunfando por seis a zero, conquistando assim o seu primeiro troféu neste evento. Uma vitória inquestionável! Não tiveram opositores à altura. Até porque a Alemanha, campeã europeia, à altura, não quis participar nisto. O campeão sul-americano, o Uruguai, foi surpreendentemente eliminado nas meias-finais, pela Austrália, por morte súbita, no prolongamento. Nada a dizer quanto à justeza desta conquista.

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O último título argentino: Copa América 1993

1993/Equador:        
Argentina      
         
    1ªfase

Grupo C

Bolívia 1-0
      México 1-1
      Colômbia 1-1
    Quartos-de-final Brasil 1-1/6-5 g.p.
    Meias-finais Colômbia 0-0/6-5 g.p.
    FINAL México 2-1
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro

 

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Isto relata o último troféu que a seleção da Argentina conquistou: a Copa América 1993, no Equador. Desde aí, nada mais celebrarou a nível sénior. Uma malapata que vai durar até ao Mundial de 2018, ou, mais além se aqui não a conseguir quebrar.

Uma qualificação muito sofrida na primeira fase, com uma vitória e dois empates e mesmo no caso da primeira, por apenas um a zero, frente à Bolívia. Diz-se que nenhum país ganhou duas vezes nas grandes penalidades no mesmo evento. Isso é verdade para os Europeus, pois, nos Mundiais, isso já aconteceu, em 1990, com a Argentina. Também, nesta Copa América de 1993, os argentinos assim se qualificaram para as meias-finais e a final, derrotando o Brasil e a Colômbia respetivamente.

Na final, repetindo o jogo da fase de grupos que terminou empatado, venceu o México por 2-1, conquistando assim a sua 14ª Copa América, recorde na altura. Desde aí nada! E ainda por cima, com as vitórias do Uruguai em 1995  e 2011, esta na Argentina, passaram a ser os uruguaios o país com mais triunfos: quinze.

Nem Messi tem valido à Argentina. Três finais, três derrotas. Duas dolorosas em 2015 e 2016, nas grandes penalidades, contra o Chile. Tão penosas que este se retirou do futebol internacional. Provavelmente reconsiderará, mas que doeu muito doeu!

Mundial 1978, Argentina: primeiro título para os argentinos

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ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
Argentina:      
Mundial-1978, Argentina      
    1ªfase (Grupo 1) Hungria 2-1
      França 2-1
      Itália 0-1
    Quartos-de-final (Grupo B) Polónia 2-0
      Brasil 0-0
      Perú 6-0
    FINAL Holanda 3-1 a.p.
         
 Onze principal: Fillol; Olguin, Galvan, Passarella e Tarantini; Ardiles (Larossa), Gallego, Kempes e Bertoni; Luqué e Ortiz (Houseman)
         
Marcha do marcador: 1-0, por Kempes (38m); 1-1, por Nanninga (82m); 2-1, por Kempes (105m); 3-1, por Bertoni (115m)
 
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro

 

O Mundial de 1978, na Argentina, foi caracterizado por poucas surpresas. Nos quatro primeiros classificados não há qualquer equipa sensação. Nos que atingiram a segunda fase de grupos, talvez, a Áustria e o Perú; de resto, nada de muito sensacional. Foi uma prova, ao contrário de outras edições, sem grande feitos dos mais pequenos. O título, conquistado pelo país anfitrião, a Argentina não foi isento de polémicas. O mesmo se pode dizer da atribuição da organização a um país, na altura, marcado por uma ditadura muito repressiva e violenta. Porém, os argentinos esqueceram isso e sagraram-se campeões, batendo a Holanda, na final, por 3-1, após prolongamento. Sem, todavia, se livrarem de um susto, pois, um jogador holandês acertou um remate no poste, a poucos segundos dos 90.

Tal como a RFA na edição anterior, a Argentina, também, perdeu o último jogo da primeira fase contra os italianos. Não interferiu muito, porque já estavam classificados. Na segunda fase, o empate contra o Brasil, na segunda partida, deixou tudo em aberto para o último jogo desta etapa. Aqui aconteceu algo que levantou muita polémica. Naquela altura, a última jornada, das fases de grupos, não se jogavam à mesma hora, como agora. Assim, os argentinos, calendarizados para jogar a seguir ao Brasil, sabiam o resultado dos seus rivais e o que tinham de fazer para se apurarem para a final. Precisavam de vencer por quatro golos, ganharam por 6-0. Há muitas histórias relativas a este jogo, o que se pode inferir é que algo se passou, porém, como nada se provou, a Argentina apurou-se para a final e aí se sagrou campeã mundial.

Surpresas, quase nenhumas. Foi uma edição onde os favoritos com maior ou menor dificuldade se impuseram. As únicas notas de destaque a este respeito, é a presença da Áustria e do Perú na segunda fase de grupos, de resto nada a realçar.

Portugal, novamente, não se apurou para esta prova. Desta vez, contundo, o nosso adversário na qualificação, a Polónia, não era uma equipa qualquer, pois ficou em terceiro em 1974 e obteve o bilhete para a Argentina sem grandes problemas. Seriam precisos mais oito anos para a esta prova voltarmos.

 

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