I Mundial Feminino de Basquetebol, 1953, Chile: título para EUA

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No Chile ocorreu o primeiro Campeonato do Mundo de Basquetebol Feminino no ano de 1953. Isto manteve a tradição de organizar este evento na América Latina já que o masculino também aí se realizou, mais concretamente na Argentina, em 1950. Ao contrário do que aí aconteceu, o Chile não foi campeão, terminou em segundo a um ponto dos EUA. No entanto, chegaram ao último jogo contra as americanas com hipóteses de se sagrarem campeãs mundiais, porém, os EUA ganharam e assim obtiveram esse título. Tiveram uma única derrota durante o evento que não deteve esta nação. O formato da competição era semelhante ao que se fez para o masculino, em 1950: uma eliminatória e depois um sistema de todos contra todos, onde quem ganhasse mais vezes era campeão. Os EUA venceram todos os jogos menos um, contra o Brasil, derrotando as anfitriãs no último encontro, alcançando o seu primeiro troféu num Campeonato do Mundo de Basquetebol.

1953, Chile: EUA    
   
         
         
         
    1ªeliminatória Paraguai 60-28
    Fase Final França 41-37
      Argentina 34-22
      Brasil 23-29
      Paraguai 41-31
      Chile 49-36
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
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I Mundial de Basquetebol, 1950, Argentina: título para os organizadores

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Em 1950 fez-se história. A Argentina organizou o primeiro campeonato do Mundo de basquetebol e foi campeã. Não mais repetiu o título. Em 2002, esteve perto, mas, perdeu no prolongamento para a Jugoslávia. Não carpiram lágrimas, pois, em 2004, foi campeã olímpica. Um dos quatro que fugiu aos EUA, desde o primeiro torneio em 1936. Embora, já se disputasse nos Jogos Olímpicos e já houvesse desde os anos 30 o Campeonato Europeu, só em 1950 ocorreu este evento. A Argentina venceu uma eliminatória de apuramento para a fase final, onde, quem ganhasse mais jogos era campeão num formato de todos contra todos. Os argentinos triunfaram em todos e assim festejaram o seu único campeonato do Mundo. Com os americanos agora a participar com estrelas da NBA, algo que não acontecia então, será muito difícil isto ser repetido. Contudo, tal como em 2006, onde a final foi entre a Espanha e a Grécia, surpresas acontecem!

1950, Argentina: Argentina    
   
         
         
         
    2ªeliminatória França 56-40
    Fase Final Brasil 40-35
      Chile 62-41
      França 66-41
      Egipto 68-33
      EUA 64-50
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

Mundial, 1986, México: Argentina campeã

Pela segunda vez, vinte anos depois, Portugal qualificou-se para um Mundial de futebol: neste caso, no México, em 1986. Uma qualificação sofrida, só obtida após vitória na RFA, por 1-0, com um golo de Carlos Manuel. O selecionador era José Torres que tinha brilhado em 1966, neste evento, na Inglaterra, onde alcançou a medalha de bronze.

Em terras mexicanas, as coisas até começaram bem com uma vitória por 1-0, novamente com um golo de Carlos Manuel, diante da Inglaterra, seleção que até então não batíamos desde um particular em 1955. O problema foi os jogos seguintes: derrota contra a Polónia, resultado que na altura podia ser considerado normal, até porque, em 1982, os polacos ficaram em terceiro lugar. O pior foi depois, frente a Marrocos, que venceu inesperadamente por 3-1, eliminando os lusitanos, tornando-se na primeira seleção africana a passar a fase de grupos. Eliminados, jogadores em confronto com a federação, o caso Saltillo, dificilmente seria algo para recordar pela positiva.

Quanto ao restante da prova, a surpresa Marrocos, que terminou nos oitavos, frente a RFA. O México igualou o seu melhor resultado de sempre, quartos-de-final, o mesmo que tinha conseguido no México 1970. Só em 1994, os aztecas conseguiriam passar uma fase de grupos fora do seu país, as outras duas tinham sido obtidas quando este evento se disputou em terras mexicanas. A RFA, que tinha eliminado uma das surpresas desta prova, Marrocos, teve muitas dificuldades em derrotar, nos quartos, os anfitriões, só nas grandes penalidades.

A Bélgica também surpreendeu. Chegou às meias-finais, onde perdeu diante da Argentina, com dois golos da estrela e do melhor jogador deste torneio: Maradona. Cedeu no jogo para o bronze, frente à França. Todavia, este quarto lugar ainda é o seu melhor registo. A França, ao conseguir o lugar mais baixo do pódio, igualava, até então, a sua maior participação, também, bronze, no Suécia 1958. A geração de Zidane, mais tarde, ultrapassaria todos estes feitos, fazendo melhor que a de Platini.

A Argentina teve no seu capitão, Maradona, o seu melhor astro. Diz que viu o Mundial de 1986 que foi Maradona que o ganhou, arrasando adversário após adversário. Registou cinco golos, curiosamente nenhum na final. Mas aí também teve destaque ao fazer a assistência para o 3-2,  para a festa argentina, para o seu segundo título e último até agora. Vamos ver o que Messi fará na Rússia. A RFA, teve aqui um recorde negativo, ainda é o único país, juntamente com a Holanda (1974 e 1978), a perder duas finais seguidas; em 1982, tinha perdido diante da Itália. A Itália, por sua vez, campeão em título, teve um prestação fraca, não passou dos oitavos-de-final, derrotada pela França. Mas, Maradona partiu tudo, segundo quem viu!

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
 
1986, México: Argentina
 
  1ªfase, Grupo A Coreia do Sul 3-1
  Itália 1-1
  Bulgária 2-0
  Oitavos-de-final Uruguai 1-0
  Quartos-de-final Inglaterra 2-1
  Meias-finais Bélgica 2-0
  FINAL RFA 3-2
 
 Onze principal: Pumpido; Brown, Cuciuffo, Ruggeri e Olarticoechea; Giusti, Batista, Maradona e Enrique; Burruchaga (Trobbiani) e Valdano
 
Marcha do marcador1-0, por Brown (23m); 2-0, por Valdano (56m); 2-1, por Rummenigge (74m); 2-2, por Völler (82m); 3-2, por Burruchaga (88m))
 
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

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Catar vice-campeão do Mundo de sub-20, futebol, 1981, Austrália

O Campeonato do Mundo de futebol, em 2022, vai-se realizar no Catar. Um país asiático, situado no Médio Oriente, com grande lucro, devido ao petróleo. Não tem grande história no futebol apesar de ir organizar o maior evento desta modalidade daqui a cinco anos. Só para dar uma ideia relativa a isto, nunca se qualificou para esta prova em toda a sua história. Tem nove presenças na Taça da Ásia (correspondente ao Europeu na Europa) e nunca passou dos quartos-de-final. Ou seja, muito pouco a realçar no seu palmarés futebolístico.

Contudo, esta nação tem algo que se orgulhar. Não no futebol sénior, mas no de sub-20. Aqui, conseguiu algo de registo. No Mundial de sub-20, de 1981, na Austrália, esta seleção chegou à final, eliminando mesmo o Brasil nos quartos e a Inglaterra nas meias. Assim, alcançou o jogo decisivo, onde foi obliterada pela RFA, perdendo por 4-0. Mesmo assim, fica para a posteridade: medalha de prata numa prova FIFA. Isso ainda é mais importante, porque uma potência como a Itália nunca chegou à final de um Campeonato do Mundo de sub-20. O que mostra que isto não é tão fácil como parece.

É verdade que não tem mais nada de importante, mas aqui fica o seu maior feito no futebol internacional.

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1981, Austrália: Catar    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Polónia 1-0
      EUA 1-1
      Uruguai 0-1
    Quartos-de-final Brasil 3-2
    Meias-finais Inglaterra 2-1
    FINAL RFA 0-4
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

I Taça das Confederações, 1992, Arábia Saudita: vitória para a Argentina

A primeira edição da Taça das Confederações foi jogada na Arábia Saudita em 1992. Apenas foi disputada por quatro seleções, sem fase de grupos, eliminação direta. A Argentina, à altura campeã sul americana e vice-campeão mundial, não teve grandes problemas nas meias-finais ao vencer o campeão africano por 4-0. Na final, frente ao país organizador, a Arábia Saudita, também não colocou grandes entraves à conquista do troféu por parte dos argentinos, embora tenha dado mais luta que o adversário das meias, tendo perdido por 3-1.

Foi o tubo de ensaio de uma competição que estava a dar os primeiros passos. A Argentina não a voltaria a ganhar. Uma prova que poderá ter a sua última edição em 2017 na Rússia. Veremos se tal acontecerá.

 

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1992-Arábia Saudita: Argentina    
   
       
       
       
  Meias-finais Costa do Marfim 4-0
  FINAL Arábia Saudita 3-1
       
*jogos no estádio do adversário; +campo neutr

O renascimento do Independiente 2010, Taça Sul Americana

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2010-

Taça Sul Americana

     
Independiente      
         
         
    2ªeliminatória Argentino Juniors (Arg) 1-0/1-1*
    Oitavos-de-final Defensor Sporting (Uru) 0-1*/4-2
    Quartos-de-final Deportes Tolima (Col) 2-2*/0-0
    Meias-finais LDU Quito (Equ) 2-3*/2-1
    FINAL Goiás (Bra) 0-2*/3-1/5-3 g.p.
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

Independiente, histórico clube Argentina, vencedor de sete Taça dos Libertadores da América, em sete finais, conta com mais duas Taças Intercontinentais. Tudo conquistado nas décadas de 60,70 e 80, chegando mesmo a vencer quatro Libertadores seguidas (1972-1975), recorde do evento. Desde então os sucessos não têm abundado. O clube chegou mesmo a descer de divisão no campeonato argentino.

Em 2010, o Independiente voltou a reviver os velhos tempos, tempos de glória. É verdade que teve alguma sorte com o sorteio, não defrontado equipas muito conhecidas, o LDU Quito, então detentor do troféu e campeão da Libertadores no ano anterior, o mais difícil dos tais.

Na final com o clube brasileiro, o Goiás, alguma surpresa com derrota clara no primeiro jogo, por 2-0, mas, na segunda mão, recuperou, vencendo por 3-1 (o desempate por golos fora não contam aqui) e depois nas grandes penalidades, revivendo os tempos de glória, festejando mais uma vez.

 

 

 

O último título argentino: Copa América 1993

1993/Equador:        
Argentina      
         
    1ªfase

Grupo C

Bolívia 1-0
      México 1-1
      Colômbia 1-1
    Quartos-de-final Brasil 1-1/6-5 g.p.
    Meias-finais Colômbia 0-0/6-5 g.p.
    FINAL México 2-1
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro

 

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Isto relata o último troféu que a seleção da Argentina conquistou: a Copa América 1993, no Equador. Desde aí, nada mais celebrarou a nível sénior. Uma malapata que vai durar até ao Mundial de 2018, ou, mais além se aqui não a conseguir quebrar.

Uma qualificação muito sofrida na primeira fase, com uma vitória e dois empates e mesmo no caso da primeira, por apenas um a zero, frente à Bolívia. Diz-se que nenhum país ganhou duas vezes nas grandes penalidades no mesmo evento. Isso é verdade para os Europeus, pois, nos Mundiais, isso já aconteceu, em 1990, com a Argentina. Também, nesta Copa América de 1993, os argentinos assim se qualificaram para as meias-finais e a final, derrotando o Brasil e a Colômbia respetivamente.

Na final, repetindo o jogo da fase de grupos que terminou empatado, venceu o México por 2-1, conquistando assim a sua 14ª Copa América, recorde na altura. Desde aí nada! E ainda por cima, com as vitórias do Uruguai em 1995  e 2011, esta na Argentina, passaram a ser os uruguaios o país com mais triunfos: quinze.

Nem Messi tem valido à Argentina. Três finais, três derrotas. Duas dolorosas em 2015 e 2016, nas grandes penalidades, contra o Chile. Tão penosas que este se retirou do futebol internacional. Provavelmente reconsiderará, mas que doeu muito doeu!

Uma prova brilhante, voleibol, Mundial, Argentina, 2002: Portugal acaba em oitavo lugar

2002-Argentina:
Portugal
   
    1ªfase

(Grupo A)

China 3-1 (16-25,25-21,25-19,25-11)
  Austrália 3-1 (25-20,25-27,25-21,29-27)
  Argentina 1-3 (25-21,22-25,22-25,22-25)
  2ªfase (Grupo H) Espanha 3-2 (19-25,22-25,25-21,25-20,15-13)
  Polónia 3-1 (25-22,32-34,25-20,25-22)
  Rússia 0-3 (24-26,15-25,20-25)
  Quartos-de-final Jugoslávia 0-3 (20-25,23-25,16-25)
  5º-8ºlugar Itália 0-3 (23-25,19-25,17-25)
  7º/8ºlugar Grécia 2-3 (25-21,20-25,25-23,21-25,12-15)
  

Portugal tinha uma presença no Campeonato Mundo de 1956, onde acabou no 15ºlugar. Depois, não mais participou. Parecia que tal ocorrência se ia manter indefinidamente. Até que, qualificados como o melhor segundo classificado dos grupos de apuramento, 46 anos depois regressou a um dos maiores palcos mundiais de voleibol. Portugal teve um bocado de sorte com o sorteio, calhando num grupo relativamente acessível e aproveitou, apurando-se para a segunda fase, como segundo classificado.

Nessa fase do torneio, o emparelhamento tinha pouco de fácil, frente a dois todos poderosos do voleibol masculino: a Rússia e a Polónia. Parecia que o sonho tinha acabado, já que, só passavam os dois primeiros. Logo no primeiro encontro, os portugueses recuperaram de uma desvantagem de dois sets para bater a Espanha. Seguia-se a Polónia, o jogo fundamental para a classificação para os quartos-de-final. Poucos acreditavam, mas, os lusitanos venceram e garantiram aí os quartos.

Foi um evento épico, contudo, terminou nos quartos-de-final, perdendo naturalmente para os então campeões europeus, a Jugoslávia. Seguidamente, dois derrotas em jogos com pouco significado, relativamente a quem ficava entre quinto e oitavo lugar. Porém, não deixou de ser uma prestação exemplar e até agora não encontra igual em modalidades olímpicas coletivas à exceção do futebol.

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Mundial 1978, Argentina: primeiro título para os argentinos

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ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
Argentina:      
Mundial-1978, Argentina      
    1ªfase (Grupo 1) Hungria 2-1
      França 2-1
      Itália 0-1
    Quartos-de-final (Grupo B) Polónia 2-0
      Brasil 0-0
      Perú 6-0
    FINAL Holanda 3-1 a.p.
         
 Onze principal: Fillol; Olguin, Galvan, Passarella e Tarantini; Ardiles (Larossa), Gallego, Kempes e Bertoni; Luqué e Ortiz (Houseman)
         
Marcha do marcador: 1-0, por Kempes (38m); 1-1, por Nanninga (82m); 2-1, por Kempes (105m); 3-1, por Bertoni (115m)
 
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro

 

O Mundial de 1978, na Argentina, foi caracterizado por poucas surpresas. Nos quatro primeiros classificados não há qualquer equipa sensação. Nos que atingiram a segunda fase de grupos, talvez, a Áustria e o Perú; de resto, nada de muito sensacional. Foi uma prova, ao contrário de outras edições, sem grande feitos dos mais pequenos. O título, conquistado pelo país anfitrião, a Argentina não foi isento de polémicas. O mesmo se pode dizer da atribuição da organização a um país, na altura, marcado por uma ditadura muito repressiva e violenta. Porém, os argentinos esqueceram isso e sagraram-se campeões, batendo a Holanda, na final, por 3-1, após prolongamento. Sem, todavia, se livrarem de um susto, pois, um jogador holandês acertou um remate no poste, a poucos segundos dos 90.

Tal como a RFA na edição anterior, a Argentina, também, perdeu o último jogo da primeira fase contra os italianos. Não interferiu muito, porque já estavam classificados. Na segunda fase, o empate contra o Brasil, na segunda partida, deixou tudo em aberto para o último jogo desta etapa. Aqui aconteceu algo que levantou muita polémica. Naquela altura, a última jornada, das fases de grupos, não se jogavam à mesma hora, como agora. Assim, os argentinos, calendarizados para jogar a seguir ao Brasil, sabiam o resultado dos seus rivais e o que tinham de fazer para se apurarem para a final. Precisavam de vencer por quatro golos, ganharam por 6-0. Há muitas histórias relativas a este jogo, o que se pode inferir é que algo se passou, porém, como nada se provou, a Argentina apurou-se para a final e aí se sagrou campeã mundial.

Surpresas, quase nenhumas. Foi uma edição onde os favoritos com maior ou menor dificuldade se impuseram. As únicas notas de destaque a este respeito, é a presença da Áustria e do Perú na segunda fase de grupos, de resto nada a realçar.

Portugal, novamente, não se apurou para esta prova. Desta vez, contundo, o nosso adversário na qualificação, a Polónia, não era uma equipa qualquer, pois ficou em terceiro em 1974 e obteve o bilhete para a Argentina sem grandes problemas. Seriam precisos mais oito anos para a esta prova voltarmos.

 

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