XVIII Europeu de Voleibol Feminino, 1993, Checoslováquia: título para a Rússia

 

 

1993, Checoslováquia: Rússia
   
 
 
  1ªfase (Grupo 2) Ucrânia 0-3 (10-15,13-15,7-15)
  Bielorrússia 3-0 (15-5,15-3,15-6)
  Grécia 3-1 (15-5,10-15,15-7,15-3)
  Roménia 3-0 (15-4,15-7,15-5)
  Alemanha 3-0 (15-3,15-7,15-9)
  Meias-finais Itália 3-1 (15-9,12-15,16-14,15-2)
  FINAL Checoslováquia 3-0 (17-15,15-3,15-6)
 
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

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Em 1993, a União Soviética estava dissolvida. Parecia um raio de esperança para os adversários deste país que tinha dominado hegemonicamente esta competição. E o início parecia dar-lhes razão já que as russas perderam o primeiro jogo, da fase de grupos, por 3-0, diante da Ucrânia. Porém, este foi um pequeno percalço numa caminhada rumo ao título. Não mais perderam, cederam apenas mais dois sets, e conquistaram mais um título. O primeiro pós URSS. As coisas politicamente mudavam, mas desportivamente o vencedor continuava a ser o mesmo. No entanto, no futuro as coisas mudariam. A Rússia não deixou de triunfar, todavia, não o fez  como nos tempos da União Soviética, houve outras campeãs, embora as russas continuassem a triunfar.

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XVIII Europeu de Voleibol, 1993, Finlândia: título para a Itália

 

A Itália começou a deixar a sua marca nos Europeus de voleibol. Iria iniciar um período onde conquistou vários títulos neste evento. Seriam seis ouros neste período. Este o segundo. Aos quais juntou três mundiais e oito Ligas Mundiais. Foram tempos dourados no voleibol transalpino. Este foi conquistado sem ceder qualquer derrota. O jogo mais difícil foi a final frente à Holanda, onde apenas na negra asseguraram o título. A Holanda também teve nesta década de 90 a sua geração de ouro. Mas aqui o troféu foi para os italianos. Foi uma época de domínio para os amantes do voleibol da Itália. A única coisa que escapou foi o título olímpico, de resto, limparam tudo, mais que uma vez.

1993, Finlândia: Itália    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Bulgária 3-1 (15-6,15-8,13-15,15-8)
      França 3-1 (15-4,15-4,15-17,16-14)
      Checoslováquia 3-0 (15-3,15-6,15-2)
      Suécia 3-0 (15-4,15-7,15-5)
      Holanda 3-1 (15-4,15-10,11-15,15-11)
    Meias-finais Alemanha 3-0 (15-1,15-6,15-11)
    FINAL Holanda 3-2 (15-6,15-5,13-15,8-15,15-9)
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

XVII Europeu de Voleibol Feminino, 1991, Itália: título soviético

1991, Itália: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Bulgária 3-0 (15-7,15-2,15-11)
      França 3-0 (15-6,15-11,15-13)
      Albânia 3-0 (15-2,15-7,15-6)
      Grécia 3-0 (15-7,15-2,15-3)
      Itália 3-0 (15-6,15-6,15-9)
    Meias-finais Alemanha 3-0 (15-6,15-3,15-11)
    FINAL Holanda 3-0 (15-4,15-2,15-3)
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

O Europeu de voleibol feminino de 1991 disputou-se na Itália. Mais uma vez com o vencedor do costume: a União Soviética. A última vez que esta nação participou nesta prova, pois, pouco depois subdividiu-se em vários países. A Rússia seria a sua sucessora pois era a potência colonizadora. Quanto à prova nada à dizer quanto à justeza da sua vitória. Não cedeu qualquer set. Poucos vezes concedeu mais de dez pontos em cada set (recorde-se que isto ainda era a pontuação antiga onde só se marcava pontos no próprio serviço e era até aos quinze). Foi um autêntico passeio rumo a mais um título. O último como URSS. Ao contrário dos masculinos, nos femininos a Rússia não ficou muito abalada com este fim, pois conquistou mais alguns. Nos homens apenas mais um em 2013.

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XVII Europeu de Voleibol, 1991, Alemanha: título soviético

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1991, Alemanha: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Suécia 3-0 (15-5,15-13,15-13)
      Polónia 3-0 (16-14,15-11,15-6)
      Finlândia 3-0 (15-12,15-7,15-11)
      Grécia 3-1 (10-15,15-9,15-2,15-6)
      Alemanha 3-0 (15-13,15-11,15-13)
    Meias-finais Holanda 3-0 (15-8,15-8,15-8)
    FINAL Itália 3-0 (15-11,17-16,15-9)
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Neste Europeu ocorreu o fim de uma era. A União Soviética estava a aproximar-se do fim. Este foi a sua última aparição como país unido num Campeonato da Europa. Em 1993, já se tinha subdividido em várias nações. Como tinha acontecido até então, o título não lhe escapou. Um troféu conquistado sem grandes aflições, só cedeu um set em sete jogos, o que demonstra o domínio neste evento de 1991, na Alemanha. Ao vencer a Itália na final estava-se a dar a passagem do testemunho, pois, apesar desta derrota na final, seriam os italianos a dominar a década de 90 do voleibol internacional. A única coisa que não ganharam foi os Jogos Olímpicos. De resto: Liga Mundial, tricampeã do Mundo (1990,1994,1998) e vários Europeus.

Este título também foi um marco. Desde o fim da União Soviética, os russos, potência colonizador desse país, só venceram mais um Europeu, o de 2013. Isto mostra que a Rússia ainda tem muito a percorrer para se equiparar às equipas da URSS dos anos 60,70 e 80.

VII Taça das Confederações, 2005, Alemanha: vitória para o Brasil

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2005-Alemanha: Brasil
   
 
 
  1ªfase (Grupo B) Grécia 3-0
  México 0-1
  Japão 2-2
  Meias-finais Alemanha 3-2
  FINAL Argentina 4-1
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

Mudou-se a ideia de quando organizar isto. Em vez de ser de dois em dois anos, onde o país escolhido se candidatava, passava a disputar-se no país que albergava o próximo Mundial, no ano anterior. Assim, a Alemanha recebia o Campeonato do Mundo de 2006, subsequentemente, em 2005, organizava esta Taça das Confederações. O sistema de apuramento para isto era o mesmo.

O Brasil, que 2003, tinha tido uma má prestação, não passando da fase de grupos, aqui, quase repetia o mesmo, pois, ficou igualado em pontos com o Japão, tinha a mesma diferença de golos, só que tinha mais golos marcados, passando assim em segundo lugar no grupo. Safaram-se por pouco!

A partir daí, os brasileiros acertaram e arrancaram rumo ao segundo troféu. Nas meias-finais venceram os anfitriões, a Alemanha, num jogo renhido. Na final, esmagaram a Argentina, goleando por quatro a um. Fizeram deste modo a festa pela segunda vez.

Este evento, em 2005, não teve grandes surpresas, os favoritos passaram todos e só foram derrotados por outros. O que ia contra o que aconteceu em edições anteriores, onde houveram sempre surpresas. Este ano nenhuma!

 

 

 

18 anos depois, novo título: Europeu 2016, Hóquei em Patins

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Depois de derrotas traumatizantes, especialmente, em casa, em 2012; e após um longo jejum, desde o Mundial de 2003, que não ganhava nada, Portugal voltou a festejar. O título mundial tinha sido em Oliveira de Azeméis, esta conquista, foi aí também. Parece ser uma cidade talismã para os portugueses, de novo, em 2016.

Tal como em 2003, a Espanha foi eliminada nas meias-finais. Tal como em 2003, frente à Itália. É verdade que a campeã em título era a Itália e que os castelhanos estão num período de transição, mas não deixa de ser uma coincidência engraçada.

Portugal teve um autêntico passeio até à final. Se as vitórias frente à Suíça e a Áustria eram esperadas, mais golo menos golo, a clareza do triunfo frente à Espanha (6-1), foi um bocado surpreendente. Depois, nova vitória nos quartos, sem discussão, diante a Inglaterra. Nas meias, o mesmo, à Suíça que tinha derrotado a França, nos quartos, onde causou alguma surpresa.

A final do Mundial de 2003 foi decidida no prolongamento, com um golo de Pedro Alves. Em 2016, não se chegou a isso. Portugal teve uma primeira parte desastrosa, mas fez uma segunda excecional, vencendo a final por 6-2. 18 anos depois novamente campeões europeus. Treze anos depois conquistou novamente algo, na mesma cidade. Espera-se pelo Mundial do próximo ano para ver até onde pode ir esta geração.

2016-Portugal: Portugal:
 
   
 
 
  1ªfase (Grupo B) Suíça 8-0
  Espanha 6-1
  Áustria 14-1
  Quartos-de-final Inglaterra 12-0
  Meias-finais Suíça 8-0
  FINAL Itália 6-2
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

 

 

 

 

 

 

XIII Europeu de Futebol, 2008, Áustria/Suíça: título espanhol

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ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
Áustria/Suíça 2008:      
Espanha      
    1ªfase, Grupo D Rússia 4-1
      Suécia 2-1
      Grécia 2-1
    Quartos-de-final Itália 0-0/4-2 g.p.
    Meias-finais Rússia 3-0
    FINAL Alemanha 1-0
         
 Onze principal: Casillas; Sergio Ramos, Marchena, Puyol e Capdevila; Marcos Senna, Iniesta, Xavi, Fabregas e Silva (Cazorla); Fernando Torres (Guiza)
         
Marcha do marcador: 1-0, por Fernando Torres (33m)
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

Marcado para a Áustria e a Suíça, a Espanha pôs fim a um interregno de 44 anos sem ganhar nada. Parecia maldição. Mas, em 2008, no Europeu, o tiki-taka pôs fim a isso. Um golo, na final, de Fernando Torres bastou para conquistarem o ceptro europeu. Isto foi o início da melhor geração de sempre do futebol espanhol.

Uma primeira fase concluída com três vitórias em três jogos. De seguida, o jogo mais difícil de todo o torneio para a seleção espanhola: só nas grandes penalidades, nos quartos-de-final, é que conseguiu eliminar a Itália. Nas meias, tal como na fase de grupos, outra goleada e triunfo tranquilo frente à Rússia. Na final, o golo de Torres bastou para derrotar a Alemanha.

As surpresas deste torneio foram a Turquia (que na fase de grupos perdeu contra Portugal) e a Rússia que chegaram às meias-finais. Para os turcos foi a melhor prestação de sempre. Para os russos foi a melhor desde o fim da União Soviética. Contudo, antes desse facto, a URSS, tinha chegado à final do Europeu de 1988, onde perdeu aí contra a Holanda. Relembre-se que este país venceu o primeiro Europeu da história, em 1960, na França.

Portugal teve uma prestação razoável: ganhou o seu grupo com vitórias nos primeiros dois jogos, garantido logo aí esse factor, a derrota contra a Suíça não contou para nada, nem para os lusitanos nem para os suíços. Nos quartos-de-final calhou a Alemanha, que tinha ficado em segundo no grupo, em virtude de ter perdido com a Croácia. Um jogo infeliz do guarda-redes Ricardo eliminou os portugueses, derrotados por 3-2.

 

 

 

IX Europeu de futebol, 1992, Suécia: título para a Dinamarca

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O Europeu de 1992 realizou-se na Suécia e teve um vencedor surpreendente a Dinamarca. Não estava sequer apurada. Foi repescada em virtude da guerra da Jugoslávia que levou à suspensão deste país. Assim, os dinamarqueses viveram um verdadeiro conto de fadas! O formato de disputa foi igual ao Europeu anterior.

A Dinamarca nem começou bem o Europeu com um empate e derrota, nos primeiros dois jogos da fase de grupos. A vitória frente à França na última jornada apurou-a para as meias-finais. Aí, frente ao detentor do troféu, a Holanda, tudo ficou decidido nas grandes penalidades, após um empate a dois. Na final surpreendeu a favorita Alemanha, com uma vitória por dois a zero, festejando um título totalmente improvável, já que, foram repescados. A primeira grande surpresa da história deste evento.

O país organizador a Suécia teve aqui também a sua melhor prestação de sempre, atingindo as meias-finais, resultado que nunca mais igualou ou tinha igualado. Nessa fase, soçobrou frente à Alemanha, por 3-2.

Portugal não se apurou novamente, mas, também, foi a última vez que tal se verificou. Depois, competimos em todos. Neste evento, a derrota na Grécia por 3-2, após uma vantagem de 2-1,foi decisiva, pois, assim ficámos em segundo lugar atrás dos então campeões, os holandeses, a dois pontos.

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
Suécia 1992:      
Dinamarca      
    1ªfase, Grupo A Inglaterra 0-0
      Suécia 0-1
      França 2-1
    Meias-finais Holanda 2-2/5-4 g.p.
    FINAL Alemanha 2-0
         
 Onze principal: Schmeichel; Sivebaek (Christiansen), K.Nielsen, L.Olsen e Christofte; J.Jensen, Povlsen, Brian Ladrup e Piechnik; Vilfort e H.Larsen,
         
Marcha do marcador: 1-0, por Jensen (18m); 2-0, por Vilfort (78m)
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

IV Europeu de futebol, 1972, Bélgica: título para a Alemanha Ocidental

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
Bélgica 1972:      
RFA      
    Quartos-de-final Inglaterra 3-1*/0-0
    Bélgica, Final Four:    
    Meias-finais Bélgica 2-1
    FINAL URSS 3-0
         
 Onze principal: Maier; Höttges, Beckenbauer, Schwarzenbeck e Breitner; Wimmer, U.Hoeness e Netzer, Heynckes, G.Müller, E.Kremers
         
Marcha do marcador: 1-0, por G.Müller (27m); 2-0, por Wimmer (52m); 3-0, por G.Müller (58m)
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

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O Europeu de 1972 realizou-se na Bélgica. O vencedor foi a Alemanha Ocidental que aqui começou o seu período de domínio do futebol mundial. Uma final sem história, a segunda mais desequilibrada da história desta competição, já que, a RFA bateu a URSS por 3-0.

O formato de disputa era igual ao da edição anterior, só que, o então detentor do título, a Itália, nem sequer se apurou, perdendo, no play-off de acesso (quartos-de-final), frente à surpreendente Bélgica, que, após isto, foi escolhida como país organizador.

Apesar de não ter tido dificuldades na final, nas meias-finais a história foi diferente pois os alemães triunfaram com muito aperto por 2-1 aos belgas que jogavam em casa.

A Hungria, acabou em quarto, teve aqui a sua última participação até se apurarem para o de 2016, em França. Uma curiosidade: conseguiu duas presenças (1964 e 1972), quando só se qualificavam quatro países e depois só o fez outra vez, com 24 países que aí jogarão! Durante este hiato porque não o fizeram: quando passou de quatro para oito e depois 16?!

Portugal não se apurou, terminando em segundo, no grupo de apuramento, ganho pela Bélgica. Uma forte equipa, mas esperava-se mais dos lusitanos.

 

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