Vitória Setúbal na Taça de Portugal: 1953-54 a 1984-85

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ÉPOCA FASE ATINGIDA RESULTADO
1953-54 Finalista: Sporting 2-3
1954-55 Oitavos-de-final: Académica 1-3
1955-56 1ªeliminatória: Leões Santarém 1-4
1956-57 Meias-finais: Sporting Covilhã 1-0/0-3
1957-58 Quartos-de-final: Sporting 1-1/0-2
1958-59 1ªeliminatória: FC Porto 3-2/1-7
1959-60 2ªeliminatória: Sporting Covilhã 2-2/3-3/1-5
1960-61 Quartos-de-final: Sporting 1-0/1-4
1961-62 Finalista: Benfica 0-3
1962-63 1ªeliminatória: FC Porto 2-0/1-3/1-4
1963-64 Quartos-de-final: Belenenses 1-2/0-2
1964-65 VENCEDOR: Benfica 3-1
1965-66 Finalista: Sporting Braga 0-1
1966-67 VENCEDOR: Académica 3-2 a.p.
1967-68 Finalista: FC Porto 1-2
1968-69 4ªeliminatória: Belenenses 2-3
1969-70 5ªeliminatória: Benfica 3-2/0-2
1970-71 Meias-finais: Sporting 1-1/0-1
1971-72 Quartos-de-final: Belenenses 0-1
1972-73 Finalista: Sporting 2-3
1973-74 5ªeliminatória: Sporting 2-4
1974-75 Quartos-de-final: Benfica 0-1
1975-76 Meias-finais: Boavista 0-2
1976-77 Oitavos-de-final: Famalicão 2-3
1977-78 4ªeliminatória: Famalicão 0-1
1978-79 2ªeliminatória: Paredes 0-2
1979-80 Quartos-de-final: Varzim 0-1
1980-81 Meias-finais: FC Porto 1-2
1981-82 3ªeliminatória: Portimonense 0-1
1982-83 2ªeliminatória: Estrela Portalegre 1-2
1983-84 4ªeliminatória: Gil Vicente 0-1
1984-85 2ªeliminatória: Sporting Braga 0-1
+Campo neutro; *recinto adversário

O Vitória Setúbal teve neste período, sobretudo nos anos 60, os seus anos dourados na Taça Portugal. Um final nos anos 50, uma nos anos 70 e, a sua melhor década, cinco finais nos anos 60, todas elas, orientado por Fernando Vaz. Deu-se mesmo ao luxo, de a primeira dos anos 60, 1961-62, o clube estava na II Divisão. Apesar de a ter perdido, qualificou-se pela primeira vez para as competições europeias, neste caso, para  a Taça das Taças, pois o Benfica, vencedor nessa final, tinha sido campeão europeu, apurando-se para a Taça dos Campeões, pois era o campeão em título, visto ter falhado no campeonato, onde terminou em terceiro lugar. Assim, os sadinos participaram, em 1962-63, na sua primeira aventura pelas competições da UEFA. Ainda, realçar, que, em 1960-61, o Vitória, então na II Divisão, afastou o Benfica da taça. Pela primeira vez o Benfica foi eliminado deste evento por uma equipa de divisões secundários. Seria preciso esperar por 2002-03, quando os desconhecidos do Gondomar, repetiram tal feito.

Após 11 anos e apesar de ter terminado o campeonato no 12ºlugar, antepenúltimo, fugindo à despromoção por pouco, atingiu a final da taça, Aqui, para surpresa geral, perdeu por 3-2, mas deu mais luta do que se esperava contra o que restava dos cinco violinos do Sporting, que tinha acabado de conquistar o treta no campeonato. Mais oito anos, outra final, já mencionada acima. No entanto, ao aqui chegar, disputou-a pela segunda vez, estando na II Divisão, feito já ocorrido em 1942-43, isto é, os setubalenses são o único clube a fazer isto por duas vezes, os outros só o fizeram uma vez, nas seis vezes que uma formação de escalões secundários chegou à final.

Quatro finais, quatro derrotas. Até quando ia demorar esta perseguição pela festa do Jamor?! Em 1964-65, três anos após a última final, com o adversário a ser novamente o Benfica, também, finalista da Taça dos Campeões, desta vez sem glória, pois perdeu para o Inter Milão, não era favorito, contudo, contra todas as previsões, venceu os encarnados por 3-1, finalmente festejando um triunfo na Taça de Portugal. Em 1965-66, nova final, segunda consecutiva, algo inédito no seu historial até então, desta vez era favorito, mas um golo de Perrichon, deu ao Sporting Braga a sua única taça até aos dias de hoje. Um ano depois, nova final, terceira seguida, frente aos surpreendentes vice-campeões do campeonato, a Académica, numa final com 144 minutos, dois prolongamentos, as grandes penalidades ainda não existiam um lado algum, um golo de JJ deu a segunda para Setúbal. Fernando Vaz continuava a fazer história como treinador desta agremiação. 1967-68, quarta consecutiva, terminando numa derrota frente aos portistas, treinados por José Maria Pedroto que também faria história pelo clube sadino, numa final sem favoritos.

Os anos 60 foram onde Vitória Setúbal mais se destacou nesta prova. Após isto, e até ao final do século XX, apenas mais uma vez chegou a esta fase, em 1972-73, sucumbindo por 3-2, contra o Sporting. No restante, nada de realce, apenas algumas meias-finais. Seria preciso esperar pelo início do século XXI, para se ver, novamente, este clube setubalense em novas epopeias no Estádio Nacional.

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Vitória Setúbal na Taça de Portugal: 1921-22 a 1945-46, 1947-48 e 1948-49, 1950-51 a 1952-53

ÉPOCA FASE ATINGIDA RESULTADO
1921-22 Não participou
1922-23 Não participou
1923-24 1ªeliminatória: Olhanense 0-1
1924-25 Não participou
1925-26 Não participou
1926-27 Finalista: Belenenses 0-3
1927-28 Meias-finais: Sporting 1-3
1928-29 Meias-finais: Belenenses 1-1/0-2
1929-30 Quartos-de-final: União Lisboa 2-2/1-1/1-2
1930-31 Meias-finais: Benfica 1-2/0-3
1931-32 Oitavos-de-final: União Lisboa 2-0/0-3
1932-33 Meias-finais: Belenenses 3-3/1-4
1933-34 Meias-finais: Barreirense 0-1/1-2
1934-35 Quartos-de-final: FC Porto 1-0/1-4
1935-36 Quartos-de-final: Benfica 1-0/1-3
1936-37 Quartos-de-final: Belenenses 2-1/0-10
1937-38 Oitavos-de-final: Belenenses 0-2/2-4
1938-39 Não participou
1939-40 Oitavos-de-final: Carcavelinhos 5-1/0-5
1940-41 Não participou
1941-42 Não participou
1942-43 Finalista: Benfica 1-5
1943-44 Quartos-de-final: Académica 3-1/1-3/0-3
1944-45 Meias-finais: Olhanense 2-0/0-3
1945-46 Oitavos-de-final: FC Porto 1-7
1946-47 Não se realizou a prova
1947-48 1ªeliminatória: Barreirense 0-0/0-1
1948-49 Meias-finais: Benfica 0-5
1949-50 Não se realizou a prova
1950-51 Oitavos-de-final: Vitória Guimarães 2-1/1-3
1951-52 Não participou
1952-53 Oitavos-de-final: Benfica 3-2/2-5
+Campo neutro; *recinto adversário

O Vitória Setúbal venceu três Taças de Portugal até ao momento: 1964-65, 1966-67 e 2004-05. Nesta primeira fase aqui analisada, aconteceram alguns resultados interessantes, nomeadamente, a presença em duas finais. Foi, em ambas, finalista vencido, no entanto, isto foi a primeira demonstração de força dos setubalenses nesta prova.

O começo neste evento não foi de grande monta: em 1923-24, perdeu na primeira eliminatória frente ao Olhanense. Mas, de seguida, e à segunda presença, alcança a final. Em 1926-27, o Belenenses levou a melhor, triunfando claramente por 3-0. Para os sadinos foi a primeira experiência em jogos decisivos. Não foi no Jamor, pois ainda não existia, entretanto, ficaram a um passo de erguer o troféu.

Continuaram a participar regularmente na Taça de Portugal. Convém, aqui dizer, que este evento até 1933-34, não havia divisões nacionais, só esta existia. A partir daqui, 1934-35, passou a existir o primeiro e segundo escalão. Porém, embora, as equipas do primeiro participassem todas na taça, as da II Divisão, só algumas o fariam. Atualmente, entram todas as equipas dos divisões nacionais. mas isso, foi uma conquista que se começou a verificar nos anos 60, até lá, dependia do formato escolhido.

Finalmente, após algumas presenças interessantes, nova final, 16 anos depois da último. Esta tinha uma pequena diferença e ficou marcada por um resultado escandaloso nas meias-finais. O Vitória Setúbal, em 1942-43, estava na II Divisão e caminhou até às meias-finais, onde ia defrontar o FC Porto. Os portistas, no campeonato, ficaram em sétimo lugar, a sua segunda pior classificação de sempre, entre dez equipas que aí competiram. Mas nada fazia prever o que aconteceu, os sadinos, da II Divisão, nas meias-finais, frente ao FC Porto, humilharam-no vencendo por 7-0!

Na final de 1942-43, onde os setubalenses se tornaram na primeira equipa de escalões secundários a chegar tão longe, nova derrota, 1-5 para o Benfica, a primeira dobradinha da história dos encarnados. Fica na memória os 7-0 ao FC Porto, nas meias-finais e o facto de serem uma equipa na altura na II Divisão. Mais uma final perdida, também, ainda longe de a conquistar. Ainda assim, continuaram a mostrar alguma apetência e tradição já que já contavam com duas finais, apesar de terem acabado mal, era já algo, embora, a festa ainda demorasse mais uns anos.

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Barreirense campeão de basquetebol: 1956-57 e 1957-58

1956-57 J V E D PONTOS P
1-Barreirense 14 10  2  2 780-579 36
2-Sporting 14 11  0  3 981-759 36
3-Académica 14  9  1  4 780-552 33
4-Benfica 14  9  0  5 776-651 32
5-FC Porto 14  5  1  8 649-712 25
6-Sanjoanense 14  4  0 10 593-800 22
7-CUF 14  4  0 10 587-787 22
8-Vasco da Gama 14  2  0 12 661-903 18
1957-58 J V E D PONTOS P
1-Barreirense 10  8  0  2 607-429 26
2-Sporting 10  8  0  2 636-498 26
3-Académica 10  6  0  4 450-390 22
4-Belenenses 10  4  1  5 473-538 19
5-FC Porto 10  2  1  7 476-601 15
6-Conimbricense 10  1  0  9 409-595 12

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Uma escola de formação de excelência, de onde vieram muitas das figuras do basquetebol português quer no passado quer no presente, por exemplo, Betinho Gomes, que joga na Liga ACB, campeonato principal de Espanha e dos mais importantes a nível europeu. Tem inúmeros títulos nas camadas jovens. Porém, o último grande triunfo nos seniores foi a Taça de Portugal na época de 1984-85, na altura, a segunda consecutiva e a sexta e última do seu historial. Esta geração conseguiu vencer três Taças de Portugal, mas, falhou no assalto ao epíteto de campeã nacional.

Se esta na década de 80 não atingiu o título máximo, a dos anos 50, início dos 60, também, colecionou três Taças de Portugal: 1956-57, 1959-60 e 1962-63, todavia, foi campeã nacional, um bicampeonato: 1956-57 e 1957-58 e a correspondente dobradinha em 1957. Foi o ponto alto da história do Barreirense, que o levou, também, a defender Portugal nas competições europeias. Um equipa de ouro, em dois campeonatos sui generis, já que, permitiam empates, coisa que no basquetebol atual não existe. Claro que eram outros tempos, havia primeiro uma fase regional e depois uma poule final para apurar o campeão, com 14 jogos e dez jogos no caso do segundo título, todavia, são títulos que valem tanto como os outros e que os adeptos do Barreirense esperam ver repetir no futuro.

Campeões em ambos os géneros: voleibol, Benfica, femininos, 1966-67; masculinos, 1980-81

1966-67, I Divisão Voleibol Feminino J V D SETS P
1-Benfica 10 9 1 27-4 19
2-CDUL 10 7 3 22-13 17
3-Leixões 10 7 3 22-11 16 (1 falta de comparência)
4-Académica 10 5 5 16-16 15
5-Arte e Recreio 10 1 9  6-27 11
6-Sporting Braga 10 1 9  5-27 11

Após alguns anos de quase campeões, o Benfica, em 1966-67, alcança o seu primeiro título de voleibol feminino. Troféu conquistado sem grandes problemas, pois, só cederam uma derrota e mais um set a juntar aos três dessa. O segundo classificado, CDUL, ficou a dois pontos, ou seja, teve mais duas derrotas. Este seria o primeiro de nove seguidos que coloca os encarnados, apesar de o último ter sido em 1974-75, como a segunda equipa coma mais títulos de voleibol feminino, igualado com o Castêlo Maia e a seis do primeiro, o Leixões com quinze. Isto apesar de não terem esta secção desde o início dos anos 90. Para concluir, ainda, o voleibol masculino do Benfica só conquistou cinco títulos, isto é, ainda estão relativamente longe dos nove do setor feminino.

1980-81, I Divisão Voleibol J V D SETS P
1-Benfica 14 12  2 39-12 26
2-Sporting Espinho 14 11  3 36-16 25
3-Leixões 14 11  3 35-15 25
4-Esmoriz 14  9  5 31-16 23
5-Técnico 14  6  8 21-29 20
6-Francisco Holanda 14  5  9 21-30 19
7-CDUL 14  1 13  9-39 15
8-Gil Vicente 14  1 13  5-40 15

Isto é mesmo assim, não há como dizer de outra maneira! Assim após sete Taças de Portugal conquistados e muitos segundos lugares, sobretudo, durante a década de 70, o Benfica, finalmente, em 1980-81, festeja o seu primeiro título de voleibol masculino. Tantas e tantas oportunidades teve no passo para obter este desiderato. Finalmente, no início da década de 80, puderam festejar como nunca. Depois, seria preciso mais uma década para o segundo e em 2004-05 o terceiro. Isto é apenas uma curiosidade: a equipa lisboeta tem cinco campeonatos conquistados e 14 Taças de Portugal ganhas, isto quer dizer que teve sempre mais engenho na taça do que no escalão máximo do voleibol português; por isso lideram o ranking de triunfos na prova a eliminar. No campeonato têm muito que aprender relativamente à eficácia e ao aproveitar quando se pode o ganhar. Até as senhoras, há muito extintas no clube, têm quase o dobro dos títulos dos homens.

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Um grande abaixo do quarto lugar: FC Porto, 5ºlugar, 1971-72

 

 

1971-72 J V E D GOLOS P
1-Benfica 30 26  3  1 81-16 55
2-Vitória Setúbal 30 17 11  2 62-16 45
3-Sporting 30 17  9  4 51-26 43
4-CUF 30 12 13  5 43-28 37
5-FC Porto 30 13  7 10 51-32 33
6-Vitória Guimarães 30 11  8 11 49-47 30
7-Belenenses 30 11  7 12 35-33 29
8-Barreirense 30 11  5 14 34-46 27
9-Farense 30  9  7 14 34-48 25
10-Atlético 30  8  9 13 35-52 25
11-Boavista 30  7 10 13 28-46 24
12-União Tomar 30  9  5 16 25-42 23
13-Beira-Mar 30  7  9 14 29-51 23
14-Leixões 30  7  7 16 26-51 21
15-Académica 30  7  7 16 29-38 21
16-Tirsense 30  6  7 17 26-66 19
             

 

1971-72: FC Porto, 5ºlugar CASA FORA
Benfica 1-3 0-1
Vitória Setúbal 0-1 0-2
Sporting 0-0 1-2
CUF 1-0 0-1
Vitória Guimarães 1-2 4-0
Belenenses 3-2 2-3
Barreirense 1-1 1-1
Farense 2-0 0-0
Atlético 1-3 1-1
Boavista 6-0 2-1
União Tomar 1-1 2-0
Beira-Mar 1-0 5-1
Leixões 2-0 1-0
Académica 2-3 1-0
Tirsense 6-0 3-3
CASA FORA
V E D GOLOS V E D GOLOS
7 3 5 28-16 6 4 5 23-16
TOTAL
J V E D GOLOS P
30 13 7 10 51-32 33

 

 

 

 

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A última vez que aconteceu ao FC Porto. Ficar abaixo do quarto lugar não mais se verificou na história do clube portuense. O pior a seguir foram três quartos lugares, todos na década de 70. Depois, os portistas entrariam no seu período de domínio do futebol português. Contudo, esta foi uma época verdadeiramente para esquecer; provavelmente, a pior de sempre em casa, em campeonatos com mais de dez clubes. Cinco derrotas, três empates e sete vitórias, foi o pecúlio dos jogos no Estádio das Antas. Isto é, nem 50% dos encontros realizados em seu reduto triunfaram.

Fora de casa, também, não foram nada de especial, contudo, ganharam mais do que o que perderam. Tudo somado colocou, 22 anos depois, o clube novamente em quinto lugar. Já, em 1949-50, tinha sido o pior de sempre fora de casa, com apenas uma vitória, um empate, e onze derrotas. Este, no Estádio das Antas, para esquecer. Terminaram com 33 pontos, quatro atrás da CUF, quarta classificada, e 22 atrás do Benfica, que foi campeão. Relembre-se, naquele tempo, a vitória só valia dois pontos, às contas atuais, seriam 35 pontos de desvantagem portista, muitos pontos!

O Vitória de Setúbal conseguiu a sua melhor classificação de sempre, foi vice-campeão. A CUF, com o quarto lugar, igualando o registo de 1961-62, atrás do pódio de 1964-65, qualificou-se pela última vez para as competições europeias, onde atingiu a segunda eliminatória, sendo, a primeira equipa a vencer na então RFA. A Académica após se ter qualificado para as competições europeias na temporada anterior, desceu nesta, pondo fim a 23 anos seguidos no escalão máximo do futebol português. Atualmente, ainda é a maior sequência de épocas consecutivas pela equipa de Coimbra.

Um grande abaixo do quarto lugar: Sporting, 5ºlugar, 1968-69

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1968-69 J V E D GOLOS P
1-Benfica 26 16  7  3 49-17 39
2-FC Porto 26 15  7  4 39-23 37
3-Vitória Guimarães 26 13 10  3 46-17 36
4-Vitória Setúbal 26 13  9  4 45-20 35
5-Sporting 26 11  8  7 35-20 30
6-Académica 26 12  6  8 48-32 30
7-CUF 26  8 11  7 32-30 27
8-Belenenses 26  8 10  8 31-33 26
9-Varzim 26  7  8 11 32-49 22
10-União Tomar 26  7  7 12 27-47 21
11-Leixões 26  7  7 12 21-30 21
12-Sporting Braga 26  6  7 13 20-47 19
13-Atlético 26  5  2 19 26-49 12
14-Sanjoanese 26  3  3 20 15-52  9
             

 

1964-65: Sporting, 5ºlugar CASA FORA
Benfica 0-0 0-0
FC Porto 2-1 1-1
Vitória Guimarães 0-0 1-2
Vitória Setúbal 0-1 0-0
Académica 3-0 0-1
CUF 1-1 0-1
Belenenses 3-2 0-0
Varzim 5-0 1-2
União Tomar 1-1 1-2
Leixões 1-0 0-1
Sporting Braga 3-0 4-1
Atlético 4-2 1-0
Sanjoanense 1-0 2-1
CASA FORA
V E D GOLOS V E D GOLOS
8 4 1 24-8 3 4 6 11-12
TOTAL
J V E D GOLOS P
26 11 8 7 35-20 30

 

Mais um grande fora dos quatro primeiros lugares, algo muito raro de acontecer. Desta vez, essa sorte coube aos leões. Quatro épocas depois, novamente uma péssima classificação, novamente um quinto lugar, também, com os mesmos pontos do sexto, também, salvos pelo confronto direto. Fizeram menos dois pontos do que em 1964-65, embora, a diferença de golos seja melhor, mais quinze golos marcados, mas, no, cômputo geral mais algo que o Sporting não quererá lembrar.

Conseguiram uma época razoável em casa, perdendo só um jogo, empatando quatro e vencendo oito. Nada de extraordinário, mas aceitável. Fora é que foi pior: apenas três vitórias, quatro empates e seis derrotas, sendo, que, estas três foram com os últimos três da classificação geral. O que desde já demonstra o quão mau foi a prestação em recintos forasteiros.

Os dois Vitórias alcançaram marcos históricos nesta temporada. O de Guimarães conseguiu a melhor classificação de sempre, um terceiro lugar. Nunca melhoraram este lugar mais baixo do pódio, repetiram-no mais três vezes, mas nunca superaram esta classificação. Porém, não se pode deixar de referir este terceiro posto, pois, este, das quatro ocasiões que obtiveram esta perfomance,  foi o único em que lutaram pelo título quase até ao fim do campeonato.

O de Setúbal ficou em quarto lugar, então a melhor prestação do seu palmarés. Resultado este que seria melhorado na época seguinte, todavia, este foi a primeira vez que se classificaram nos quatro lugares cimeiros da então I Divisão.

Finalmente, a Sanjoanense, última classificada, teve aqui a sua quarta e última presença na agora I Liga. Algo registar para um dos mais populares e históricos clubes do futebol português.

Um grande abaixo do quarto lugar: Sporting, 5ºlugar, 1964-65

1964-65 J V E D GOLOS P
1-Benfica 26 19  5  2 88-21 43
2-FC Porto 26 17  3  6 47-27 37
3-CUF 26 15  5  6 49-29 35
4-Académica 26 16  2  8 58-40 34
5-Sporting 26 12  8  6 39-35 32
6-Vitória Setúbal 26 15  2  9 61-30 32
7-Vitória Guimarães 26 12  5  9 44-36 29
8-Belenenses 26 12  2 12 39-40 26
9-Leixões 26  8  5 13 50-51 21
10-Sporting Braga 26  8  4 14 36-51 20
11-Varzim 26  8  4 14 39-55 20
12-Lusitano Évora 26  9  2 15 30-51 20
13-Seixal 26  3  2 21 16-84  8
14-Torreense 26  3  1 22 18-64  7

 

1964-65: Sporting, 5ºlugar CASA FORA
Benfica 2-2 0-3
FC Porto 1-1 3-1
CUF 0-0 1-0
Académica 2-4 0-3
Vitória Setúbal 3-2 0-0
Vitória Guimarães 1-2 2-2
Belenenses 1-0 2-1
Leixões 1-0 3-3
Sporting Braga 3-1 2-1
Varzim 3-2 1-3
Lusitano Évora 2-0 1-1
Seixal 1-0 0-0
Torreense 4-0 0-3
CASA FORA
V E D GOLOS V E D GOLOS
8 3 2 24-14 4 5 4 15-21
TOTAL
J V E D GOLOS P
26 12 8 6 39-35 32

 

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Depois da glória, em 1963-64, ao vencer a única competição europeia da sua história, a Taça das Taças, o Sporting acaba o campeonato num inacreditável quinto lugar, com os mesmos pontos do sexto. Só não ficou pior, porque, tinha vantagem nos confrontos diretos com os setubalenses, caso contrário, seria ainda pior. Para juntar a esta desilusão, na Taça das Taças, oitavos-de-final, nesta época, foram eliminados pelo Cardiff City, equipa que estava então nas profundezas da segunda divisão inglesa! Enfim, uma época para esquecer!

Não só ficaram na então pior classificação de sempre, como, tiveram a pior diferença entre golos marcados e golos sofridos do seu historial: 39-35, apenas vantagem de mais quatro golos marcados. Isto só aconteceu pior, em 2012-13, quando acabaram o campeonato em sétimo lugar, que é a pior posição de sempre dos leões. Arrumado concludentemente pela Académica, com derrotas por 3-0 e 4-2, esta no seu próprio estádio. Não venceu fora de casa os últimos quatro classificados, perdeu, incrivelmente, com Torreense, por 3-0, uma equipa que perdeu 22 dos 26 jogos da temporada. Julgava o Sporting, que isto seria só uma coisa que não mais ocorreria. Mas o futuro mostrou que não. Todavia, a próxima temporada seria de glória, com a conquista do campeonato, porém, esta, realmente foi algo de muito mau!

CUF e Académica também se destacaram pela positiva em 1964-65. Ambos conseguiram as melhores classificações de sempre até então: a CUF, com um terceiro lugar e a Académica com um quarto. A CUF não mais igualou tais alturas. Os conimbricenses, melhoraram duas épocas depois. Dois clubes que tiveram aqui uma época exececional, aproveitando a péssima classificação do Sporting. Contudo, não deixa de ser algo a registar, até porque, a CUF, agora Fabril Barreiro, e a Académica, tão cedo não subirão a tais patamares.

Um grande abaixo do 4ºlugar: FC Porto, 1949-50, 5ºlugar

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1949-50 J V E D GOLOS P
1-Benfica 26 21  3  2 86-33 45
2-Sporting 26 19  1  6 91-35 39
3-Atlético 26 11  8  7 53-42 30
4-Belenenses 26 10  7  9 36-41 27
5-FC Porto 26 12  2 12 61-52 26
6-Sporting Covilhã 26 10  5 11 55-70 25
7-Académica 26  8  8 10 56-57 24
8-Sporting Braga 26 11  2 13 52-53 24
9-Olhanense 26  8  8 10 48-57 24
10-Vitória Setúbal 26 10  3 13 50-70 23
11-Vitória Guimarães 26  7  7 12 45-59 21
12-Estoril 26  7  7 12 50-59 21
13-Elvas 26  8  3 15 48-65 19
14-Lusitano VRSA 26  7  2 17 42-80 16
             

 

1949-50: FC Porto, 5ºlugar CASA FORA
Benfica 0-1 2-3
Sporting 2-1 1-4
Atlético 3-1 1-4
Belenenses 2-0 3-5
Sporting Covilhã 5-1 2-4
Académica 3-1 2-3
Sporting Braga 4-0 0-6
Olhanense 1-1 1-6
Vitória Setúbal 8-0 0-3
Vitória Guimarães 3-0 2-2
Estoril 3-0 0-1
Elvas 1-0 3-0
Lusitano VRSA 8-2 1-3
CASA FORA
V E D GOLOS V E D GOLOS
11 1 1 43-8 1 1 11 18-44
TOTAL
J V E D GOLOS P
26 12 2 12 61-52 26

 

Para completar uma década com algumas classificações escandalosas, o FC Porto terminou a I Divisão, em 1949-50, em quinto lugar. E muita sorte teve em não terminar mais abaixo, já que, a vantagem para o décimo lugar foi de apenas três pontos, uma vitória e um empate. Mais uma época para esquecer e que não se repetiu até ao final da década de 60.

Uma época boa em casa, apenas um empate e uma derrota cedidos e sofrendo apenas oito golos. O pior foi fora de casa, onde, inverteu os resultados em casa, isto é, em treze jogos, onze derrotas e somente uma vitória e um empate! Até com o último, Lusitano VRSA, perderam. Foi a pior época de sempre em jogos forasteiros para os portistas. Não fosse a boa temporada em casa e as coisas podiam ter sido bem pior!

A surpresa da época 1949-50 foi o Atlético, terminando no lugar mais baixo do pódio, igualando a sua melhor classificação de sempre, um, também, terceiro lugar em 1943-44. Um resultado de realce pois nesta altura ficar à frente dos quatro grandes (à época o Belenenses era candidato ao título) era sempre um exceção e algo de extraordinário. Seriam precisos mais quinze anos para algo de semelhante acontecer, mas, aqui, os azuis do Restelo já não tinham esse tipo de ambição.

Um grande abaixo do 4ºlugar: 1947-48, FC Porto, 5ºlugar

1947-48 J V E D GOLOS P
1-Sporting 26 20  1  5 92-40 41
2-Benfica 26 19  3  4 84-35 41
3-Belenenses 26 16  5  5 76-30 37
4-Estoril 26 16  4  6 91-49 36
5-FC Porto 26 17  2  7 73-42 36
6-Atlético 26 11  4 11 69-62 26
7-Vitória Guimarães 26 10  4 12 44-56 24
8-Elvas 26 11  2 13 66-63 24
9-Boavista 26  9  2 15 40-65 20
10-Vitória Setúbal 26  8  3 15 38-64 19
11-Olhanense 26  5  7 14 48-66 17
12-Lusitano VRSA 26  7  3 16 29-78 17
13-Sporting Braga 26  6  4 16 47-69 16
14-Académica 26  4  2 20 35-113 10

 

1947-48: FC Porto, 5ºlugar CASA FORA
Sporting 4-1 2-5
Benfica 0-2 1-4
Belenenses 0-2 0-3
Estoril 2-2 1-4
Atlético 1-1 5-3
Vitória Guimarães 3-1 3-0
Elvas 4-0 4-2
Boavista 5-1 3-0
Vitória Setúbal 5-2 2-3
Olhanense 7-3 4-1
Lusitano VRSA 3-0 1-0
Sporting Braga 2-1 3-0
Académica 7-1 1-0
CASA FORA
V E D GOLOS V E D GOLOS
9 2 2 43-17 8 0 5 30-25
TOTAL
J V E D GOLOS P
26 17 2 7 73-42 36

 

Mais uma época para esquecer do FC Porto. Quinto lugar! Dois anos após ter sido sexto classificado, voltou a desiludir. A diferença desta temporada para esse sexto, é que o Estoril fez uma época excecional. A pontuação que os portuenses conseguiram dava, na grande maioria dos campeonatos com 14 clubes, para ficar nos três, quatro primeiros, mas os canarinhos foram excelentes. Assim, com os mesmos pontos do Estoril, mas, com desvantagem no confronto direto, primeiro critério de desempate em caso de igualdade na classificação, ficaram relegados a um quase escandaloso quinto lugar!

Novamente, os confrontos com os quatro primeiros foram péssimos: uma vitória, um empate e seis derrotas. Com isto, antevia-se, logo, que o resultado final não seria por aí além. Apenas um jogo perdido e um empate cedido, foram os poucos pontos perdidos frente a clubes abaixo do quinto lugar; no entanto, demasiados maus resultados com os clubes do topo originaram esta má classificação para os portistas, para os patamares deste emblema. Pois havia e há muitos clubes que não se importavam de ter um quinto lugar com uma das piores classificações!

O Estoril conseguiu aqui a sua melhor classificação de sempre, um quarto lugar, com um absurdo de 91 golos marcados, número que nem o FC Porto, Belenenses e Boavista (os outros campeões nacionais) alguma vez chegaram! Um patamar que este clube está prestes a repetir em 2013-14, veremos…. Também, 1947-48 ficou marcada pela estreia do Sporting Braga, um dos históricos do futebol português, acabando em 13º, fugindo por pouco à despromoção. Falando em estreias, não foi o Farense, nem o Portimonense, o segundo clube algarvio a participar na I Divisão, mas sim, o Lusitano VRSA, um pequeno clube do Algarve, agora compete nos Distritais. Seriam três épocas seguidas nesta luta, não mais participaria após este percurso. A Académica desceu pela primeira vez, depois de 14 épocas consecutivas, deixando de ser um totalista, à altura isso ficou reduzido a quatro clubes: os três grandes e o Belenenses. Juntando à descida, um ridículo ou uns ridículos 113 golos sofridos! Muito mau!

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