Finais do play-off da Liga Basquetebol: 2001-02 a 2018-19

 

Desde do início do escalão máximo do basquetebol em 1932-33, o formato do campeonato teve várias variações. No começo era tudo resolvido em eliminatórias de um só jogo, quem chegasse à final ia disputá-la em campo neutro, também num só encontro. Isto durou até de 1932-33 a 1942-43. Não havia qualquer fase que apurasse para isto, começava-se diretamente nas eliminatórias.

Depois, vieram os campeonatos onde quem tivesse mais vitórias e em alguns casos pontos era campeão. Foi assim que se manteve, com algumas diferenças no modelo até 1987-88. Aí, instaurou-se o modelo de play-off. Nessa temporada, todas as eliminatórias e a final eram à melhor de três jogos, ou seja, quem primeiro chegasse às duas vitórias era campeão. Em 1988-89, era assim nos quartos-de-final e meias-finais, a final passou a ser à melhor de cinco, quem triunfasse primeiro três vezes era o vencedor. A partir de 1989-90, é tudo como é agora, com uma exceção: entre 2006-07 e 2010-11, a final era à maior de sete, quatro vitórias davam o título. A partir de 2011-12, eliminatórias e final, tudo à maior de cinco. Tudo depois de no mínimo uma primeira fase, de todos contra todos, a duas voltas. Houve anos, como agora com duas fases, dividindo em dois grupos de seis.

Durante 13 anos tivemos um campeonato onde todas as equipas eram 100% profissionais. Esta liga extinguiu-se no final de 2007-08, a federação tomou conta do campeonato e o profissionalismo deixo de ser um requisito. O Benfica foi o clube que mais lucrou com isto. Até 2009-10, a Portugal Telecom fez o tri (2000-01 e 2002-03), derrotando sempre na final a Oliveirense, e em 2002-03 extinguiu a equipa. O FC Porto superiorizou-se ao Queluz em 2003-04, mas estes em 2004-05 festejavam um troféu que fugia há 21 anos. Dois anos após, também, desistiram deste campeonato. A Ovarense fez o tri em quatro finais: perdeu a de 2004-05, mas, venceu entre 2005-06 e 2007-08. A de 2005-06, tem uma curiosidade foi contra o Ginásio Figueirense, que nos quartos e meias eliminou os dois grandes do nosso desporto, respetivamente, FC Porto e Benfica, depois de perder os dois primeiros jogos da eliminatória e portanto 28 anos depois voltava a ficar em segundo e podia 29 anos depois ter festejado o título, mas a Ovarense foi melhor.

A Federação em 2008-09 voltou a organizar o campeonato principal de basquetebol. Desde aí, o Benfica tem dominado, vencendo sete dos onze campeonatos. Os outros quatros dividem-se em dois para o FC Porto 2010-11 e 2015-16, e os últimos dois para a Oliveirense, 2017-18 e 2018-19. Para o clube de Oliveira de Azeméis após perder as finais de 1996-97, 2000-01 a 2002-03, finalmente, à quinta, foram campeões, contra o clube que os bateu na primeira, o FC Porto. Não satisfeitos, são atualmente bicampeões. A Académica chegou a uma final do play-off pela primeira vez na sua história, em 2012-13. Já foi quatro vezes campeã, a última em 1958-59, não havia este modelo então,  foi a sua primeira vez e 46 anos depois voltou a ser vice-campeã nacional. O Vitória Guimarães duas vezes finalistas e derrotado sem triunfar em nenhum jogo, feito idêntico ao Esgueira, este em 1992-93 e 1993-94, os vimaranenses em 2013-14 e 2014-15.  No caso destes dois clubes são as suas melhores classificações de sempre.

ÉPOCA FASE ATINGIDA RESULTADO
Finais no Campeonato de Basquetebol
2001-02 Portugal Telecom-Oliveirense 3-0
2002-03 Portugal Telecom-Oliveirense 3-2
2003-04 FC Porto-Queluz 3-1
2004-05 Queluz-Ovarense 3-0
2005-06 Ovarense-Ginásio Figueirense 3-0
2006-07 Ovarense-FC Porto 4-3
2007-08 Ovarense-FC Porto 4-3
2008-09 Benfica-Ovarense 4-0
2009-10 Benfica-FC Porto 4-1
2010-11 FC Porto-Benfica 4-3
2011-12 Benfica-FC Porto 3-2
2012-13 Benfica-Académica 3-1
2013-14 Benfica-Vitória Guimarães 3-0
2014-15 Benfica-Vitória Guimarães 3-0
2015-16 FC Porto-Benfica 3-1
2016-17 Benfica-FC Porto 3-0
2017-18 Oliveirense-FC Porto 3-0
2018-19 Oliveirense-Benfica 3-1
+Campo neutro; *recinto adversário

 

 

 

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1967-68, Técnico campeão de voleibol

1967-68 J V D SETS P
1-Técnico 14 12  2 39-17 26
2-FC Porto 14 12  2 39-17 26
3-Sporting Espinho 14  9  5 35-21 23
4-Leixões 14  7  7 31-35 21
5-CDUP 14  6  8 25-31 20
6-Académica 14  5  9 26-33 19
7-Benfica 14  3 11 18-37 17
8-Nacional Ginástica 14  2 12 16-38 16

 

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Agora é um nome periférico no voleibol. Poucos sabem que existe e ainda menos conhecem o seu passado glorioso nesta modalidade. No feminino a sua última presença data de 2005-06, quando acabaram em décimo e desceram de divisão. No masculino a derradeira aventura foi em 1988-89, onde se classificaram em nono e foram relegados.

É neste género que o Técnico viveu momentos inolvidáveis. Foi campeão nacional de voleibol masculino por treze vezes! Mais que FC Porto, Benfica e Sporting. Só o Sporting Espinho tem mais. Esses triunfos foram alcançados entre 1946-47, primeira edição do campeonato, e 1967-68. Em 22 épocas somaram esses troféus. Têm ainda um recorde que ninguém ainda igualou, um heptacampeonato entre 1946-47 e 1952-53. Foi o Sporting que acabou essa série. Só ganharam uma Taça de Portugal em 1966-67 por uma simples razão, como digo acima, a I Divisão começou em 1946-47, a Taça de Portugal iniciou-se em 1964-65, daí este pormenor.

No ano do seu último título não havia subidas e descidas de divisão. Fazia-se dois campeonatos regionais, Norte e Sul e os quatro primeiros de cada apuravam-se para discutir o título, fazendo-o defrontando todos a duas voltas. Foi um ano engraçado porque o Técnico e o FC Porto acabaram igualados em pontos e no somatório de sets ganhos e perdidos, mas o primeiro tinha vantagem no confronto direto com os portistas. Assim festejou o seu 13ºtítulo o que lhe permite ainda estar no segundo lugar  no ranking de clubes com mais troféus nesta modalidade. O Benfica em 1967-68 acabou em sétimo lugar, uma das piores prestações de sempre!

Vitória Setúbal na Taça de Portugal: 1953-54 a 1984-85

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ÉPOCA FASE ATINGIDA RESULTADO
1953-54 Finalista: Sporting 2-3
1954-55 Oitavos-de-final: Académica 1-3
1955-56 1ªeliminatória: Leões Santarém 1-4
1956-57 Meias-finais: Sporting Covilhã 1-0/0-3
1957-58 Quartos-de-final: Sporting 1-1/0-2
1958-59 1ªeliminatória: FC Porto 3-2/1-7
1959-60 2ªeliminatória: Sporting Covilhã 2-2/3-3/1-5
1960-61 Quartos-de-final: Sporting 1-0/1-4
1961-62 Finalista: Benfica 0-3
1962-63 1ªeliminatória: FC Porto 2-0/1-3/1-4
1963-64 Quartos-de-final: Belenenses 1-2/0-2
1964-65 VENCEDOR: Benfica 3-1
1965-66 Finalista: Sporting Braga 0-1
1966-67 VENCEDOR: Académica 3-2 a.p.
1967-68 Finalista: FC Porto 1-2
1968-69 4ªeliminatória: Belenenses 2-3
1969-70 5ªeliminatória: Benfica 3-2/0-2
1970-71 Meias-finais: Sporting 1-1/0-1
1971-72 Quartos-de-final: Belenenses 0-1
1972-73 Finalista: Sporting 2-3
1973-74 5ªeliminatória: Sporting 2-4
1974-75 Quartos-de-final: Benfica 0-1
1975-76 Meias-finais: Boavista 0-2
1976-77 Oitavos-de-final: Famalicão 2-3
1977-78 4ªeliminatória: Famalicão 0-1
1978-79 2ªeliminatória: Paredes 0-2
1979-80 Quartos-de-final: Varzim 0-1
1980-81 Meias-finais: FC Porto 1-2
1981-82 3ªeliminatória: Portimonense 0-1
1982-83 2ªeliminatória: Estrela Portalegre 1-2
1983-84 4ªeliminatória: Gil Vicente 0-1
1984-85 2ªeliminatória: Sporting Braga 0-1
+Campo neutro; *recinto adversário

O Vitória Setúbal teve neste período, sobretudo nos anos 60, os seus anos dourados na Taça Portugal. Um final nos anos 50, uma nos anos 70 e, a sua melhor década, cinco finais nos anos 60, todas elas, orientado por Fernando Vaz. Deu-se mesmo ao luxo, de a primeira dos anos 60, 1961-62, o clube estava na II Divisão. Apesar de a ter perdido, qualificou-se pela primeira vez para as competições europeias, neste caso, para  a Taça das Taças, pois o Benfica, vencedor nessa final, tinha sido campeão europeu, apurando-se para a Taça dos Campeões, pois era o campeão em título, visto ter falhado no campeonato, onde terminou em terceiro lugar. Assim, os sadinos participaram, em 1962-63, na sua primeira aventura pelas competições da UEFA. Ainda, realçar, que, em 1960-61, o Vitória, então na II Divisão, afastou o Benfica da taça. Pela primeira vez o Benfica foi eliminado deste evento por uma equipa de divisões secundários. Seria preciso esperar por 2002-03, quando os desconhecidos do Gondomar, repetiram tal feito.

Após 11 anos e apesar de ter terminado o campeonato no 12ºlugar, antepenúltimo, fugindo à despromoção por pouco, atingiu a final da taça, Aqui, para surpresa geral, perdeu por 3-2, mas deu mais luta do que se esperava contra o que restava dos cinco violinos do Sporting, que tinha acabado de conquistar o treta no campeonato. Mais oito anos, outra final, já mencionada acima. No entanto, ao aqui chegar, disputou-a pela segunda vez, estando na II Divisão, feito já ocorrido em 1942-43, isto é, os setubalenses são o único clube a fazer isto por duas vezes, os outros só o fizeram uma vez, nas seis vezes que uma formação de escalões secundários chegou à final.

Quatro finais, quatro derrotas. Até quando ia demorar esta perseguição pela festa do Jamor?! Em 1964-65, três anos após a última final, com o adversário a ser novamente o Benfica, também, finalista da Taça dos Campeões, desta vez sem glória, pois perdeu para o Inter Milão, não era favorito, contudo, contra todas as previsões, venceu os encarnados por 3-1, finalmente festejando um triunfo na Taça de Portugal. Em 1965-66, nova final, segunda consecutiva, algo inédito no seu historial até então, desta vez era favorito, mas um golo de Perrichon, deu ao Sporting Braga a sua única taça até aos dias de hoje. Um ano depois, nova final, terceira seguida, frente aos surpreendentes vice-campeões do campeonato, a Académica, numa final com 144 minutos, dois prolongamentos, as grandes penalidades ainda não existiam um lado algum, um golo de JJ deu a segunda para Setúbal. Fernando Vaz continuava a fazer história como treinador desta agremiação. 1967-68, quarta consecutiva, terminando numa derrota frente aos portistas, treinados por José Maria Pedroto que também faria história pelo clube sadino, numa final sem favoritos.

Os anos 60 foram onde Vitória Setúbal mais se destacou nesta prova. Após isto, e até ao final do século XX, apenas mais uma vez chegou a esta fase, em 1972-73, sucumbindo por 3-2, contra o Sporting. No restante, nada de realce, apenas algumas meias-finais. Seria preciso esperar pelo início do século XXI, para se ver, novamente, este clube setubalense em novas epopeias no Estádio Nacional.

Vitória Setúbal na Taça de Portugal: 1921-22 a 1945-46, 1947-48 e 1948-49, 1950-51 a 1952-53

ÉPOCA FASE ATINGIDA RESULTADO
1921-22 Não participou
1922-23 Não participou
1923-24 1ªeliminatória: Olhanense 0-1
1924-25 Não participou
1925-26 Não participou
1926-27 Finalista: Belenenses 0-3
1927-28 Meias-finais: Sporting 1-3
1928-29 Meias-finais: Belenenses 1-1/0-2
1929-30 Quartos-de-final: União Lisboa 2-2/1-1/1-2
1930-31 Meias-finais: Benfica 1-2/0-3
1931-32 Oitavos-de-final: União Lisboa 2-0/0-3
1932-33 Meias-finais: Belenenses 3-3/1-4
1933-34 Meias-finais: Barreirense 0-1/1-2
1934-35 Quartos-de-final: FC Porto 1-0/1-4
1935-36 Quartos-de-final: Benfica 1-0/1-3
1936-37 Quartos-de-final: Belenenses 2-1/0-10
1937-38 Oitavos-de-final: Belenenses 0-2/2-4
1938-39 Não participou
1939-40 Oitavos-de-final: Carcavelinhos 5-1/0-5
1940-41 Não participou
1941-42 Não participou
1942-43 Finalista: Benfica 1-5
1943-44 Quartos-de-final: Académica 3-1/1-3/0-3
1944-45 Meias-finais: Olhanense 2-0/0-3
1945-46 Oitavos-de-final: FC Porto 1-7
1946-47 Não se realizou a prova
1947-48 1ªeliminatória: Barreirense 0-0/0-1
1948-49 Meias-finais: Benfica 0-5
1949-50 Não se realizou a prova
1950-51 Oitavos-de-final: Vitória Guimarães 2-1/1-3
1951-52 Não participou
1952-53 Oitavos-de-final: Benfica 3-2/2-5
+Campo neutro; *recinto adversário

O Vitória Setúbal venceu três Taças de Portugal até ao momento: 1964-65, 1966-67 e 2004-05. Nesta primeira fase aqui analisada, aconteceram alguns resultados interessantes, nomeadamente, a presença em duas finais. Foi, em ambas, finalista vencido, no entanto, isto foi a primeira demonstração de força dos setubalenses nesta prova.

O começo neste evento não foi de grande monta: em 1923-24, perdeu na primeira eliminatória frente ao Olhanense. Mas, de seguida, e à segunda presença, alcança a final. Em 1926-27, o Belenenses levou a melhor, triunfando claramente por 3-0. Para os sadinos foi a primeira experiência em jogos decisivos. Não foi no Jamor, pois ainda não existia, entretanto, ficaram a um passo de erguer o troféu.

Continuaram a participar regularmente na Taça de Portugal. Convém, aqui dizer, que este evento até 1933-34, não havia divisões nacionais, só esta existia. A partir daqui, 1934-35, passou a existir o primeiro e segundo escalão. Porém, embora, as equipas do primeiro participassem todas na taça, as da II Divisão, só algumas o fariam. Atualmente, entram todas as equipas dos divisões nacionais. mas isso, foi uma conquista que se começou a verificar nos anos 60, até lá, dependia do formato escolhido.

Finalmente, após algumas presenças interessantes, nova final, 16 anos depois da último. Esta tinha uma pequena diferença e ficou marcada por um resultado escandaloso nas meias-finais. O Vitória Setúbal, em 1942-43, estava na II Divisão e caminhou até às meias-finais, onde ia defrontar o FC Porto. Os portistas, no campeonato, ficaram em sétimo lugar, a sua segunda pior classificação de sempre, entre dez equipas que aí competiram. Mas nada fazia prever o que aconteceu, os sadinos, da II Divisão, nas meias-finais, frente ao FC Porto, humilharam-no vencendo por 7-0!

Na final de 1942-43, onde os setubalenses se tornaram na primeira equipa de escalões secundários a chegar tão longe, nova derrota, 1-5 para o Benfica, a primeira dobradinha da história dos encarnados. Fica na memória os 7-0 ao FC Porto, nas meias-finais e o facto de serem uma equipa na altura na II Divisão. Mais uma final perdida, também, ainda longe de a conquistar. Ainda assim, continuaram a mostrar alguma apetência e tradição já que já contavam com duas finais, apesar de terem acabado mal, era já algo, embora, a festa ainda demorasse mais uns anos.

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Barreirense campeão de basquetebol: 1956-57 e 1957-58

1956-57 J V E D PONTOS P
1-Barreirense 14 10  2  2 780-579 36
2-Sporting 14 11  0  3 981-759 36
3-Académica 14  9  1  4 780-552 33
4-Benfica 14  9  0  5 776-651 32
5-FC Porto 14  5  1  8 649-712 25
6-Sanjoanense 14  4  0 10 593-800 22
7-CUF 14  4  0 10 587-787 22
8-Vasco da Gama 14  2  0 12 661-903 18
1957-58 J V E D PONTOS P
1-Barreirense 10  8  0  2 607-429 26
2-Sporting 10  8  0  2 636-498 26
3-Académica 10  6  0  4 450-390 22
4-Belenenses 10  4  1  5 473-538 19
5-FC Porto 10  2  1  7 476-601 15
6-Conimbricense 10  1  0  9 409-595 12

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Uma escola de formação de excelência, de onde vieram muitas das figuras do basquetebol português quer no passado quer no presente, por exemplo, Betinho Gomes, que joga na Liga ACB, campeonato principal de Espanha e dos mais importantes a nível europeu. Tem inúmeros títulos nas camadas jovens. Porém, o último grande triunfo nos seniores foi a Taça de Portugal na época de 1984-85, na altura, a segunda consecutiva e a sexta e última do seu historial. Esta geração conseguiu vencer três Taças de Portugal, mas, falhou no assalto ao epíteto de campeã nacional.

Se esta na década de 80 não atingiu o título máximo, a dos anos 50, início dos 60, também, colecionou três Taças de Portugal: 1956-57, 1959-60 e 1962-63, todavia, foi campeã nacional, um bicampeonato: 1956-57 e 1957-58 e a correspondente dobradinha em 1957. Foi o ponto alto da história do Barreirense, que o levou, também, a defender Portugal nas competições europeias. Um equipa de ouro, em dois campeonatos sui generis, já que, permitiam empates, coisa que no basquetebol atual não existe. Claro que eram outros tempos, havia primeiro uma fase regional e depois uma poule final para apurar o campeão, com 14 jogos e dez jogos no caso do segundo título, todavia, são títulos que valem tanto como os outros e que os adeptos do Barreirense esperam ver repetir no futuro.

Campeões em ambos os géneros: voleibol, Benfica, femininos, 1966-67; masculinos, 1980-81

1966-67, I Divisão Voleibol Feminino J V D SETS P
1-Benfica 10 9 1 27-4 19
2-CDUL 10 7 3 22-13 17
3-Leixões 10 7 3 22-11 16 (1 falta de comparência)
4-Académica 10 5 5 16-16 15
5-Arte e Recreio 10 1 9  6-27 11
6-Sporting Braga 10 1 9  5-27 11

Após alguns anos de quase campeões, o Benfica, em 1966-67, alcança o seu primeiro título de voleibol feminino. Troféu conquistado sem grandes problemas, pois, só cederam uma derrota e mais um set a juntar aos três dessa. O segundo classificado, CDUL, ficou a dois pontos, ou seja, teve mais duas derrotas. Este seria o primeiro de nove seguidos que coloca os encarnados, apesar de o último ter sido em 1974-75, como a segunda equipa coma mais títulos de voleibol feminino, igualado com o Castêlo Maia e a seis do primeiro, o Leixões com quinze. Isto apesar de não terem esta secção desde o início dos anos 90. Para concluir, ainda, o voleibol masculino do Benfica só conquistou cinco títulos, isto é, ainda estão relativamente longe dos nove do setor feminino.

1980-81, I Divisão Voleibol J V D SETS P
1-Benfica 14 12  2 39-12 26
2-Sporting Espinho 14 11  3 36-16 25
3-Leixões 14 11  3 35-15 25
4-Esmoriz 14  9  5 31-16 23
5-Técnico 14  6  8 21-29 20
6-Francisco Holanda 14  5  9 21-30 19
7-CDUL 14  1 13  9-39 15
8-Gil Vicente 14  1 13  5-40 15

Isto é mesmo assim, não há como dizer de outra maneira! Assim após sete Taças de Portugal conquistados e muitos segundos lugares, sobretudo, durante a década de 70, o Benfica, finalmente, em 1980-81, festeja o seu primeiro título de voleibol masculino. Tantas e tantas oportunidades teve no passo para obter este desiderato. Finalmente, no início da década de 80, puderam festejar como nunca. Depois, seria preciso mais uma década para o segundo e em 2004-05 o terceiro. Isto é apenas uma curiosidade: a equipa lisboeta tem cinco campeonatos conquistados e 14 Taças de Portugal ganhas, isto quer dizer que teve sempre mais engenho na taça do que no escalão máximo do voleibol português; por isso lideram o ranking de triunfos na prova a eliminar. No campeonato têm muito que aprender relativamente à eficácia e ao aproveitar quando se pode o ganhar. Até as senhoras, há muito extintas no clube, têm quase o dobro dos títulos dos homens.

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Um grande abaixo do quarto lugar: FC Porto, 5ºlugar, 1971-72

 

 

1971-72 J V E D GOLOS P
1-Benfica 30 26  3  1 81-16 55
2-Vitória Setúbal 30 17 11  2 62-16 45
3-Sporting 30 17  9  4 51-26 43
4-CUF 30 12 13  5 43-28 37
5-FC Porto 30 13  7 10 51-32 33
6-Vitória Guimarães 30 11  8 11 49-47 30
7-Belenenses 30 11  7 12 35-33 29
8-Barreirense 30 11  5 14 34-46 27
9-Farense 30  9  7 14 34-48 25
10-Atlético 30  8  9 13 35-52 25
11-Boavista 30  7 10 13 28-46 24
12-União Tomar 30  9  5 16 25-42 23
13-Beira-Mar 30  7  9 14 29-51 23
14-Leixões 30  7  7 16 26-51 21
15-Académica 30  7  7 16 29-38 21
16-Tirsense 30  6  7 17 26-66 19
             

 

1971-72: FC Porto, 5ºlugar CASA FORA
Benfica 1-3 0-1
Vitória Setúbal 0-1 0-2
Sporting 0-0 1-2
CUF 1-0 0-1
Vitória Guimarães 1-2 4-0
Belenenses 3-2 2-3
Barreirense 1-1 1-1
Farense 2-0 0-0
Atlético 1-3 1-1
Boavista 6-0 2-1
União Tomar 1-1 2-0
Beira-Mar 1-0 5-1
Leixões 2-0 1-0
Académica 2-3 1-0
Tirsense 6-0 3-3
CASA FORA
V E D GOLOS V E D GOLOS
7 3 5 28-16 6 4 5 23-16
TOTAL
J V E D GOLOS P
30 13 7 10 51-32 33

 

 

 

 

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A última vez que aconteceu ao FC Porto. Ficar abaixo do quarto lugar não mais se verificou na história do clube portuense. O pior a seguir foram três quartos lugares, todos na década de 70. Depois, os portistas entrariam no seu período de domínio do futebol português. Contudo, esta foi uma época verdadeiramente para esquecer; provavelmente, a pior de sempre em casa, em campeonatos com mais de dez clubes. Cinco derrotas, três empates e sete vitórias, foi o pecúlio dos jogos no Estádio das Antas. Isto é, nem 50% dos encontros realizados em seu reduto triunfaram.

Fora de casa, também, não foram nada de especial, contudo, ganharam mais do que o que perderam. Tudo somado colocou, 22 anos depois, o clube novamente em quinto lugar. Já, em 1949-50, tinha sido o pior de sempre fora de casa, com apenas uma vitória, um empate, e onze derrotas. Este, no Estádio das Antas, para esquecer. Terminaram com 33 pontos, quatro atrás da CUF, quarta classificada, e 22 atrás do Benfica, que foi campeão. Relembre-se, naquele tempo, a vitória só valia dois pontos, às contas atuais, seriam 35 pontos de desvantagem portista, muitos pontos!

O Vitória de Setúbal conseguiu a sua melhor classificação de sempre, foi vice-campeão. A CUF, com o quarto lugar, igualando o registo de 1961-62, atrás do pódio de 1964-65, qualificou-se pela última vez para as competições europeias, onde atingiu a segunda eliminatória, sendo, a primeira equipa a vencer na então RFA. A Académica após se ter qualificado para as competições europeias na temporada anterior, desceu nesta, pondo fim a 23 anos seguidos no escalão máximo do futebol português. Atualmente, ainda é a maior sequência de épocas consecutivas pela equipa de Coimbra.

Um grande abaixo do quarto lugar: Sporting, 5ºlugar, 1968-69

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1968-69 J V E D GOLOS P
1-Benfica 26 16  7  3 49-17 39
2-FC Porto 26 15  7  4 39-23 37
3-Vitória Guimarães 26 13 10  3 46-17 36
4-Vitória Setúbal 26 13  9  4 45-20 35
5-Sporting 26 11  8  7 35-20 30
6-Académica 26 12  6  8 48-32 30
7-CUF 26  8 11  7 32-30 27
8-Belenenses 26  8 10  8 31-33 26
9-Varzim 26  7  8 11 32-49 22
10-União Tomar 26  7  7 12 27-47 21
11-Leixões 26  7  7 12 21-30 21
12-Sporting Braga 26  6  7 13 20-47 19
13-Atlético 26  5  2 19 26-49 12
14-Sanjoanese 26  3  3 20 15-52  9
             

 

1964-65: Sporting, 5ºlugar CASA FORA
Benfica 0-0 0-0
FC Porto 2-1 1-1
Vitória Guimarães 0-0 1-2
Vitória Setúbal 0-1 0-0
Académica 3-0 0-1
CUF 1-1 0-1
Belenenses 3-2 0-0
Varzim 5-0 1-2
União Tomar 1-1 1-2
Leixões 1-0 0-1
Sporting Braga 3-0 4-1
Atlético 4-2 1-0
Sanjoanense 1-0 2-1
CASA FORA
V E D GOLOS V E D GOLOS
8 4 1 24-8 3 4 6 11-12
TOTAL
J V E D GOLOS P
26 11 8 7 35-20 30

 

Mais um grande fora dos quatro primeiros lugares, algo muito raro de acontecer. Desta vez, essa sorte coube aos leões. Quatro épocas depois, novamente uma péssima classificação, novamente um quinto lugar, também, com os mesmos pontos do sexto, também, salvos pelo confronto direto. Fizeram menos dois pontos do que em 1964-65, embora, a diferença de golos seja melhor, mais quinze golos marcados, mas, no, cômputo geral mais algo que o Sporting não quererá lembrar.

Conseguiram uma época razoável em casa, perdendo só um jogo, empatando quatro e vencendo oito. Nada de extraordinário, mas aceitável. Fora é que foi pior: apenas três vitórias, quatro empates e seis derrotas, sendo, que, estas três foram com os últimos três da classificação geral. O que desde já demonstra o quão mau foi a prestação em recintos forasteiros.

Os dois Vitórias alcançaram marcos históricos nesta temporada. O de Guimarães conseguiu a melhor classificação de sempre, um terceiro lugar. Nunca melhoraram este lugar mais baixo do pódio, repetiram-no mais três vezes, mas nunca superaram esta classificação. Porém, não se pode deixar de referir este terceiro posto, pois, este, das quatro ocasiões que obtiveram esta perfomance,  foi o único em que lutaram pelo título quase até ao fim do campeonato.

O de Setúbal ficou em quarto lugar, então a melhor prestação do seu palmarés. Resultado este que seria melhorado na época seguinte, todavia, este foi a primeira vez que se classificaram nos quatro lugares cimeiros da então I Divisão.

Finalmente, a Sanjoanense, última classificada, teve aqui a sua quarta e última presença na agora I Liga. Algo registar para um dos mais populares e históricos clubes do futebol português.

Um grande abaixo do quarto lugar: Sporting, 5ºlugar, 1964-65

1964-65 J V E D GOLOS P
1-Benfica 26 19  5  2 88-21 43
2-FC Porto 26 17  3  6 47-27 37
3-CUF 26 15  5  6 49-29 35
4-Académica 26 16  2  8 58-40 34
5-Sporting 26 12  8  6 39-35 32
6-Vitória Setúbal 26 15  2  9 61-30 32
7-Vitória Guimarães 26 12  5  9 44-36 29
8-Belenenses 26 12  2 12 39-40 26
9-Leixões 26  8  5 13 50-51 21
10-Sporting Braga 26  8  4 14 36-51 20
11-Varzim 26  8  4 14 39-55 20
12-Lusitano Évora 26  9  2 15 30-51 20
13-Seixal 26  3  2 21 16-84  8
14-Torreense 26  3  1 22 18-64  7

 

1964-65: Sporting, 5ºlugar CASA FORA
Benfica 2-2 0-3
FC Porto 1-1 3-1
CUF 0-0 1-0
Académica 2-4 0-3
Vitória Setúbal 3-2 0-0
Vitória Guimarães 1-2 2-2
Belenenses 1-0 2-1
Leixões 1-0 3-3
Sporting Braga 3-1 2-1
Varzim 3-2 1-3
Lusitano Évora 2-0 1-1
Seixal 1-0 0-0
Torreense 4-0 0-3
CASA FORA
V E D GOLOS V E D GOLOS
8 3 2 24-14 4 5 4 15-21
TOTAL
J V E D GOLOS P
26 12 8 6 39-35 32

 

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Depois da glória, em 1963-64, ao vencer a única competição europeia da sua história, a Taça das Taças, o Sporting acaba o campeonato num inacreditável quinto lugar, com os mesmos pontos do sexto. Só não ficou pior, porque, tinha vantagem nos confrontos diretos com os setubalenses, caso contrário, seria ainda pior. Para juntar a esta desilusão, na Taça das Taças, oitavos-de-final, nesta época, foram eliminados pelo Cardiff City, equipa que estava então nas profundezas da segunda divisão inglesa! Enfim, uma época para esquecer!

Não só ficaram na então pior classificação de sempre, como, tiveram a pior diferença entre golos marcados e golos sofridos do seu historial: 39-35, apenas vantagem de mais quatro golos marcados. Isto só aconteceu pior, em 2012-13, quando acabaram o campeonato em sétimo lugar, que é a pior posição de sempre dos leões. Arrumado concludentemente pela Académica, com derrotas por 3-0 e 4-2, esta no seu próprio estádio. Não venceu fora de casa os últimos quatro classificados, perdeu, incrivelmente, com Torreense, por 3-0, uma equipa que perdeu 22 dos 26 jogos da temporada. Julgava o Sporting, que isto seria só uma coisa que não mais ocorreria. Mas o futuro mostrou que não. Todavia, a próxima temporada seria de glória, com a conquista do campeonato, porém, esta, realmente foi algo de muito mau!

CUF e Académica também se destacaram pela positiva em 1964-65. Ambos conseguiram as melhores classificações de sempre até então: a CUF, com um terceiro lugar e a Académica com um quarto. A CUF não mais igualou tais alturas. Os conimbricenses, melhoraram duas épocas depois. Dois clubes que tiveram aqui uma época exececional, aproveitando a péssima classificação do Sporting. Contudo, não deixa de ser algo a registar, até porque, a CUF, agora Fabril Barreiro, e a Académica, tão cedo não subirão a tais patamares.

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