XVIII Europeu de Basquetebol Feminino, 1981, Itália: mais um para a União Soviética

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1981, Itália: URSS    
   
       
       
       
  1ªfase (Grupo B) Hungria 94-68
    Roménia 90-40
    Checoslováquia 99-58
    Suécia 95-60
    Bulgária 111-78
  Meias-finais Jugoslávia 94-60
  FINAL Polónia 85-42
     

 

Mais um campeonato, mais um título para União Soviética. Mais uma vez um passeio. Venceram todos os jogos por pelo menos 25 pontos. O mais “renhido” foi contra a Hungria, com uma vitória por 26 pontos. Isto demonstra o poderio e a hegemonia das soviéticas. Simplesmente, à altura, não tinham rival. Não tinham ninguém que pudesse mostrar ou rivalizar com estas. E seria um domínio que se estenderia até à dissolução da União Soviética, embora, as coisas se equilibrassem um bocado mais para diante na década de 80. Mas no início desta, ninguém oferecia resistência a estas fantásticas equipas soviéticas.

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Catar vice-campeão do Mundo de sub-20, futebol, 1981, Austrália

O Campeonato do Mundo de futebol, em 2022, vai-se realizar no Catar. Um país asiático, situado no Médio Oriente, com grande lucro, devido ao petróleo. Não tem grande história no futebol apesar de ir organizar o maior evento desta modalidade daqui a cinco anos. Só para dar uma ideia relativa a isto, nunca se qualificou para esta prova em toda a sua história. Tem nove presenças na Taça da Ásia (correspondente ao Europeu na Europa) e nunca passou dos quartos-de-final. Ou seja, muito pouco a realçar no seu palmarés futebolístico.

Contudo, esta nação tem algo que se orgulhar. Não no futebol sénior, mas no de sub-20. Aqui, conseguiu algo de registo. No Mundial de sub-20, de 1981, na Austrália, esta seleção chegou à final, eliminando mesmo o Brasil nos quartos e a Inglaterra nas meias. Assim, alcançou o jogo decisivo, onde foi obliterada pela RFA, perdendo por 4-0. Mesmo assim, fica para a posteridade: medalha de prata numa prova FIFA. Isso ainda é mais importante, porque uma potência como a Itália nunca chegou à final de um Campeonato do Mundo de sub-20. O que mostra que isto não é tão fácil como parece.

É verdade que não tem mais nada de importante, mas aqui fica o seu maior feito no futebol internacional.

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1981, Austrália: Catar    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Polónia 1-0
      EUA 1-1
      Uruguai 0-1
    Quartos-de-final Brasil 3-2
    Meias-finais Inglaterra 2-1
    FINAL RFA 0-4
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

XII Europeu de Voleibol feminino, 1981, Bulgária: Primeiro título para a Bulgária

 Após décadas de domínio por parte das soviéticas no Campeonato Europeu de Voleibol, esse chegou ao fim, em 1981, na Bulgária. Quem conseguiu tal feito foi o país anfitrião, ou seja, a Bulgária, Um título ganho com alguma facilidade, já que, venceu todos os jogos e só frente à Hungria, na primeira fase de grupos, é que foi a cinco sets. Nos restantes vitórias mais ao menos tranquilos e sobretudo, no último encontro, frente à múltipla campeã, a União Soviética, uma vitória clara, por três sets a zero. Finalmente, alguém conseguiu acabar com a hegemonia russa e este alguém foi a Bulgária, em casa, no setor feminino.

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1981-Bulgária:
Bulgária
   
    1ªfase(Grupo 3) RFA 3-0 (15-4,16-14,15-8)
  Turquia 3-0 (15-4,15-9,15-4)
  Hungria 3-2 (15-13,6-15,13-15,15-5,15-10)
  Fase Final [Hungria 3-2 (15-13,6-15,13-15,15-5,15-10)] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
  Polónia 3-0 (15-6,15-10,15-5)
  Checoslováquia 3-1 (10-15,15-3,15-2,15-9)
  RDA 3-1 (15-3,15-0,11-15,15-4)
  URSS 3-0 (15-6,15-13,15-12)
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro

Maratona Londres, sector feminino

Uma prova recente, teve apenas a sua primeira edição em 1981, quer no sector feminino como masculino. Aqui temos as vencedoras desde então. Embora no seu alvor fosse impensável atingir a notoriedade que goza actualmente, no entanto, foi graças aos seus promotores e ao seu labor que se tornou numa das cinco maratonas mais importantes do mundo atlético. Só as maratonas, incluídas nas provas oficiais, isto é, nos Europeus, Mundias e Jogos Olímpicos, ganham em importância a estas, no entanto, há sempre atletas que se preparam para ganhar uma destas em vez dum Mundial ou Europeu, devido ao alto valor financeiro da recompensa para quem ganhe e ao facto de que correr uma maratona é sempre um grande esforço não podendo fazer muito mais que duas ou três por ano, daí essa opção que muitos fazem.

No sector feminino destacam-se, isto é, com mais triunfos as lendas norueguesas: Ingrid Kristiansen com quatro vitórias, ainda a que mais vezes venceu e ainda outra lenda Grete Waitz. Também lendas quenianas como Derartu Tulu e Tegla Louroupe aqui venceram, apenas uma vez, mas ganharam. Também, a nossa maior maratonista de todos os tempos e uma das melhores de sempre aqui bebeu o champagne da glória, isto é, em 1991 Rosa Mota correu e ganhou. A melhor atleta europeia desta última década neste evento, Paula Radcliffe, triunfou por três vezes. Talvez, correndo em casa em 2012, nos Jogos Olímpicos, vença a medalha olímpica que tanto luta por.

ANO CAMPEÃO
1981 Joyce Smith (Grã-Bretanha)
1982 Joyce Smith (Grã-Bretanha)
1983 Grete Waitz (Noruega)
1984 Ingrid Kristiansen (Noruega)
1985 Ingrid Kristiansen (Noruega)
1986 Grete Waitz (Noruega)
1987 Ingrid Kristiansen (Noruega)
1988 Ingrid Kristiansen (Noruega)
1989 Veronique Marot (Grã-Bretanha)
1990 Wanda Panfil (Polónia)
1991 ROSA MOTA (PORTUGAL)
1992 Katrin Dorre (Alemanha)
1993 Katrin Dorre (Alemanha)
1994 Katrin Dorre (Alemanha)
1995 Malgorzata Sobanska (Polónia)
1996 Liz McColgan (Grã-Bretanha)
1997 Joyce Chepchumba (Quénia)
1998 Catherina McKiernan (República Irlanda)
1999 Joyce Chepchumba (Quénia)
2000 Tegla Loroupe (Quénia)
2001 Derartu Tulu (Etiópia)
2002 Paula Radcliffe (Grã-Bretanha)
2003 Paula Radcliffe (Grã-Bretanha)
2004 Margaret Okayo (Quénia)
2005 Paula Radcliffe (Grã-Bretanha)
2006 Deena Kastor (EUA)
2007 Chunxiu Zhou (China)
2008 Irina Mikitenko (Alemanha)
2009 Irina Mikitenko (Alemanha)
2010 Liliya Shobukhova (Rússia)
Campeões: TAÇAS
Ingrid Kristiansen: 1984,1985,1987,1988 4
Katrin Dorre: 1992,1993,1994 3
Paula Radcliffe: 2002,2003,2005 3
Grete Waitz: 1983,1986 2
Irina Mikitenko: 2008,2009 2
Joyce Chepchumba: 1997,1999 2
Joyce Smith: 1981,1982 2
Catherina McKiernan: 1998 1
Chunxiu Zhou: 2007 1
Deena Kastor: 2006 1
Derartu Tulu: 2001 1
Liliya Shobukhova: 2010 1
Liz McColgan: 1996 1
Malgorzata Sobanska: 1995 1
Margaret Okayo: 2004 1
ROSA MOTA: 1991 1
Tegla Loroupe: 2000 1
Veronique Marot: 1989 1
Wanda Panfil: 1990 1

Taça CERS do Hóquei em Patins

Taça CERS é a Taça UEFA do hóquei em patins. Criada em 1980-81, vencida pelo Sesimbra frente aos exóticos holandeses do Lichstad, cuja caminhada para a final é abordada noutro post. Refira-se que isto é a competição mais democrática do hóquei em patins europeu. Mais democrática entre as três potências do continente europeu: Portugal, Espanha e Itália, já que, nenhum país tem grande vantagem sobre o outro: Espanha onze troféus, Itália nove troféus e Portugal oito troféus, seis dos quais na década de 90. Isto ao nível dos países historicamente mais fortes, porque em relação aos outros, não se pode ter tal declaração, já que, o hóquei em patins europeu e mundial masculino é como o futebol português, macrocéfalo.

De Portugal, já abordei as suas caminhadas triunfais nesta competição, destaque apenas para o facto de o Paço d’Arcos ser com o FC Porto a equipa com mais finais entre as equipas portugueses, três. O Paço d’Arcos venceu em1999-2000, perdeu em 1987-88 e 1997-98; a equipa portuense venceu em 1993-94 e 1995-96, derrotada em 2001-02. O Benfica tem aqui a sua única vitória europeia no hóquei em patins. Ressalve-se ainda a final de 1996-97, a única entre equipas portuguesas, vencida pela Oliveirense frente ao Gulpilhares.

A nível dos outros clubes, destaque-se o Novara, de Itália, que ainda é a equipa com mais troféus, três (1984-85,1991-92 e 1992-93). É juntamente com o Reus, a única equipa que conseguiu vencer duas edições consecutivas deste troféu. O Reus conseguiu os seus únicos triunfos em 2002-03 e 2003-04. Realçe-se ainda o triunfo do Barcelona em 2005-06, que lhes permitiu, finalmente, ter no seu vasto e glorioso palmarés vitórias nas três competições europeias. Apenas o FC Porto, o Reus, o Sporting e o Óquei de Barcelos, o Nóia e o Liceo da Corunha,além da equipa catalã, venceram todas as três competições.

ANO

CAMPEÃO

1980-81

Sesimbra

1981-82

Liceo Corunha

1982-83

Vercelli

1983-84

Sporting

1984-85

Novara

1985-86

Tordera

1986-87

Lodi

1987-88

Vercelli

1988-89

Hockey Monza

1989-90

Seregno

1990-91

Benfica

1991-92

Novara

1992-93

Novara

1993-94

FC Porto

1994-95

Óquei Barcelos

1995-96

FC Porto

1996-97

Oliveirense

1997-98

Noia

1998-99

Liceo Corunha

1999-00

Paço d’Arcos

2000-01

Vic

2001-02

Voltregá

2002-03

Réus

2003-04

Réus

2004-05

Follonica

2005-06

Barcelona

2006-07

Vilanova

2007-08

CP Tenerife

 

Vencedores:

TAÇAS

Novara:

1985,1992,1993

3

FC Porto:

1994,1996

2

Liceo Corunha:

1982,1999

2

Reus:

2003,2004

2

Vercelli:

1983,1988

2

Barcelona:

2006

1

Benfica:

1991

1

CP Tenerife:

2008

1

Follonica:

2005

1

Hockey Monza:

1989

1

Lodi:

1987

1

Noia:

1998

1

Óquei Barcelos:

1995

1

Oliveirense:

1997

1

Paço d’Arcos:

2000

1

Sesimbra:

1981

1

Seregno:

1990

1

Sporting:

1984

1

Tordera:

1986

1

Vic:

2001

1

Vilanova:

2007

1

Voltregá:

2002

1

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