XVII Europeu de Basquetebol Feminino, 1980, Jugoslávia: título soviético

fpb 3

 

Mais um Europeu mais um título para a União Soviética. Mais uma vez uma vitória concludente. Podendo dizer-se que não houve oposição à altura. Ficaram isentos da primeira fase de grupos e a seguir cilindraram todas as adversárias rumo à final. Tudo vitórias acima dos trinta pontos. O jogo mais renhido (se se pode chamar assim) foi a meia-final frente à Checoslováquia, com um triunfo por 32 pontos! De resto, tudo acima dos 45 pontos. Nada à dizer. Um título conquistado sem muito mais a elaborar. Nesta altura as soviéticas dominavam o panorama europeu do basquetebol e não tinham muita oposição. Limitavam-se a ir ao Campeonato Europeu e a conquistá-lo sem muito labor. Eram hegemónicas, ninguém lhes fazia frente. Algo que só o fim da URSS mudou.

1980, Jugoslávia: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase Isento  
    Quartos-de-final (Grupo A) Holanda 105-43
      Polónia 94-40
      Bulgária 119-63
    Meias-finais Checoslováquia 94-62
    FINAL Polónia 95-49
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

VI Europeu de futebol, 1980, Itália: segundo troféu para a RFA

uefa 89

 

O Europeu de 1980 realizou-se na Itália. Foi o primeiro país a receber duas vezes a prova. O título esse foi alcançado pelos germânicos do oeste, com um golo, na sequência de um canto, a poucos minutos do fim. Uma vitória frente aos surpreendentes belgas.

Neste prova o formato de competição foi alterado: todos os vencedores dos grupos de qualificação apuravam-se para a fase final, eliminou-se o play-off, onde se chegava aos últimos 4. O organizador foi escolhido antes da fase preliminar, assim a este juntavam-se os sete vencedores dos grupos. Na fase final, dois grupos de 4, os vencedores defrontavam-se na final, os segundos classificados lutavam pelo último lugar do pódio. Curiosamente, foi a última vez que tal se verificou na história desta competição.

A RFA passeou classe, ao fim de dois jogos já estava apurada para a final. O empate no último jogo da fase de grupos frente à Grécia, já não contava para a nada, até porque os gregos ficaram em último nesse emparelhamento. No outro grupo, chegou-se ao último encontro entre a Bélgica e a Itália, porque os belgas tinham mais um golo marcado que os italianos, apesar de diferença de golos igual, bastava-lhes o empate para ir à final e tal aconteceu e com alguma surpresa, estes qualificaram-se para a final.

Na final, dois golos de Hrubesch deram o título à RFA, o último, num canto, muito perto do fim do jogo. Era o segundo título para estes e a terceira final consecutiva, recorde ainda por igualar. Mais uma vez, a  eficácia germânica fez toda a diferença. Os checos ainda conseguiram o bronze, frente à Itália, 9-8, nas grandes penalidades, num jogo fastidioso e assim se decidiu acabar com este jogo. Não mais se pelejou por isto.

Portugal pela segunda vez consecutiva não teve sorte no grupo de apuramento, confrontando-se coma forte Bélgica e uma boa Áustria. Começaram bem a qualificação, com uma vitória surpresa na Áustria, mas, depois, tudo se complicou e não se conseguiu melhor do que acabar em terceiro no grupo. A Bélgica só seria parada na final pela RFA.

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
Itália 1980:      
RFA      
    1ªfase, Grupo A Checoslováquia 1-0
      Holanda 3-2
      Grécia 0-0
    FINAL Bélgica 2-1
         
 Onze principal: Schumacher; Kaltz, KH Förster, Stielike e Dietz; Briegel (Cullmann), Schuster e H.Müller; KH Rummenigge, Hrubesch e K.Allofs
         
Marcha do marcador: 1-0, por Hrubesch (10m); 1-1, por Vandereycken (72m, gp); 2-1, Hrubesch (88m)
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

 

100% de eficácia

Disputa-se agora o Mundial de Clubes. A competição sua antecessora, Taça Intercontinental, teve diversos vencedores, curiosamente, duas das equipas que mais vezes a vencerem são uruguaias, precisamente, os dois principais clubes deste país. Estes têm dominado completamente o capeonato uruguaio… até ao século XXI, tendo o Peñarol 47 títulos e o Nacional de Montevideu 41, seguindo-se uma série de clubes com quatro títulos, sendo o mais forte actualmente o detentor do título Defensor.

Na Taça Intercontinental/Mundial de Clubes, ambos os clubes têm três triunfos. O Peñarol, no entanto, disputou-a por cinco vezes, perdendo duas, uma das quais com o FC Porto e ganhando outra ao Benfica, isto, em virtude da vitória em cinco edições da Taça Libertadores da América. O Nacional de Montevideu perdeu as três primeiras finais efectuadas na Taça dos Libertadores da América (1964,1967,1969), vencendo as seguintes três (1971,1980,1988). Em virtude desses três triunfos, participou na Taça Intercontinental, vencendo as três finais disputadas. A título de curiosidade, o Uruguai, desde a vitória do Nacional de Montevideu na Taça dos Libertadores da América em 1988, não mais conseguiu colocar uma equipa na final dessa competição.

Nas três finais vencidas, a primeira em 1971, frente ao Panathinaikos, apurado em virtude do campeão europeu Ajax ter declinado participar, passando esse direito ao vice, tinha jogadores como Luis Cubilla, Luis Artime, Morales, Manga, Ubiña, Blanco entre outros; orientada por Washington Echamendi.

Em 1980, frente ao campeão europeu Nottingham Forest, nova vitória, com jogadores como o guarda-redes Rodolfo Rodríguez-jogaria mais tarde no Sporting-, Alberto Bino, Morales, Espárrago, Luzardo,Hermes Moreira, entre outros; treinada por Juan Martín Mugica.

Em 1988, frente a equipa que derrotou o Benfica na final nas grandes penalidades, perdeu da mesma maneira a Taça Intercontinental, o PSV Eindhoven, contava com Da Lima, Ostolaza, Vargas, Lemos, Cardaccio, De León, entre outros; coordenada pelo treinador Roberto Fleitas.

Esclarecendo um detalhe, na época de 1988, o Nacional de Montevideu encontrou por duas vezes o Newell’s Old Boys na fase a eliminar, nos quartos-de-final e depois na final, tal aconteceu devido às regras que regiam a competição dessa época, nada mais.

ÉPOCA

CLUBE

FASE ATINGIDA

ADVERSÁRIO

RESULTADO

 

1971

Nacional Montevi-deu

1ªfase, Grupo 3

Peñarol (Uruguai)

2-1

 

 

 

 

Chaco Petrolero (Bolívia)

1-0*

 

 

 

 

The Strongest (Bolívia)

1-1*

 

 

 

 

The Strongest (Bolívia)

5-0

 

 

 

 

Chaço Petrolero (Bolívia)

3-0

 

 

 

 

Peñarol (Uruguai)

2-0*

 

 

 

Meias-finais, Grupo 1

Universitário (Perú)

0-0*

 

 

 

 

Palmeiras (Brasil)

3-0*

 

 

 

 

Universitário (Perú)

3-0

 

 

 

 

Palmeiras (Brasil)

3-1

 

 

 

FINAL

Estudiantes (Argentina)

1-0/0-1*/2-0+

 

 

 

Taça Intercontinental, FINAL

Panathinaikos (Grécia)

1-1*/2-1

 

1980

Nacional Montevi-deu

1ªfase, Grupo 2

Defensor (Uruguai)

1-0

 

 

 

 

Oriente Petrolero (Bolívia)

3-1*

 

 

 

 

The Strongest (Bolívia)

0-3*

 

 

 

 

Defensor (Uruguai)

3-0*

 

 

 

 

Oriente Petrolero (Bolívia)

5-0

 

 

 

 

The Strongest (Bolívia)

2-0

 

 

 

 

Meias-finais, Grupo 2

O’Higgins (Chile)

1-0*

 

 

 

 

Olímpia Assunção (Paraguai)

1-0*

 

 

 

 

Olímpia Assunção (Paraguai)

1-1

 

 

 

 

O’Higgins (Chile)

2-0

 

 

 

FINAL

Internacional (Brasil)

0-0*/1-0

 

 

 

Taça Intercontinental, FINAL

Nottingham Forest (Inglaterra)

1-0

 

1988

Nacional Montevi-deu

1ªfase, Grupo 3

Wanderers (Uruguai)

0-0*

 

 

 

 

América Cali (Colômbia)

2-0

 

 

 

 

Millonarios (Colômbia)

4-1

 

 

 

 

Wanderers (Uruguai)

1-0

 

 

 

 

Millonarios (Colômbia)

1-6*

 

 

 

 

América Cali (Colômbia)

0-0*

 

 

 

Oitavos-de-final

Universidad Católica (Chile)

1-1*/0-0

 

 

 

Quartos-de-final

Newell’s Old Boys (Argentina)

1-1*/2-1

 

 

 

Meias-finais

América Cali (Colômbia)

1-0/1-1*

 

 

 

FINAL

Newell’s Old Boys (Argentina)

0-1*/3-0

 

 

 

Taça Intercontinental, FINAL

PSV Eindhoven (Holanda)

2-2/7-6 g.p.

 

*jogos no campo adversário. +jogos em campo neutro

 

 

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