West Ham vence Taça das Taças 1964-65

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Uma equipa que só tem duas classificações nos primeiros cinco lugares da agora Premier League em todo o seu historial e só oito presenças nas competições europeias. Contrastando com isso, já venceu três Taças de Inglaterra: 1963-64, 1974-75 e 1979-80. Sendo que na última estava na segunda divisão. Apesar de várias equipas de escalões inferiores terem vencido este evento, esta foi a última vez que tal aconteceu. O capitão do West Ham nos anos 60, Bobby Moore, foi-o também no Mundial de 1966, na Inglaterra, onde este país conquistou o seu único torneio internacional de seleções. Para adicionar a isto, um dos seus avançados nesta final, Geoff Hurst, marcou um hat-trick nessa final, feito que mais ninguém repetiu antes ou depois.

No campeonato nunca tiveram grandes resultados, mas, em 1964-65, numa competição europeia, criada em 1960, na sua quinta edição, surpreenderam e Europa ao conquistá-la. Essa prova foi extinta em 1999, após última final em Maio de 1999, curiosamente, jogada em Inglaterra. Essa competição era a Taça das Taças, para onde ia o vencedor da taça de cada país ou o finalista vencido em caso de dobradinha. O West Ham foi por direito próprio, pois tinha ganho a taça em 1963-64 e assim fez história vencendo-a em 1964-65. Uma caminhada inolvidável.

Eliminatórias todas muito apertadas, logo na primeira, muitos dificuldades frente ao Gent da Bélgica, decidida só por um golo de diferença. Gent, que em 2016-17, por exemplo, eliminou outro clube londrino, o Tottenham, da Liga Europa. Nos oitavos-de-final, luta até ao fim na Checoslováquia, Nos quartos, talvez a mais tranquila, diante do Lausanne, da Suíça. Nas meias-finais, contra o vencedor da Taça das Feiras de 1963-64, o Saragoça, muitas dificuldades: 2-1, em casa e 1-1 fora.

A final, jogada em Wembley, praticamente em casa para o West Ham, defrontou o 1860 Munique da RFA, agora treinado por Vítor Pereira, mas nesta altura uma das mais fortes equipas da Alemanha Ocidental, que tinha eliminado o FC Porto nos oitavos-de-final, acabou por ser resolvida por dois golos de Sealey em três minutos, dando assim o triunfo aos londrinos. Curiosamente, esta foi a maior vitória do West Ham nesta edição da prova, apenas igualada por outra por 2-0, nos oitavos-de-final, contra o Sparta Praga. Mas, aqui, não interessava a volumetria do triunfo, interessava conquistá-la. E foi isso que este clube fez! Um caminho com muitas dificuldades, eliminatórias muito disputadas, mas venceram e podem dizer que conquistaram uma competição europeia: a Taça das Taças de 1964-65.

Em 1975-76 quase fizeram o mesmo, mas aí, os belgas do Anderlecht foram mais fortes na final. No entanto, em 1964-65, festa da rija!

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
1964-65:      
West Ham      
    1ªeliminatória Gent (Bel) 1-0*/1-1
    Oitavos-de-final Sparta Praga (Che) 2-0/1-2*
    Quartos-de-final Lausanne (Sui) 2-1*/4-3
    Meias-finais Saragoça (Esp) 2-1/1-1*
    FINAL 1860 Munique (Ale) 2-0
         
 Onze principal: Standen; Kirkup, Burkett e Moore; Peters e Brown; Sealey, Boyce, Hurst, Dear e Sissons
         
Marcha do marcador: 1-0, por Sealey (70m); 2-0, por Sealey (72m)
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

 

 

 

 

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Todas as épocas na Série A do Inter Milão

Eis as classificações do Inter Milão na Serie A

Inter Milão-84 presenças
Épocas: 1929-30 a 1942-43, 1945-46 a 2014-15
CAMPEÃO: 1930,1938,1940,1953,1954,1963,1965,1966,1971,1980,1989,2006,

2007,2008,2009,2010

2ºlugar: 1933,1934,1935,1941,1949,1951,1961,1962,1964,1967,1970,1993,

1998,2003,2011

3ºlugar: 1939,1950,1952,1956,1959,1983,1985,1987,1990,1991,1997,2002,

2005

4ºlugar: 1936,1943,1946,1960,1969,1974,1976,1977,1979,1981,1984,2000,

2004

5ºlugar: 1931,1957,1968,1972,1973,1978,1982,1988,2001,2014
6ºlugar: 1932,1986,1995,2012
7ºlugar: 1937,1996
8ºlugar: 1955,1992,1999,2015
9ºlugar: 1958,1975,2013
10ºlugar: 1947
12ºlugar: 1942,1948
13ºlugar: 1994

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Vitória Setúbal na Taça de Portugal: 1953-54 a 1984-85

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ÉPOCA FASE ATINGIDA RESULTADO
1953-54 Finalista: Sporting 2-3
1954-55 Oitavos-de-final: Académica 1-3
1955-56 1ªeliminatória: Leões Santarém 1-4
1956-57 Meias-finais: Sporting Covilhã 1-0/0-3
1957-58 Quartos-de-final: Sporting 1-1/0-2
1958-59 1ªeliminatória: FC Porto 3-2/1-7
1959-60 2ªeliminatória: Sporting Covilhã 2-2/3-3/1-5
1960-61 Quartos-de-final: Sporting 1-0/1-4
1961-62 Finalista: Benfica 0-3
1962-63 1ªeliminatória: FC Porto 2-0/1-3/1-4
1963-64 Quartos-de-final: Belenenses 1-2/0-2
1964-65 VENCEDOR: Benfica 3-1
1965-66 Finalista: Sporting Braga 0-1
1966-67 VENCEDOR: Académica 3-2 a.p.
1967-68 Finalista: FC Porto 1-2
1968-69 4ªeliminatória: Belenenses 2-3
1969-70 5ªeliminatória: Benfica 3-2/0-2
1970-71 Meias-finais: Sporting 1-1/0-1
1971-72 Quartos-de-final: Belenenses 0-1
1972-73 Finalista: Sporting 2-3
1973-74 5ªeliminatória: Sporting 2-4
1974-75 Quartos-de-final: Benfica 0-1
1975-76 Meias-finais: Boavista 0-2
1976-77 Oitavos-de-final: Famalicão 2-3
1977-78 4ªeliminatória: Famalicão 0-1
1978-79 2ªeliminatória: Paredes 0-2
1979-80 Quartos-de-final: Varzim 0-1
1980-81 Meias-finais: FC Porto 1-2
1981-82 3ªeliminatória: Portimonense 0-1
1982-83 2ªeliminatória: Estrela Portalegre 1-2
1983-84 4ªeliminatória: Gil Vicente 0-1
1984-85 2ªeliminatória: Sporting Braga 0-1
+Campo neutro; *recinto adversário

O Vitória Setúbal teve neste período, sobretudo nos anos 60, os seus anos dourados na Taça Portugal. Um final nos anos 50, uma nos anos 70 e, a sua melhor década, cinco finais nos anos 60, todas elas, orientado por Fernando Vaz. Deu-se mesmo ao luxo, de a primeira dos anos 60, 1961-62, o clube estava na II Divisão. Apesar de a ter perdido, qualificou-se pela primeira vez para as competições europeias, neste caso, para  a Taça das Taças, pois o Benfica, vencedor nessa final, tinha sido campeão europeu, apurando-se para a Taça dos Campeões, pois era o campeão em título, visto ter falhado no campeonato, onde terminou em terceiro lugar. Assim, os sadinos participaram, em 1962-63, na sua primeira aventura pelas competições da UEFA. Ainda, realçar, que, em 1960-61, o Vitória, então na II Divisão, afastou o Benfica da taça. Pela primeira vez o Benfica foi eliminado deste evento por uma equipa de divisões secundários. Seria preciso esperar por 2002-03, quando os desconhecidos do Gondomar, repetiram tal feito.

Após 11 anos e apesar de ter terminado o campeonato no 12ºlugar, antepenúltimo, fugindo à despromoção por pouco, atingiu a final da taça, Aqui, para surpresa geral, perdeu por 3-2, mas deu mais luta do que se esperava contra o que restava dos cinco violinos do Sporting, que tinha acabado de conquistar o treta no campeonato. Mais oito anos, outra final, já mencionada acima. No entanto, ao aqui chegar, disputou-a pela segunda vez, estando na II Divisão, feito já ocorrido em 1942-43, isto é, os setubalenses são o único clube a fazer isto por duas vezes, os outros só o fizeram uma vez, nas seis vezes que uma formação de escalões secundários chegou à final.

Quatro finais, quatro derrotas. Até quando ia demorar esta perseguição pela festa do Jamor?! Em 1964-65, três anos após a última final, com o adversário a ser novamente o Benfica, também, finalista da Taça dos Campeões, desta vez sem glória, pois perdeu para o Inter Milão, não era favorito, contudo, contra todas as previsões, venceu os encarnados por 3-1, finalmente festejando um triunfo na Taça de Portugal. Em 1965-66, nova final, segunda consecutiva, algo inédito no seu historial até então, desta vez era favorito, mas um golo de Perrichon, deu ao Sporting Braga a sua única taça até aos dias de hoje. Um ano depois, nova final, terceira seguida, frente aos surpreendentes vice-campeões do campeonato, a Académica, numa final com 144 minutos, dois prolongamentos, as grandes penalidades ainda não existiam um lado algum, um golo de JJ deu a segunda para Setúbal. Fernando Vaz continuava a fazer história como treinador desta agremiação. 1967-68, quarta consecutiva, terminando numa derrota frente aos portistas, treinados por José Maria Pedroto que também faria história pelo clube sadino, numa final sem favoritos.

Os anos 60 foram onde Vitória Setúbal mais se destacou nesta prova. Após isto, e até ao final do século XX, apenas mais uma vez chegou a esta fase, em 1972-73, sucumbindo por 3-2, contra o Sporting. No restante, nada de realce, apenas algumas meias-finais. Seria preciso esperar pelo início do século XXI, para se ver, novamente, este clube setubalense em novas epopeias no Estádio Nacional.

CAN-2015, 23 anos depois, novo título para Costa do Marfim

1992-Senegal:
Costa de Marfim
   
    1ªfase

(Grupo C)

Argélia 3-0
  Congo 0-0
  Quartos-de-final Zâmbia 1-0 a.p.
  Meias-finais Camarões 0-0/3-1 g.p.
  FINAL Gana 0-0/11-10 g.p.
 
2015- Guiné Equatorial: Costa do Marfim
 
 
  1ªfase

(Grupo D)

Guiné Conacri 1-1
  Malia 1-1
  Camarões 1-0
  Quartos-de-final Argélia 3-1
  Meias-finais RD Congo 3-1
  FINAL Gana 0-0/9-8 g.p.
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro

seleção

O CAN 2015 estava previsto para ser organizado por Marrocos. Devido ao surto do vírus ébola, em 2014, os marroquinos recusaram isso. Assim, à pressa, foi escolhida para albergar esta prova a Guiné Equatorial que já o tinha feito em 2012. O país do Norte de África mais tarde seria penalizado, não podendo participar no CAN de 2017 e 2019, na fase de qualificação. Chegados a 2015, este foi disputado e vencido pela Costa do Marfim, que na final, venceu o Gana, após uma maratona de grandes penalidades, 9-8, a seguir um nulo que nem o prolongamento desfez. Desta vez não houve surpresas na final, como a Zâmbia em 2012 (triunfou) e com o Burkina Faso, também, inesperado finalista derrotado em 2013. Porém, os outros semi-finalistas foram as sensações do torneio: Guiné Equatorial que nunca tinha ido tão longe e a RD Congo que desde de 1998 não chegava tão longe.

A Costa do Marfim nem começou muito bem, cedeu dois empates. Mas, a partir daí, três vitórias consecutivas levaram-na até à final, onde triunfou nas grandes penalidades frente ao Gana. Finalmente, após duas perdidas, também desta forma, em 2006 e 2012, contra Egito e Zâmbia respetivamente, a geração de ouro deste país conquistou um título que já lhe fugia desde 1992. Aí, foi o contrário, não era um dos favoritos e surpreendeu todos ao conquistar o troféu frente ao Gana, também, depois de uma maratona de grandes penalidades, 11-10, de novo o Gana como adversário. Parece que para erguer o troféu esta nação precisa de defrontar os ganeses, e, após uma maratona de castigos máximos!

Em 1992 não era favorita, de tal forma, que teve que esperar pela sua geração de ouro para participar pela primeira vez num Mundial, feito alcançado em 2006 e não falhou nenhum desde então, apesar de nunca ter passado a primeira fase e já ter defrontado Portugal em 2010, na África do Sul, com um nulo como resultado. Após muitas dúvidas e falhanços, com a sua geração de ouro a espera de dar lugar a outra e sem Drogba, finalmente, em 2015: festa!

Campeões em ambos os géneros: Leixões, voleibol, 1963-64, masculinos; 1964-65, femininos

1963-64, I Divisão Voleibol J V D SETS P
1-Leixões 8 7 1 22-8 15
2-Sporting Espinho 8 6 2 21-11 14
3-Lisboa e Ginásio 8 4 4 19-14 12
4-Benfica 8 3 5 11-16 11
5-Académica 8 0 8  0-24  8

Um título um pouco surpreendente, pois o Leixões nas duas épocas anteriores tinha participado na II Divisão, vencendo mesmo esse troféu em 1961-62. Assim, num percurso quase imaculado, tendo perdido apenas um jogo, somando sete vitórias, alcançando o seu primeiro campeonato. Primeiro de oito; ainda hoje, apesar de o seu último título ter sido em 1988-89, é o quarto clube com mais campeonatos, só ultrapassado pelo FC Porto, com nove, o Técnico com 13 e o Sporting Espinho com 18. E é o segundo clube com mais presenças no escalão máximo de voleibol, só melhorado pelos espinhenses.

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1964-65, I Divisão Voleibol Feminino J V D SETS P
1-Leixões 8 7 1 21-5 15
2-Benfica 8 6 2 20-8 14
3-Sporting Espinho 8 4 4 16-15 12
4-CDUL 8 3 5 11-17 11
5-Arte e Recreio 8 0 8  1-24  8

Este título, primeiro do Leixões na vertente feminina, não foi tão surpreendente com o masculino, pois estas já tinham sido vice-campeãs em épocas anteriores. Tinham participado nas cinco edições antes desta. Ainda hoje, as leixonenses são de longe a equipa com mais presenças no escalão máximo de voleibol feminino. E isto foi o primeiro título de quinze, que permite ao Leixões ser o clube com mais títulos nas senhoras de voleibol, apesar de o último ter sido em 1991-92. Este foi o primeiro, o culminar de um trabalho de meia década, pois em anos anteriores, já tinham andado perto. Assim, conseguiram em dois anos seguidos, ser campeões em homens e mulheres, o seu primeiro em ambos. Foi o clube que mais rapidamente venceu o seu primeiro troféu em ambos em géneros: 1963-64, masculinos; 1964-65, femininos.

1964-65, I Divisão de Hóquei em Patins, campeão surpresa, CUF. 1961-62, um campeão esquecido do Voleibol

 

1964-65, I Divisão Hóquei em Patins J V E D GOLOS P
1-CUF 14 11 1  2 41-23 37
2-Oeiras 14  9 2  3 50-33 34
3-Campo Ourique 14  8 3  3 66-35 33
4-Benfica 14  6 3  5 41-30 29
5-Infante Sagres 14  7 0  7 34-34 28
6-FC Porto 14  4 2  8 22-29 24
7-Sanjoanense 14  4 0 10 25-54 22
8-Valongo 14  1 1 12 21-62 17

 

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Nesta época, 2013-14, o Valongo foi o surpreendente campeão nacional. Contra tudo e contra todas as previsões, a equipa nortenha alcançou o máximo título. Numa luta a três: Valongo, Benfica e FC Porto, que terminaram com os mesmos pontos, os verdes e pretos fizeram a festa, apesar de um goal average muito inferior aos dois gigantes do desporto português, todavia, como vencedor por ter vantagem no mini-campeonato a três. O que fez essa diferença foi o empate no pavilhão dos portistas, pois o resto dos jogos saldou-se por triunfos caseiros. Esse empate fez toda a diferença nesse confronto entre os três.

Um título conquistado por quem menos se espera. No desporto é sempre bom e de realçar quando este tipo de coisas acontece. Até porque é algo que não se dá todas as épocas. No caso do hóquei em patins, para a última grande sensação é preciso recuar 49 anos, para a época de 1964-65. Aqui, porém, o estrondo foi maior! Convém explicar que, nos anos 60, não havia subidas e descidas na I Divisão. Apuravam-se para a fase final os quatro primeiros do grupo Norte e o correspondente do Sul. Depois, os oito, jogavam todos contra todos a duas voltas, quem tivesse mais pontos era campeão. A vitória valia três pontos, o empate dois e a derrota um.

Também, contra todas as previsões, a CUF  (agora denominada Fabril Barreiro), em 1964-65, sagrou-se campeão nacional. O que é curioso, é que, o campeonato da I Divisão de hóquei em patins teve a sua primeira edição em 1938-39 e o clube do Barreiro nunca tinha participado até esta temporada de 1964-65. Isto é, primeira presença, logo campeão. À primeira presença neste torneio, festejou o título. Algo muito raro de acontecer.

Mas, não foi só o título para CUF, no pódio não habitou nenhum dos grandes: segundo lugar para o Oeiras e terceiro para o Campo Ourique. O Benfica ficou em quarto lugar e o FC Porto em sexto lugar.  Depois, foram precisos 49 anos para nova sensação ocorrer. Vamos ver quantos mais serão precisos para outra ocorrência deste tipo?!

 

1961-62, I Divisão Voleibol J V D SETS P
1-Lisboa e Ginásio 3  3  0 9-3 6
2-Sporting Espinho 3  2  1 7-7 5
3-Benfica 3  1  2 6-8 4
4-FC Porto 3  0  3 5-9 3

 

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Em 1961-62, a I Divisão de Voleibol teve como vencedor e correspondente campeão nacional o Lisboa e Ginásio. Ao contrário do que é referido acima, no caso do hóquei, não foi um título surpreendente, pois, o clube lisboeta já tinha ficado perto algumas vezes, a maior das quais em 1949-50, quando ao perder o último jogo ficou empatado em primeiro com o Técnico e disputou-se assim, segundo os regulamentos da altura, um play-off entre os dois, que o Técnico ganhou.  Além disso, em 1960-61, tinha sido vice-campeão. Não foi uma surpresa, porém, o culminar do trabalho de uma geração de talentosos jogadores.

À época, no voleibol, também não havia subidas e descidas na I Divisão. Em 1961-62, apuravam-se os dois primeiros do grupo Norte os correspondentes do grupo Sul, após, em campo neutro, jogavam um mini-torneio uns contra os outros a uma volta, isto é, três jogos. Como não há empates no voleibol, quem mais jogos ganhasse era campeão. Assim, o Lisboa e Ginásio venceu os três e foi campeão.

Quem de fora de Lisboa e seu distrito sabe deste feito do Lisboa e Ginásio? Ser campeão seja em que modalidade for não é fácil, por isso, há que enaltecer tal conquista! Quem no distrito do Porto sabe disto? Quem conhece este clube fora de Lisboa? Quem sabe o seu labor? Poucos! É pena, porque um clube que já foi campeão numa modalidade onde os três grandes do desporto português já foram nela campeões é sempre de salientar.

Um grande abaixo do quarto lugar: Sporting, 5ºlugar, 1964-65

1964-65 J V E D GOLOS P
1-Benfica 26 19  5  2 88-21 43
2-FC Porto 26 17  3  6 47-27 37
3-CUF 26 15  5  6 49-29 35
4-Académica 26 16  2  8 58-40 34
5-Sporting 26 12  8  6 39-35 32
6-Vitória Setúbal 26 15  2  9 61-30 32
7-Vitória Guimarães 26 12  5  9 44-36 29
8-Belenenses 26 12  2 12 39-40 26
9-Leixões 26  8  5 13 50-51 21
10-Sporting Braga 26  8  4 14 36-51 20
11-Varzim 26  8  4 14 39-55 20
12-Lusitano Évora 26  9  2 15 30-51 20
13-Seixal 26  3  2 21 16-84  8
14-Torreense 26  3  1 22 18-64  7

 

1964-65: Sporting, 5ºlugar CASA FORA
Benfica 2-2 0-3
FC Porto 1-1 3-1
CUF 0-0 1-0
Académica 2-4 0-3
Vitória Setúbal 3-2 0-0
Vitória Guimarães 1-2 2-2
Belenenses 1-0 2-1
Leixões 1-0 3-3
Sporting Braga 3-1 2-1
Varzim 3-2 1-3
Lusitano Évora 2-0 1-1
Seixal 1-0 0-0
Torreense 4-0 0-3
CASA FORA
V E D GOLOS V E D GOLOS
8 3 2 24-14 4 5 4 15-21
TOTAL
J V E D GOLOS P
26 12 8 6 39-35 32

 

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Depois da glória, em 1963-64, ao vencer a única competição europeia da sua história, a Taça das Taças, o Sporting acaba o campeonato num inacreditável quinto lugar, com os mesmos pontos do sexto. Só não ficou pior, porque, tinha vantagem nos confrontos diretos com os setubalenses, caso contrário, seria ainda pior. Para juntar a esta desilusão, na Taça das Taças, oitavos-de-final, nesta época, foram eliminados pelo Cardiff City, equipa que estava então nas profundezas da segunda divisão inglesa! Enfim, uma época para esquecer!

Não só ficaram na então pior classificação de sempre, como, tiveram a pior diferença entre golos marcados e golos sofridos do seu historial: 39-35, apenas vantagem de mais quatro golos marcados. Isto só aconteceu pior, em 2012-13, quando acabaram o campeonato em sétimo lugar, que é a pior posição de sempre dos leões. Arrumado concludentemente pela Académica, com derrotas por 3-0 e 4-2, esta no seu próprio estádio. Não venceu fora de casa os últimos quatro classificados, perdeu, incrivelmente, com Torreense, por 3-0, uma equipa que perdeu 22 dos 26 jogos da temporada. Julgava o Sporting, que isto seria só uma coisa que não mais ocorreria. Mas o futuro mostrou que não. Todavia, a próxima temporada seria de glória, com a conquista do campeonato, porém, esta, realmente foi algo de muito mau!

CUF e Académica também se destacaram pela positiva em 1964-65. Ambos conseguiram as melhores classificações de sempre até então: a CUF, com um terceiro lugar e a Académica com um quarto. A CUF não mais igualou tais alturas. Os conimbricenses, melhoraram duas épocas depois. Dois clubes que tiveram aqui uma época exececional, aproveitando a péssima classificação do Sporting. Contudo, não deixa de ser algo a registar, até porque, a CUF, agora Fabril Barreiro, e a Académica, tão cedo não subirão a tais patamares.

À quinta finalmente (Vitória Setúbal, 1964-65)

Depois das derrotas ou finais perdidas em 1926-27, para o Belenenses; em 1942-43 e 1961-62, para o Benfica; e em 1953-54 para o Sporting, finalmente a tal glória, a tal vitória, a tal alegria de vencer uma Taça de Portugal! Foi precisamente o que aconteceu em 1964-65, depois de quatro finais perdidas, o Vitória Setúbal conquistou o seu primeiro troféu nesta competição, batendo claramente o Benfica na final por 3-1. Um Benfica que nesse ano foi vice-campeão europeu e no caminho para essa final espetou uma vitória por 5-1, ao Real Madrid, na primeira mão dos quartos-de-final. Ao contrário de 1961-62, onde os setubalenses perderam para o então bi-campeão europeu, desta vez isso não aconteceu, com a referida e clara vitória por 3-1.
De referir que em duas dessas quatro finais perdidas, 1942-43 e 1961-62, o Vitória Setúbal disputava ou participou nessas temporadas na II Divisão. Apenas por seis vezes equipas que jogaram em divisões secundárias atingiram nessa época a final da Taça de Portugal, o Vitória Setúbal fez esse feito duas vezes, as outras quatro foram: 1943-44, Estoril; 1989-90, Farense; 2001-02, Leixões; 2009-10, Desportivo Chaves. Concluindo, o Leixões em 2001-02 disputava a II B, sendo até hoje e provavelmente por muito tempo, o único clube do terceiro escalão a discutir uma final da Taça de Portugal.
Finalmente, a derrota de 1961-62, como o Benfica foi campeão europeu nesse ano, apesar de ter ficado em terceiro lugar no campeonato, permitiu aos setubalenses participarem pela primeira vez nas competições europeias, na agora extinta Taça das Taças.

ÉPOCA FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
Vitória Setúbal:
1964-65 1ªeliminatória Alhandra 5-0*/4-0
  2ªeliminatória Lusitano Évora 3-2*/6-0
Oitavos-de-final Sports Angola 5-2/6-1*
Quartos-de-final Salgueiros 8-1/1-0*
Meias-finais Sporting 2-2/1-1*/2-0+
FINAL Benfica 3-1
Onze vencedor: Mourinho; Conceição, Torpes, Herculano e Cardoso; Jaime Graça e Augusto; Armando, Carlos Manuel,  José Maria e Quim
Marcha do marcador: 1-0, José Maria (8m); 2-0, por Jaime Graça (12m); 2-1, por Cavem (82m); 3-1, por Armando (83m)
* jogos no recinto adversário; +campo neutro

O seu auge (1969-70, Vitória Setúbal, 3ºlugar)

A época de 1969-70 ficou marcada por um facto quase irrepetível, isto é, o FC Porto acabou o campeonato no 9ºlugar, sua pior classificação de sempre e também de um grande no futebol português. O Sporting ganhou tranquilamente o campeonato e o Sporting Braga desceu pela última vez na sua história. Regressaria em 1975-76 para nunca mais descer. O Barreirense com o seu 4ºlugar, conseguiu a sua melhor classificação de sempre, devendo-se destacar que tinham sido campeões da II Divisão na época de 1968-69. Assim, estabelecendo o melhor lugar de uma equipa vinda da II Divisão, desde que as subidas e descidas foram implementadas em 1945-46. Registo que manteu até 2007-08, onde o terceiro lugar do Vitória Guimarães, vindo da Liga de Honra, melhorou e ultrapassou esse registo.

O Vitória de Setúbal, na época anterior, tinha se classificado no quarto lugar, então melhor classificação de sempre, nesta época, melhoraria isso ao ficar no terceiro lugar, numa época em que eliminaria o Liverpool na 2ªeliminatória da então Taça das Feiras agora Liga Europa. Na época anterior, o Vitória já tinha feito história ao ser a primeira equipa portuguesa a atingir os quartos-de-final desta competição, recorde que só seria igualado e depois melhorado pelo Benfica em 1982-83, onde chegou à final. Os setubalenses conseguiram atingir por quatro vezes os quartos-de-final desta competição em:1968-69,1970-71,1972-73 e 1973-74; infelizmente perderam sempre nessa fase.

No campeonato seria o seu período de ouro, neste campeonato podiam mesmo ter ficado em segundo, no entanto, uma boa ponta final do Benfica estragou esse desejo. Jogadores como Tomé, Jacinto João, Carlos Cardoso, Vítor Baptista, Zé Maria, entre outros construíram e participaram na fase mais gloriosa deste clube das margens do Sado, treinados por José Maria Pedroto, que sucedia a Fernando Vaz, treinador que levou o Setúbal a duas vitórias na Taça de Portugal em 1964-65 e 1966-67.

1969-70 J V E D GOLOS P
1-Sporting 26 21 4  1 61-17 46
2-Benfica 26 17 4  5 58-14 38
3-Vitória Setúbal 26 16 4  6 58-26 36
4-Barreirense 26 11 6  9 42-33 28
5-Vitória Guimarães 26 12 4 10 38-36 28
6-Varzim 26 10 8  8 31-26 28
7-Belenenses 26  9 5 12 23-34 23
8-CUF 26  9 5 12 24-38 23
9-FC Porto 26  8 6 12 30-37 22
10-Académica 26  8 6 12 42-46 22
11-Leixões 26 10 1 15 33-47 21
12-Boavista 26  6 6 14 35-61 18
13-Sporting Braga 26  6 5 15 25-52 17
14-União Tomar 26  5 4 17 20-53 14
1969-70 Vitória Setúbal 3ºlugar CASA FORA
Sporting 0-2 1-3
Benfica 1-0 1-2
Barreirense 2-1 0-2
Vitória Guimarães 2-0 1-2
Varzim 2-1 1-1
Belenenses 4-0 0-1
CUF 2-2 4-0
FC Porto 5-0 3-0
Académica 5-1 3-0
Leixões 2-1 3-1
Boavista 2-1 2-2
Sporting Braga 7-1 1-1
União Tomar 2-0 2-1
CASA FORA TOTAL
V E D GOLOS V E D GOLOS J V E D GOLOS P
11 1 1 36-10 5 3 5 22-16 26 16 4 6 58-26 36

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