Equipas campeãs em ambos os géneros: Sporting Espinho, Voleibol

1956-57, I Divisão Voleibol J V D SETS P
1-Sporting Espinho 3 2 1 8-6 5
2-Benfica 3 2 1 7-5 5
3-Sporting 3 1 2 6-7 4
4-FC Porto 3 1 2 5-8 4
Play-off para o título:
Sporting Espinho-Benfica 3-1 (15-12,8-15,15-12,15-13)

O Sporting Espinho colecionou até ao momento 18 títulos de voleibol masculino. É a equipa com mais títulos, seguido do Técnico com treze (apesar dos lisboetas não triunfarem desde 1967-68), este foi o primeiro em 1956-57. Numa altura em que o formato da disputa consistia em uma poule final de quatro clubes, por sua vez, apurados de dois campeonatos regionais, o de Norte e o do Sul. Cada um qualificava dois clubes. Para se atribuir o título jogava-se esse grupo de quatro clubes, a uma volta, onde quem ganhasse mais jogos festejaria. Todavia, nesta época, 1956-57, ficaram duas equipas empatadas na liderança e respeitando os regulamentos da altura, tinha-se que se disputar uma finalíssima entre esses, onde quem vencesse era campeão. E foi, dessa forma, que os espinhenses conquistaram o seu primeiro título, batendo o Benfica por 3-1 nesse jogo. Os benfiquistas ainda esperariam muito para alcançar o seu primeiro troféu no escalão máximo do voleibol português.

1959-60, I Divisão Voleibol Feminino J V D SETS P
1-Sporting Espinho 6 6 0 18-4 12
2-Sporting 6 4 2 15-9 10
3-Leixões 6 1 5  6-17  7
4-Benfica 6 1 5  8-16  7

Com um domínio inicial do Sporting Espinho, nas primeiras cinco épocas da I Divisão de voleibol feminino, isto é, entre 1959-60 e 1963-64, ganhou quatro desses cinco anos, só falhou o de 1961-62. Após essas conquistas, não mais celebraram qualquer troféu no escalão máximo do voleibol feminino, mantendo-se nesses quatro. O molde de disputa era idêntico ao que se usava em 1956-57 , a única diferença era que em vez de uma volta, disputava-se duas, uma no Norte e outra no Sul. Assim, após o campeonato de 1956-57, pelos homens, em 1959-60, conquistariam o primeiro com as senhoras, tornando-se o Sporting Espinho o clube que mais rápido venceu nos dois géneros, neste caso, no voleibol. Só três clubes mais conseguiram isso no voleibol além dos (as) espinhenses.

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Real Madrid nas competições europeias (UEFA): 1955-56 a 1983-84

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ÉPOCA FASE ATINGIDA RESULTADO
1955-56 Taça dos Campeões: VENCEDOR: Stade Reims 4-3
1956-57 Taça dos Campeões: VENCEDOR: Fiorentina 2-0
1957-58 Taça dos Campeões: VENCEDOR: AC Milan 3-2 a.p.
1958-59 Taça dos Campeões: VENCEDOR: Stade Reims 2-0
1959-60 Taça dos Campeões: VENCEDOR: Eintracht Frankfurt 7-3
1960-61 Taça dos Campeões: 1/8 final: Barcelona 2-2/1-2*
1961-62 Taça dos Campeões: Finalista: Benfica 3-5
1962-63 Taça dos Campeões: 1ªeliminatória: Anderlecht 3-3/0-1*
1963-64 Taça dos Campeões: Finalista: Inter Milão 1-3
1964-65 Taça dos Campeões: ¼ final: Benfica 1-5*/2-1
1965-66 Taça dos Campeões: VENCEDOR: Partizan Belgrado 2-1
1966-67 Taça dos Campeões:  ¼ final: Inter Milão 0-1*/0-2
1967-68 Taça dos Campeões: Meias-finais: Manchester United 0-1*/3-3
1968-69 Taça dos Campeões: 1/8 final: Rapid Viena 0-1*/2-1
1969-70 Taça dos Campeões: 1/8 final: Standard Liège 0-1*/2-3
1970-71 Taça das Taças: Finalista: Chelsea 1-1/1-2
1971-72 Taça UEFA: 2ªeliminatória: PSV Eindhoven 3-1/0-2*
1972-73 Taça dos Campeões: Meias-finais: Ajax 1-2*/0-1
1973-74 Taça UEFA: 1ªeliminatória: Ipswich Town 0-1*/0-0
1974-75 Taça das Taças: ¼ final: Estrela Vermelha 2-0/0-2/5-6 g.p.*
1975-76 Taça dos Campeões: Meias-finais: Bayern Munique 1-1/0-2*
1976-77 Taça dos Campeões: 1/8 final: Club Brugge 0-0/0-2*
1977-78 Não se qualificou
1978-79 Taça dos Campeões: 1/8final: Grasshoppers 3-1/0-2*
1979-80 Taça dos Campeões: Meias-finais: Hamburgo 2-0/1-5*
1980-81 Taça dos Campeões: Finalista: Liverpool 0-1
1981-82 Taça UEFA: ¼ final: Kaiserslautern 3-1/0-5*
1982-83 Taça das Taças: Finalista: Aberdeen 1-2 a.p.
1983-84 Taça UEFA: 1ªeliminatória: Sparta Praga 2-3*/1-1
+Campo neutro; *recinto adversário

As competições europeias foram criadas em 1955, com o aparecimento da Taça dos Campeões (agora Liga dos Campeões ) e Taça das Feiras (agora Liga Europa). A primeira nunca foi interrompida, todos os anos se realiza; a segunda, só a primeira edição demorou três anos a ser concluída, isto é, a final só se disputou em 1958. Continuou a ter alguma irregularidade porque a segunda vez que se concorreu teve o início em 1958 e a final em 1960. Depois disto, passou-se a ter confrontos entre equipas europeias todos os anos, tal como a Taça dos Campeões e como a Taça das Taças, fundada em 1960-61 e, por sua vez, extinta em 1998-99.

O Real Madrid entrou em grande na Taça dos Campeões, alcançando um recorde que dificilmente será igualado: venceu as primeiras cinco edições da Taça dos Campeões, culminando num espetacular 7-3, em 1959-60, frente ao Eintracht Frankfurt.  Depois, duas finais perdidas, em 1961-62, noutra final de luxo, frente ao Benfica, onde o bis de Eusébio venceu o hat-trick de Puskas, com o resultado de 3-5 para os da capital espanhola. Em 1963-64, novo desgosto, 1-3 frente ao Inter Milão. Porém, em 1965-66, novo título, frente ao Partizan Belgrado, 2-1, com Miguel Muñoz a ser dos poucos a conquistar esta prova como treinador e jogador.

O Real Madrid continuava a dominar em Espanha, contudo, os resultados da Europa eram pobres, comparando com a primeira década das competições europeias, apesar, de em, 1962-63, terem sido eliminados na 1ªeliminatória da Taça dos Campeões, a única vez que tal ocorreu (lembrar que na altura não existia fase de grupos). No entanto, recuperam bem com duas finais em três anos, intercalado, com uma derrota, nos quartos-de-final, em 1964-65, de 5-1 frente ao Benfica.

Depois de oito finais em onze anos, as coisas começaram a complicar-se. Na Taça das Taças ainda disfarçaram, perdendo a final de 1970-71 frente ao Chelsea, na finalíssima, 2-1, após empate a um na final. Nova derrota nesta prova, no prolongamento, em 1982-83, frente ao Aberdeen de Alex Ferguson. De resto, algumas eliminações prematuras e quatro derrotas em meias-finais, a última das quais, em 1979-80, o mesmo score de 1964-65, contra o Benfica, ou seja, depois de ganhar a primeira mão por 2-0, foram derrotados na RFA, pelo Hamburgo, pelos mesmos 5-1, não indo à final. Até que, após quatro meias-finais disputadas e perdidas (1967-68, 1972-73,1975-76 e 1979-80), na Taça dos Campeões, os castelhanos à quinta passaram à final após quinze anos, no entanto, não seria de festa que seria do Liverpool por 1-0. Seria preciso esperar pelo fim do século XX para razões para festejar no evento agora chamado Liga dos Campeões.

Na Taça UEFA, ao contrário do que aconteceu na Taça das Taças, com duas finais, perdidas, mas disputadas, aqui os resultados tinham sido fracos: quatro presenças, duas eliminações na 1ªeliminatória, e o melhor que conseguiram foram uns quartos-de-final em 1981-82, com nova humilhação na RFA, novamente após ter ganho por dois golos de diferença na primeira mão, 3-1, com uma retribuição de 5-0 do Kaiserlautern no seu recinto, deixando o Real Madrid completamente arrasado. Contudo, na Taça UEFA as coisas seriam melhores nesta década de 80!

Em 1977-78 passou-se uma coisa raríssima na história deste clube: não participou em quaisquer competição europeia, isto é, em 1976-77, não teve esse ensejo nem via campeonato, nem via taça, terminando a época fora dos lugares europeus, assim, não se apurando para disputar jogos europeus em 1977-78.

Belenenses na Taça de Portugal: 1951-52 a 1980-81

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Uma fase que se destaca por dois motivos: o primeiro é eliminações autenticamente escandalosas frente a clubes que o Belenenses, na altura, era bem superior teoricamente falando. Numa altura, em que os de Belém lutavam pelo título nacional, sem muito sucesso, mas pelejavam! Afastado por clubes como o Torreense em 1955-56, Barreirense, Académica e Vitória Setúbal; tudo nos anos 50.

A segunda fase deriva quando o clube perde o estatuto de candidato ao título, nos anos 60 e passa a ser um emblema como os outros. Aqui, os azuis mostraram-se incapazes de eliminar os 3 grandes. Durante anos seguidos, quando chegava a altura desses desafios, o Belenenses era invariavelmente, isto é, quase sempre eliminado, exemplo disso é o Belenenses de 1966-67 a 1974-75 foi sempre corrido da taça por um desses clubes.

No entanto, nem tudo foi mau, pois em 1959-60, frente ao Sporting, no Estádio Nacional, Jamor, o Belenenses venceu a sua quinta Taça de Portugal. Daí até aos dias de hoje, apenas venceu mais uma, em 1988-89, orientado por um brasileiro, o famoso Otto Glória, o mesmo aconteceu em 1988-89, neste caso, Marinho Peres.

Um outro elemento curioso foi os confrontos com o Leixões. Depois, de vencer concludentemente nos anos 30 e 40, foi afastado pelos matosinhenses, nas meias-finais, em 1960-61 e em 1965-66 numa eliminatória disputada no Restelo. Até hoje, não mais se defrontaram para a Taça de Portugal. No entanto, os azuis sofreram duas derrotas caseiras frente aos leixonenses nestas disputas. Só em 2008-09, sofreriam a terceira derrota para o campeonato em casa frente ao Leixões, isto é, foram mais vulneráveis em casa frente a este adversário em jogos da taça do que no campeonato, onde em 25, ganharam 17.

 

ÉPOCA FASE ATINGIDA/ADVERSÁRIO RESULTADO
     
1951-52 Quartos-de-final: Sporting 1-3*/1-2
1952-53 1ªeliminatória: Barreirense 1-2*/0-1
1953-54 Meias-finais: Sporting 4-2/0-6
1954-55 Quartos-de-final: Académica 0-1
1955-56 Meias-finais: Torreense 2-3
1956-57 Oitavos-de-final: Vitória Setúbal 1-3*/2-1
1957-58 1ªeliminatória: Benfica 0-1*/1-2
1958-59 Quartos-de-final: Benfica 3-1/0-3
1959-60 VENCEDOR: Sporting 2-3*/1-2
1960-61 Meias-finais: Leixões 2-1
1961-62 Meias-finais: Vitória Setúbal 0-0*/0-1
1962-63 Meias-finais: Vitória Guimarães 2-0/1-3*/1-3+
1963-64 Meias-finais: Benfica 1-3*/0-3
1964-65 Quartos-de-final: Sporting 1-1*/0-0/1-3+
1965-66 2ªeliminatória: Leixões 1-2
1966-67 Oitavos-de-final: FC Porto 1-1/0-1*
1967-68 Quartos-de-final: FC Porto 1-3*/0-0
1968-69 Quartos-de-final: Benfica 0-1/2-2*
1969-70 Meias-finais: Sporting 2-4*/2-2
1970-71 Quartos-de-final: Sporting 0-0/2-2*/1-2+
1971-72 Meias-finais: Sporting 2-3
1972-73 4ªeliminatória: Benfica 2-4
1973-74 Oitavos-de-final: Sporting 1-2*
1974-75 Meias-finais: Benfica 1-2*
1975-76 Oitavos-de-final: Vitória Guimarães 1-3*
1976-77 2ªeliminatória: União Santarém 0-1*
1977-78 4ªeliminatória: Benfica 0-5*
1978-79 Oitavos-de-final: Boavista 1-1*/0-1
1979-80 Oitavos-de-final:  FC Porto 1-2
1980-81 Meias-finais: Benfica 0-1
     
     
+Campo neutro; *recinto adversário  

Sporting na Taça de Portugal: 1951-52 a 1980-81

O clube de Alvalade começou este ciclo com a mais espetacular final da Taça de Portugal, perdendo por 5-4 com o Benfica. No ano a seguir, preferiu uma digressão ao Brasil ao jogo da segunda mão, dos quartos-de-final da Taça de Portugal frente ao Lusitano Évora, sendo por isso eliminado da prova, por falta de comparência. Todavia, na época de 1953-54, venceu a prova, derrotando o Vitória Setúbal por 3-2; em 1954-55, perdeu a final para o Benfica.

Depois de três finais em quatro anos, só voltaria a essa fase, em 1959-60, cedendo frente ao Belenenses da Matateu. Entretanto algumas eliminações curiosas, como frente ao Torreense, em 1955-56, contra o Vitória de Setúbal em 1956-57, clube que neste hiato analisado eliminou os leões por quatro vezes, apesar de ter perdido duas finais em 1953-54 e 1972-73.

Antes da conquista da taça em 1962-63, nove anos depois da última, seria importante porque permitiu a participação nas competições europeias, neste caso, a Taça das Taças, que o Sporting conquistaria em 1963-64. Em 1961-62, foi eliminado pelo Belenenses, após terceiro jogo, fato que se repetiu frente ao Vitória Setúbal em 1963-64, 1964-65 e 1967-68 e o Sporting Braga em 1965-66.

Após uns anos de pouco fulgor, o Sporting atingiu cinco finais consecutivas na prova,entre 1969-7’0 e 1973-74, vencendo três e perdendo duas. Quatro dessas finais foram frente ao Benfica, dividas igualmente entre dois, duas para cada um. Essas foram até agora as únicas finais ganhas ao rival lisboeta. Ainda conseguiu conquistar duas taças consecutivas, feito só alcançado nos anos 40.

Em 1974-75, derrota nas meias-finais, contra o Boavista, mais uns anos de pouca inspiração, até atingir a final de 1977-78, onde se superiorizou aos dragões. Primeira vez que isso aconteceria, já que, tinha perdido as outros três, porém, era a primeira vez desde 1936-37 que os dois se encontravam na final. Em 1978-79, tal como no ano transato, foi necessário uma finalíssima, mas, neste caso, o Sporting perdeu-a frente ao Boavista que conquistava aqui a terceira taça em três finais, nos anos 70.

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ÉPOCA FASE ATINGIDA/ADVERSÁRIO RESULTADO
     
1951-52 Finalista vencido: Benfica 4-5
1952-53 Quartos-de-final: Lusitano Évora 2-2/0-3* (desistiu de disputar a segunda mão para fazer uma digressão no Brasil)
1953-54 VENCEDOR: Vitória Setúbal 3-2
1954-55 Finalista vencido: Benfica 1-2
1955-56 Oitavos-de-final: Torrreense 0-1*
1956-57 Quartos-de-final: Vitória Setúbal 0-0/1-2*
1957-58 Meias-finais: FC Porto 2-2/0-3*
1958-59 Meias-finais: Benfica 2-1/1-3
1959-60 Finalista vencido: Belenenses 1-2
1960-61 Meias-finais: FC Porto 2-1/1-4
1961-62 Quartos-de-final: Belenenses 3-2/3-4*/1-2+
1962-63 VENCEDOR: Vitória Guimarães 4-0
1963-64 Oitavos-de-final: Vitória Setúbal 2-2*/0-0/0-1+
1964-65 Meias-finais: Vitória Setúbal 2-2*/1-1/0-2+
1965-66 Meias-finais: Sporting Braga 1-1*/1-1/0-1+
1966-67 1ªeliminatória: FC Porto 1-1/0-1*
1967-68 2ªeliminatória: Vitória Setúbal 1-1*/2-2/0-1+
1968-69 Meias-finais: Académica 1-2/0-1*
1969-70 Finalista vencido: Benfica 1-3
1970-71 VENCEDOR: Benfica 4-1
1971-72 Finalista vencido: Benfica 2-3 a.p.
1972-73 VENCEDOR: Vitória Setúbal 3-2
1973-74 VENCEDOR: Benfica 2-1 a.p.
1974-75 Meias-finais: Boavista 0-1*
1975-76 Meias-finais: Vitória Guimarães 1-2*
1976-77 Quartos-de-final: FC Porto 0-3*
1977-78 VENCEDOR: FC Porto 1-1/2-1
1978-79 Finalista vencido: Boavista 1-1/0-1
1979-80 Oitavos-de-final: Benfica 1-2*
1980-81 2ªeliminatória: Sporting Braga 2-4*
     
+Campo neutro; *recinto adversário  

 

 

 

O prémio merecido (1959-60, Belenenses)

Matateu foi um dos melhores jogadores de sempre da história do futebol português; o maior fora da esfera dos três grandes, no entanto, apesar de ser um finalizador nato e um matador nunca foi campeão nacional, quando o Belenenses era candidato a tal! Este triunfo na Taça de Portugal em 1959-60 foi o seu único triunfo enquanto jogador do Belenenses, marcando ele o golo da vitória. Esta única vitória é manifestamente pouco para um jogador da craveira de Matateu. Contudo, falhar na conquista de troféus quando tendo equipa para tal, foi sempre uma tradição/maldição para os azuis do Restelo ou Salésias onde Matateu começou. Um facto que se arrasta ainda actualmente em outras modalidades como o Futsal, Andebol e Râguebi, isto é, com um bocado mais de mentalidade, sorte e capacidade o Belenenses teria um palmarés muito superior ao actual, também, no futebol, mas também em outros desportos! Talvez um dia o Belenenses acabe com este enguiço…talvez um dia…

ÉPOCA FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
Belenenses:
1959-60 1ªeliminatória Atlético 3-2*/3-0
  2ªeliminatória Lusitano Évora 4-1*/3-1
Oitavos-de-final Sporting Braga 1-0/*/1-0
Quartos-de-final SC Portugal 6-0/3-0*
Meias-finais FC Porto 3-1*/0-1
FINAL Sporting 2-1
Onze vencedor: José Pereira; João Rosendo, Pires e Raúl Moreira; Vicente Lucas e Manuel Castro; “Yaúca”, António Carvalho, “Tonho”, “Matateu” e Estêvão Mansidão
Marcha do marcador: 0-1, por Diego Arizaga (18m); 1-1, por António Carvalho (32m); 2-1, por Matateu (61m)
* jogos no recinto adversário; +campo neutro

O fim de uma era (1959-60, Belenenses, 3ºlugar)

Mais um terceiro lugar, mais uma vez seis vitórias fora de casa, mais uma vez uma pontuação entre 34-36 pontos, 36, mais uma vez pontos perdidos contra equipas menores, neste caso, duas derrotas frente ao penúltimo classificado e despromovido Vitória Setúbal. Numa época que acabaria em glória com a conquista da quinta Taça de Portugal frente ao Sporting, com o resultado de 2-1, seria também o fim de uma era. Nunca mais o Belenenses teve uma época que lutasse pelo título. De 1960 até aos nossos dias, apenas três lugares no pódio, ambos muito longe do primeiro classificado.

Com jogadores como José Pereira, guarda-redes titular do Mundial-66, a seguir ao jogo com a Hungria, os irmãos Vicente e Matateu, Yaúca, entre outros, fizeram a última época onde o Belenenses usou o epíteto de candidato ao título, usou ou fez jus a esse, depois daqui um afundar lento que culminou na primeira descida de divisão em 1981-82. Será o Belenenses capaz de algum dia voltar aos tempos de glória dos anos 20, 30, 40 e 50?

O Boavista está actualmente afundado nas profundezas da II Divisão B, no entanto, esta época 1959-60, marca a sua última descida de divisão da I para a II, já que, em 2007-08, desceu na secretaria. Tal como agora, a queda foi grande, tendo mesmo disputado duas épocas na III Divisão (1966-67 e 1967-68). Não esquecer que não existia Liga de Honra nos anos 60, apenas I, II e III. Conseguiu duas subidas de divisão sucessivas, da III à I: 1967-68 (III), 1968-69 (II), para ficar até descer novamente na secretaria em 2007-08. Esteve dez épocas ausente entre 1959-60 e 1969-70, repetirá-se o mesmo ou o Boavista conseguirá renascer mais depressa?

1959-60 J V E D GOLOS P
1-Benfica 26 20 5  1 75-27 45
2-Sporting 26 19 5  2 82-20 43
3-Belenenses 26 15 6  5 58-25 36
4-FC Porto 26 13 4  9 48-36 30
5-CUF 26 10 5 11 36-39 25
6-Académica 26  8 9  9 40-41 25
7-Vitória Guimarães 26  8 7 11 47-43 23
8-Leixões 26  8 7 11 48-56 23
9-Sporting Covilhã 26  8 6 12 32-49 22
10-Lusitano Évora 26  6 9 11 32-55 21
11-Atlético 26  7 7 12 34-46 21
12-Sporting Braga 26  6 8 12 24-39 20
13-Vitória Setúbal 26  5 8 13 26-52 18
14-Boavista 26  4 4 18 27-81 12
1959-60: Belenenses, 3ºlugar CASA FORA
Benfica 0-0 2-1
Sporting 1-0 0-2
FC Porto 1-0 3-2
CUF 2-1 0-1
Académica 1-2 5-0
Vitória Guimarães 3-1 5-2
Leixões 4-0 1-1
Sporting Covilhã 1-0 0-0
Lusitano Évora 4-0 2-2
Atlético 4-1 1-1
Sporting Braga 4-4 4-1
Vitória Setúbal 1-2 0-1
Boavista 8-0 1-0
CASA FORA TOTAL
V E D GOLOS V E D GOLOS J V E D GOLOS P
9 2 2 34-11 6 4 3 24-14 26 15 6 5 58-25 36

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