Maratona clube com mais títulos internacionais

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Os dirigentes do Sporting andam a apregoar que são o clube português com mais títulos internacionais. Neste caso 27. É verdade que dos três grandes o são. Mas há mais clubes em Portugal. O desporto não se resume só a estes. Ainda que para muitos só contam estes. Esses 27 começam com: 15 Taça dos Campeões de Corta-Mato masculino com mais no feminino e ainda dois na pista, um em cada sexo; 1 Taça dos Campeões, 3 Taças das Taças e 2 Taças CERS no Hóquei em Patins; 2 Taças Challenge no Andebol e uma Taça das Taças em futebol. Apesar deste palmarés, há um clube que tem mais.

Esse clube é o Maratona. Que durante duas décadas deu condições à elite do atletismo português para só pensarem nas suas carreiras. Já não tem equipas seniores. Mas durante o período que as teve, conquistou inúmeros títulos de corta-mato e estrada a nível nacional, só faltou o de pista. E assim acumulou os troféus que serão demonstrados em baixo, num total de 33 títulos internacionais. Todos no atletismo mas contam de igual forma.

 

Maratona
 
Títulos Internacionais:
 
 
Taça dos Campeões de Corta-Mato Masculino :1995,1996,1997,1998,2000,2009 (6)
Taça dos Campeões de Corta-Mato Feminino :1994,1995,2000,2001,2002,2003,2004,

2005,2007,2011 (10)

Taça dos Campeões de Estrada Masculino :1994,1995,1996,1997,2000,2001,2007,

2009,2011 (9)

Taça dos Campeões de Estrada Feminino: :1994,1995,2002,2004,2006,2008,2010,

2011 (8)

   
Total :33 Títulos Internacionais
 
 

 

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XIX Europeu de Basquetebol, 1975, Jugoslávia: título para os anfitriões

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Depois do título de 1973, pondo fim à hegemonia soviética, em casa, a Jugoslávia alcançou o bi, somando o título de 1975 ao de dois anos atrás. Um campeonato em que não houve final. Houve sim um grupo final de cinco equipas, todos contra todos, acumulando o resultado da primeira fase de grupos da outra seleção qualificada do mesmo grupo, onde quem ganhasse mais encontros era campeã. A Jugoslávia transitou com uma vitória frente à Itália conseguida na primeira fase de grupos e venceu os outros quatro atingindo assim o seu segundo troféu, o seu segundo campeonato. Apenas a vitória, decisiva na atribuição do título, diante da União Soviética, foi por menos de dez pontos, seis no caso (90-84). De resto, tudo triunfos concludentes. Assim, a Jugoslávia somou o seu segundo Eurobasket. E esta geração ainda não tinha acabado.

 

1975, Jugoslávia: Jugoslávia    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Holanda 102-76
      Turquia 92-65
      Itália 83-69
    2ªfase (Grupo II) [Itália 83-69] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      Espanha 98-76
      Checoslováquia 84-68
      Bulgária 105-76
      URSS 90-84
         
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

XIII Europeu de Andebol, 2018, Croácia: finalmente ganha a Espanha

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A décima terceira edição do Europeu de Andebol foi disputada na Croácia em 2018. Este evento trouxe duas novidades: a Espanha finalmente à quinta final vence-o; a Suécia perde pela primeira vez uma final, a quinta que disputou. A França fechou no pódio em terceiro lugar. Os espanhóis nem sequer fizeram uma primeira fase de grupos perfeita, cedendo uma derrota diante da Dinamarca. Numa segunda fase de grupos extremamente equilibrada só conseguiram a passagem para as meias-finais no último jogo, triunfando contra os detentores do troféu, a Alemanha. Nas meias-finais derrotaram a França, campeão do Mundo, talvez se tenha assistido aqui a uma passagem de testemunho, e na final o que sucederia? A Suécia, com alguma surpresa, chegou à final, a sua quinta. Tinha ganho as outras quatro, apesar da última já ter sido em 2002. A Espanha, por sua vez, atingia a sua quinta final, nunca tinha festejado. Mas, finalmente, os espanhóis conseguiram vencer a maldição e sagraram-se campeões da Europa pela primeira vez. A estes associa-se dois títulos mundiais, o último em 2013. Foi uma grande festa após tantas frustrações!

2018, Croácia: Espanha    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo D) República Checa 32-15
      Hungria 27-25
      Dinamarca 22-25
    2ªfase (Grupo II) [República Checa 32-15] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      [Dinamarca 22-25] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      Macedónia 31-20
      Eslovénia 26-31
      Alemanha 31-27
    Meias-finais França 27-23
    FINAL Suécia 29-23
         
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

 

2014, Mundial do Brasil: 24 anos depois a Alemanha festeja

64 anos depois o Mundial regressava ao Brasil e tal como em 1950 este foi traumático para os anfitriões. A Alemanha conquistou novamente o cetro e deixou bem vincado isto ao esmagar os brasileiros nas meias-finais por 7-1. A maior humilhação da sua história em casa, perante o seu público. Se em 1950 tinham perdido um encontrou diante do Uruguai, onde só precisavam um empate para serem campeões, aqui foram completamente dilacerados pelos alemães. Mundial no Brasil significa trauma para estes. A Alemanha depois de esmagar os anfitriões nas meias-finais, na final teve mais, muito mais, complicações, onde só no prolongamento bateram a Argentina de Messi. Pela primeira vez desde a unificação os germânicos ganharam esta prova. E Messi continua sem ganhar nada de importante pelo seu país. É verdade que nos Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil venceu a Alemanha na final, conseguindo o ouro olímpico, mas não é bem a mesma coisa!

A Argentina após duas décadas sem fazer nada de jeito neste evento chegou à final. Também 24 anos depois da última, em 1990, onde perderam para a RFA. O país germânico ainda não estava unificado. Aí liderados por Maradona conseguiram chegar tão longe. Com Messi parecia que finalmente o título não ia fugir, mas os germânicos foram melhores, tal como em 1990. Os vice-campeões de 2010, a Holanda chegou às meias-finais, onde só cederam nas grandes penalidades, contra a Argentina. Venceram depois o jogo da consolação, acabando em terceiro lugar. Por sua vez, a Espanha, a Itália e a Inglaterra não passaram a fase de grupos. Uma autêntica desilusão!

A Costa Rica e a Colômbia foram as grandes sensações deste Mundial. Ambas chegaram aos quartos-de-final pela primeira vez, sendo, que a primeira perdeu só nas grandes penalidades para a Holanda e os colombianos foram afastados pelo Brasil. Um jogador desta nação destacou-se, James Rodriguez, foi o melhor marcador deste evento. A Argélia também chegou pela primeira vez aos oitavos, empurrados para fora pelos alemães só no prolongamento. A Bélgica também alcançou os quartos, eliminada pela Argentina. Ainda se evidenciaram a Nigéria e os EUA que também disputaram os oitavos.

Portugal voltou a entrar num Mundial. Uma prova marcada pelas sucessivas lesões nos jogadores fruto de uma má planificação. A derrota por 4-0 com a Alemanha foi fundamental no resto da prova. Um empate a dois com os EUA e uma vitória tangencial contra o Gana não chegou para alcançar os oitavos. Mais uma má prestação em campeonatos do Mundo fora da Europa.

 

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ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
2014, Brasil: Alemanha      
       
    1ªfase, Grupo G Portugal 4-0
      Gana 2-2
      EUA 1-0
    Oitavos-de-final Argélia 2-1 a.p.
    Quartos-de-final França 1-0
    Meias-finais Brasil 7-1
    FINAL Argentina 1-0 a.p.
         
 Onze principal: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Howedes; Kramer (Schurrie), Schweinsteiger e Kroos; Muller, Klose (Goetze) e Ozil (Mertesacker)
         
Marcha do marcador: 1-0, por Goetze (113m)
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

 

Primeiro título para a Espanha: Mundial, 2010, África do Sul

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2010, África do Sul: Espanha      
       
    1ªfase, Grupo H Suíça 0-1
      Honduras 2-0
      Chile 2-1
    Oitavos-de-final Portugal 1-0
    Quartos-de-final Paraguai 1-0
    Meias-finais Alemanha 1-0
    FINAL Holanda 1-0 a.p.
         
 Onze principal: Casillas; Sérgio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevilla; Xabi Alonso (Fabregas) e Busquets; Iniesta, Xavi e Pedro (Navas); David Villa (Fernando Torres)
         
Marcha do marcador: 1-0, por Iniesta (116m)
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

Pela primeira vez um Mundial foi disputado no continente africano, mais concretamente na África do Sul, em 2010. Finalmente, a Espanha conseguiria a consagração. Depois de anos em que era apontada como candidata e nunca fazia nada de jeito, os espanhóis finalmente conquistaram o título. Até aqui, o melhor que esta nação tinha conseguido era um quarto lugar, no já muito distante Campeonato do Mundo de 1950, no Brasil, 60 anos, depois, nem sequer tinha chegado a uma meia-final desde então. Porém, chegava aqui como campeão da europa o que já demonstrava que esta não era uma geração qualquer.  Até começaram mal a prova, perdendo com a Suíça. Todavia, a partir daí ganharam os jogos todos e desde que a fase eliminar se iniciou, todos por 1-0. Na final, um golo de Iniesta no prolongamento deu o título a Espanha e assim alcançaram o que muitos já julgavam ser uma maldição. O triunfo diante da Holanda na final foi o culminar de uma geração que ficaria na história do futebol mundial.

Se com a Espanha se pode chamar de fim da maldição, para os holandeses é precisamente o contrário. Já tinham disputado duas finais deste evento, em 1974 e 1978. E tal como em 1978, a Holanda perdeu a final de 2010 no prolongamento. Terceira final perdida sem nenhuma ganha, começa a ser também uma tradição que ninguém gosta.

Houve duas grandes sensações neste Mundial. Duas nações que foram mais longe do que se esperava: o Uruguai e o Gana. Curiosamente, defrontaram-se nos quartos-de-final. O Gana tornou-se na terceira nação africana a chegar tão longe. E podia ter ido mais além. O jogo com o Uruguai terminou empatado a um no final dos 90 minutos e assim continuou até aos 120′. Exatamente no último suspiro deste houve uma grande penalidade favorável ao Gana, pois Suarez intercetou com a mão um remate que daria em golo. Seria uma oportunidade única, pois permitiria não só a vitória neste encontro, como qualificaria o Gana para as meias-finais, tornando-se na primeira seleção africana a ir tão longe. O jogador ganês não aguentou este peso histórico todo e falhou. Isto levou o jogo para as grandes penalidades, onde o Uruguai foi mais forte, apurando-se pela primeira vez em 40 anos para uma meia-final. Não foi mais longe. Perdeu com a Holanda. Porém, foi a melhor prestação desde o Mundial de 1970, no México, onde também acabou em quarto lugar.

No caminho para o título falou-se que a Espanha teve sorte. Uma das seleções que enfrentou foi o Paraguai que também teve aqui a sua melhor prestação e foi uma das surpresas da prova. Confrontaram-se as duas nos quartos, no início da segunda parte quando o jogo estava a zeros, o Paraguai teve uma grande penalidade a seu favor que falhou. A Espanha mais tarde marcou um golo e qualificou-se para as meias. Se os paraguaios tinham marcado nesse momento o que seria depois ?!

Portugal apurou-se pela terceira vez consecutiva para este evento. O que acontecia pela primeira vez na sua história. Não foi uma prestação brilhante. Também não foi desastrosa. Atingiu-se os mínimos aceitáveis. Isto é passou a fase de grupos, mas nos oitavos a Espanha foi mais forte e um golo de David Villa eliminou os lusitanos. Ficam dois coisas a reter nesta participação: a vitória por sete zero frente à Coreia do Norte na fase de grupos, maior triunfo de sempre dos lusos neste evento; e, pela primeira vez Portugal passava uma fase de grupos num Mundial disputado fora da Europa. Em 1986 e 2002 não teve esse desiderato. Em 1966 e 2006, passou mas estes ocorreram na Inglaterra e Alemanha, no continente europeu.

 

 

 

2006, Alemanha, Mundial: título para a Itália

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32 anos depois, a Alemanha organizava um Mundial. Com uma pequena diferença, desta vez era a totalidade do território germânico. Não como em 1974, em que estava dividida em duas. Parecia que tudo estava pronto para a festa, mas, a Itália, nas meias-finais, nos dois últimos minutos do prolongamento, acabou com o sonho alemão, vencendo por 2-0 e doze anos depois estava na final doze anos após a última. Curiosamente, tal como em 1994, nos EUA, foi decidida nas grandes penalidades, porém, ao contrário da de 1994, a sorte sorriu aos italianos que não falharam uma e viram os franceses desperdiçarem uma que foi o suficiente para a festa. Para a França, oito anos após a sua única final, tiveram aqui a hipótese de alargar o seu palmarés, todavia, aconteceu o que digo acima: a festança foi para os transalpinos, 24 anos depois do seu último troféu que tinha acontecido no Mundial de 1982, na Espanha!

Uma das surpresas do torneio foi a Ucrânia. Primeira presença e única até agora, consegui atingir os quartos-de-final, depois de eliminar a Suíça, nas grandes penalidades, nos oitavos. Na eliminatória seguinte, a Itália foi claramente mais forte, 3-0, porém não deixou de ser uma boa prestação. Outra participação razoável foi obtida pela Austrália, chegou aos oitavos, perdendo, com uma grande penalidade muito controversa, perto do fim, com os carrascos da Ucrânia, a Itália. O Gana que até aqui nunca tinha participado, apesar de na altura ostentar quatro títulos de campeão africano, também chegou aos oitavos, mas, aí o Brasil foi naturalmente mais forte, e venceu sem dificuldades. Os ganeses igualaram Marrocos, Camarões, Senegal e Nigéria como equipa africanas que sobreviveram a uma fase de grupos na história deste evento.

Portugal teve aqui pela primeira vez duas participações consecutivas. Ao contrário da de 2002, no Japão e Coreia Sul, os lusitanos tiveram uma excelente prestação, concluindo em quarto lugar, segunda melhor performance, só em 1966, fizeram melhor e acabaram em terceiro. Uma fase de grupos perfeita com três jogos e três vitórias. Nos oitavos, diante da Holanda, num jogo muito complicado, com muitos cartões e expulsões, um golo de Maniche chegou para a apurar a seleção para os quartos. Aí, frente à Inglaterra, o guarda-redes Ricardo foi herói, defendendo três grandes penalidades, no desempate, apurando, 40 anos depois os portugueses para as meias-finais. Zidane, de grande penalidade, fez a diferença e eliminou Portugal. No jogo para o pódio, os alemães foram superiores. Não obstante isto tudo, os portugueses ficaram nos quatro primeiros, uma excelente participação.

 

 

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
2006, Alemanha: Itália      
       
    1ªfase, Grupo E Gana 2-0
      EUA 1-1
      República Checa 2-0
    Oitavos-de-final Austrália 1-0
    Quartos-de-final Ucrânia 3-0
    Meias-finais Alemanha 2-0 a.p.
    FINAL França 1-1/5-3 g.p.
         
 Onze principal: Buffon; Zambrotta, Cannavaro, Materazzi e Grosso; Gattuso e Pirlo; Camoranesi (Del Piero), Totti (Iaquinta) e Perrotta (De Rossi); Toni
         
Marcha do marcador: 0-1, por Zidane (7m, gp); 1-1, por Materazzi (19m)

Penalties: 1-0, por Pirlo; 1-1, por Wiltord; 2-1, por Materazzi; 2-1, Trezeguet (à barra); 3-1, por De Rossi; 3-2, por Abidal; 4-2, por Del Piero; 4-3, por Sagnol; 5-3, por Grosso

         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

2002, Coreia do Sul e Japão: penta para o Brasil

Scolari  levou o Brasil ao seu quinto título mundial quando nem sequer era um dos principais candidatos, ao contrário do que normalmente acontecia. Uma fase de qualificação fraca onde se apurou apenas no último jogo. Uma Argentina que só cedeu uma derrota, em 18 jogos, apresentava-se como a maior favorita do torneio. Não passou a fase de grupos pela primeira vez em muito tempo! Quanto menos expectativas traziam, quando tudo parecia destinado ao fracasso, a seleção brasileira transcendeu-se. Não só foi campeão, como fez o que poucos países campeões fizeram, isto é, ganhou os jogos todos: do primeiro da fase de grupos até à final; e ainda teve o melhor marcador do evento: Ronaldo com oito golos, melhor registo desde o Mundial de 1970, no México, obtido por Gerd Muller, da RFA. Na final, um bis deste, frente à Alemanha, deu o título ao Brasil, o quinto. Mais uma curiosidade sobre esta final: o Campeonato do Mundo do futebol começou em 1930, no Uruguai, até esta final, o Brasil tinha 4 títulos e a Alemanha três, e este jogo era a primeira vez que se confrontavam na história deste torneio.

Pela primeira vez na sua história o Mundial foi para a Ásia. Não se esperava que os países organizadores, Coreia do Sul e Japão, fossem muito longe, porém os coreanos desafiaram a lógica, chegaram às meias, eliminaram Itália e Espanha e terminaram em quarto lugar, passando pela primeira vez uma fase de grupos. Os japoneses também apuraram-se daí, mas cederam nos oitavos diante da Turquia. Pela terceira e quarta vez um país asiático passou a fase de grupos, no caso coreano e japonês foi a primeira vez; e contra todas as previsões a Coreia do Sul terminou em quarto, algo inédito na história da confederação asiática de futebol (AFC) e ainda por igualar.

As outras três sensações neste torneio foram a Turquia, o Senegal e os EUA. Os turcos só se tinham qualificado para o Mundial de 1954, na Suíça. Esta era a segunda vez. Chegaram às meias-finais, perderam diante dos futuros campeões, o Brasil, mas conseguiram ganhar o bronze, diante dos organizadores. Uma excelente prestação! Tão excelente que desde então nunca mais para aqui se apurou! O Senegal, por sua vez, era a sua estreia neste evento. Começou por vencer os então detentores do título, a França, no primeiro encontro deste evento. Venceu a fase de grupos, nos oitavos afastou a Suécia, nos quartos foram batidos pelos também surpreendentes turcos. Todavia, igualou os Camarões, no Mundial de 1990 na Itália, que também tinham aí chegado. Em 2018, estão de volta! Os EUA tiveram o seu melhor desempenho desde as meias-finais de 1930, no Uruguai. Aqui atingiram os quartos. Acabaram eliminados pela Alemanha, por 1-0.

Portugal, pela primeira vez desde o Mundial de 1986, no México, qualificou-se. Tal como em 1986, foi uma desilusão e isto acabou marcado pela agressão de João Pinto ao árbitro, no terceiro jogo da fase de grupos, diante da Coreia do Sul. Derrota logo no primeiro jogo, frente aos EUA. Um hat-trick de Pauleta contra a Polónia ajudou a construir uma vitória por 4-0. Depois, no último jogo novo desaire e adeus ao Mundial.

 

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ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
 
2002, Coreia do Sul e Japão: Brasil
 
  1ªfase, Grupo C Turquia 2-1
  China 4-0
  Costa Rica 5-2
  Oitavos-de-final Bélgica 2-0
  Quartos-de-final Inglaterra 2-1
  Meias-finais Turquia 1-0
  FINAL Alemanha 2-0
 
 Onze principal: Marcos; Lúcio, Edmílson e Roque Júnior; Cafú, Gilberto Silva, Kléberson e Roberto Carlos; Ronaldinho Gaúcho (Juninho Paulista); Ronaldo (Denílson) e Rivaldo
 
Marcha do marcador: 1-0, por Ronaldo (67m); 2-0, por Ronaldo (79m)
 

 

1998, Mundial de França: vitória dos gauleses

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Vinte anos depois um país anfitrião voltou a ser campeão. Neste caso a França. Semi-finalista do Europeu de 1996, em Inglaterra, onde perdeu surpreendentemente nas grandes penalidades frente à República Checa. Desta vez nem isso os deteve. Um passeio na fase de grupos, ganhando os três jogos. Depois, as dificuldades começaram: nos oitavos, só no prolongamento eliminaram o Paraguai, com um golo de Blanc; relembre-se que naquela altura o tempo extra era decidido por morte súbita, quem marcasse primeiro passava e o jogo terminava aí.

Nos quartos-de-final, frente à Itália, só conseguiram passar nas grandes penalidades. Nas meias-finais, muitas dificuldades para o apuramento, estiveram a perder 1-0, diante da surpresa do torneio a Croácia, com dois golos de Thuram, defesa direito, conseguiram assim a passagem.

Na final, Zidane, que até tinha sido expulso durante a fase de grupos, foi um herói, marcando os dois primeiros golos, de cabeça, após canto, levando os franceses à glória. Um golo a acabar de Petit confirmou o título. 3-0 contra o Brasil, uma das finais mais desequilibradas da história deste evento.

Estreava-se neste torneio e conseguiu não só o bronze, como Suker foi o melhor marcador do torneio com seis golos, isto é, a Croácia. Nos quartos-de-final aplicaram à Alemanha uma das maiores humilhações da sua história, derrota por 3-0. Nas meias soçobraram perante os futuros campeões, mas ainda conseguiram o bronze, batendo a Holanda.

A Holanda, por sua vez, chegou às meias-finais, onde perdeu com o Brasil, nas grandes penalidades. Foi a sua melhor prestação desde a final perdida do Argentina 1978, perante esse país. A Dinamarca também teve aqui a sua melhor prestação, chegou aos quartos, onde cedeu perante o Brasil. A Noruega, que venceu na fase de grupos o Brasil, primeira vez que esta nação perdia na fase de grupos, desde o Mundial de 1966, quando não passou daí, chegou aos oitavos, onde foi afastada pela Itália. A Nigéria chegou novamente aos oitavos, tornando-se o primeiro país africano a passar em edições consecutivas (1994 e 1998) a fase de grupos, mas, tal como em 1994, não foi além disso.

 

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
1998, França: França      
       
    1ªfase, Grupo C África do Sul 3-0
      Arábia Saudita 4-0
      Dinamarca 2-1
    Oitavos-de-final Paraguai 1-0 a.p.
    Quartos-de-final Itália 0-0/4-3 g.p.
    Meias-finais Croácia 2-1
    FINAL Brasil 3-0
         
 Onze principal: Barthéz; Thuram, Desailly, Lebouef e Lizarazu; Deschamps, Karembeu (Boghossian) e Petit; Zidane; Guivarc’h (Dugarry) e Djorkaeff (Vieira)
         
Marcha do marcador: 1-0, por Zidane (27m); 2-0, por Zidane (45m); 3-0, por Petit (90m)
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

24 anos depois, o tetra para o Brasil, EUA 1994

 

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
 
1994, EUA: Brasil
 
  1ªfase, Grupo B Rússia 2-0
  Camarões 3-0
  Suécia 1-1
  Oitavos-de-final EUA 1-0
  Quartos-de-final Holanda 3-2
  Meias-finais Suécia 1-0
  FINAL Itália 0-0/3-2 g.p.
 
 Onze principal: Taffarel; Jorginho (Cafú), Aldair, Márcio Santos e Branco; Mazinho, Mauro Silva, Dunga e Zinho (Viola); Bebeto e Romário
 
Marcha do marcador: 0-0, 3-2 g.p.:0-0, falha Baresi (fora); 0-0, falha Márcio Santos (defende Pagliuca); 0-1, por Albertini; 1-1, por Romário; 1-2, por Evani; 2-2, por Branco; 2-2, falha Massaro (defende Taffarel); 3-2, por Dunga; 3-2, falha R.Baggio (fora)

 

Foi uma espera longa! Da euforia do tri, com uma das equipas candidatas a ser considerada a melhor de sempre a este nível, com muitas desilusões pelo caminho, com derrotas difíceis de engolir! Esse triunfo parecia uma glória complicada de alcançar, falava-se de maldições. Todavia, no Mundial de 1994, nos EUA, tudo isto foi esquecido e a euforia regressou. 24 anos depois, o Brasil chegou ao desejado tetra. O samba voltou!

Uma equipa que não era nem de perto nem de longe das mais entusiasmantes da história do futebol brasileiro, contudo tinha adquirido algo que era um defeito apontados as suas predecessoras, saber tático. Juntando a beleza à segurança defensiva. Não jogando bonito e depois acabando a perder nos momentos crucias. Uma seleção que sabia bem como defender como atacar. Isto foi fundamental para chegar ao título.

Uma primeira fase sem grandes problemas, cedendo um empate com a Suécia e vencendo os outros dois. Em desvantagem numérica, depois da agressão de Leandro, diante dos anfitriões, EUA, um golo perto do fim bastou para o apuramento. Nos quartos, num dos jogos mais espetaculares da história deste evento, uma vitória por 3-2, frente à Holanda, mesmo depois de terem desperdiçado uma vantagem de dois golos, todavia, um livre direto de Branco fez a diferença.

Nas meias-finais, uma vitória tangencial diante da Suécia, vingando o empate da fase de grupos, também, obtida perto do fim, com os suecos reduzidos a dez. Na final, que para muitos é a pior de sempre, só equiparada à do Mundial de 1990, na Itália, só as grandes penalidades fizeram a diferença e aí Taffarel, guarda-redes brasileiro, foi o herói dando o tetra ao Brasil. Depois: samba e festa! Muita festa!

A Suécia, pela primeira vez desde 1958, quando foi finalista em casa, regressou ao pódio, com um meritório terceiro lugar, goleando a Bulgária por 4-0 no jogo para esse efeito. A Bulgária também teve aqui o que ainda é o seu melhor registo de sempre, um quarto lugar, eliminando os detentores do troféu a Alemanha, nos quartos. A Roménia também eliminou um gigante, a Argentina, ainda em convalescença do caso de doping do Maradona, nos oitavos. Cedeu, outra vez, nas grandes penalidades nos quartos, diante da Suécia. Também obteve a sua melhor prestação até aos dias de hoje.

A Arábia Saudita também surpreendeu. Tornou-se no segundo país asiático (AFC) a passar a fase de grupos. O único tinha sido a Coreia do Norte, em 1966, onde alcançou os quartos, eliminada por Portugal, depois de estar a vencer por 3-0, cedendo por 5-3, com o melhor jogo da carreira de Eusébio pela seleção, onde aqui marcou quatro golos.

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