Everton primeiro título inglês: 1890-91

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1890-91, terceira época da história do principal escalão do futebol inglês, agora designado de Premier League. Nas duas primeiras épocas, o Preston North End foi campeão, fez uma dobradinha e conseguiu mesmo isto sem derrotas em 1888-89. Parecia que podia tornar-se logo tricampeão. Mas não o conseguiu graças ao Everton. Venceu o primeiro de nove títulos, quarto clube nas lista com mais e o emblemas com mais presenças nesta competição. Foi uma conquista difícil, sete derrotas em 22 jogos é um número considerável, mesmo assim, festejou, acabando com o breve domínio do Preston que não mais foi campeão até aos dias de hoje. Destaque ainda para o Notts County, terceiro classificado, melhor resultado de sempre. O quinto do Bolton também deve ser realçado visto não ficou muitas vezes nesta classificação ou acima.

1890-91 J V E D GOLOS P
1-Everton 22 14 1  7 63-29 29
2-Preston North End 22 12 3  7 44-23 27
3-Notts County 22 11 4  7 52-35 26
4-Wolverhampton 22 12 2  8 39-50 26
5-Bolton 22 12 1  9 47-34 25
6-Blackburn Rovers 22 11 2  9 52-43 24
7-Sunderland 22 10 5  7 51-31 23 2 pontos deduzidos
8-Burnley 22  9 3 10 52-63 21
9-Aston Villa 22  7 4 11 45-58 18
10-Accrington 22  6 4 12 28-50 16
11-Derby County 22  7 1 14 47-81 15
12-West Bromwich 22  5 2 15 34-57 12
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Portugal campeão europeu de sub-19 em 2018

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2018-Finlândia: Portugal    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Noruega 3-1
      Itália 2-3
      Finlândia 3-0
    Meias-finais Ucrânia 5-0
    FINAL Itália 4-3 a.p.
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

Portugal foi campeão europeu de sub-19 pela quarta vez na Finlândia em 2018. É o primeiro título desde que a UEFA fez a mudança de sub-18 para sub-19 em 2003. Depois das finais perdidas de 2003,2014 e 2017 finalmente a vitória. Um percurso na primeira fase onde se deu uma derrota diante da Itália, de resto, duas vitórias relativamente tranquilas diante da Noruega e o país anfitrião da Finlândia. Nas meias-finais jogo resolvido à meia-hora de jogo, já que o resultado era um inesperado cinco a zero frente à Ucrânia. Inesperado porque aos 30 minutos já estava cinco a zero! Numa das mais empolgantes finais da história deste evento, Portugal bateu a Itália por 4-3, após prolongamento, vingando a derrota de 2003.

Este foi o quarto título: 1961,1994,1999 e 2018. Junta-se a isso mais oito finais perdidas: 1971,1988,1990,1992,1997,2003,2014 e 2017. Um palmarés rico para o registo histórico de Portugal neste torneio. Além disto, ainda teve os dois melhores marcadores do torneio: Trincão e João Filipe, ambos com cinco golos. O treinador Hélio tem a particularidade de como jogador ter sido campeão mundial de sub-20 em 1989 e agora como treinador o título dos sub-17 em 2016 e agora o dos sub-19 em 2018. Para concluir, este triunfo também apurou esta seleção para o Mundial de sub-20 em 2019, na Polónia.

 

II Mundial de Voleibol Feminino, 1956, França: bis para a União Soviética

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A França albergou esta segunda edição do Mundial de Voleibol feminino em 1956. A União Soviética fez o bis depois de ter conquistado o primeiro em 1952. A Roménia conquistou a medalha de prata sua melhor classificação de sempre neste evento. A Polónia conquistou o bronze. Quanto à URSS venceu todos os jogos, o mais difícil foi contra a Roménia, com uma recuperação depois de ter perdido os dois primeiros sets. Esta vitória fez toda a diferença pois se o triunfo tivesse pendido para as romenas, seriam estas as campeãs. Como as russas prevaleceram conquistaram assim o seu segundo título mundial. Um formato de apuramento de campeão que seguiu o mesmo da outra edição: uma primeira fase de grupos, onde, após esta se encontravam num grupo final de dez seleções onde quem triunfasse mais era campeão. Apesar desse jogo renhido com a Roménia, a União Soviética ganhou todos os outros jogos, festejando assim o seu segundo troféu neste evento.

 

1956-França: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Luxemburgo 3-0 (15-1,15-2,15-0)
      EUA 3-0 (15-7,15-4,15-6)
      Israel 3-0 (15-2,15-2,15-0)
    Fase Final [EUA 3-0 (15-7,15-4,15-6)] -resultado que transita da 1ªfase acumulando aos jogos desta fase final
      China 3-0 (15-8,15-0,15-9)
      Coreia do Norte 3-0 (15-6,15-6,15-7)
      Roménia 3-2 (12-15,11-15,15-6,15-2,15-8)
      Holanda 3-0 (15-2,15-7,15-12)
      RDA 3-0 (15-1,15-2,15-3)
      Bulgária 3-0 (15-12,15-7,15-12)
      Polónia 3-1 (15-4,9-15,15-6,

15-6)

      Checoslováquia 3-0 (15-13,15-8,15-5)
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

II Mundial de Voleibol, 1952, URSS: título para os russos

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Depois de vencer em 1949 os russos renovaram o título, conquistando assim a segunda edição deste torneio, pela segunda vez comemoraram o título mundial de voleibol. Mais uma vez o torneio teve um formato diferente do que agora é hábito: uma primeira fase de grupos, depois, as seleções apuradas iriam, num grupo de seis, todas contra todas, onde quem ganhasse mais jogos era campeão. O pódio foi todo oriundo do bloco de leste; aliás, os primeiros quatro classificados era idêntico ao de 1949: ouro para a URSS, prata para a Checoslováquia, bronze para a Bulgária e quarto lugar para a Roménia. Todos melhorariam os seus resultados no futuro. Quanto aos soviéticos, um torneio perfeito, não cederam qualquer set. Um triunfo inquestionável e que não deixou margens para dúvidas. Nestas primeira edições era muito difícil derrotar estes atletas da ex: União Soviética.

1952-URSS: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo B) Israel 3-0 (15-2,15-4,15-1)
      Roménia 3-0 (15-10,15-2,15-8)
      Líbano 3-0 (15-1,15-1,15-6)
    Fase Final Hungria 3-0 (15-3,15-5,15-12)
      Roménia 3-0 (15-5,15-6,15-10)
      Bulgária 3-0 (15-11,15-10,15-5)
      França 3-0 (15-6,15-11,15-8)
      Checoslováquia 3-0 (15-11,15-7,15-6)
         
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

Mundial de 2018, Rússia: bi para a França

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Pela primeira vez o Mundial de futebol foi organizado no leste europeu pela Rússia em 2018. Numa prova muito equilibrada, com surpresas e deceções, foi talvez um onde as diferenças entre seleções foi menor. Os jogos foram quase todos muito discutidos, mesmo entre nações de diferentes confederações. A primeira fase ficou marcada pela eliminação da Alemanha. Desde o Mundial de 1938 na França os alemães tinham sempre chegado pelo menos aos quartos, desta vez nem nos oitavos tiveram lugar. Em 1938, não houve fase de grupos, os germânicos perderam na primeira eliminatória com a Suíça, num segundo jogo pois o primeiro tinha terminado empatado. A derrota foi por 4-2. Desde aí, com fase de grupos em todos os campeonatos do Mundo isto nunca tinha ocorrido.

O México nos oitavos continuou com a sua maldição: desde o Mundial de 1994, nos EUA, os mexicanos passaram sempre a fase de grupos, mas também, não foram mais longe que esse patamar; já vai em sete ocorrências consecutivas. O Japão também chegou pela terceira vez a esta fase e desperdiçou uma vantagem de dois golos diante da Bélgica, acabando por perder por 3-2. A Rússia também fez história: desde o fim da União Soviética nunca mais passou a fase de grupos de um Mundial, a última ocasião em que tal tinha passado foi no México 1986, ainda como URSS. Em casa, finalmente, os russos acabaram com essa maldição, atingindo mesmo os quartos, onde só cederam diante dos vice-campeões da Croácia, nas grandes penalidades e eliminaram a Espanha nos oitavos.

A Inglaterra e a Bélgica que já não chegavam às meias-finais há algum tempo, voltaram a essa etapa. Os belgas surpreenderam os brasileiros nos quartos, os ingleses afastaram a surpresa da Suécia. Suecos que não iam tão longe desde o terceiro lugar do Mundial de 1994. Assim, Inglaterra desde de 1990 que não disputava uma meia-final e a Bélgica desde 1986 iam tentar fazer mais história.

Em dois jogos equilibrados a França e a surpresa Croácia qualificaram-se para a final. No caso dos gauleses uma vitória tangencial diante da Bélgica. Nos croatas, um jogo decidido no prolongamento, com um triunfo por 2-1 frente a Inglaterra. A Bélgica venceu o jogo para o bronze, alcançando assim a sua melhor qualificação de sempre. A França, que tinha eliminado num jogo espetacular a Argentina nos oitavos (4-3), depois o Uruguai nos quartos, era a grande favorita para o título. Favoritismo isso que comprovou ao derrotar a surpresa Croácia na final. Na final com mais golos desde o Mundial de 1966 na Inglaterra que terminou com o mesmo resultado de 4-2, embora, em 1966, só após prolongamento. Para a Croácia ficou uma caminhada inolvidável, derrotando na fase de grupos, aliás, goleando a Argentina por 3-0. Todavia, duas passagens após grandes penalidades e mais um prolongamento nas meias talvez tenha limitado um pouco os croatas na final. No entanto, tornaram-se a primeira equipa do leste europeu a chegar tão distante desde o Mundial de 1962, no Chile, onde a Checoslováquia também soçobrou na final perante o Brasil de Garrincha. A França sagrou-se assim campeã mundial pela segunda ocasião, primeira em vinte anos.

Portugal fez os mínimos: passou a fase de grupos. Perdeu nos oitavos diante do Uruguai, num jogo onde os uruguaios foram quase 100% eficazes em termos da relação entre golos e oportunidades criadas. O destaque vai para Cristiano Ronaldo que fez um hat-trick no primeiro jogo contra a Espanha, que terminou 3-3, e mais um golo frente a Marrocos com uma vitória por 1-0. Esperava-se um pouco mais do campeão europeu, contudo, não foi possível mais.

 

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
2018, Rússia: França      
       
    1ªfase, Grupo C Austrália 2-1
      Perú 1-0
      Dinamarca 0-0
    Oitavos-de-final Argentina 4-3
    Quartos-de-final Uruguai 2-0
    Meias-finais Bélgica 1-0
    FINAL Croácia 4-2
         
 Onze principal: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Hernández; Pogba e Kanté (Nzonzi); Mbappé, Griezmann e Matuidi (Tolisso); Giroud (Fekir)
         
Marcha do marcador: 1-0, por Mandzukic (18m, pb); 1-1, por Perisic (28m); 2-1, por Griezmann (38 m,gp); 3-1, por Pogba (59m); 4-1, por Mbappé (65m); 4-2, por Mandzukic (69m)
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

Gornik Zabrze finalista da Taça das Taças 1969-70

O Rio Ave vai disputar pela terceira vez a Liga Europa. Em 2014-15 chegou à fase de grupos. Esta ainda é a sua melhor prestação. Na época que se avizinha, na segunda pré-eliminatória vai defrontar o vice-campeão polaco:  Jagiellonia Bialystok. Um sorteio complicado. Não vai ser fácil, nesta altura da época, eliminá-lo.

A Polónia a nível da seleção já foi duas vezes medalha de bronze nos Mundiais: 1974 e 1982. E campeã olímpica em 1972, em Munique. Mas a nível de clubes só disputou uma final europeia: a Taça das Taças de 1969-70. Relembre-se que esta competição foi extinta em 1998-99. Apurava-se para a disputar o vencedor da taça de cada país, ou o finalista vencido em caso de dobradinha.

O Gornik Zabrze que ainda é o clube polaco com mais campeonatos (14), tantos quantos o Ruch Chorzow. O último foi em 1987-88. Também são o segundo clube desta nação com mais Taças da Polónia (6), a última em 1971-72. Esta última época conseguiram qualificar-se para as competições europeias ao fim de alguns anos, onde o concluíram em quarto lugar.

Na época de 1969-70 estiveram quase a tocar o céu e chegaram à única final europeia deste país na Taça das Taças. Um percurso complicado; só para se ter uma ideia, só se apuraram para a final, nas meias-finais, diante da Roma, por moeda ao ar, pois os dois encontros terminaram empatados a um, o prolongamento da segunda mão não o desfez e como ainda não havia grandes penalidades, foi tudo decidido por moeda ao ar. Os polacos foram mais sortudos. Na final, o Manchester City superiorizou-se e venceu por 2-1, conquistando o seu único troféu europeu até à data. Para o Gornik Zabrze foi um prazer ter disputado esta partida tão importante mas está à espera que algum clube desta nação o repita.

 

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1969-70-Taça das Taças: Gornik Zabrze
   
 
 
  1ªeliminatória Olympiakos 2-2*/5-0
  Oitavos-de-final Glasgow Rangers 3-1/3-1*
  Quartos-de-final Levski Sófia 2-3*/2-1
  Meias-finais Roma 1-1*/1-1 apurado por moeda ao ar
  FINAL Manchester City 1-2
 
 
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

II Mundial de Andebol Feminino, 1962, Roménia: título para as romenas

 

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O Campeonato do Mundo de Andebol Feminino teve lugar na Roménia em 1962. As vencedoras foram as anfitriãs. Um evento que teve uma primeira fase de grupos com três equipas onde passavam duas seleções para uma segunda fase de grupos de três equipas, onde o vencedor de cada um defrontavam-se na final, os segundos discutiam o bronze. O único mau jogo da Roménia foi na primeira fase de grupos, onde concedeu um empate diante da Jugoslávia. Depois, duas vitórias e a qualificação para a final, onde lutaram contra a Dinamarca, num jogo que terminou 8-5 e assim conquistaram o seu único título mundial até aos nossos dias. Por usa vez, as dinamarquesas só chegaram a outra final em 1993. A Checoslováquia alcançou o seu único bronze na história deste evento e Jugoslávia ficou em quarto um lugar que melhoraria em edições seguintes.

 

1962- Roménia: Roménia
   
 
 
  1ªfase (Grupo C) Polónia 9-4
  Jugoslávia 3-3
  2ªfase (Grupo I) Hungria 9-7
  Checoslováquia 7-3
  FINAL Dinamarca 8-5
 
 
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

II Mundial de Andebol, 1954, Suécia: título para os suecos

 

 

Mundial de Andebol na Suécia, 1954, primeiro título para os anfitriões. Uma competição curta, com apenas seis seleções, dividas em dois grupos de três, onde os dois primeiros se qualificavam para a final e os dois segundos para discutir o bronze. A Suécia era uma das favoritas e não deixou os créditos em mãos alheias, venceu os dois jogos na fase de grupos com alguma margem confortável. Na final, diante dos campeões, numa partida equilibrada, superiorizou-se por 17-14. Assim somou o seu primeiro troféu. De realçar, o quarto lugar da Suíça, que ainda é o seu melhor resultado, igualado em 1993. A Suécia começou aqui a marcar o seu lugar na história deste evento e começou a ser vista em todas as competições como um candidato a ir longe.

 

1954- Suécia: Suécia
   
 
 
  1ªfase (Grupo A) Dinamarca 16-8
  Checoslováquia 23-14
  FINAL RFA 17-14
 
 
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

II Mundial de Basquetebol Feminino 1957 Brasil: bi para os EUA

1957- Brasil: EUA
   
 
 
  1ªfase (Grupo A) Perú 75-37
  Argentina 64-39
  Checoslováquia 50-53
  Fase Final Hungria 51-46
  Brasil 67-44
  Chile 76-47
  Checoslováquia 61-55
  Paraguai 60-40
  URSS 51-48
 
 
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

A segunda edição do mundial de basquetebol feminino realizou-se no Brasil, em 1957. Os favoritos eram os do costume: EUA, URSS, Brasil e Checoslováquia, mais os primeiros. Segundo torneio, segundo título para as americanas. A fase de grupos nem foi a melhor, perderam um jogo, mas, como ganharam os outros dois apuraram-se para a fase final. Esta consistia em um grupo de sete equipas, todos contra todos, o que ganhasse mais jogos era campeão. Os EUA venceram todos os jogos e sagraram-se campeões. Um caminho com encontros muitos renhidos, sobretudo o decisivo para a atribuição do título diante das russas que ficou decidido por uma diferença de 3 pontos. Cinco foi a margem de vitória contra a Hungria no primeiro encontro desta etapa. Ao triunfarem neste seis jogos, uns mais difíceis que outros, fizeram a festa.

O pódio ficou concluído com o segundo lugar da URSS e o bronze para a Checoslováquia. Resultados que ambas as nações iriam melhorar no futuro. O Brasil ficou em quarto, igualando o resultado da edição anterior; também iria fazer mais nas edições seguintes.

 

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