XVI Europeu de Voleibol Feminino, 1989, RFA: título soviético

Depois de terem perdido o título, em 1987, para a RDA, a União Soviética voltou a conquistá-lo. Não teve oposição até à final, já que, chegou lá sem ceder um único set. Um passeio até ao jogo decisivo, mostrando, que ainda eram uma potência da modalidade, à altura, provavelmente a seleção mais forte da Europa e uma das melhores do Mundo. Na final, diante da RDA, as coisas não foram assim tão simples. Cederam um set, o primeiro, e venceram os três seguintes, mas todos decididos nas vantagens (16-14,15-13,15-13). Assim, alcançaram mais um título europeu de voleibol feminino a juntar ao seu vasto palmarés. As conquistas, ao contrário da equipa masculina da Rússia, continuaram após o fim da URSS. Nos homens só um título após isso. Na equipa feminina seis, o que demonstra o lugar da Rússia no panorama internacional desta modalidade.

 

 

1989, RFA: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Turquia 3-0 (15-5,15-9,15-8)
      Roménia 3-0 (15-7,16-14,16-14)
      Jugoslávia 3-0 (15-12,17-16,15-8)
      Finlândia 3-0 (15-3,15-1,15-7)
      RFA 3-0 (15-9,15-7,15-4)
    Meias-finais Itália 3-0 (15-10,15-7,15-8)
    FINAL RDA 3-1 (8-15,16-14,15-13,15-13)
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

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XVII Europeu de Voleibol, 1991, Alemanha: título soviético

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1991, Alemanha: URSS    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo 1) Suécia 3-0 (15-5,15-13,15-13)
      Polónia 3-0 (16-14,15-11,15-6)
      Finlândia 3-0 (15-12,15-7,15-11)
      Grécia 3-1 (10-15,15-9,15-2,15-6)
      Alemanha 3-0 (15-13,15-11,15-13)
    Meias-finais Holanda 3-0 (15-8,15-8,15-8)
    FINAL Itália 3-0 (15-11,17-16,15-9)
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

Neste Europeu ocorreu o fim de uma era. A União Soviética estava a aproximar-se do fim. Este foi a sua última aparição como país unido num Campeonato da Europa. Em 1993, já se tinha subdividido em várias nações. Como tinha acontecido até então, o título não lhe escapou. Um troféu conquistado sem grandes aflições, só cedeu um set em sete jogos, o que demonstra o domínio neste evento de 1991, na Alemanha. Ao vencer a Itália na final estava-se a dar a passagem do testemunho, pois, apesar desta derrota na final, seriam os italianos a dominar a década de 90 do voleibol internacional. A única coisa que não ganharam foi os Jogos Olímpicos. De resto: Liga Mundial, tricampeã do Mundo (1990,1994,1998) e vários Europeus.

Este título também foi um marco. Desde o fim da União Soviética, os russos, potência colonizador desse país, só venceram mais um Europeu, o de 2013. Isto mostra que a Rússia ainda tem muito a percorrer para se equiparar às equipas da URSS dos anos 60,70 e 80.

Sporting conquista segunda Taça Challenge 2016-17

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O Sporting conquistou a Taça Challenge 2016-17. Foi a segunda do seu historial. Tornou-se no primeiro clube português a conquistar dois troféus europeus, embora, o ABC tenha mais finais disputadas (4). Os lisboetas, ao contrário dos bracarenses, foram a duas finais e venceram ambas, cem por cento de eficácia.

Foi um percurso imaculado, perfeito, sem derrotas nem empates, isto é, o Sporting venceu todos os jogos desde a sua entrada na prova até ao segundo jogo, da segunda mão da final, na Roménia. Assim, ninguém conseguiu travar os leões. É a conquista europeia mais contundente da história do andebol português nas competições europeias.

Para os leões este ano também ficou marcado pela conquista do título nacional. O primeiro desde 2000-01, ou seja, 16 anos depois foram novamente campeões. No entanto, é preciso recuar até 1985-86 para encontrar outro triunfo no escalão máximo do andebol português. Serão os sportinguistas capazes de vencer regularmente, ou dar-se-á um novo hiato temporal até alcançarem outro?

 

2016-17, Taça Challenge: Sporting    
   
         
         
         
    3ªeliminatória A.S.D. Romagna Handball (Itália) 32-25/37-24*
    Oitavos-de-final RK Pelister (Macedónia) 32-18*/34-26
    Quartos-de-final AC Doukas (Grécia) 35-23*/27-25
    Meias-finais JMS Hurry-Up (Holanda) 32-27*/37-14
    FINAL AHC Potaissa Turda (Roménia) 37-28/30-24*
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

Catar vice-campeão do Mundo de sub-20, futebol, 1981, Austrália

O Campeonato do Mundo de futebol, em 2022, vai-se realizar no Catar. Um país asiático, situado no Médio Oriente, com grande lucro, devido ao petróleo. Não tem grande história no futebol apesar de ir organizar o maior evento desta modalidade daqui a cinco anos. Só para dar uma ideia relativa a isto, nunca se qualificou para esta prova em toda a sua história. Tem nove presenças na Taça da Ásia (correspondente ao Europeu na Europa) e nunca passou dos quartos-de-final. Ou seja, muito pouco a realçar no seu palmarés futebolístico.

Contudo, esta nação tem algo que se orgulhar. Não no futebol sénior, mas no de sub-20. Aqui, conseguiu algo de registo. No Mundial de sub-20, de 1981, na Austrália, esta seleção chegou à final, eliminando mesmo o Brasil nos quartos e a Inglaterra nas meias. Assim, alcançou o jogo decisivo, onde foi obliterada pela RFA, perdendo por 4-0. Mesmo assim, fica para a posteridade: medalha de prata numa prova FIFA. Isso ainda é mais importante, porque uma potência como a Itália nunca chegou à final de um Campeonato do Mundo de sub-20. O que mostra que isto não é tão fácil como parece.

É verdade que não tem mais nada de importante, mas aqui fica o seu maior feito no futebol internacional.

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1981, Austrália: Catar    
   
         
         
         
    1ªfase (Grupo A) Polónia 1-0
      EUA 1-1
      Uruguai 0-1
    Quartos-de-final Brasil 3-2
    Meias-finais Inglaterra 2-1
    FINAL RFA 0-4
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

Óquei Barcelos vence a Taça CERS 2016-17

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Uma viagem a Itália para defender um troféu. Não foi uma caminhada fácil até à final four da Taça CERS de 2016-17. Nos oitavos uma eliminatória equilibrada com os italianos do Follonica, apesar das duas vitórias nos dois jogos, foram jogos equilibrados. Nos quartos, uma reedição da final de 2015-16, diante dos espanhóis do Vilafranca, decidida em Barcelos com uma vitória por 6-3 que anulou a desvantagem de um golo, trazida de Espanha.

Conseguiria o Óquei Barcelos tornar-se a primeira equipa portuguesa a vencer duas edições consecutivas da Taça CERS? O Benfica, FC Porto e Sporting, tal como este, todos tinham duas conquistas neste evento, mas nenhuma seguida. Era o detentor do troféu, a final a quatro era em Itália, faria história?

Nas meias-finais defronte uma equipa italiana, Sarzana, o Óquei de Barcelos venceu-os num jogo equilibrado. Na final, diante doutra equipa transalpina, o organizador desta fase, num encontro muito igual, só no último minuto é que o Barcelos confirmou a vitória, por 4-2, somando a terceira Taça CERS, segunda consecutiva, igualando o Novara e o Liceo Corunha com o mesmo número de triunfos, tornando-se na primeira equipa portuguesa a triunfar em dois edições seguidas. Fará o que só o Oeiras conseguiu, três edições consecutivas de um mesmo evento? O Oeiras, relembre-se, conquistou três Taças das Taças seguidas, entre 1976-77 e 1978-79.

 

2016-17, Taça CERS: Óquei Barcelos    
   
         
         
         
    Oitavos-de-final Follonica (Ita) 3-1*/3-2
    Quartos-de-final Vilafranca (Esp) 2-3*/6-3
    Final Four Viareggio (Ita):  
    Meias-finais Sarzana (Ita) 3-1
    FINAL Viareggio (Ita) 4-2
         
         
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

 

A primeira subida do Portimonense à primeira: 1975-76

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1975-76 J V E D GOLOS P
1-Portimonense 38 24  7  7 82-45 55
2-Montijo 38 21 10  7 61-33 52
3-Peniche 38 19  9 10 50-36 47
4-Marítimo 38 16 13  9 48-32 45
5-Caldas 38 17  9 12 55-44 43
6-Oriental 38 14 14 10 47-32 42
7-Barreirense 38 14 12 12 41-39 40
8-Esperança Lagos 38 15 10 13 49-39 40
9-Olhanense 38 13 12 13 40-32 38
10-Torreense 38 12 14 12 48-51 38
11-Estrela Portalegre 38 15  8 15 46-39 38
12-Juventude Évora 38 12 13 13 39-34 37
13-Almada 38 16  4 18 42-39 36
14-União Santarém 38 14  8 16 34-47 36
15-Sintrense 38  9 17 12 33-40 35
16-Sesimbra 38 12 10 16 33-42 34
17-União Leiria 38 11 12 15 42-52 34
18-Lusitano Évora 38  9 11 18 30-55 29
19-Torres Novas 38  7  7 24 35-86 21
20-União Montemor 38  6  8 24 18-56 20

 

O Algarve até à época de 1975-76 só tinha tido três equipas a participar na I Divisão: Olhanense, Farense e Lusitano VRSA. Os melhores resultados então foram um quarto lugar do Olhanense em 1945-46 e dois quintos lugares em 1942-43 e 1943-44. O Lusitano VRSA tinha participado três vezes entre 1947-48 e 1949-50 (não participou mais nenhuma vez até hoje). O Farense tinha se estreado em 1970-71 no primeiro escalão do futebol português.

O Portimonense, curiosamente no ano em que o Farense desceu à segunda, conseguiu finalmente a sua promoção à então I Divisão, depois de décadas a procurar este feito. Alcançou-o ao ganhar a Zona Sul da II Divisão, com uma vantagem de três pontos perante o segundo classificado, o Montijo. O Montijo subiria depois na liguinha.

Seria uma estadia curta na I Divisão, só duraria duas épocas, mas lançou as fundações para os anos 80, onde os algarvios estariam por onze épocas consecutivas no escalão máximo do futebol português, conseguindo mesmo qualificar-se para as provas europeias, em virtude de um quinto lugar em 1984-85.

A primeira subida à primeira do Desportivo Aves, 1984-85

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Nesta última época, 2016-17, que terminou em Maio, o Desportivo das Aves garantiu pela quarta vez a subida ao escalão máximo do futebol português. Aqui vamos retratar a primeira ocasião em que tal aconteceu, em 1984-85. Apesar de na última não houve surpresas, já que, os avenses eram favoritos a subir no início da época, nesta, ninguém os apontava como um forte candidato a ser promovido.

Não havia a segunda liga, ainda não tinha sido criada, só aconteceu em 1990-91, então denominada de II Divisão Honra. Aqui a II Divisão dividia-se em três zonas: Zona Norte, Zona Centro e Zona Sul. Subia o primeiro de cada série e os segundos iam disputar com o 13º classificado da I Divisão, uma liguilha onde quem, ao fim de seis jogos, casa e fora, subia ou ficava na primeira o primeiro classificado. Em 1984-85, quem ganhou isto foi o Desportivo Chaves que tinha ficado em segundo na Zona Norte, atrás do Aves.

Não eram considerados candidatos porque na época anterior, 1983-84, tinham participado na III Divisão, garantindo aí a subida à II Divisão. Depois numa disputa muito apertada com os Desportivo Chaves, o Aves consumou a promoção à I Divisão. Não só isso, mas também, conquistou o título absoluto da II Divisão, quando ficou em primeiro na fase de apuramento para isto, onde defrontou os vencedores da Zona Centro e da Zona Sul, neste caso o Sporting Covilhã e o Marítimo.

Foi uma grande festa, mas, foi de curta duração pois desceram no ano a seguir. Terminaram em 13ºlugar, tiveram que disputar a liguilha e assim foram despromovidos. Eram treinados pelo Professor Neca. O mesmo que garantiu as próximas subidas em 1999-2000 e 2005-06. A quarta já foi sem ele. Conseguirão aguentar mais que uma época na primeira? É a questão que se coloca.

 

1984-85 J V E D GOLOS P
1-Desportivo Aves 30 17   7   6 51-30 41
2-Desportivo Chaves 30 17  6   7 58-22 40
3-Paços Ferreira 30 15 10   5 49-24 40
4-Leixões 30 14 10  6 38-29 38
5-Sporting Espinho 30 13  9  8 52-34 35
6-Famalicão 30 12  8 10 39-35 32
7-Felgueiras 30 10 11  9 32-27 31
8-Fafe 30  9 12  9 32-34 30
9-Tirsense 30  9 10 11 35-34 28
10-Gil Vicente 30 12  4 14 42-39 28
11-Feirense 30 10  7 13 44-43 27
12-Lourosa 30 12  3 15 25-37 27
13-Lixa 30 11  5 14 38-45 27
14-Sanjoanense 30  7  6 17 26-53 20
15-Valonguense 30  7  4 19 28-68 18
16-Marco 30  6  6 18 23-58 18

 

 

IX Taça das Confederações, 2013, Brasil: tri para o Brasil

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Após 64 anos, o Brasil iria organizar o Mundial de 2014. Antes disso, tinha a seu cargo a Taça das Confederações de 2013. Uma competição muito grata para os brasileiros, já que, tinham vencido as últimas duas e tinham mais um triunfo em 1997, isto é, em sete edições, três títulos. Em casa seriam capazes de somar mais uma e conquistá-la pela quarta vez, terceira consecutiva?!

Como é apanágio neste evento havia sempre uma surpresa, uma seleção que chegava longe que não era apontada como favorita. Neste, isso não aconteceu. Todos os semifinalistas tinham não só títulos mundiais no palmarés, como eram tidos como possíveis vencedores disto. O leque dos quatro eram: Brasil, Uruguai, Espanha e Itália. Todos com variadíssimos títulos.

O Brasil desta vez não facilitou e ganhou todos os jogos. O mais equilibrado foi nas meias-finais frente ao Uruguai, onde triunfou por 2-1. Os outros todos ganhos por dois ou mais golos. Na final arrasou a Espanha, 3-0. Um triunfo inquestionável neste evento. Ganhou todos os jogos. Em oito edições da Taça das Confederações, os brasileiros triunfaram em quatro, metade. O que demonstra bem o seu domínio. Até porque, conquistaram as últimas três (2005,2009,2013), um record dificilmente igualável.

2013-Brasil: Brasil
   
 
 
  1ªfase (Grupo A) Japão 3-0
  México 2-0
  Itália 4-2
  Meias-finais Uruguai 2-1
  FINAL Espanha 3-0
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

VIII Taça das Confederações, 2009, África do Sul: novo triunfo brasileiro

2009-África do Sul: Brasil
   
 
 
  1ªfase (Grupo B) Egipto 4-3
  EUA 3-0
  Itália 3-0
  Meias-finais África do Sul 1-0
  FINAL EUA 3-2
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

A África do Sul tornou-se em 2009 no primeiro país africano a receber uma prova FIFA a nível sénior. Assim, organizou a Taça das Confederações em 2009 e no ano seguinte receberia o Mundial de 2010.

Como é característico neste evento houve surpresas. Uma dessas foi a presença do país anfitrião nas meias-finais. Mas a maior de todas foi a vitória dos EUA, nessa fase da prova, frente à Espanha, qualificando-se para a final. Mais uma vez aqui algo de escandaloso.  Aqui já todas as confederações tiveram pelo menos uma equipa na final ao longo da história da Taça das Confederações.

O Brasil somou mais uma, a terceira vitória. Ao contrário de em 2005, onde tiveram dificuldades para sair da fase de grupos, aqui foram justos vencedores e não enfrentaram problema de maiores, entretanto, disputou-se um jogo épico contra o Egipto, triunfo por quatro a três, de resto duas goleadas.

Nas meias-finais um jogo mais difícil sobre o país anfitrião, vitória por um zero. Na final, os americanos estiveram a ganhar por dois a zero, mas o Brasil deu a volta e festejou o título revertendo o marcador para três a dois. Terceiro título para os brasileiros que o colocam como o mais titulado da Taça das Confederações, ultrapassando a França que tinha também dois.

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