II Mundial de Andebol, 1954, Suécia: título para os suecos

 

 

Mundial de Andebol na Suécia, 1954, primeiro título para os anfitriões. Uma competição curta, com apenas seis seleções, dividas em dois grupos de três, onde os dois primeiros se qualificavam para a final e os dois segundos para discutir o bronze. A Suécia era uma das favoritas e não deixou os créditos em mãos alheias, venceu os dois jogos na fase de grupos com alguma margem confortável. Na final, diante dos campeões, numa partida equilibrada, superiorizou-se por 17-14. Assim somou o seu primeiro troféu. De realçar, o quarto lugar da Suíça, que ainda é o seu melhor resultado, igualado em 1993. A Suécia começou aqui a marcar o seu lugar na história deste evento e começou a ser vista em todas as competições como um candidato a ir longe.

 

1954- Suécia: Suécia
   
 
 
  1ªfase (Grupo A) Dinamarca 16-8
  Checoslováquia 23-14
  FINAL RFA 17-14
 
 
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

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II Mundial de Basquetebol Feminino 1957 Brasil: bi para os EUA

1957- Brasil: EUA
   
 
 
  1ªfase (Grupo A) Perú 75-37
  Argentina 64-39
  Checoslováquia 50-53
  Fase Final Hungria 51-46
  Brasil 67-44
  Chile 76-47
  Checoslováquia 61-55
  Paraguai 60-40
  URSS 51-48
 
 
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

A segunda edição do mundial de basquetebol feminino realizou-se no Brasil, em 1957. Os favoritos eram os do costume: EUA, URSS, Brasil e Checoslováquia, mais os primeiros. Segundo torneio, segundo título para as americanas. A fase de grupos nem foi a melhor, perderam um jogo, mas, como ganharam os outros dois apuraram-se para a fase final. Esta consistia em um grupo de sete equipas, todos contra todos, o que ganhasse mais jogos era campeão. Os EUA venceram todos os jogos e sagraram-se campeões. Um caminho com encontros muitos renhidos, sobretudo o decisivo para a atribuição do título diante das russas que ficou decidido por uma diferença de 3 pontos. Cinco foi a margem de vitória contra a Hungria no primeiro encontro desta etapa. Ao triunfarem neste seis jogos, uns mais difíceis que outros, fizeram a festa.

O pódio ficou concluído com o segundo lugar da URSS e o bronze para a Checoslováquia. Resultados que ambas as nações iriam melhorar no futuro. O Brasil ficou em quarto, igualando o resultado da edição anterior; também iria fazer mais nas edições seguintes.

 

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1987-88, primeira subida do Nacional à I Liga

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O Nacional da Madeira subiu esta época à I Liga. Aqui vou abordar a primeira vez que este clube foi promovido à então I Divisão. Isso aconteceu na época de 1987-88. A II Liga não existia, havia apenas II e III Divisão, além da I Divisão. Nessa temporada subiam seis equipas ao escalão máximo do futebol português, 2 da Zona Norte, 2 da Zona Centro e 2 da Zona Sul, enquanto desciam o mesmo número da primeira. Na Zonal Sul, o Nacional, terminou em segundo atrás do Estrela Amadora que também subiu este ano pela primeira vez à primeira. Uma subida com alguma folga, cinco pontos de vantagem sobre o Louletano (à altura a vitória só valia dois pontos). Na primeira época na I Divisão, em 1988-89 ficaram em décimo. Esta aventura durou três anos. Depois, só no século XXI regressariam, em 2001-02. Uma estadia de 15 anos onde foi apurado para as competições europeias, ficando duas vezes em quarto, 2003-04 e 2008-09. Veremos se nesta nova vida, em 2018-19 igualarão esses anos.

 

 

1987-88 J V E D GOLOS P
1-Estrela Amadora 38 24  8  6 64-22 56
2-Nacional 38 25  5  8 69-25 55
3-Louletano 38 23  4 11 80-36 50
4-Estoril 38 18 11  9 55-35 47
5-Barreirense 38 15 14  9 42-37 44
6-União Madeira 38 16 10 12 59-39 42
7-Sacavenense 38 14 13 11 43-40 41
8-Atlético 38 15 10 13 55-39 40
9-Oriental 38 14 11 13 53-51 39
10-Silves 38 12 14 12 38-47 38
11-Olhanense 38 15  8 15 50-43 38
12-Esperança Lagos 38 14  8 16 39-48 36
13-Santiago do Cacém 38 12 11 15 36-55 35
14-Montijo 38 13  7 18 46-51 33
15-Amora 38 11  9 18 43-64 31
16-Lusitânia 38 10 11 17 26-54 31
17-Cova Piedade 38  8 14 16 40-54 30
18-Samora Correia 38 10  7 21 33-58 27
19-Pescadores 38  8  8 22 33-74 24
20-Santa Clara 38  5 13 20 19-51 23

 

 

João Sousa vence o Estoril Open 2018

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Nasci em 1981. Comecei a acompanhar o desporto com mais atenção em 1989. Nem sequer existia um torneio de ténis ATP em Portugal nessa altura. O primeiro foi em 1990. O agora chamado Estoril Open. Na altura e durante toda a década de 90 parecia quase utópico um português conquistar esta prova.  Nuno Marques e João Cunha e Silva chegaram aos quartos, mas daí não passaram. Ou seja, era um sonho ver um lusitano erguer o troféu.

Na primeira década do século XXI apareceu um português que conseguiu atingir um top 60 na tabela do ATP. Esse indivíduo era Frederico Gil. Tal como os outros dois citados no parágrafo anterior, também chegou aos quartos. Até que em 2010 chegou onde nenhum lusitano tinha obtido em toda a história do ATP, isto é, à final de um torneio deste calibre. Foi o pioneiro neste sentido. E para tudo ser melhor, foi no Estoril Open. O que era quase utópico estava a um pequeno passo de ser conseguido. Num jogo muito renhido, onde Gil desperdiçou dois breaks à maior no terceiro set, ditou a vitória do espanhol Montanes e o sonho ficou muito mais longe. Parecia um oportunidade irrepetível! Tão perto e tão longe!

Em 2013 o país acordou para uma nova realidade. Na Malásia, um tenista chamado João Sousa venceu um torneio ATP. Três anos depois da derrota de Gil, este alcançou o que ninguém tenha feito anteriormente. Em 2015, novo torneio ATP, em Espanha. Todos em hardcourts. Parecia que finalmente tínhamos alguém capaz de tornar o sonho em realidade! Até porque, em 2012, ainda no início da carreira tinha chegado aos quartos deste evento. Só que, talvez por não lidar bem com pressão, nunca mais chegou sequer a essa fase.

Isto tudo até 2018. Um jogo equilibradíssimo na primeira eliminatória durante um ucraniano, com vitória por 7-6 e 7-5. Os oitavos diante de Pedro Sousa, também não foram menos com um triunfo saldado em três sets muito iguais. Nos quartos, mais três sets frente a Edmund, sendo que no último o britânico implodiu, perdendo por 6-0. Já estava nas meias, talvez fosse desta. E nas meias, contra uma estrela emergente do ténis atual, um tenista grego, a vitória no tie-break do terceiro set, colocou João Sousa na final. Era uma oportunidade a não desperdiçar. Curiosamente, o encontro mais fácil para o jogador português foi a final, saldada numa vitória por duplo 6-4, frente ao também promissor Tiafoe. O quase utópico transformou-se numa realidade muito saborosa! Finalmente, após 29 anos, 29 edições, um lusitano chamado João Sousa fez a festa!

 

2018: Estoril Open: João Sousa
   
 
 
  1ªeliminatória Daniil Medvedev 7-6/7-5
  Oitavos-de-final Pedro Sousa 4-6/7-6/7-5
  Quartos-de-final Kyle Edmund 6-3/1-6/6-0
  Meias-finais Stefanos Tsitsipas 6-4/1-6/7-6
  FINAL Frances Tiafoe 6-4/6-4
 
 
 
*jogos no estádio do adversário; +campo neutro
 

 

 

 

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