1998, Mundial de França: vitória dos gauleses

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Vinte anos depois um país anfitrião voltou a ser campeão. Neste caso a França. Semi-finalista do Europeu de 1996, em Inglaterra, onde perdeu surpreendentemente nas grandes penalidades frente à República Checa. Desta vez nem isso os deteve. Um passeio na fase de grupos, ganhando os três jogos. Depois, as dificuldades começaram: nos oitavos, só no prolongamento eliminaram o Paraguai, com um golo de Blanc; relembre-se que naquela altura o tempo extra era decidido por morte súbita, quem marcasse primeiro passava e o jogo terminava aí.

Nos quartos-de-final, frente à Itália, só conseguiram passar nas grandes penalidades. Nas meias-finais, muitas dificuldades para o apuramento, estiveram a perder 1-0, diante da surpresa do torneio a Croácia, com dois golos de Thuram, defesa direito, conseguiram assim a passagem.

Na final, Zidane, que até tinha sido expulso durante a fase de grupos, foi um herói, marcando os dois primeiros golos, de cabeça, após canto, levando os franceses à glória. Um golo a acabar de Petit confirmou o título. 3-0 contra o Brasil, uma das finais mais desequilibradas da história deste evento.

Estreava-se neste torneio e conseguiu não só o bronze, como Suker foi o melhor marcador do torneio com seis golos, isto é, a Croácia. Nos quartos-de-final aplicaram à Alemanha uma das maiores humilhações da sua história, derrota por 3-0. Nas meias soçobraram perante os futuros campeões, mas ainda conseguiram o bronze, batendo a Holanda.

A Holanda, por sua vez, chegou às meias-finais, onde perdeu com o Brasil, nas grandes penalidades. Foi a sua melhor prestação desde a final perdida do Argentina 1978, perante esse país. A Dinamarca também teve aqui a sua melhor prestação, chegou aos quartos, onde cedeu perante o Brasil. A Noruega, que venceu na fase de grupos o Brasil, primeira vez que esta nação perdia na fase de grupos, desde o Mundial de 1966, quando não passou daí, chegou aos oitavos, onde foi afastada pela Itália. A Nigéria chegou novamente aos oitavos, tornando-se o primeiro país africano a passar em edições consecutivas (1994 e 1998) a fase de grupos, mas, tal como em 1994, não foi além disso.

 

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
1998, França: França      
       
    1ªfase, Grupo C África do Sul 3-0
      Arábia Saudita 4-0
      Dinamarca 2-1
    Oitavos-de-final Paraguai 1-0 a.p.
    Quartos-de-final Itália 0-0/4-3 g.p.
    Meias-finais Croácia 2-1
    FINAL Brasil 3-0
         
 Onze principal: Barthéz; Thuram, Desailly, Lebouef e Lizarazu; Deschamps, Karembeu (Boghossian) e Petit; Zidane; Guivarc’h (Dugarry) e Djorkaeff (Vieira)
         
Marcha do marcador: 1-0, por Zidane (27m); 2-0, por Zidane (45m); 3-0, por Petit (90m)
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

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24 anos depois, o tetra para o Brasil, EUA 1994

 

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
 
1994, EUA: Brasil
 
  1ªfase, Grupo B Rússia 2-0
  Camarões 3-0
  Suécia 1-1
  Oitavos-de-final EUA 1-0
  Quartos-de-final Holanda 3-2
  Meias-finais Suécia 1-0
  FINAL Itália 0-0/3-2 g.p.
 
 Onze principal: Taffarel; Jorginho (Cafú), Aldair, Márcio Santos e Branco; Mazinho, Mauro Silva, Dunga e Zinho (Viola); Bebeto e Romário
 
Marcha do marcador: 0-0, 3-2 g.p.:0-0, falha Baresi (fora); 0-0, falha Márcio Santos (defende Pagliuca); 0-1, por Albertini; 1-1, por Romário; 1-2, por Evani; 2-2, por Branco; 2-2, falha Massaro (defende Taffarel); 3-2, por Dunga; 3-2, falha R.Baggio (fora)

 

Foi uma espera longa! Da euforia do tri, com uma das equipas candidatas a ser considerada a melhor de sempre a este nível, com muitas desilusões pelo caminho, com derrotas difíceis de engolir! Esse triunfo parecia uma glória complicada de alcançar, falava-se de maldições. Todavia, no Mundial de 1994, nos EUA, tudo isto foi esquecido e a euforia regressou. 24 anos depois, o Brasil chegou ao desejado tetra. O samba voltou!

Uma equipa que não era nem de perto nem de longe das mais entusiasmantes da história do futebol brasileiro, contudo tinha adquirido algo que era um defeito apontados as suas predecessoras, saber tático. Juntando a beleza à segurança defensiva. Não jogando bonito e depois acabando a perder nos momentos crucias. Uma seleção que sabia bem como defender como atacar. Isto foi fundamental para chegar ao título.

Uma primeira fase sem grandes problemas, cedendo um empate com a Suécia e vencendo os outros dois. Em desvantagem numérica, depois da agressão de Leandro, diante dos anfitriões, EUA, um golo perto do fim bastou para o apuramento. Nos quartos, num dos jogos mais espetaculares da história deste evento, uma vitória por 3-2, frente à Holanda, mesmo depois de terem desperdiçado uma vantagem de dois golos, todavia, um livre direto de Branco fez a diferença.

Nas meias-finais, uma vitória tangencial diante da Suécia, vingando o empate da fase de grupos, também, obtida perto do fim, com os suecos reduzidos a dez. Na final, que para muitos é a pior de sempre, só equiparada à do Mundial de 1990, na Itália, só as grandes penalidades fizeram a diferença e aí Taffarel, guarda-redes brasileiro, foi o herói dando o tetra ao Brasil. Depois: samba e festa! Muita festa!

A Suécia, pela primeira vez desde 1958, quando foi finalista em casa, regressou ao pódio, com um meritório terceiro lugar, goleando a Bulgária por 4-0 no jogo para esse efeito. A Bulgária também teve aqui o que ainda é o seu melhor registo de sempre, um quarto lugar, eliminando os detentores do troféu a Alemanha, nos quartos. A Roménia também eliminou um gigante, a Argentina, ainda em convalescença do caso de doping do Maradona, nos oitavos. Cedeu, outra vez, nas grandes penalidades nos quartos, diante da Suécia. Também obteve a sua melhor prestação até aos dias de hoje.

A Arábia Saudita também surpreendeu. Tornou-se no segundo país asiático (AFC) a passar a fase de grupos. O único tinha sido a Coreia do Norte, em 1966, onde alcançou os quartos, eliminada por Portugal, depois de estar a vencer por 3-0, cedendo por 5-3, com o melhor jogo da carreira de Eusébio pela seleção, onde aqui marcou quatro golos.

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Mundial Itália 1990: título germânico

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O Campeonato de Mundo de 1990, de futebol, realizou-se na Itália. O país anfitrião naturalmente era um dos favoritos ao título, chegou às meias-finais sem sofrer um único golo. Aí, concedeu o primeiro diante da Argentina e foi posteriormente eliminada nas grandes penalidades, o que deixou um país em lágrimas.

A Inglaterra também teve aqui a sua segunda melhor prestação nesta prova, só batida pelo título de 1966. Uma fase de grupos irregular, com dois empates e uma vitória contra o Egipto. Nos oitavos-de-final só perto do fim do prolongamento conseguiu afastar os belgas com um golo de David Platt. Nos quartos, novo prolongamento, estiveram mesmo a perder contra os Camarões, passaram com duas grandes penalidades um pouco duvidosas. Nas meias-finais contra os futuros campeões, os ingleses cederam numa coisa que futuramente iria ser um trauma, isto é, derrota nos penalties frente à RFA.

A Argentina, liderada por Maradona chegou à final com muitas dificuldades. Começou a prova perdendo no primeiro jogo contra os Camarões. A vitória frente à URSS e o empate diante da Roménia qualificou a equipa para os oitavos. Aí um jogo especial contra o rival de sempre, o Brasil. Vitória por 1-0, golo de Cannigia e a pior prestação dos brasileiros desde o Mundial de 1966, na Inglaterra, onde ficaram pela fase de grupos. De resto chegaram sempre, pelo menos, aos quartos. Quartos e meias-finais decididos nas grandes penalidades diante da Jugoslávia e da Itália, qualificaram os argentinos para a final. Aí, acabaram com nove e perderam com um penalti muito duvidoso e não conseguiram tornar-se na terceira seleção a vencer dois Mundiais seguidos.

A RFA acabou por vencer com justiça.  Foi a melhor equipa em quase todos os jogos. Passeou na fase de grupos só cedendo um empate frente à Colômbia. Nos oitavos um jogo com muitas quezílias contra a Holanda, que dois anos antes tinha sido campeã da Europa, na RFA, afastando este nas meias. Nos quartos afastaram a Checoslováquia e nas meias alguma felicidade, apenas vencendo nas grandes penalidades. Na final, tiveram a sua vingança depois de terem perdido o Mundial de 1986, no México, diante da Argentina.

Pela primeira vez a magia do futebol africano apareceu de vez e com convicção neste evento. Os Camarões, liderados por Roger Milla, chegaram aos quartos-de-final, a primeira seleção africana a chegar tão longe. Venceram a Argentina na fase de grupos, estiveram a vencer a Inglaterra nos quartos-de-final, onde só foram afastados, no prolongamento porque o árbitro marcou dois penalties um pouco duvidosos. Não mais este país africano esteve sequer perto de algo semelhante.

Era uma altura, em modo geral, onde se empatava muito, não só em provas deste cariz mas também em competições nacionais. Foi dessa forma que a República da Irlanda chegou aos quartos-de-final sem vencer um único jogo. Empatou os três na fase de grupos, empatou contra a Roménia nos oitavos, passando nas grandes penalidades e só cedeu depois diante da Itália. Ainda hoje é a única seleção a alcançar tal fase sem ganhar.

 

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
         
1990, Itália: RFA      
       
    1ªfase, Grupo D Jugoslávia 4-1
      EAU 5-1
      Colômbia 1-1
    Oitavos-de-final Holanda 2-1
    Quartos-de-final Checoslováquia 1-0
    Meias-finais Inglaterra 1-1/4-3 g.p.
    FINAL Argentina 1-0
         
 Onze principal: Illgner; Berthold (Reuter), Kohler, Buchwald e Brehme; Augenthaler;  Hässler, Matthäus e Littbarski; Klinsmann e Völler
         
Marcha do marcador: 1-0, por Brehme (85m, gp)
         
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

Mundial, 1986, México: Argentina campeã

Pela segunda vez, vinte anos depois, Portugal qualificou-se para um Mundial de futebol: neste caso, no México, em 1986. Uma qualificação sofrida, só obtida após vitória na RFA, por 1-0, com um golo de Carlos Manuel. O selecionador era José Torres que tinha brilhado em 1966, neste evento, na Inglaterra, onde alcançou a medalha de bronze.

Em terras mexicanas, as coisas até começaram bem com uma vitória por 1-0, novamente com um golo de Carlos Manuel, diante da Inglaterra, seleção que até então não batíamos desde um particular em 1955. O problema foi os jogos seguintes: derrota contra a Polónia, resultado que na altura podia ser considerado normal, até porque, em 1982, os polacos ficaram em terceiro lugar. O pior foi depois, frente a Marrocos, que venceu inesperadamente por 3-1, eliminando os lusitanos, tornando-se na primeira seleção africana a passar a fase de grupos. Eliminados, jogadores em confronto com a federação, o caso Saltillo, dificilmente seria algo para recordar pela positiva.

Quanto ao restante da prova, a surpresa Marrocos, que terminou nos oitavos, frente a RFA. O México igualou o seu melhor resultado de sempre, quartos-de-final, o mesmo que tinha conseguido no México 1970. Só em 1994, os aztecas conseguiriam passar uma fase de grupos fora do seu país, as outras duas tinham sido obtidas quando este evento se disputou em terras mexicanas. A RFA, que tinha eliminado uma das surpresas desta prova, Marrocos, teve muitas dificuldades em derrotar, nos quartos, os anfitriões, só nas grandes penalidades.

A Bélgica também surpreendeu. Chegou às meias-finais, onde perdeu diante da Argentina, com dois golos da estrela e do melhor jogador deste torneio: Maradona. Cedeu no jogo para o bronze, frente à França. Todavia, este quarto lugar ainda é o seu melhor registo. A França, ao conseguir o lugar mais baixo do pódio, igualava, até então, a sua maior participação, também, bronze, no Suécia 1958. A geração de Zidane, mais tarde, ultrapassaria todos estes feitos, fazendo melhor que a de Platini.

A Argentina teve no seu capitão, Maradona, o seu melhor astro. Diz que viu o Mundial de 1986 que foi Maradona que o ganhou, arrasando adversário após adversário. Registou cinco golos, curiosamente nenhum na final. Mas aí também teve destaque ao fazer a assistência para o 3-2,  para a festa argentina, para o seu segundo título e último até agora. Vamos ver o que Messi fará na Rússia. A RFA, teve aqui um recorde negativo, ainda é o único país, juntamente com a Holanda (1974 e 1978), a perder duas finais seguidas; em 1982, tinha perdido diante da Itália. A Itália, por sua vez, campeão em título, teve um prestação fraca, não passou dos oitavos-de-final, derrotada pela França. Mas, Maradona partiu tudo, segundo quem viu!

ÉPOCA   FASE ATINGIDA ADVERSÁRIO RESULTADO
 
1986, México: Argentina
 
  1ªfase, Grupo A Coreia do Sul 3-1
  Itália 1-1
  Bulgária 2-0
  Oitavos-de-final Uruguai 1-0
  Quartos-de-final Inglaterra 2-1
  Meias-finais Bélgica 2-0
  FINAL RFA 3-2
 
 Onze principal: Pumpido; Brown, Cuciuffo, Ruggeri e Olarticoechea; Giusti, Batista, Maradona e Enrique; Burruchaga (Trobbiani) e Valdano
 
Marcha do marcador1-0, por Brown (23m); 2-0, por Valdano (56m); 2-1, por Rummenigge (74m); 2-2, por Völler (82m); 3-2, por Burruchaga (88m))
 
* jogos no recinto adversário; +campo neutro;

 

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