Vitória Setúbal na Taça de Portugal: 1953-54 a 1984-85

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ÉPOCA FASE ATINGIDA RESULTADO
1953-54 Finalista: Sporting 2-3
1954-55 Oitavos-de-final: Académica 1-3
1955-56 1ªeliminatória: Leões Santarém 1-4
1956-57 Meias-finais: Sporting Covilhã 1-0/0-3
1957-58 Quartos-de-final: Sporting 1-1/0-2
1958-59 1ªeliminatória: FC Porto 3-2/1-7
1959-60 2ªeliminatória: Sporting Covilhã 2-2/3-3/1-5
1960-61 Quartos-de-final: Sporting 1-0/1-4
1961-62 Finalista: Benfica 0-3
1962-63 1ªeliminatória: FC Porto 2-0/1-3/1-4
1963-64 Quartos-de-final: Belenenses 1-2/0-2
1964-65 VENCEDOR: Benfica 3-1
1965-66 Finalista: Sporting Braga 0-1
1966-67 VENCEDOR: Académica 3-2 a.p.
1967-68 Finalista: FC Porto 1-2
1968-69 4ªeliminatória: Belenenses 2-3
1969-70 5ªeliminatória: Benfica 3-2/0-2
1970-71 Meias-finais: Sporting 1-1/0-1
1971-72 Quartos-de-final: Belenenses 0-1
1972-73 Finalista: Sporting 2-3
1973-74 5ªeliminatória: Sporting 2-4
1974-75 Quartos-de-final: Benfica 0-1
1975-76 Meias-finais: Boavista 0-2
1976-77 Oitavos-de-final: Famalicão 2-3
1977-78 4ªeliminatória: Famalicão 0-1
1978-79 2ªeliminatória: Paredes 0-2
1979-80 Quartos-de-final: Varzim 0-1
1980-81 Meias-finais: FC Porto 1-2
1981-82 3ªeliminatória: Portimonense 0-1
1982-83 2ªeliminatória: Estrela Portalegre 1-2
1983-84 4ªeliminatória: Gil Vicente 0-1
1984-85 2ªeliminatória: Sporting Braga 0-1
+Campo neutro; *recinto adversário

O Vitória Setúbal teve neste período, sobretudo nos anos 60, os seus anos dourados na Taça Portugal. Um final nos anos 50, uma nos anos 70 e, a sua melhor década, cinco finais nos anos 60, todas elas, orientado por Fernando Vaz. Deu-se mesmo ao luxo, de a primeira dos anos 60, 1961-62, o clube estava na II Divisão. Apesar de a ter perdido, qualificou-se pela primeira vez para as competições europeias, neste caso, para  a Taça das Taças, pois o Benfica, vencedor nessa final, tinha sido campeão europeu, apurando-se para a Taça dos Campeões, pois era o campeão em título, visto ter falhado no campeonato, onde terminou em terceiro lugar. Assim, os sadinos participaram, em 1962-63, na sua primeira aventura pelas competições da UEFA. Ainda, realçar, que, em 1960-61, o Vitória, então na II Divisão, afastou o Benfica da taça. Pela primeira vez o Benfica foi eliminado deste evento por uma equipa de divisões secundários. Seria preciso esperar por 2002-03, quando os desconhecidos do Gondomar, repetiram tal feito.

Após 11 anos e apesar de ter terminado o campeonato no 12ºlugar, antepenúltimo, fugindo à despromoção por pouco, atingiu a final da taça, Aqui, para surpresa geral, perdeu por 3-2, mas deu mais luta do que se esperava contra o que restava dos cinco violinos do Sporting, que tinha acabado de conquistar o treta no campeonato. Mais oito anos, outra final, já mencionada acima. No entanto, ao aqui chegar, disputou-a pela segunda vez, estando na II Divisão, feito já ocorrido em 1942-43, isto é, os setubalenses são o único clube a fazer isto por duas vezes, os outros só o fizeram uma vez, nas seis vezes que uma formação de escalões secundários chegou à final.

Quatro finais, quatro derrotas. Até quando ia demorar esta perseguição pela festa do Jamor?! Em 1964-65, três anos após a última final, com o adversário a ser novamente o Benfica, também, finalista da Taça dos Campeões, desta vez sem glória, pois perdeu para o Inter Milão, não era favorito, contudo, contra todas as previsões, venceu os encarnados por 3-1, finalmente festejando um triunfo na Taça de Portugal. Em 1965-66, nova final, segunda consecutiva, algo inédito no seu historial até então, desta vez era favorito, mas um golo de Perrichon, deu ao Sporting Braga a sua única taça até aos dias de hoje. Um ano depois, nova final, terceira seguida, frente aos surpreendentes vice-campeões do campeonato, a Académica, numa final com 144 minutos, dois prolongamentos, as grandes penalidades ainda não existiam um lado algum, um golo de JJ deu a segunda para Setúbal. Fernando Vaz continuava a fazer história como treinador desta agremiação. 1967-68, quarta consecutiva, terminando numa derrota frente aos portistas, treinados por José Maria Pedroto que também faria história pelo clube sadino, numa final sem favoritos.

Os anos 60 foram onde Vitória Setúbal mais se destacou nesta prova. Após isto, e até ao final do século XX, apenas mais uma vez chegou a esta fase, em 1972-73, sucumbindo por 3-2, contra o Sporting. No restante, nada de realce, apenas algumas meias-finais. Seria preciso esperar pelo início do século XXI, para se ver, novamente, este clube setubalense em novas epopeias no Estádio Nacional.

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